terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Arnold Schwarzenegger doa 25 casas pré-fabricadas a veteranos de guerra sem-abrigo

 

Arnold Schwarzenegger doa 25 casas pré-fabricadas a veteranos de guerra sem-abrigo

 

O ator e ex-governador da Califórnia doou 250 mil dólares, cerca de 220 mil euros, à Village for Vets, uma organização sem fins lucrativos que ajuda veteranos sem-abrigo através de doações.


FONTE: https://sol.sapo.pt/2021/12/26/arnold-schwarzenegger-doa-25-casas-pre-fabricadas-a-veteranos-de-guerra-sem-abrigo/


O AMIGO PESSIMISTA

 

JORGE  GOLIAS


Hoje, Segunda, 30 de Dezembro, com 6 graus e sensação térmica de 4, na hora deste encontro talvez já algo mais, mas logo pela manhã, andando eu em modo de caminhada, surgiu o meu amigo pessimista, vestido a preceito invernoso, sobretudo, cachecol, boné, sempre na cabeça e luvas. E máscara! Sim, hoje, veio de máscara, com este frio nunca se sabe se ele não anda por aí.

Atira logo a matar: - tu, que és inteligente (para ele, Eng.º, é inteligente) diz-me lá como é que os hotéis estão todos esgotados numa altura de crise e de tanta miséria (para ele não há pobreza, há miséria). Retruco eu (redundância): -Olha isso é um bom sinal, é sinal de que o índice de pobreza de que falas não é real, é a percepção, que hoje tanto jeito dá: se não é verdade, é percepção, algo semelhante ao “si non è vero, è bem trovato”. Dando de barata a falta de rigor sociológico da minha resposta, o certo é que o amigo pessimista entupiu, mas não cedeu. Aliás ele nunca cede, mas lá no fundo fica a pensar, estilo “va pensieri” (…) Oh Patria tão bela e perdida (…). É isto que penso que alguns dos meus amigos pensam: não gostam do Chega, mas pensam em modo Chega!

Um pessimista está sempre descontente: é a juventude que não presta, é esta juventude que já não vai ter reformas, é o SNS que já faliu, são as guerras que não têm fim. E, eu, retruco, (nova redundância!): mas então não é esta juventude a mais bem preparada de sempre? Esqueceste que a tua conversa era a conversa dos nossos avós - nós éramos uns perdidos que não iam ter nenhum futuro. Retruco ainda (à terceira retiro a redundância, porque o que é demais é moléstia) que para as reformas há-de haver sempre fundos, porque no fundo são os velhos os maiores eleitores. Retruco mais uma vez, mas agora com uma pergunta: -Sabes tu o que de melhor têm as guerras? Que não, que só têm mal. Respondo que isso vem na História, que o que de melhor tem uma guerra, todas as guerras, é que sempre acabam. E que sendo assim só nos restava fazer votos para que acabem para o ano, depressa, ou seja, na melhor das hipóteses daqui por 48 horas!

Pois, tu estás sempre optimista, parece que nem vives cá! E logo tu que tens tudo para estar na fossa! E mira-me, admirado! E vai-me dizendo que me inveja. Fico a pensar se acredita no que eu digo, pois nem eu acreditarei lá muito bem, e se ele me chegasse com demasiados optimismos eu sei que iria retrucar com bons argumentos pessimistas. O meu modo jesuítico, saber defender tudo e o seu contrário! O importante é manter a ligação conversando, fazendo pensar nas coisas em todos os sentidos, nos bons e nos maus e depois tentando concluir sempre que se penso é porque existo e que se não deixo o cérebro adormecer é porque ainda respiro.

E perceber que respirar é das melhores coisas que podemos fazer. E se o ar for bom, bom ar, dá bons ares e boas cores. E a propósito de bons ares que trazem os bons cheiros, que iria ali perto almoçar o bacalhau à minhota que tem bom ar, boa cor e bom cheiro. E, já agora, bom sabor.

Então Bom Ano Novo, com bons ares e boas cores!

CNX30DEZ2024JG83

Natal

 



segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

A "Banalidade do Mal" de Mafalda dos Anjos

Há cerca de uma semana houve uma rusga policial no Martim Moniz. Como houve outras pelo país fora. Rusgas policiais em determinadas zonas das grandes metrópoles são coisa normal, prevista na lei. Os do costume, para aproveitamento político, fizeram da coisa um acontecimento bárbaro! Pior, gente como Mafalda dos Anjos, comparou-o à barbárie NAZI ! Ou seja, esta senhora banalizou o mal ao colocar junto da foto da rusga do Martim Moniz, uma da barbárie NAZI! Porque razão esta gente não lê Hannah  Arendt ?


