quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O que a lei não proíbe, proíbe a decência



A partir do momento que António Costa percebeu que iria perder as legislativas, iniciou as negociações com as esquerdas. Fê-lo por essa razão e pela ganância de poder. O debate de António Costa com Jerónimo de Sousa dá essas indicações. Foi uma conversa de amigos desavindos num banco de jardim.
Costa diz que a Coligação não entendeu os resultados eleitorais. Querendo com isto dizer que esses resultados lhe permitem a ascensão a Primeiro-ministro (mesmo derrotado no acto eleitoral) desde que consiga um acordo parlamentar com a esquerda (é mais correcto dizer com as esquerdas). É claro que a Coligação percebeu isso primeiro do que ele. E é claro que isso é legal, porque a Constituição o permite. Mas será eticamente aceitável? Pode-se fazer muita coisa no campo da Lei, mas será que o devemos fazer? É esta a questão.
Como dizia Séneca (c. 4 BC-AD 65), “o que a lei não proíbe, proíbe a decência”.
Armando Palavras

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