domingo, 28 de agosto de 2016

A "Madalena"


Em entrevista ao jornal Público, a dona Catarina mostrou arrependimento sobre a formação da “geringonça”, o nome designado por Vasco Pulido Valente, para a solução governativa que surgiu após Outubro de 2015, congeminada pelos partidos que haviam perdido as eleições; com especial relevo para o Partido Socialista de Costa.
O que dessa entrevista se recolhe, não deitaria sumo algum, mesmo que os limões fossem espremidos ao tutano. Qualquer "Zé da tasca" lhe pediria explicações sobre o seu conteúdo. E qualquer asno zurraria de alegria!
A lenga-lenga do costume, tratando os portugueses por estúpidos: “travar o empobrecimento do país”, “afastar a direita do governo”.
Madalena, Ticiano
Não satisfeita com a lenga-lenga já conhecida por todos, mistura assuntos sem nexo – a restruturação da divida (que para a dona do Bloco apenas quer dizer começar a contrair mais divida a partir do zero), com a Goldman Sachs, numa clara teoria da conspiração.
O maior perigo para esta “arrependida” é “perdermos todo o controlo sobre o sistema financeiro”. Porque para esta “Madalena” tudo o resto está bem: a capacidade produtiva do país, os salários das pessoas e o peso do Estado Social.
E com a superficialidade de quem come um requeijão, remata com a “política do ódio”, mistura a NATO com Donald Trump e diaboliza a União Europeia (como sempre) quetrata parte do seu povo como se estivesse sob suspeita permanente”.
São raros pensamentos tão profundos!
E quase em nota de rodapé, o populismo do costume: “Não às sanções, não à chantagem, Portugal é uma democracia”.
Quanto ao arrependimento em si, só cai nele quem quer. Admite-se que alguns tenham “tropeçado” a quatro de Outubro. Mas passados tantos meses … à segunda quem quer cai e à terceira …
A solução governativa actual é tudo o que o Partido Comunista (PCP) e os partidos da génese do Bloco de Esquerda almejavam desde 1976 – uma maioria de esquerda. Porque a tradição de ambos é a leninista/estalinista (no caso do Bloco, também trotskista). Atingir o poder para modificar o mundo. Em suma, a Revolução. Conseguida não por meios pacíficos (como defendiam alguns marxistas moderados), mas usando a força e a coerção, como o fizeram os bolcheviques em banho de sangue. Um ADN longínquo – de Blanqui que preservava a tradição jacobina do terror e ditadura.
Infiltrados no Estado como agora estão (Bloco e PCP), irão aprovar o Orçamento de 2017 sem delongas para sustentarem as clientelas (e o oportunismo de Costa), até ao estrondo final, que se aproxima a passos largos com o colapso da economia. Um país assim tem os dias contados. De bancarrota em bancarrota, lá vai cantando e rindo.

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