quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O Debate do milagre das rosas



O debate entre o Primeiro-ministro e o líder do partido socialista só não foi esclarecedor para quem não quis. Para os comentadores do costume não foi. Até porque os comentários não passaram da ficção do costume. Para quem ficou esclarecido não interessa a ficção de quem ganhou, porque essa é construída sobre os alicerces que conhecemos. Determinado comentador conhecido dá a sua opinião. Diz quem ganhou (dá o mote) , não diz mais nada, e a seguir, em online, uns milhares votam!
António Costa tomou a iniciativa em pormenores desnecessários, com gráficos e graficozinhos; tornando-se ridículo ao associar o PSD à Troika (quando toda a gente sabe quem a trouxe - o PS), Passos Coelho foi conciso, simples na mensagem, e explicou o que tinha a explicar. Foi genuíno.
Fundamentalmente o país irá penar duas décadas de austeridade (seja o governo que para lá for). Disto não se safa. O que é importante é que nessa pena as medidas tomadas sejam justas. Será que aqueles que levaram o país à bancarrota terão o sentido ético de as tomar? Temos dúvidas (ou certezas que as não tomam). Porque, como suspeitávamos e como o Primeiro-ministro deixou cair neste debate (os tais assuntos importantes nunca comentados pelos do costume), a Caixa Geral de Depósitos (o banco por onde os funcionários públicos recebem os vencimentos) tem andado a corrigir perdas de cerca de 5 mil milhões do passado!
Precisam-se novos comentadores.
Actualizado a 10 de Setembro 


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