terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Flowers in December para todos os Homens do Mundo


A todos os Homens do Mundo, o desejo de um ano (de 2020) próspero. Utopia, claro. Mas não deixa de ser um desejo. E como é um desejo, que lhe juntem esta música (Flowers in December) de Mazzy Star, na belíssima voz de Hope Sandoval. Fade Into You  é outra canção a ouvir, como o são todas.
A 24 de Setembro de 2013, a banda lançou o seu último álbum, Seasons of Your Day. Em 2014 anunciou o seu fim. Que pena!

Calvário do lítio já tem data e cemitério em Montalegre




Por BARROSO da FONTE


Entre o Natal e o Ano Novo o ministro do ambiente garantiu, em Moncorvo, que a exploração do famigerado lítio vai começar já, como quem diz, no primeiro trimestre de 2020. Como se fosse o dono disto tudo, este governante ignorou toda a polémica das televisões, das rádios e dos jornais e, anunciou que dentro de dias a lei que irá regulamentar esta matéria será promulgada e entregue à exploração. A maneira arrogante como o anúncio foi dito permitiu concluir que não haverá lugar a ouvir as populações que ou já tem o aval das Câmaras ou nem vai ouvi-las. E permite, por outro lado, concluir que o Presidente da República vai promulgar a lei para que sua exª consume o veredicto que tanto tem preocupado os naturais.
Este é o governante que, em 2015, quando tinha meia dúzia de meses de governante, já cantava vitória acerca dos incêndios. Na semana seguinte começou o inferno que, desde esse verão até hoje, nunca mais houve descanso, nem paz social, com mais de uma centena de vítimas mortais e de muitas que perderam tudo e ainda não têm casa, nem sequer sabem quando a terão. Segundo se sabe é um dos elementos do clube dos «Carecas do Porto» que entra no café com o bom humor dos tripeiros, mas que fala mais alto do que quantos lá estão e que o conhecem pelo bazófias.
A Quercus anunciou, em 29 de Dezembro que se vive em «enorme preocupação», com o lançamento de um concurso para a prospeção de lítio em Portugal, no início de 2020, considerando que «é assente em argumentos errados» que não correspondem à realidade do contexto internacional». Diz-se ainda nessa fonte que há uma guerra entre os sócios da Ordem dos Engenheiros, estando em causa as declarações de Matos Fernandes ao rejeitar a possibilidade de construir novas barragens no Mondego para regularizar o curso dos rios e evitar as cheias.
Dia 28 último a jornalista Ana Sanlez assinou duas páginas no suplemento dinheirovivo.pt com o título «Lítio verde ganha força mas ainda não agrada a todos. No lead desta reportagem diz-se que «têm licença para explorar e pedra para partir. Nas vésperas da entrega do estudo ambiental, a Lusorecursos revela que vai investir dez milhões de euros na mina de lítio em 2020.
Afinal, que projeto é este que está a agitar Montalegre?»
Lê-se no corpo da notícia que Ricardo Pinheiro comprou cinco Jaguares, elétricos, que estão ao serviço da Lusorecursos, a empresa que assinou com o Estado o contrato da exploração da Mina do Romano. E adianta que: «o CEO, a empresa que existe para que no futuro, a matéria prima das baterias, tenha origem em Montalegre, onde há, pelo menos 30 milhões de toneladas de lítio». É para avançar já. O plano está traçado: abrir uma mina e construir um complexo industrial composto por uma refinaria, uma central de biomassa e uma fábrica de cerâmica, O investimento estimado é de 400 milhões de euros». Esclarece ainda esta fonte que a «zona de concessão fica no centro de um triângulo formado pelas aldeias de Carvalhais, Rebordelo e Morgade, onde o projeto tem suscitado dúvidas e uma onda de contestação. Ricardo Pinheiro garante que nenhuma das povoações vai sentir o impacto da obra, apesar de estar previsto um corte grande à superfície. A área de trabalho da primeira extração terá 500 metros de largura e 200 de profundidade. O corte será virado para o sul, para que não haja impacto visual nas duas aldeias que ficam nas laterais. Terá a forma de L, logo não será um buraco. Vamos fazer patamares nas laterais, onde serão plantadas árvores. A gestão  florestal será sustentável e contínua. Para cortar o monte a Lusorecursos vai comprar uma ou duas mineradoras de superfície. Não haverá explosões. As máquinas têm um sistema que desfaz a pedra como se estivesse a lavrá-la. Têm ainda uma cobertura que funciona como aspirador. Quando o pó sai da pedra é logo aspirado. Cada minerador custa três milhões de euros».
Ricardo Pinheiro, principal dono, afirma nesta entrevista ao dinheirovivo.pt que, em 2020 será a empresa industrial com o selo Finlandês da Metso e da Outotec que receberá a maior fatia de dez milhões de euros que a Lusorecursos prevê investir. Desta zona pretendemos retirar 50 toneladas do minério que levaremos para a Finlândia e aí se simula o processo numa fábrica-Piloto. Poupamos, nesta operação, 25 milhões de euros. Será também destes estrangeiros que importaremos a tecnologia da estação de tratamento de águas que a Lusorecursos prevê instalar na concessão.
Ricardo Pinheiro diz que para já têm duas salas arrendadas por 450 euros à Junta de Freguesia de Montalegre e que já tem 20 funcionários. Diz também que conta erguer a obra com 400 milhões conseguidos através dos bancos de investimento com os quais está a negociar.
Nesta fonte que venho citando, diz-se em caixa alta, que o discípulo de um Nobel a investiga o futuro do lítio português e que faz parte da equipa do INL, um tal Charles Amos, que «é discípulo de John Goodenough, laureado este ano pelo Prémio Nobel da Química».
O presidente da Câmara de Montalegre, Prof. Orlando Alves e o porta-voz da Associação Montalegre Com vida, Armando Pinto, foram chamados a defender os seus pontos de vista. Ambos são cautelosos em matéria muito delicada e que vai ser muito difícil de dirimir. O poder político, através do Secretário João Galamba foi categórico a afirmar no programa «Pós e Contras» que antes de entregar as concessões, seriam consultadas as populações e os líderes que as representam. Matos Fernandes, todo cioso das suas competências, já disse em Moncorvo, Trás-os-Montes que as obras começam no primeiro trimestre de 2020. Quem serão os coveiros à espera deste cadáver que terá de ser autopsiado?                              

