No
último programa na TVi 24, Medina Carreira interrogava-se. Como era possível
que o país, com a geração mais qualificada de sempre, se tenha afundado desta
maneira, nestes últimos 15 anos? Ou seja, desde 2004 a 2016! E desafiava o seu
convidado, João Salgueiro, a reflectirem sobre o assunto, mas fora do programa,
com um grupo de trabalho decente. O seu convidado aceitou o repto, como não
podia deixar de ser.
Esperemos que o façam. Esta divida
impagável está a encher os bolsos a uns poucos, à custa de tantos. É preciso
saber a quem se deve, porque razão se deve e quem foram os energúmenos que isto
permitiram.
Há uma coisa que todos sabemos, e Medina
Carreira melhor que todos. O período em que Sócrates patrulhou o país como quis
foi aquele que levou o país a esta situação. Mas Sócrates não é o único
culpado, nem ele sozinho teria capacidade para tanto lodo. Foi ajudado. É
preciso saber por quem.
Medina Carreira tem toda a razão ao
referir a “geração mais qualificada”. Porquê? Porque uma geração qualificada
depende do tipo de ensino de uma Nação. Ora o que aconteceu nesse período de má
memória (2005/2011) foi a completa perversão daquilo que se pode denominar de
“geração mais qualificada”. Essa geração tem, de facto, qualificações. Mas
perversas. E é bom que nessa reflexão de Medina e Salgueiro sejam analisadas
todas as directivas de Maria de Lurdes Rodrigues, a ministra da Educação da
patrulha de Sócrates. Porque é aí que tudo começa. Esta senhora que foi acusada
por um colectivo de juízes, foi depois ilibada, segundo noticias da imprensa,
por uma delegada do partido socialista. E, para cúmulo, condecorada (por
critérios políticos, vejam bem) pelo presidente Cavaco!
O que se passou na Educação, passou-se em
todas as áreas da governação. O Estado corrompeu-se e ao corromper-se o Estado,
corrompeu-se o país. O mérito foi atirado para o titulo de “burro” e os
corruptos singraram como se fossem a inteligência da Pátria.
Aqueles que medraram no tempo de Sócrates,
continuaram a medrar no tempo de Passos e Portas, e continuarão a medrar (por
maioria de razão) no tempo de Costa e do quarteto da governança. É que os de
hoje, são os mesmos de ontem. Tanto os que medram como os que definham. Por
essa razão não sairemos da bancarrota. Aqui nos manteremos por 30 anos. E se,
entretanto, alguma decência aparecer na governação da Nação. Armando Palavras

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