segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vasco Pulido Valente sobre a igualdade


 
Comentário

Considerando que o “homem moderno” pertence à mesma espécie, com algumas reservas, porque dados recentes da ciência se interrogam se certos grupos, em determinadas regiões do globo, pertencem à espécie predominante, a única característica que nos torna iguais como seres humanos é então a espécie. E é neste princípio que se alicerça a lei matemática de Euclides ("Elementos"), na qual se fundamentou Abraham Lincoln para abolir a escravatura na América do século XIX. Como individuo, o Homem é diferente (com semelhanças de espécie, é claro) até no género. A igualdade de género, consagrada pelo Tratado de Roma em 1953, não tem que ver com o “igualitarismo” bacoco e boçal dos revolucionários que levaram a uma mortandade sem precedentes. Tem que ver com a igualdade de oportunidades, única igualdade aceitável no campo do social e da dignidade humana. Foi, pois, neste sentido, que se lutou (e bem) pela igualdade de género. Onde se deram iguais oportunidades (sobretudo no trabalho) às mulheres. E daí se proporcionou a igualdade de oportunidades aos mais pobres.
O Doutor Pulido Valente tem toda a razão nesta síntese brilhante. Um dos grandes defeitos do país é ter uma legião de comentadores e articulistas medíocres (ressalvem-se as excepções) que fabricam embustes, desconhecendo o que comentam e escrevem. Não é o caso de Vasco Pulido Valente. Bismarck, por exemplo, foi a origem daquilo que hoje se chama o Estado Social. Há cerca de um ano que neste local chamamos a atenção para isso. Só Pulido Valente lhe faz agora referência, enquadrando-o devidamente no tempo histórico. Não é por acaso que continuamos fiéis á sua leitura.


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