Banalidade do mal é uma expressão criada por Hannah Arendt (1906–1975), teórica política alemã, em seu livro Eichmann em Jerusalém, cujo subtítulo é "um relato sobre a banalidade do mal".

A 11 de Maio de 1960, uma equipa de agentes da Mossad capturou Adolf Eichmann em Buenos Aires, com o intuito de o levar a tribunal em Israel.

Nesse ano, Hannah Arendt oferece os seus serviços ao redactor-chefe da New Yorker para cobrir o julgamento em Jerusalém.

Da série de artigos escritos nessa altura nasce este livro, cuja publicação em 1963 daria lugar a uma intensa polémica.

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Banalidade_do_mal

Cravos vermelhos para Viseu...

 

in: X

Realidade aumentada

 


Dioceses portuguesas e do mundo inteiro iniciam Ano Santo da Esperança

 


domingo, 29 de dezembro de 2024

Morreu Jimmy Carter, antigo Presidente dos EUA e Nobel da Paz em 2002

 

Morreu Jimmy Carter, antigo Presidente dos EUA e Nobel da Paz em 2002 https://sicnoticias.pt/mundo/2024-12-29-video-morreu-jimmy-carter-antigo-presidente-dos-eua-e-nobel-da-paz-em-2002-34de6dab?utm_source=site&utm_medium=share&utm_campaign=twitter


Jimmy Carter foi Presidente dos Estados Unidos de 1977 a 1981, mas o seu legado vai muito além da passagem pela Casa Branca. A carreira pós-presidencial em prol da democracia e da paz mundial, baseada no Carter Certer que fundou em Atlanta, justificaram o Prémio Nobel da Paz que lhe foi atribuído em 2002.

Arquidiocese de Braga garante continuidade do projecto educativo do Colégio D. Diogo de Sousa

 

36 anos depois: Fernão de Magalhães Gonçalves biografado pela viúva


Manuela Morais é uma talentosa Transmontana, natural de Murça, licenciada em Literatura Comparada, que fundou e dirige a editora Tartaruga. Casou com um dos mais espevitados autores Transmontanos, especializado na obra de Miguel Torga. Aos 36 anos de idade, este esperançoso investigador casou e ambos se fizeram à vida, ele como leitor de Português na Universidade de Granada (Espanha) e a seguir em Seoul, na Correia do Sul, onde faleceu.

No dia 8 de junho de 1988, quando se dirigiam de casa para a Universidade, em plena via pública desse distante país oriental, disse adeus à companheira desde criança e a todos aqueles que com ele privaram e reconheceram como cérebro predestinado para a difusão da cultura Portuguesa.

Manuela Morais dedicou-se sempre, de alma e coração, ao companheiro da sua vida. Foram 45 anos de dedicação absoluta. Tinha ele nascido em 6 de Janeiro de 1943. Na altura em que se comemoram 82 anos do seu nascimento e 37 da sua morte, a sua consorte organizou e colocou no mercado uma sinopse da sua vida e obra, a partir do projeto bibliográfico que criou e dirigiu, até hoje, em nome da editora Tartaruga.

Nestes 36 anos de atividade bibliográfica, a Autora teve o bom gosto e a sublime ideia de passar à prática o altruísmo de criar o Prémio Nacional de Poesia com o nome do escritor Fernão de Magalhães Gonçalves. Os 106 títulos que constam nas abas de cada volume, são todos unânimes no formato, chancela e grafismo, graciosamente ofertados aos autores da Tartaruga.

Nas 152 páginas desta obra, Manuela Morais engrandece a edição com uma mão-cheia de ilustrações todas com fotos do homenageado, valorizando a imagem e o texto, num estilo convidativo à leitura. Começa por dizer que «a biografia é o registo rigoroso e exaustivo da história de uma vida, na perspetiva de quem acompanhou, ao lado, essa vivência em contínua e inequívoca interacção (...)

Fernão de Magalhães Gonçalves amava, em profundidade, os livros, as pessoas e todas as formas da criatividade! Possuía um verdadeiro encanto original! (…) Deslumbrava a sua linguagem cuidada, a forma de conversar, de ouvir e de aconselhar». 


E explica que «este livrinho pretende elucidar e desmistificar a fantástica e pura sensibilidade da criatividade da personagem retratada (…) O tempo não apagou um profundo e belo sentimento de transformação e de gratidão por o Fernão ter ilustrado, com toda a magnificência, a minha generosa e maravilhosa juventude. Fernão de Magalhães Gonçalves encantou-me, na totalidade, com toda a sua espontaneidade natural, delicadeza e amável subtileza de um Ser inigualável».

