| João Castro - Manuel Dias Duarte - António Monteiro |
É aos gregos pré
socráticos que Manuel Dias Duarte dedica o livro, que escreve juntamente (!)
com Diógenes de Laércio.
É exactamente o
século VI antes de Cristo que é abordado neste volume de Manuel Dias Duarte.
Uma das
explicações para o milagre grego (sobretudo o de Atenas), poderá ser
explicado parcialmente, segundo o filósofo alemão, pela invenção do livro e do
comércio livreiro.
Os poemas de
Homero foram publicados em forma de livro, oficialmente, por volta de 550 A.C.,
em Atenas, por iniciativa do soberano ateniense, o tirano Pisístrato, sendo
assim o primeiro editor europeu. E, em consequência, terá sido em Atenas que
teve origem o primeiro mercado livreiro da Europa. Homero era lido por toda a
gente em Atenas. E a ele se seguiram Hesíodo, Píndaro, Ésquilo e outros tantos
poetas. No ano 466 A.C. surgiu aquilo que hoje designamos por uma grande
tiragem da primeira publicação científica – a obra de Anaxágoras, Sobre a
Natureza.
Deixemos, pois,
esta questão para outra altura. Agora interessa realçar o volume de Manuel
Dias Duarte que a dado passos nos diz: "Os pré-socráticos gozam do
privilégio de terem vivido num período de transição de um modo de sociabilidade
para outro. E de terem sido não só os críticos mais consequentes da anterior
formação económica e social como os ideólogos de uma outra concepção do mundo e
da vida. Deles se pode dizer que não se limitaram a interpretar, antes quiseram
e conseguiram revolucionar e legitimar as novas relações sociais de produção e
de reprodução. Nisto consistiu o "milagre grego".
Numa época de éticas sem moral
alguma e de comportamentos e hábitos sem qualquer eticidade, a releitura dos
seus textos pode sem dúvida contribuir para repensarmos os arquétipos da
cultura europeia". Armando Palavras

Colaborou em
diversos jornais e revistas , dirigiu a colecção Referências na Editora
Vega ( Os Sete Sábios – 2004; Tratado dos Três Impostores, Prefácio – 2004), e
é autor de uma vasta obra publicada, da qual se destacam: História da Filosofia
em Portugal (1987) e História de Portucália (2004), e na ficção: Pedra da Lua, Semelhante
à bondade, O Ser e o Tempo, Barco Encalhado na Areia
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