terça-feira, 10 de maio de 2016

Olhem para a Dinamarca

                                                                                                             Hans Christian Andersen

Será que entre nós e os dinamarqueses existem assim tantas diferenças?
Se é certo que a diferença entre indivíduos de etnias diferentes é mínima (cerca de 7%), justificando deste modo o conceito de igualdade tão redimido por alguns, também o é para justificar as diferenças, a diversidade. Essa mínima percentagem diferencia o dinamarquês do português, e o louro de olhos azuis do moreno de cabelo encaracolado.
Mesmo assim, justifica-se o atraso entre países?
Não. Então porque razão, sendo a Dinamarca um país sem recursos naturais, sujeita aos rigores do Norte, se tornou num país cujo desenvolvimento económico e social é invejável?
Porque seguiu uma politica correcta. Foi a politica e a cidadania que transformaram um país onde era difícil viver, num país onde todos querem viver. Os políticos dinamarqueses souberam, por exemplo, criar um sistema de segurança social e de transportes transparentes; os cidadãos criaram os melhores restaurantes do mundo. Hoje a Dinamarca é próspera e pacifica. Passou de uma economia de subsistência para uma de prosperidade porque soube criar instituições sociais e politicas que lho permitiram.
Porque razão nos não esforçamos por nos assemelharmos à Dinamarca? Porque não importamos o que é bom da Dinamarca? Porque os interesses se têm sobreposto ao bem geral, prejudicando carradas de indivíduos.
Se fosse possível dar uma machadada na corrupção que corrói o país, ao nível da Administração Pública, teríamos um desenvolvimento semelhante ao da Dinamarca. Impõe-se que isso se torne possível, por uma questão de justiça, de moral.  Armando Palavras


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