O
estudo das arquiteturas da paisagem do Alto Douro Vinhateiro realizado pelos
Serviços de Museologia do Museu do Douro permitiu localizar e identificar mais
um marco da demarcação pombalina. São assim já 106 os marcos pombalinos
inventariados.
Durante o trabalho de investigação e inventariação das manchas de socalcos tradicionais da região
duriense levado a cabo pelos Serviços de Museologia do Museu do Douro, foi
localizado e identificado mais um marco da demarcação, situado na Quinta da Foz
de Temilobos em Armamar.
Nono marco da
adição à demarcação desde o rio Varosa até ao rio Tedo (1761), colocado junto a
um fragão na vinha de Manuel Pereira, de Valdigem, pago pelo mesmo Manuel
Pereira. O marco terá ficado encoberto por vegetação, dado ainda serem visíveis
áreas de mortório na parte superior da quinta que confina com a vizinha quinta
da Foz do Temilobos, razão pela qual não foi identificado no inventário
efetuado por Álvaro Moreira da Fonseca em1949, em que apenas referenciava 103
marcos dos originais, tendo os restantes sido destruídos ao longo dos anos,
enterrados, integrados em muros ou até incluídos em paredes de casas.
Durante o
saibramento mecânico desta área, nas últimas décadas do século XX, o marco foi
encontrado por um trabalhador da quinta, morador na Folgosa, que alertou o
proprietário para a sua importância. Como ficou danificado pela mobilização com
máquinas, o mesmo trabalhador se encarregou de fazer o seu restauro, unindo as
duas metades com uma junta de cimento. O marco foi depois colocado junto às
casas, na entrada da quinta.
Em 2006, os
Serviços de Museologia do Museu do Douro tinham dado inicio a um projeto que
teve como objetivo localizar, inventariar e investigar os marcos utilizados
para delimitar a mais antiga região vitícola demarcada e regulamentada do
mundo, criada pelo alvará régio de 10 de Setembro de 1756, que instituiu a
Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. A investigação
realizada permitiu apresentar 105 dos 335 marcos de granito que foram colocados
entre 1756 e 1761, sob as ordens do ministro do rei D. José I, Sebastião José
de Carvalho e Melo, conhecido mais tarde como marquês de Pombal. Refira-se que
alguns destes marcos da demarcação, geralmente referidos como "marcos pombalinos”,
classificados como imóveis de interesse público em 1946, estavam em risco de
degradação ou desaparecimento rápido, e ao mesmo tempo, à perda da memória do
lugar que delimitavam.
A investigação e
divulgação deste património que possui um relevante valor simbólico, e que é
expressão das relações históricas e culturais da população duriense com o seu
território, é essencial para a sua preservação e conservação para as gerações
futuras.
A
presente exposição exalta o domínio da técnica por parte do homem, mas
igualmente a beleza e a imponência de um rio que há séculos espelha as fachadas
de um vale antigo e intenso, testemunho de histórias e vidas para contar.
Resultante de uma
parceria entre o Museu do Douro e a Ordem dos Engenheiros, a exposição
"Pontes do Rio Douro" refere a relevância técnica, patrimonial e
humana deste conjunto de obras de arte, construídas ao longo de dois séculos e
projetadas, na sua maioria, por prestigiados engenheiros portugueses, ao mesmo
tempo que procura chamar a atenção para o desafio que hoje se coloca sobre a
proteção e a gestão do património numa época de marcada globalização económica
e cultural, de profundas transformações sociais e de mudança de paradigmas.
Esta exposição incorpora 25 painéis com fotografias e textos relativos às
pontes existentes ou entretanto demolidas do rio Douro, que o Eng. António
Vasconcelos registou na sua obra "As Pontes dos rios Douro e Tejo",
publicada pela Ordem dos Engenheiros em 2008.
A exposição está patente na sala de
exposições da Biblioteca da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
até 21 de Dezembro de 2012.
Projeto de intervenção artística e criativa em espaços
urbanos e centros históricos das cidades marcadas pela cultura da vinha e do
vinho traz novos olhares e novos públicos para a região do Douro.
“8 Mãos,
monumentos com música dentro” é o novo festival de música que percorreu o Douro
durante os meses de setembro e outubro
Este é um festival com características únicas, que
envolveu somente formações em quarteto que realizaram os seus concertos em
monumentos classificados ou de interesse público.
“Tradição
vs Inovação” no âmbito do Património Agroindustrial debatido em Seminário no
Museu do Douro
Consubstanciar
o alargamento de uma rede internacional de especialistas da ciência e da
cultura, através da inserção do Douro
Património Mundial, em especial do seu património agroindustrial, ampliando a
relevância técnica e patrimonial nas análises e debates contemporâneos que vêm
sendo efetuados sobre esta temática.
