Amanhã as três televisões vão transmitir o derradeiro debate (para alguns) entre o Primeiro-ministro (líder da coligação governamental) e António Costa (líder do Partido Socialista). Qualquer adivinho dos que andam para aí a comentar (o que não sabem, ou o que lhes interessa) sabe que vai ser um debate de grande audiência.
É pois importante saber
que a pré- bancarrota de 2011 arrastou o país para décadas (pelo menos duas) de
austeridade. As próximas gerações vão ter que contar com o imprevisível. Com a
despesa pública em 48% (a precisar de ser reduzida, pelo menos mais quatro
pontos), as esperanças próximas de prosperidade são irrisórias. Pior ainda é o
Estado Social gastar 50 mil milhões. Para esta despesa o país precisaria de
crescer entre 3% a 4% ao ano até cerca de 2020. O que, para gente sensata (não
para os comentadores de pacotilha) é “missão impossível”.
Apesar da pré bancarrota
de 2011, ao contrário das expectativas (e dos comentadores de ocasião), o
governo conseguiu que o país fosse financiado pelos mercados. A situação do
país é hoje incomparavelmente melhor que em 2011. Qualquer desvio, qualquer
deriva ou fantasia, trará problemas semelhantes aos de 2011 em poucos meses. É
bom que os portugueses se lembrem desse período. Um período negro da História
do país. Onde as regras não existiam porque as “leis” promulgadas pelo governo
anterior assim o permitiram.
Armando Palavras

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