Desta inconsolável narrativa biográfica, ressalta a elevação fraternal do Homem que foi Fernão de Magalhães Gonçalves.

Editada neste mês de Dezembro, a Biografia de Fernão de Magalhães Gonçalves tem autoria de Manuela Morais e chancela da Tartaruga, sediada em Chaves.

 

Barroso da Fonte

 

A Europa em perigo

 


sábado, 28 de dezembro de 2024

Igreja de São Faustino do Peso da Régua


 



                                                                                                                                   



Lendas e contos populares transmontanos

 

Esta obra dá sequência ao primeiro volume das Lendas e Contos Populares Transmontanos - Tesouros da Memória, dedicado aos municípios de Bragança e Vinhais. Neste segundo volume, contemplam-se as memórias narrativas resgatadas no município de Vila Real.

Trata-se de uma viagem por lugares lendários e pelas memórias de várias dezenas de narradores, que retratam a natureza profundamente religiosa das populações muito influenciadas pelo sobrenatural cristão e pagão. Daqui resultam histórias fantásticas, que traduzem momentos de grande inquietação, onde predominam as lendas de almas inquietas, de encontros sombrios entre mortos e vivos, de milagres, de estranhas metamorfoses de bruxas e lobisomens, a par de um vasto rol de contos populares, onde o humor mordaz de um povo antigo se conjuga com os valores éticos e didácticos recorrentes na nossa literatura oral tradicional.

Acompanha esta obra uma reflexão etno-epistemológica sobre as diferentes dimensões da arte da memória, procurando interpretar os sentimentos, conhecimentos, comportamentos e crenças do povo, que são um referencial nos estudos de Alexandre Parafita, enquanto académico e etnólogo.

 

FONTE: https://www.wook.pt/livro/lendas-e-contos-populares-transmontanos-volume-ii-alexandre-parafita/31269247

 


quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Pintura e poesia: duas artes em diálogo

 

Artes em Diálogo” não é apenas um livro de poesia e pintura.

É sim uma viagem pelo universo maravilhoso da pintura, em que o talento de Edite Melo, deixa bem expresso em cada tela, a magia das cores, e uma beleza artística que enleva uma imaginação filosófica, à qual as palavras de São Gonçalves tão bem conseguem juntar, numa experiência única de duas grandes artistas.

FONTE: https://bomdia.eu/pintura-e-poesia-duas-artes-em-dialogo/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=linkedin

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Lá fora, naquela noite gelada...

MONDIM CENTRO
 

Por Maria da Graça

 

Antigamente cedo se reservava um toro de oliveira velha e um molho de vides enleado com vencelhos, para a noite de consoada. As mulheres iam à venda e arrecadavam mercearias. Os homens iam às tronchas do quintal, aos ovos do galinheiro, às pinhas dos pinheiros mansos, ao fruto das nogueiras a aos favos dos cortiços, carregados do mel nacarado que refletia a luz do sol. Depois o mundo transvestia-se de branco, enquanto uma surda inquietude nos beijava às escondidas.


casa do Ginho
Cristina Matos

Como deusas matriarcais as mulheres planavam, de avental de chita e de colher de pau, por sobre tachos, potes e panelas, quando o odor forte a canela e a bolinhos de bacalhau inundava a casa cheia e suscitava apetites antecipados. Fervia a canja, a aletria e os pontos de caramelo. Inchavam os sonhos, as filhoses e as rabanadas douradas. Uma nuvem de fumo branco ascendia, como se fosse litúrgico incenso, do pote do bacalhau, das batatas, da troncha e dos ovos a cozer. Entravam pela porta dentro os tropas regressados dos quarteis, as mocinhas de servir que tinham viajado com as suas gigas na Auto-Mondinense, os estudantes que iniciavam as férias tão ansiadas. Parecia um bando de filhos pródigos regressados que vinham beijar a mão do pai. 

