segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O Nascimento do Redentor


Por: Costa Pereira - Portugal, minha terra


Sendo uma data que a Igreja Católica santificou, desde logo também, por ser feriado, passou a ser comemorado por não-cristãos que lhe foram introduzindo alguns dos tradicionais costumes populares típicos da região e da festiva quadra. Entre outros entrou a Ceia de Natal, a árvore de Natal, o Papai Noel, a troca de presentes, cartões, pisca-piscas, presépios e demais motivos alusivos ao evento que envolvem um aumento da actividade económica entre cristãos e não-cristãos, que tornaram a festa num acontecimento significativo e um período chave de vendas para os comerciantes e para as empresas. “O impacto económico da comemoração é um factor que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo”.
Além do mais, para os cristão, o Dia de Natal que vem precedido do Advento e depois se prolonga até ao domingo em que a Igreja celebra o baptismo do Senhor, é o centro das festas de fim de ano e da temporada natalícia. O 25 de Dezembro, bem ao contrário do que certos sabichões dizem não é nenhuma adopção de crenças pagãs, mas antes uma solene prova da vitória da fé cristã sobre o paganismo. Também não é verdade que o Natal só começou a ser celebrado pelos cristãos com o imperador Constantino.  As Sagradas Escrituras revelam-no, como no segundo capítulo de Lucas se vê. Os anjos, logo após o nascimento do Menino Deus, em Belém, onde no templo está bem assinalado por uma roseta, clamam aos pastores: “Não temais, eis que vos anunciamos uma Boa Nova, que será de alegria para todo o povo: hoje vos nasceu, na Cidade de Davi, o Salvador, que é o Cristo e Senhor!” (Lc 2,10-12).
É um dado histórico, os cristãos já festejavam o nascimento do Redentor pelo menos desde o segundo século, pois como se vê logo Deus determinou que celebrássemos o nascimento de seu Filho neste mundo. Como mais tarde, no século III, a Igreja pode livremente transmitir a doutrina cristã, começou também com  mais apego  por dar esse sentido cristão às praticas pagãs.
Daí, uma delas, foi dar um sentido cristão à celebração que pelo solstício de inverno os pagãos tinham de anualmente festejar o nascimento do deus sol. Que a partir de agora com a celebração do nascimento de Jesus, o Natal cristão, dá origem à estimulação e conversão desses povos pagãos. E nele se inspira São Francisco de Assis, o pioneiro do presépio cristão, que pela primeira vez o representou ao vivo, com figuras de carne e osso. Oxalá também nós e a humanidade inteira o tenha vivo no coração, não só nesta quadra, mas durante toda a nossa vida.

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