![]() |
| Palácio de Mateus - VILA REAL |
![]() |
| Barroso da Fonte |
O Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do
Norte, Emídio Gomes, deu o seu aval e, garantindo que este acordo será um
exemplo no futuro da Região Norte, declarou no testemunho que assinou no
suplemento do JN, que «cada uma das três universidades, vale bastante menos do
que o seu conjunto».
Sebastião Feyo de Azevedo, reitor
da Universidade do Porto, António Cunha, reitor da Universidade do Minho e
António Fontainhas Fernandes, reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto
Douro, deram as mãos por este projeto comum que poderá ser um bom exemplo para
o futuro da região que nos primórdios da nacionalidade portuguesa era conhecida
por de Entre Douro e Minho. Foi este o espaço que em 868 foi confiado a
Vímara Peres, conde Galego, pelos bons serviços prestados ao Reino da Galiza,
na luta contra os gentios. Em 1071, na Batalha do Pedroso, o rei Garcia venceu
o Nuno Mendes, que governava o Condado
Portucalense. Este foi derrotado e morto. E aquele que fora (entre 868 e 1071)
o primeiro Condado Portucalense, foi reintegrado no Reino da Galiza. Só em
1096, Afonso VI que governava aquele Reino, devolveu o Condado Portucalense a
sua filha D. Teresa, como dote de casamento, com o Conde D. Henrique. É a
partir desses condes, na pessoa do Filho, Afonso Henriques que Portugal se
emancipa da Galiza e, em 1131, o próprio príncipe transfere a sede de Guimarães
para Coimbra.
A história repete-se 884 anos depois, reagrupando a região de Entre
Douro e Minho, no paradigma jurídico de Unorte.pt. Os números falam por si, na hora do arranque:
56 571 alunos, dispersos por 614 cursos
que ocupam 3.696 professores e 2.592 funcionários. A realidade numérica de
62.799 pessoas tem um peso considerável, sendo que pela sua ocupação na
valência do ensino superior, pode prodigalizar-se em múltiplos e insondáveis
sucessos.

Desta parceria, firmada e confirmada na
Capital de Trás-os-Montes, pelo Primeiro Ministro dependerá o futuro não só da
Unorte, mas de todas os sectores agro - pecuários que constituem a galinha dos
ovos de ouro, de um espaço cujo solo nunca foi capazmente aproveitado. O
fantástico vinho do Porto não encontra rival planetário. As muitas e
importantes barragens produzem das economias mais sólidas do país. Se os rios
Douro, Cávado, Rabagão, Tâmega, Tua e seus afluentes garantem milhões à
economia nacional, também os montes, as serras e encostas, bruscamente pejadas
de eólicas, reforçam essa riqueza
infinda que não tem paralelo em qualquer outra região do todo nacional. A força
intrínseca desta trilogia científica deverá medir-se também e sobretudo pela
capacidade pedagógica de mostrar e demonstrar às gentes de Trás-os-Montes e
Alto Douro que elas não se situam longe do poder real que sempre foi o poder
político. Sempre foi o poder político que exorbitou das suas competências e comodidades
egoístas, optando pelo prazer urbano, pelo ócio e pela fruição de mistérios que
o próprio poder gera à sombra do seu deslumbramento.
Só o desprezo social e político pode explicar
o grau de atraso em que se encontra a mais distante «Província» portuguesa.
Esse desprezo sistemático é responsável pelo despovoamento das esmagadora
maioria das povoações. Quem podia trabalhar e produzir riqueza desandou, por
descrença e falta de esperança. Hoje são os filhos e os netos que impedem o seu
regresso. Restam medidas cautelares que não deixem partir os poucos jovens que
entretanto nasceram e espreitam uma oportunidade para ficar. Essa
sensibilização caberá à Unorte.pt, como primeiro objetivo.
Barroso
da Fonte


Sem comentários:
Enviar um comentário