Antes que caísse a noite visitavam-se os doentes, os presos da cadeia e os vizinhos desamparados, com cestas de vime tapadas com panos de linho imaculado que exalavam odores celestiais, trocavam-se miminhos com os amigos mais chegados e pagavam-se as contas do ano com francos de entre-o-milho, travessas de aletria e rabanadas a fumegar. E depois sim, lá estavam todos reunidos, os presentes, os ausentes, que seriam alvo duma emotiva  evocação e também aqueles que, por agora, eram tão só uma estrelinha pequenina a piscar no ventre das futuras mães. Todos à volta da mesa de carvalho carcomida pelo bicho da madeira e ornada com a mais nobre das toalhas que a mãe guardava, religiosamente, na arca dos bragais de linho. Bacalhau cozido com todos, polvo, ou até uma pescadinha de Vigo. Rabanadas, aletria, mexidos, e uma terrina de sonhos a esbordar. Vinho velho, vinho fino e a lareira chamava para os escanos aconchegados com gordas mantas de trapos. Contos, lendas, adivinhas e partidas intermináveis do par e do pernão ou do rapa dos judeus com pinhões contabilizados. Escancaravam-se as portas da casa  e a família abafada com samarras, capotes e xailes entrelaçados rasgava as brumas do nevoeiro, a caminho da Missa do Galo. O incenso inebriava, os sinos repenicavam, o coro exultava no "Glória a Deus nas alturas" e todos beijocavam, demoradamente, aquele Menino rechonchdo que dormitava na manjedoura dum presépio de deslumbramento. 

No regresso reocupavam-se os escanos e bebiam-se cálices de vinho tratado, as crianças traziam as botas cardadas, as socas e as chancas para junto do rubor da lareira e iam sonhar, durante toda a noite, com as prendinhas do Menino Jesus que, apesar de singelas e insignificantes, valiam muitíssimo mais que todos os tesouros do universo. 

Lá fora, naquela noite gelada, misteriosa e santa, em que o reino de Deus e o reino dos homens se aproximam tanto que até se conseguem tocar, explodiam luxuriantes as galáxias siderais.

 

Luís Jales de Oliveira -Mondim de Basto

 

A propósito das politicas xuxas...


 

A propósito das 21 "personalidades" do costume e da rusga no Martim Moriz

 


terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Onde anda o Pai Natal?

 

Nas próximas horas, o Pai Natal está em viagem com a promessa de surpreender todas as crianças. Para acompanhar o percurso, pode ir ao Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) e ver qual o caminho percorrido pelo homem mais importante deste dia, pelo menos para os mais pequenos.

O site refere que a viagem do Pai Natal terá começado pouco antes das 9:00 (hora de Lisboa) e fornece uma atualização em tempo real da localização do Pai Natal.

Também a Google tem o Santa Tracker, um site para acompanhar a longa viagem pelo mundo do senhor das barbas brancas, que oferece ainda diversas atividades para os mais pequenos.



A Virgem e o Menino.

 

Maria com o Menino e Balaão. Século III. Catacumba de Priscila, Roma.              [crédito: ACI Stampa]


V Congresso Transmontano - intervenções e trabalhos

Acabámos de receber três intervenções e um trabalho, para serem apresentados em LAMEGO, no dia 26 de Janeiro.

                        https://www.calameo.com/read/0058874318f02282ccb6e


Os trabalhos e intervenções devem ser enviados para a sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa:


segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Ainda e sempre a imigração

 

Sonho de Natal





Teresa A. Ferreira

O Natal é tempo de família, tempo de alegria e confraternização, tempo de aconchego à lareira onde saltam histórias de antigamente, ainda que sejam as mesmas todos os anos, mas o interesse e o sorriso com que as ouvimos permanecem. Quantas vezes escutei ao meu pai as suas histórias de moço… E à minha mãe também.

 

FONTE: https://www.diariodetrasosmontes.com/cronica/sonho-de-natal




Bom Natal !

 

 Natividade. Detalhe do teto da Igreja de São Martinho. 
Século XII. Zillis, Suíça
                                                       [crédito: Renzo Dionigi]

domingo, 22 de dezembro de 2024

Poemeto de Natal às minhas Amigas e Amigos

Esta é a minha mensagem de Natal

 

Na rota dos 900 anos de Portugal (24 de Junho de 2028)

dedico este poemeto ao fundador da Lusofonia D. Afonso Henriques

Barroso da Fonte



Boas Festas Tartaruga


 

As preocupações portuguesas...

A embaixada portuguesa foi atingida na Sexta-feira (20) por mísseis balísticos russos.



Ou seja, o exército russo atacou território português!

O criminoso Putin discursou 4H de mentiras e procura avançar pela Polónia e pelos Bálticos.


Em Portugal as preocupações são as seguintes: Rusgas policiais (coisa normal numa sociedade civilizada) no Martim Moniz.


A malta que se tem preocupado com as rusgas do Martim Moniz, esquece-se que a coisa é uma coisa normalissima:




As amazonas ucranianas...

 

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