Os Multiculturalismos de Ontem e os de Hoje


J. Barreiros Martins Prof. Cat. Emérito Jubilado da Universidade do Minho
Diário do Minho19 deDezembro_2019_pág17

As diferenças religiosas e culturais são as que mais se diferenciam entre si e que mais tensão criam entre diferentes povos. A diversidade cultural sempre acompanhou a história da humanidade. Antigamente, como hoje, as populações viveram de forma natural o “Multiculturalismo”. Em Leiria, medieval, coexistiram mourarias, conventos cristãos e judiarias.  O ódio entre religiões só existiu (e existe) devido aos governos e “mandões guerreiros” da época, sempre no seu interesse económico e no de suas famílias, muitas vezes associado a uma ambição de “Poder”; isto é, a loucura por “um Posso, Mando e Quero”. Mas tudo é reduzido a cinzas em poucos anos. São os os 7 pecados mortais (a Gula; a Avareza; a Luxúria; a Ira; a Inveja; a Vaidade), exacerbados nalguns dos mortais. Contra estes 7 pecados mortais há 7 virtudes (Humildade; Generosidade; Caridade; Mansidão; Castidade; Temperança; Diligência) que deveriam ser usadas não só por Católicos, como por todos os humanos de outras religiões. Porém, a “História” de Hoje, muito mais que a de Ontem, mostra que, para sofrimento de todos, que isso não é, nem foi assim. Todavia, é bom notar que os portugueses, apesar dos governos que tiveram (e têm) foram sempre os melhores do mundo no aspecto de “fusão” de culturas. Sim, porque, o melhor dos Multiculturalismos é a “fusão” de culturas. Veja-se o que se passa nesse Brasil, que é um Continente. Veja-se o que se passa em Moçambique, em Angola, em Goa, na Guiné-Bissau e em Cabo Verde. Tudo, apesar dos governos que tiveram (e têm). Em Moçambique, a esposa, médica, prestava assistência gratuita, “ao domicílio” a populações de qualquer côr e religião. Em troca, nos dias de festividade muçulmana, pessoas amigas vinham a nossa casa oferecer-nos uns pratos com um arroz muito amarelo (com açafrão). Nós, por cortesia, agradecíamos, mas não comíamos, porque era fortemente amargo. Nesses tempos, em todo o Moçambique, havia igrejas cristãs bem perto de mesquitas, mas nunca presenciei quaisquer “guerras” entre as comunidades que professavam a Religião Cristã e as comunidades que professavam a Religião Muçulmana. (Infelizmente, hoje, já há terrorismo  misturado com banditismo, no Norte desse País). Ontem (como Hoje) bem se sabe  que não pode haver casamento entre um a homem  Cristão  e uma mulher Muçulmana, pois segundo as Leis Muçulmanas, era (é) indispensável que, nesse caso, o potencial noivo terá antes de mudar o nome Cristão que tem (v.g., António Pereira) para um nome Muçulmano (v,g. Abdul, Faruk, Omar  Mahomed). E os filhos que nascerem têm de ter também nomes muçulmanos. E toda a Família tem de professar a Religião Muçulmana. Para pior a situação, são os Pais, Muçulmanos, que escolhem o noivo para a filha que têm, quando ela ainda é jovem. Sabemos os dramas que esta regra Muçulmana tem provocado no Paquistão e noutros países Muçulmanos. Não é menos trágica a situação quando um Árabe tem um harém com uma dúzia de concubinas. Cada concubina é apenas uma “serva” do seu “Senhor”: serve para ter filhos dele e fazer todos os trabalhos caseiros. 
Mutilação genital feminina
Quando criança, é-lhe retirado o clitóris, para não ter prazer nas relações sexuais. 
Sabemos os dramas que esta regra Muçulmana tem provocado na Guiné-Bissau onde essa ablação é feita (às escondidas das autoridades) por curandeiras com lâminas de barba, que muitas vezes provocam a morte da criança 
Todos os príncipes da Arábia Saudita (AS) têm o seu harém com várias concubinas. Posso testemunhar que, para esse efeito, mandam emissários, por exº a Inharrime, onde as donzelas são as mais belas de Moçambique, e convidam os Pais delas a deixarem-nas ir para serem concubinas desses príncipes, a troco de uma mensalidade que esses senhores lhes mandam entregar. Como essas famílias, em geral, são muito pobres aceitam esta forma odiosa de escravatura.
No caso de casamento entre um a homem Cristão e uma mulher Chinesa, não existe qualquer dificuldade: António Pereira pode casar com Liang Mei por registo civil ou por igreja cristã. O filho que nascer pode chamar-se José Mei Pereira e pode ser baptizado numa igreja cristã ou não pertencer a qualquer religião.
Como se sabe os Muçulmanos pouco podem comer durante o Ramadan: antes da oração da manhã podem dejejuar com as bebidas normais simples em pequena quantidade.
Assim acontece nas outras duas refeições. A duração do Ramadan é de um mês. Quando fui a um congresso no Cairo um taxista Muçulmano levou-me a Alexandria em visita. Aí almocei uma refeição normal num restaurante e ofereci almoço ao motorista que recusou, dizendo que só às 15h00 terminava o Ramadan. Na volta, a meio do caminho, quando eram umas 15h00, o taxista parou o veículo e dirigiu-se para um grupo que, à margem, comia uma refeição. Claro que o grupo o recebeu com agrado e o convidou a comer. Ele chamou-me e também me ofereceram comida (entre ela o tal arroz com açafrão).  Agradeci a gentileza, mas disse que tinhamos almoçado há pouco, não podíamos comer mais.
Cada povo tem a sua maneira de ser e estar no Mundo. Tudo isso deve ser respeitado, em sã convivência. Compete às autoridades apenas evitar crimes, tais com a mutilação do clitoris de meninas, atrá referido. Mas, os DDTs (Donos do Mundo), mais hoje que ontem, na EU, nos EUA, na Arábia “Maldita” e no Irão, tramam o bem-estar dos seus súbditos.    

