sexta-feira, 12 de abril de 2013

A Santinha Nariguda de António Passos Coelho


Ler os contos de António Passos Coelho (médico e escritor transmontano), é viajar no tempo; um tempo que alerta as consciências. É conhecer momentos e pedaços de épocas desmemoriadas. É entrar nas profundezas da alma humana, auscultar lamentos e tristezas; percorrer caminhos, veredas sinuosas, atravessar rios e ribeiros, calcorrear searas e milheiros, para, pingados de suor e cansaço nos estendermos sob a sombra de árvore frondosa, ouvindo o chilreio de pequenas aves, projectando o olhar no horizonte vago, lançando um suspiro sobre a erva verde que cresce suave na estação da Primavera.
“A Santinha Nariguda” de Codessos é uma pequena narrativa sobre uma imagem santoral executada por artesão, muito venerada no povoado pela saliência que a distingue da restante imagética.
Tivemos o privilégio de a receber, em “manuscrito”, das mãos do próprio autor e consta da colectânea de contos a publicar brevemente, que será apresentada em Vila Real e no Porto. E Lê-mo-la com gosto pela cultura demonstrada pelo seu autor, aliás, verificável em toda a sua obra. Os autores aí citados são dos mais representativos da literatura moderna.




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