sábado, 27 de agosto de 2016

Um artigo


Alfredo Barroso escreveu no jornal Público (26/08/2016), um artigo de página com titulo pomposo:” A fixação obsessiva de Passos Coelho”. No qual desfere um ataque fulminante à politica económica de Milton Friedman, um gigante da economia do século XX, prémio Nobel, e respeitado por economistas como Paul Krugman, embora discordando de alguns dos seus métodos económicos.
Para isso recua a uma polémica que o tempo já demonstrou ser incorrecta – a ligação de Friedeman ao Chile de Pinochet. Sendo certo que no Chile de Pinochet se experimentaram as ideias liberais de Friedman, não é correcto associá-lo à politica e, sobretudo, à ditadura chilena implantada por Pinochet. Isso foi vastamente desmentido, não só pelo próprio Friedman, como por gente decente que o acompanhou nos programas de Roosevelt, Nixon, Ford ou de Reagan. E, embora tenha acompanhado três presidentes, nunca exerceu cargos políticos (sempre os recusou), nem mesmo de Secretário de Estado. Foi sempre conselheiro. E já agora, convém lembrar que foi dos primeiros a sair em defesa dos pobres, ao propor um sistema de imposto progressivo em que os pobres receberiam um salário básico do governo. Porque apesar de considerar que as forças de mercado produziam coisas maravilhosas (sic), não podem garantir uma distribuição de renda que permita a garantia de necessidades económicas básicas a todos os cidadãos.
Mas o sr. Barroso, com o curriculum que apresenta (onde nada consta de trabalho em relação à sua formação académica – advocacia), com os laços familiares (sobrinho do dr. Soares), e o rol de medalhas (Grã-Cruz disto, Comenda daquilo) que possui, que encheriam um alforge, pode dizer o que quiser.
É claro que esta associação de Friedman a Pinochet é propositada. Porque, no fundo, o que o sr. Barroso pretende é atingir Pedro Passos Coelho e a sua antiga ministra das finanças.
O dr. Barroso pode discordar das politicas liberais, pode até discordar (como discorda) da politica seguida pelo governo liderado pelo dr. Passos Coelho, mas não pode continuar (como continua, ele e muitos) a manipular o povo português.
O que empobreceu Portugal (como agora o tempo começa a mostrar) não foram as politicas desse governo, foram as politicas dos “governos” do seu correligionário José Sócrates, que levaram o país à bancarrota!

a-escola-publica-antro-de-corrupcao.html
Mas isso é assunto que já está demonstrado, não se irá aqui perder mais tempo com ele.
Para terminar, aconselha-se o sr. Barroso a estar mais atento em relação ao Chile. É que embora a sua governação actual seja de esquerda, nunca abandonou os princípios indicados por Friedman.

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