Braga, 19 deDezembro de 2019  
J. Barreiros Martins Prof. Cat. Emérito Jubilado da Universidade do Minho

Boas-Festas do sábio Professor e Apóstolo da Biodiversidade


JORGE LAGE

Não sei porque é que o Prof. Jorge Paiva, da Universidade de Coimbra, não é louvado ou condecorado pelo Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa? Será que as condecorações são mais folclore? Conhecendo eu este ilustre Professor jubilado há mais de 20 anos representa para mim uma fonte de inspiração e um exemplo (A greta faz mais parte do folclore de interesses). A sua amizade deixa-me honrado. No currículo tem centenas de missões científicas internacionais a um ritmo de cerca de dez viagens por ano aos mais díspares países. Um dos últimos dez países estudados na sua biodiversidade foi Moçambique. Assim, conhece imensos países e a sua biodiversidade. O muito ilustre Professor é avesso aos políticos. Isto é, não é fácil aceitar convites para o que quer que seja. Na quadra natalícia envia um original postal de Boas-Festas aos milhares de amigos; um esforço tremendo só a compor os endereços e gasto financeiro, principalmente quando os destinatários estão em países estrangeiros. Pois bem, este ano da graça de 2019, recebo em Novembro as suas originais e sábias Boas-Festas, como o melhor presente que poderei ter. Como vem sendo habitual, as suas Boas-Festas vêm acompanhadas de um pequeno bilhete que reza: «Este é o meu 30º cartão. Não sei se continuarei com eles. Já deixei de escrever artigos sobre problemas ambientais, pois os leitores que me interessava que os lessem não o fazem (governantes, deputados, políticos e juventude). Assim, prefiro ir coligindo todos os dados que os cientistas têm vindo a publicar e publicitar, há já alguns anos, para as, já evidentes, “Alterações Climáticas” e “Poluição Global (sólida, líquida e gasosa)”, sem que os governantes e políticos mundiais tomem efectivamente quaisquer medidas. Isto para que as futuras gerações (os meus trinetos, por exemplo) venham a saber quem foram os responsáveis pelos desastres ambientais que os vão atingir, como, por exemplo, piroverões cada vez mais devastadores no nosso país; a subversão do previsto aeroporto de Montijo; secas tremendas; temperaturas insuportáveis para a vivência da espécie humana; fome; novas doenças; etc. Segundo a Organização Mundial de Saúde, morrem anualmente 7 milhões de pessoas em consequência da poluição atmosférica. Nas regiões tropicais já ocorre uma nova doença renal provocada pelas severas secas e elevadas temperaturas resultantes do “Aquecimento Global”. A comunicação social não noticia isto, nem o ecocídio para que caminha, inexoravelmente, o Planeta Terrestre, que não é mais do que uma grande gaiola em que vivemos e uma pequeníssima ilha do Universo.» Depois desta sábia e avisada mensagem do sábio Professor e Apóstolo da Biodiversidade passemos ao cartão de Boas-Festas: «A INVERSÃO DAS BIODIVERSIDADES: URBANA E RURAL – A agricultura intensiva implicou o derrube de grande número de árvores e a poluição química dos campos, o que provocou uma diminuição drástica do número de insectos, vermes, pequenos mamíferos e respectivos predadores. Assim, muitos animais procuraram refúgio e alimentação nos