quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Assalto ao Orçamento


A austeridade não é, nem foi nenhum programa político-ideológico. Foi uma necessidade. Quando se gasta (intencionalmente) o que se não tem com má governação,  a seguir, para sobreviver, não haverá alternativa à austeridade. Foi o que aconteceu em 2011. As porcarias  da governação socialista de José Sócrates (à qual pertenceu António Costa), puseram o país numa situação de chapéu na mão. Ao ponto de nesse ano, o governo ganhador ao tomar posse, não ter dinheiro para pagar aos funcionários públicos! Ou seja, estava o país na bancarrota! Esse governo transformado na Coligação de “direita” foi forçado pelos credores a um programa austero que toda a gente conhece.
As peripécias que se passaram nestes quatro anos estão na memória de todos. E quando António Costa usurpou o lugar de António José Seguro, contou com o descontentamento do costume e com  a fraca memória do povo. Desta vez, contudo, o povo sofreu na pele as patifarias socialistas. E não esqueceu. A quatro de Outubro deu a vitória à Coligação, defraudando as expectativas de alguns.
Depois disso António Costa tem-se comportado como se tivesse sido o vencedor do acto eleitoral, movimentando-se em entrevistas a jornais internacionais e arrogando-se de senhor no acto negocial. Esta arrogância vai pagá-la caro.
Costa não tem dificuldade em negociar com o PCP, porque tem no ADN a teoria estalinista. Mas vai começar a ter com a Coligação e com a percentagem popular que votou no PS e na Coligação. Ao contrário do que Costa (e apoiantes) diz, cerca de 70% dos portugueses não votaram numa Coligação das esquerdas, votaram no PS e na Coligação de “direita”. Costa, à semelhança de Sócrates, esforça-se por perverter os princípios e as práticas, procurando ser Primeiro-ministro quando foi derrotado. 
Se Costa entende que deve governar com o PCP e o Bloco, primeiro deve ganhar as eleições para depois convidar essas forças politicas para a governação. Ou então, deve coligar-se primeiro a essas forças e só depois se sujeitar a eleições. 
O que Costa pretende é usurpar o poder. E isto não é novo nas esquerdas da revolução. Mas não pretende apenas isto, procura assaltar o Orçamento do Estado para distribuir prebendas pelos correlegionários, aliás como foi observado na governação de Sócrates, onde o Estado foi colossalmente corrompido, falindo.
Depois das declarações (feitas ontem) do Primeiro-ministro em funções, é tempo da Coligação pôr cobro a este jogo sujo e perverso, não cedendo em mais nada. Costa que faça as coligações que bem entender, porque quem saiu vencedor do acto eleitoral de quatro de Outubro foi a Coligação. Ponto final.
Armando Palavras

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