Ler os contos de António Passos
Coelho (médico e escritor transmontano), é viajar no tempo; um tempo que alerta
as consciências. É conhecer momentos e pedaços de épocas desmemoriadas. É
entrar nas profundezas da alma humana, auscultar lamentos e tristezas;
percorrer caminhos, veredas sinuosas, atravessar rios e ribeiros, calcorrear
searas e milheiros, para, pingados de suor e cansaço nos estendermos sob a
sombra de árvore frondosa, ouvindo o chilreio de pequenas aves, projectando o
olhar no horizonte vago, lançando um suspiro sobre a erva verde que cresce
suave na estação da Primavera.
“A Santinha Nariguda” de Codessos
é uma pequena narrativa sobre uma imagem santoral executada por artesão, muito
venerada no povoado pela saliência que a distingue da restante imagética.
Tivemos o privilégio de a receber, em “manuscrito”, das mãos do próprio autor e consta da colectânea de
contos a publicar brevemente, que será apresentada em Vila Real e no Porto. E Lê-mo-la com gosto pela cultura demonstrada pelo seu autor, aliás, verificável em toda a sua obra. Os autores aí citados são dos mais representativos da literatura moderna.



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