Comentário:
Américo Pinto anda, de facto, muitissimo perto da verdade. Segundo os dados oficiais o que se passou foi isto:
Em relação à
redução do défice, o governo de Pedro Passos Coelho registou uma trajetória de
forte diminuição a partir do pico da crise financeira.
De acordo com
as estatísticas oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE),
analisadas em verificações de factos do Observador, a evolução do défice público em
Portugal durante o período sob assistência financeira da Troika
(2011–2015) foi a seguinte:
2010 (antes
da posse do governo de Passos Coelho):
O défice histórico situava-se em 11,4% do PIB.
2011: 7,7% do PIB.
2012: 6,2% do PIB.
2013: 5,1% do PIB.
2014: 7,4% do PIB.
2015 (último ano do mandato): O défice oficial fixou-se em 4,4% do PIB.
O
argumento dos 3%
A
tese de que o défice teria atingido a meta dos 3% em 2015 baseia-se numa
perspetiva defendida pelo próprio ex-primeiro-ministro e por membros do seu
executivo. Segundo os mesmos, se forem excluídos os impactos financeiros
extraordinários associados à resolução bancária da altura — nomeadamente a
intervenção estatal no Banif no final de 2015 —, o défice puramente
estrutural ter-se-ia situado na fasquia dos 3%.
Contudo,
seguindo as regras formais de contabilidade nacional aplicadas pelo INE e pelo
Eurostat, as medidas de apoio ao setor financeiro são integradas no cálculo
global, validando o valor oficial final de 4,4% para o ano de 2015.
concluindo:
Mesmo com os dados oficiais, baixar o défice de 11,4% para 4,4%, numa legislatura, com uma troika a rondar e uma bancarrota no colo, é obra! Ou seja, se substituirmos os 12% pelos 11,4%, e os 4,4% pelos 3% (praticamente aceites por Mário Centeno), temos os números reais.
O que não é obra é o que diz a CNN. Não é a primeira vez que Passos Coelho aparece em Público!
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