espaços verdes urbanos. Em consequência disso, passou a ser frequente verem-se no meio urbano muitas aves, mamíferos e outros animais dos campos. Que passaram a ter toda a vivência fora do meio rural. O melro (Turdus merula) urbano não só tem hábitos distintos do rural, chegando a não migrar, reproduzindo-se mais cedo, como também tem várias posturas anuais, com poucos ovos, em vez de uma única, com mais ovos, como acontece com o melro rural. Até algumas aves de rapina se tornaram urbanas, nidificando nas varandas de prédios, como o falcão-peregrino (Falco peregrinus), 
actualmente bastante comum nas cidades europeias e o peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus) que nidifica nas gárgulas da Torre do Tombo, em Lisboa. Em Coimbra, no Choupal, nidificam cerca de 50 casais de milhafre-preto (Milvus migrans). Alguns animais “urbanos” passaram até a ter novos nomes vulgares como, por exemplo, a raposa (Vulpes vulpes) que, em Inglaterra, é conhecida como “fox” e a urbana “city fox”. Em Inglaterra há cerca de 150.000 raposas urbanas. Em Coimbra já se observam, com relativa facilidade, lebres (Lepus europaeus), raposas, genetas (Genetta genetta), doninhas (Mustela nivalis) e lontras (Lutra lutra), tendo já ocorrido (1996) o atropelamento de um javali (Sus scrofa) próximo da entrada principal do Hospital da Universidade e no dia 9 de Janeiro de 2018, uma fêmea “passeou-se”, manhã cedo, pela rua onde moro em Coimbra. Em 2015 uma vara de javalis vagueava em frente ao restaurante do Portinho da Arrábida e no dia 18 de Agosto de 2017 alguns javalis banharam-se na praia de Galapinhos (Setúbal) conjuntamente com alguns banhistas. No 17 de Outubro de 2013, às 7 da manhã, foi atropelado um na Avenida do Brasil, na Figueira da Foz. Em Londres, já é relativamente fácil observar texugos (Meles meles) e, em alguns parques de grande dimensão, como, por exemplo, Richmond Park, veados (Cervus elaphus). Noutros continentes também ocorrem no meio urbano animais tipicamente selvagens, como o coiote (Canis latrans) e o puma (Puma concolor) na América, onde Chicago há cerca de 2.000 coiotes urbanos e em Churchill (Norte do Canadá), por vezes, chega a haver maior número de ursos-polares (Ursus maritimus) do que habitantes; o urso-pardo-asiático (Ursus arctos, subsp. lasiotus) e o leopardo-asiático (Panthera pardus, subsp. fusca) na Ásia; o canguru-gigante (Macropus giganteus) e a cacatua-rosada (Elophus roseicapilla) na Austrália. Símios são comuns no meio urbano em Gibraltar (Macaca sylvanus) e na Índia (Macaca mulatta e Semnopithecus dussumieri). Os animais de pequeno porte (insectos, aranhas, novas para a ciência, uma (Tegenaria barrientosi) no Jardim Botânica de Coimbra e outra (Tegenaria incógnita) no Parque Florestal de Monsanto (Lisboa). Façamos votos para que a época festiva do final do ano ilumine a consciência de todos para que não se continue a destruir e poluir os ecossistemas naturais. Jorge Paiva 2019. Feliz Natal e Próspero Ano Novo, são os votos do Jorge Paiva.» Os cartões de Boas-Festas do Prof. Jorge Paiva já estiveram expostos no grande Museu de Londres. Boas-Festas para o amigo Professor e para os amigos leitores, Director do Notícias de Mirandela e colaboradores!

