Considerando que o “homem
moderno” pertence à mesma espécie, com algumas reservas, porque dados recentes
da ciência se interrogam se certos grupos, em determinadas regiões do globo,
pertencem à espécie predominante, a única característica que nos torna iguais
como seres humanos é então a espécie. E é neste princípio que se alicerça a lei
matemática de Euclides ("Elementos"), na qual se fundamentou Abraham Lincoln para abolir a
escravatura na América do século XIX. Como individuo, o Homem é diferente (com
semelhanças de espécie, é claro) até no género. A igualdade de género,
consagrada pelo Tratado de Roma em 1953, não tem que ver com o “igualitarismo”
bacoco e boçal dos revolucionários que levaram a uma mortandade sem
precedentes. Tem que ver com a igualdade de oportunidades, única igualdade
aceitável no campo do social e da dignidade humana. Foi, pois, neste sentido,
que se lutou (e bem) pela igualdade de género. Onde se deram iguais
oportunidades (sobretudo no trabalho) às mulheres. E daí se proporcionou a
igualdade de oportunidades aos mais pobres.
O Doutor Pulido Valente tem toda
a razão nesta síntese brilhante. Um dos grandes defeitos do país é ter uma
legião de comentadores e articulistas medíocres (ressalvem-se as excepções) que
fabricam embustes, desconhecendo o que comentam e escrevem. Não é o caso de
Vasco Pulido Valente. Bismarck, por exemplo, foi a origem daquilo que hoje se
chama o Estado Social. Há cerca de um ano que neste local chamamos a atenção
para isso. Só Pulido Valente lhe faz agora referência, enquadrando-o
devidamente no tempo histórico. Não é por acaso que continuamos fiéis á sua
leitura.


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