Clubes da Floresta das Escolas um Projecto educativo com mais de vinte anos
Jorge Lage
2- Clubes da Floresta das Escolas um Projecto educativo com mais de
vinte anos – Estou com este Projecto educativo há uns vinte anos. Aceitei o
convite para colaborar, como Coordenador Distrital de Braga, do Coordenador
Nacional, da Universidade Coimbra, Prof. Luciano Lourenço, porque não sei dizer
não quando se trata de ajudar ou trabalhar em prol dos outros. Mormente, quando
são crianças, jovens ou idosos. Neste caso Alunos. Muitos deles, ao entrarem
num Clube da Floresta, transformam-se, crescendo interiormente em afectos, em
humanidade e solidariedade, tornando-se melhores cidadãos, mais amigos do
Ambiente e da Floresta, fonte de vida e de riqueza. Os Professores que estamos
nesta causa pública voluntária também crescemos interiormente. Muitas vezes, dei
comigo a pensar por que é que ocupo este lugar de trabalho voluntário e não me
dizem que é preciso dar o lugar a outros e que até seria salutar? Depois, penso
que é um trabalho sem remuneração pecuniária e até deixo alguns euros do meu
bolso, já que a Ministra responsável vai mais (devido a informação distorcida
recebida de alguns técnicos, «enterrados até aos dentes» no lobby florestal que
abocanha quase todas as verbas) no engodo de «engorda» à custa do faz conta,
esquecendo-se o que se faz de estrutural nas Escolas e com qualidade. Este ano,
temos o II Encontro Regional de Clubes da Floresta a 08MAI2015, em Braga, nos
Parques do Bom Jesus e Sameiro. Oxalá que estes dois lugares sagrados e bem
arborizados propiciam apoios mínimos. Os Clubes da Floresta já me consumiram
milhares de horas, milhares de quilómetros e tenho dado o tempo por bem
empregue, apesar de me prejudicar nos projectos pessoais. Mesmo, trabalhando «a
seco e sem jeira», há quem na sociedade civil tenha inveja de quem faz
voluntariamente. Por isso, costumo dizer a alguns amigos: «em Mondim (de
Basto), há muita gente boa e gente ruim»! Contudo, as pedras da inveja que
encontro no caminho só me dão força para prosseguir o meu objectivo. Trabalhar
por amor a esta causa pública voluntária, não é fácil. Só o fazem professores
generosos e que sonham com um Portugal melhor.
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