sábado, 23 de abril de 2016

Caciquismo e corrupção na Administração Pública em força


O paleio de Costa e a lábia da dona Catarina na campanha eleitoral apenas enganou os incautos. Assinada a papelada, a primeira medida anunciada por Costa (no dia a seguir à formação da governança) foi adiar o descongelamento das carreiras para 2018. E não foi por acaso que o fez. Foi por puro golpe. As carreiras foram congeladas no governo socialista (a que ele pertenceu) em 2009. E não foram congeladas ao acaso e por acaso. Era preciso (para continuar a anarquia que levou à bancarrota) “quebrar a espinha” a quem pudesse contestar as patifarias provocadas por essa governança socialista.
Os trabalhadores do Estado estão impedidos de progredir na carreira, desde 2009, mesmo que cumpram os requisitos previstos na lei. Porque as progressões obrigatórias são destinadas aos funcionários que acumulam dez pontos na sua avaliação de desempenho, e as progressões facultativas estão sujeitas a quotas e só podem ocorrer se o dirigente orientar o orçamento do serviço para esse fim. Ou seja, como a lei aprovada para estes fins não bedece a princípios universais, criou-se um regime cacique, onde só irão progredir os amigos. O presidente Cavaco (inexplicavelmente), protegeu o sistema, como aparentemente irá proteger o actual presidente.
Não foi por acaso que Bruxelas há uma semana alertou para a corrupção na Administração pública Portuguesa! [Tempo Caminhado: Bruxelas pede mais esforços de ...]
Passos e Portas apanhados em contrapé prolongaram-na para lá do admissível, sem corrigir o que está errado. Tivessem usado a inteligência (que têm) e tê-las-iam descongelado em 2014/15 (teriam a maioria absoluta). E poderiam tê-lo feito, porque foi uma das reivindicações dos socialistas de Seguro e uma possibilidade de Passos na “crise do irrevogável”.
Costa, seguindo os métodos do seu antigo chefe, alarga para mais dois anos, aquilo que, no máximo, deveria ter acabado em 2016! E não esclarece de que forma irá desbloquear as progressões. O plano de Estabilidade confirma-o. Como confirma mais coisas que, num país decente, obrigaria estes “paleiógrafos” a demissão acelerada. Armando Palavras

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