No
próximo dia 28, sábado, pelas 16 h decorrerá no Ecomuseu a apresentação do livro:
Poesia, amoras & presunto, comemorativo das bodas de ouro de Poeta de
Barroso da Fonte.
Em
Junho passado este escritor e jornalista Barrosão foi homenageado pela Câmara,
conjuntamente com o seu colega de
Seminário de Vila Real, José Dias Baptista.
Os mesmos autores já dia 25 de Abril deste ano haviam sido distinguidos
pela Câmara Municipal de Vila Real. E em Boticas, durante o IV Encontro do
Forum Galaico- Transmontano e em Vizela, pela Tertúlia dos Amigos da Rádio
voltou Barroso da Fonte a ser publicamente a ser aplaudido em sessões muito
participadas.
Desta
vez voltará a ser homenageado pela Editora Tartaruga que lhe atribuiu «o prémio
nacional de Poesia, Fernão de Magalhães Gonçalves». Esse prémio consiste em ser
a Editora a editar uma obra do homenageado e a promover as apresentações que
tiverem anuência, em cada sede de concelho ou instituição no ano de 2015. A
Câmara de Montalegre, por ser Barrosão o celebrado, é a primeira a ter essa
honra, já com a certeza de que ofertará um exemplar do livro a cada
participante na sessão que terá lugar pelas 16 horas de Sábado, dia 28.
António
Chaves, presidente da Direção da
Academia de Letras de Trás-Montes, apresenta o livro que foi chamado Poesia,
amoras & presunto. A Câmara estará representada pelo vicepresidente-
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| BARROSO da FONTE |
No regresso fixou-se em Chaves,
como professor Eventual do antigo Liceu. Fundou e dirigiu o Centro de Emprego
dessa cidade (1968-1975). Por transferência fixou-se em Guimarães, terra onde constitui família.
Licenciou-se em Filosofia
na UC entre 1977-1982, ano em que foi requisitado ao IEFP
(Instituto de Emprego), para assumir a direção da Delegação do Norte da
Direção-Geral da Comunicação Social. Em 1985 regressou a Guimarães e, no ano
seguinte, foi convidado a integrar o executivo da Câmara, como vereador. O
Partido pelo qual se candidatou venceu, pela primeira vez as eleições, pelo que
cumpriu esse mandato de 4 anos, com os pelouros do: pessoal, serviços
administrativos, cultura, desporto e, desde 1988, também o Turismo.
Em
Fevereiro de 1990 regressa ao Centro de Emprego como técnico superior
principal.
Mas em Setembro seguinte é nomeado
diretor do Paço dos Duques de Bragança e do Castelo da Fundação, até que em
Agosto de 1995, a seu pedido, se aposentou. Ainda voltou à Universidade do
Minho onde fez o mestrado e preparou durante os cinco anos curriculares a tese
de doutoramento sobre Alfredo Pimenta que foi editada em 2005 sobre a « Alfredo
Pimenta – da práxis libertária à doutrinação nacionalista». Entre 1998 e 2005
lecionou no Instituto de Estudos Superiores de Fafe, a disciplina de «animação
no contexto educativo». Simultaneamente fundou e dirigiu o jornal a Voz de
Guimarães que chegou a ter a maior tiragem de entre os sete que no concelho se
publicavam. E para apoio a esta e a outras valências, fundou a Editora Cidade
Berço.
Obra editada
Em
prosa e verso publicou nos 50 anos de vida literária que este ano tem vindo a
comemorar, cerca de 60 livros, nove dos quais em poesia. Em prosa, privilegiou a etnografia, a antropologia, a
monografia e a história. O Pensamento e a obra de Alberto
Sampaio resultou do Mestrado. E Alfredo Pimenta: da práxis libertária à
doutrinação nacionalista, foi trabalho dos cinco anos de investigação para
doutoramento. Já teve duas edições. Entre 1990 e 2011 liderou a polémica entre
A. de Almeida Fernandes e a tradição que defende ter Afonso Henriques nascido
em Guimarães, em 25 de Julho de 1111.
Esse medievalista sempre defendeu essa tradição, até que, no declarado intuito
de puxar esse nascimento para Viseu, «minha pátria distrital», urdiu a teoria
de que, afinal, o Rei Fundador teria nascido
em Viseu, em 5 ou 6 de Agosto de 1109. Para que essa sua teoria pudesse bater
certo com os seus intuitos, negou a existência do Condado Portucalense,
alegando que D. Teresa sempre viveu em Viseu, com base numa escritura que ali
teria ocorrida em 5 de Agosto de 1109.
Para seu desgosto essa escritura
havia ocorrido em Coimbra em 29 de Julho desse ano.
Nessa
polémica nacional entrou (mal) a Academia Portuguesa de História, cuja
presidente chegou a anunciar aos canais televisivos, em Setembro de 2009, que
iria providenciar para mudar os manuais escolares. E a própria, com a chancela
daquela Instituição Histórica, coordenou a edição de 34 pequenos volumes
comerciais, referentes aos 32 reis e 2 rainhas, impingindo essa nova teoria que
num debate público, em Dezembro seguinte, levou José Mattoso a demarcar-se
dessa e de qualquer alteração ao que até ali se defendera, porque nenhuma prova
consistente foi encontrada.
Barroso da Fonte refutou esse cisma
histórico, em 2009, com o livro Afonso Henriques – Rei Polémico e (re)confirmou essa refutação
em 2011, com os 900 anos do nascimento de Afonso Henriques: 1111 – 2011.
João
Pedro Miranda – in: Noticias do
Barroso


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