Este Seminário
Internacional foi apoiado financeiramente pelo Programa Operacional ON2.
Museu do Douro
Telefone: + 351 254 310 190 [Geral] +
351 254 310 198 [Direto] | Fax: +
351 254 310 199| E-mail: helena.freitas@museudodouro.pt
Rua Marquês de Pombal | 5050-282 Peso da
Régua | Portugal | www.museudodouro.pt |pt-br.facebook.com/museudodouro
Prémio EDP Inovação distingue projeto que reduz consumo de energia
doméstico
Grupo vencedor
arrecada 50 mil euros para implementação do projeto
Lisboa, 16 de novembro de 2012 – O Prémio EDP Inovação foi hoje
entregue à ECO-eifes, uma empresa tecnológica que apresentou a concurso o
projeto EIFES com dois dispositivos inteligentes destinados à poupança
energética: o Water Heating Intelligent Control (WHIC) e o Smart
Standby Energy Saver (SSES). O vencedor recebeu um prémio final de €50 mil,
o valor atribuído pela EDP para a implementação do projeto da autoria de Carlos
Baptista, Getúlio Igrejas, Maurício Diegues e Pedro Rodrigues.
Nesta que é já a quarta edição
do Prémio Inovação, a iniciativa da EDP assume-se, cada vez mais, como uma
ferramenta indispensável ao incentivo de desenvolvimento de novos projetos
empresariais focados em inovação tecnológica, particularmente na área das
tecnologias limpas no sector da energia. Prova disso foram as 32 candidaturas
de elevado potencial que se apresentaram a concurso nesta edição, das quais
resultaram três projetos finalistas: EIFES (vencedor), Unplugg e EasyComfort –
Controlador Adaptativo para Aparelhos de Climatização.
Segundo
António Vidigal, Presidente da EDP Inovação, "A entrega do Prémio EDP
Inovação é sempre um momento de destaque para a nossa empresa. Com efeito, ano
após ano, têm aparecido projetos de real interesse que têm dado origem a
empresas com grande potencial de crescimento. É, para nós, muito estimulante
verificar que num momento em que o país atravessa grandes dificuldades está a nascer
uma geração de empreendedores que ajudará a fazer a diferença".
Distinguido pela sua flexibilidade e adaptação aos mais
diversos cenários, o projeto vencedor EIFES (Embedded Intelligent Framework to Energy Savers) resulta da
utilização de uma framework inteligente em dois dispositivos distintos:
o Water Heating
Intelligent Control (WHIC)
que permite
implementar uma gestão dos termoacumuladores elétricos orientada à minimização
do consumo de energia, sem prejuízo dos padrões de conforto na sua utilização;
e o Smart Standby
Energy Saver (SSES)
que permite
monitorizar o consumo de energia elétrica e detetar o estado de standby dos
equipamentos electrónicos.
Os dispositivos que mereceram o reconhecimento do júri
diferenciam-se também pela capacidade de aprendizagem e decisão a partir da
observação de padrões, facto que constitui um elemento de inovação e
diferenciação face à atual oferta de mercado. O projeto vencedor foi ainda
premiado pela funcionalidade, eficiência e design atrativo dos
equipamentos apresentados, atributos que os autores acreditam ir marcar a
diferença perante a oferta concorrencial já existente.
Destaque ainda para os outros dois finalistas do Prémio EDP
Inovação, cujos projetos foram também apresentados durante a cerimónia desta
tarde, que decorreu no Museu da Eletricidade, em Lisboa: a plataforma
inteligente UnPlugg que, com base na cloud, permite ao consumidor doméstico
optimizar a sua gestão energética através da partilha de informação via web e
mobile apps,; e o controlador adaptativo para aparelhos de climatização
EasyComfort, um dispositivo que visa proporcionar um melhor conforto ao
utilizador nos espaços interiores, através de um sistema inovador que é capaz
de aferir autonomamente as diferentes rotinas de ocupação dos espaços num
edifício. À semelhança da proposta vencedora, ambos os projetos apresentaram
soluções na óptica do consumidor final e com alto impacto na redução do consumo
energético.
O Grupo EDP, através do Prémio
EDP Inovação, tem vindo a assumir um papel de relevo na atração de talento e
capacidade empreendedora, tendo, ao longo dos últimos anos, apoiado algumas
empresas start-ups com projetos de relevo no setor da energia. Exemplo disso
são os projetos da Waydip e da Zypho, participantes em edições anteriores do
Prémio e que foram posteriormente apoiadas pela EDP Inovação, e que hoje se
encontram a comercializar o seu produto inovador no mercado.

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