Jorge Lage – jorge.j.lage@gmail.com –12DEZ2019

Provérbios ou ditos de Dezembro:
         Castanha cozida, é boa comida.
         Em Janeiro, nem galgo lebreiro nem cão perdigueiro.
         Lume de giesta, lume de festa, acabou-se a giesta acabou-se a festa.
Jorge Lage – jorge.j.lage@gmail.com – 12DEZ2019

Dos Amigos ...



Mário Adão Magalhães







Dos amigos e dos desamigos

Dos afectos e dos desafectos

Das graças e das (des)graças:

Esta coisa de banalizar as palavras, os sentimentos, sempre me criou muita confusão. Logo a mim que considero as palavras afectos tão grandes.

- Para se ser amigo leva-se por vezes muitos anos.
Para derrubar uma amizade, um afecto, basta uma desgraça. Um segundo.

Não entendo isto. Sem filosofias baratas, não entendo mesmo isto.

Será o poder de encaixe?

Guarde-se numa caixinha!

Tribunal Providencial de Angola decidiu o arresto preventivo de participações em nome de Isabel dos Santos e do seu marido, Sindika Dokolo


ECO.SAPO.PT
Na véspera do fim do ano, o Tribunal Providencial de Luanda decidiu o arresto de uma série de empresas em nome de Isabel dos Santos, Sindika e Mário Leite Silva.


Tribunal Providencial de Angola decidiu o arresto preventivo de participações em nome de Isabel dos Santos e do seu marido, Sindika Dokolo, e do gestor Mário Silva, em empresas como a Unitel, o BFA, o Bic Angola e a ZAP. Em comunicado, a Procuradoria-geral angolana refere a emissão de uma providência cautelar de arresto no Tribunal de Luanda.
“O Estado angolano, através da Sonangol, entrou com 100% do capital, correspondente a 193.465.406,23 euros (centro e noventa e três milhões, quatrocentos e sessenta e cinco mil, quatrocentos e seis euros e vinte e três cêntimos, tendo emprestado à sociedade Exem Energy BV 75.075.880,00 (setenta e cinco milhões, setenta e cinco mil, oitocentos e oitenta euros), valores não devolvidos até à presente data“, refere o comunicado.
Ainda de acordo com o documento, “houve uma tentativa de pagamento da dívida por parte dos requeridos em kwanzas, facto que foi rejeitado em virtude de a dívida ter sido contraída em euros e esta cláusula resultar do próprio contrato“.

