quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A Líbia, um Estado vadio




Africanos encontram a morte no Estreito de Gibraltar

O termo Magrebe era utilizado pelos geógrafos árabes para designar a parte do norte de África, exceptuando o Egipto.
A Líbia pertence a essa extensão geográfica. Ocupada pela Itália em 1911 (que abandonou depois da Segunda Guerra), até 1969 foi governada pelo rei Idris I. Era um Estado pobre que vivia essencialmente da concessão de bases navais aos Ingleses e aos Americanos. Com o boom petrolífero nos anos 60 do século XX, modificaram-se os equilíbrios internos e o regime de Idris foi deposto em 1969 pelo coronel Kadhafi.
Com um modelo de inspiração socialista, tingida de islamismo e aventureirismo politico, a Líbia era conhecida como um Estado vadio. Kadhafi apoiava-se numa rede de espiões e na sua guarda pretoriana. Alimentou vários conflitos, aliando-se mesmo a individuos como Idi Amin Dada, favorecendo um apoio ostensivo a movimentos terroristas.
O seu fim, foi o que todos conhecemos em 2012, com o anuncio da Primavera Árabe que, até agora deu em nada.
O califa da barbárie
Recentemente as Nações Unidas alertaram para o estado caótico em que a Líbia se encontra, onde existem cerca de 140 grupos tribais. Ao que parece, desde a morte de  Kadhafi mergulhou num processo de “somalização”. As milícias guerreiam-se entre si, procurando controlar pequenos espaços de território; elementos do ISIS já se encontram no terreno e em Benghasi já foi proclamado um “emirado islâmico”.
O ISIS é muito mais do que aquilo que se tem dito, muito mais do que as imagens mostram. A América já o percebeu e agiu rápido no Iraque. A Europa, como sempre, leva tempo. Não pague caro como pagou quando os Otomanos se começaram a expandir e quando durante um certo tempo, só o estado cristão romeno serviu de barreira.
Armando Palavras

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