sexta-feira, 20 de maio de 2016

Dylan: como se faz

 
Miguel Esteves Cardoso  - jornal Público

Hoje Bob Dylan lança mais doze standards gravados à antiga com equipamento antigo.

Hoje Bob Dylan lança mais doze standards gravados à antiga com equipamento antigo. O álbum chama-se Fallen Angels e o site npr.org diz que as canções foram gravadas nas mesmas sessões donde saíu o arrebatador Shadows In The Night de 2015.
Não descobri a verdade mas encontrei uma muito longa e interessantíssima entrevista que Dylan deu à revista AARP. Gugle "dylan aarp uncut" para dar com ela.
Pois, eu também não conhecia a revista. A AARP é a American Association of Retired People e a revista que publica e manda a todos os membros tem uma circulação superior a 22 milhões de exemplares. É a revista com maior circulação dos EUA.
Na entrevista Dylan, que eu, tal como muito boa e má gente, considero um génio, mostra a sinceridade e naturalidade que os génios têm. E dá uma aula de interpretação dos standards: é preciso acreditar nas palavras que se canta. E para isso é preciso ter vivido o que se está a contar e a cantar.
Ele diz que os intérpretes de hoje cantam às pessoas (sing at people) em vez de cantar para elas (sing to). Arrasa com toda a razão as cagadas de Rod Stewart à volta do Great American Songbook. E faz o maior elogio a outro artista que alguma vez vi Dylan fazer: a Frank Sinatra. E fá-lo de uma maneira original, inesperada e inteligentíssima.
Leia também ("al schmitt dylan sos") a fascinante (e mais técnica) entrevista que Paul Tengen fez ao engenheiro de som Al Schmitt sobre como gravou Dylan a cantar tão perto e tão fundo.

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