A primeira resposta de Isabel dos Santos foi no Twitter, apelando tranquilidade das equipas de gestão das empresas envolvidas.



Gostaria de deixar,uma mensagem de tranquilidade e confiança às minhas equipas
Vamos continuar,todos os dias,em todos os negócios,a dar o nosso melhor e a lutar por aquilo que eu acredito para Angola.
O caminho é longo,a verdade há-de imperar.
Unidos somos mais fortes #porangola

A Procuradoria-geral da República angolana indica ainda que o arresto preventivo dos bens será efetuado através das “contas bancárias dos requeridos (pessoais) nos bancos BFA, BIC, BAI e Banco Económico” e ainda a partir das participações sociais de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo, e do gestor Mário Silva em instituições como o Banco BIC, a Unitel, o Banco BFA, a ZAP Media, a FINSTAR, CIMANGOLA II – Sociedade de Investimentos, CONDIS – Sociedade Distribuição Angola, Continente Angola e SODIBA – Sociedade de Distribuição de Bebidas de Angola.
(Notícia atualizada às 20h50 com mais informação.)

Uma branca...

Fórum da Escolha
CARTOON DO DIA...TANCOS? NÃO ME LEMBRO !

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

De roubalheira em roubalheira, Leonard Cohen é um sedativo para a alma




Enquanto a roubalheira sorrateira da esquerda portuguesa, alicerçada no mandato do dr. Costa (e não só) nos destrói a alma, porque a época é de paz, arranjámos um sedativo para a mesma: You Want It Darker, o décimo quarto álbum de estúdio do cantor e compositor canadense Leonard Cohen, lançado em 21 de Outubro de 2016 pela Columbia Records. 

Dezanove dias antes da morte do poeta/músico. O álbum foi criado no final de sua vida e trata da morte, de Deus e de humor. A faixa-título recebeu o Grammy de Melhor Performance de Rock em Janeiro de 2018. Foi o último álbum lançado durante sua vida, seguido pelo álbum póstumo Thanks for the Dance, lançado em Novembro de 2019.

Jesus Christ Superstar

                                https://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_Christ_Superstar


Este musical de ópera rock marcou a nossa geração. Polémico à época, teve um sucesso de estrondo. Produzido por Andrew Lloyd Webber, com libreto e letras de Tim Rice. Apresentado em 1970, destaca, segundo o produtor, as lutas políticas e pessoais de Judas Iscariotes e Jesus. O musical começou como um álbum conceptual de ópera-rock. Devido ao seu sucesso, foi para a Broadway em 1971, e desde então tem sido encenado em todo mundo.
Em 1973 o diretor Norman Jewison levou para o cinema esta ópera rock representada por Ted Neeley (Jesus), Carl Anderson (Judas Iscariotes) e Yvonne Elliman (Maria Madalena). Foi indicado ao Oscar de melhor trilha sonora daquele ano.
A ação decorre, na maior parte, conforme os evangelhos, sobre a última semana da vida de Jesus, começando com a chegada a Jerusalém e terminando com a Crucificação.
Grande parte do enredo é focado na personagem de Judas, que é retratado como uma figura trágica, realista e em conflito, que não está satisfeito com a aparente falta de planeamento político e afirmações da divindade de Jesus. 

A época ideal para se trazer esta super  produção aqui seria a Páscoa. Mas como isto surgiu do nada, com a simples audição da banda sonora que não ouvíamos há décadas, resolvemos trazê-la agora a cena.
Aconselha-se a audição das duas faixas. Que são surpreendentemente deslumbrantes, mesmo ouvidas a esta distância. A do Templo então, caracteriza muito bem os vampiros (actuais) de Zeca Afonso.
Image result for vampirosMas a música que nos revigora a alma é, sem dúvida, "Everything's Alright" - 5:14, na primeira faixa. A quarta música, interpretada por Yvonne Elliman (Maria Madalena).

A liberdade ...

 

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