domingo, 27 de julho de 2014

Missão Catolica do Canhe


Por: Costa Pereira
Portugal, minha terra.
Por: Costa Pereira

Naquele fim-de-semana, Angola, e em particular Luanda, estava a viver momentos de grande alegria e emoção, com a honrosa presença no seu território do Papa Bento XVI que vindo do Gabão aterrou no aeroporto internacional 4 de Fevereiro às 12h45 de Sexta-feira, dia 20, para uma visita pastoral de 4 dias à capital angolana. Tive muita pena de estando em Angola não ter podido partilhar desse histórico acontecimento ali ocorrido desde 20 a 23 de Março de 2009. Mas as distâncias são grandes e por enquanto ainda não se contam por km., mas antes por horas.
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Se no Sábado andei a conhecer alguns dos arrabaldes do Huambo, como foi o caso da albufeira do Quando, no domingo havia antes de mais que procurar local onde participar na Eucaristia dominical. Foi o que fiz, e acertei num templo consagrado a Nossa Senhora, o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, da cidade do Huambo! O celebrante foi o padre Abel, que na homília falou desassombradamente da importância da visita do Santo Padre ao país e da falta de coerência que por vezes os políticos mostram. Duma igreja com amplo recinto e anexos para serviços culturais e sociais da paróquia, trouxe do seu interior entre outras recordações de retina esta mensagem que vi em cartaz de papelão e que memorizei: " A MEDIDA DO AMOR É AMAR SEM MEDIDA". É o que falta nesta sociedade de poderosos, na maioria corruptos, como no tempo de São Paulo.
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Um colégio que deu fama ao Huambo, está assim…


Era domingo, e no fim de Missa havia que procurar aonde almoçar, algures na parte Alta da cidade! Num café-restaurante, fronteiro ao Parque Almirante Américo Tomás, e do lado oposto ao colégio de São José de Cluny, vizinho da igreja de Fátima e que foi uma das mais notáveis instituições de ensino e formação cultural, do Huambo, recaiu a minha preferência. A digestão ficou para depois se fazer com uma visita até ao que foi um harmonioso bairro habitacional construído pelos Caminhos de Ferro de Benguela (CFB) para o seu pessoal, e actualmente degradado como tudo à sua volta..
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Avenida fora, no sentido norte, vamos encontrar perto um desvio que nos conduz a um bairro da paróquia de Santa Cruz, onde se situa a Missão Católica do Canhe. As moradias que foram do pessoal dos CFB são o que na margem esquerda da via rodoviário e paralelo às oficinas e linha ferroviária mais sobressaiam no local
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Reparando à direita causa dó ver o estado em que se encontram as instalações das famosas oficinas dos CFB sediadas no Huambo.
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Oficinas, desativadas dos CFB
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Não há comboio, mas silvas e milheiros
 

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Como curiosidade recorde-se que inicialmente a Missão do Kuando de que falamos em post anterior era para ter sido implantada no Huambo, mas sucede que com a vinda do Caminho de Ferro até Nova Lisboa o espaço da Missão ficava comprometido, daí a decisão de em 1911, aparecer o Kuando como local privilegiado para se instalar a dita Missão, que no fundo é a mãe de todas as paróquias da arquidiocese do Huambo.Também a Missão de Canhe que mais tarde foi criada não é mais do que uma filial da Missão do Kuando que ao tempo ali se afirmou para dar resposta a uma lacuna de carácter formativo e cultural que faltava na cidade.
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Ao contrário do Kuando, aqui sim! Talvez por junto da cidade, e física e espiritualmente no seio de um bairro de ferroviários consiga melhor as graças dos benfeitores. Gostei do seu aspecto exterior, por dentro não vi.
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De volta ao centro da cidade, mais um dos nobres imóveis dos tempos idos da ex- Nova Lisboa me causou desgosto ver: o RUACANA, famosa casa de cinema em abandono total
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A dois passos do ex-cinema, e na mesma Av., em direcção ao centro da cidade e regresso à pousada... dos fins de semana, fica a Sé Arquidiocesana do Huambo, por onde passei. É a paróquia de Santa Cruz do Huambo.


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Um comentário a este post, dizia:
Olá! Mesmo assim encontram-se bastantes locais de culto religioso, igrejas bonitas e airosas, é de admirar, como não desrespeitaram e destruíram, não acha? E esse Sr.Padre Abel, é o de Bajouca ou é coincidência de nome?”
Ao mesmo respondi: “O da Bajouca vou daqui a pouco visitá-lo e perto dele passar este fim de semana, se passar por aqueles lados bata-me à porta. Não se esqueça que lá como cá a maioria desta gente que vive da política seriam uns pobres miseráveis se não fosse a Igreja a dar-lhes facilidades de estudar”


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