terça-feira, 8 de setembro de 2015

Debate entre Passos Coelho e António Costa


Amanhã as três televisões vão transmitir o derradeiro debate (para alguns) entre o Primeiro-ministro (líder da coligação governamental) e António Costa (líder do Partido Socialista). Qualquer adivinho dos que andam para aí a comentar (o que não sabem, ou o que lhes interessa) sabe que vai ser um debate de grande audiência.
É pois importante saber que a pré- bancarrota de 2011 arrastou o país para décadas (pelo menos duas) de austeridade. As próximas gerações vão ter que contar com o imprevisível. Com a despesa pública em 48% (a precisar de ser reduzida, pelo menos mais quatro pontos), as esperanças próximas de prosperidade são irrisórias. Pior ainda é o Estado Social gastar 50 mil milhões. Para esta despesa o país precisaria de crescer entre 3% a 4% ao ano até cerca de 2020. O que, para gente sensata (não para os comentadores de pacotilha) é “missão impossível”.
Apesar da pré bancarrota de 2011, ao contrário das expectativas (e dos comentadores de ocasião), o governo conseguiu que o país fosse financiado pelos mercados. A situação do país é hoje incomparavelmente melhor que em 2011. Qualquer desvio, qualquer deriva ou fantasia, trará problemas semelhantes aos de 2011 em poucos meses. É bom que os portugueses se lembrem desse período. Um período negro da História do país. Onde as regras não existiam porque as “leis” promulgadas pelo governo anterior assim o permitiram.

Armando Palavras 

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