segunda-feira, 31 de outubro de 2011

GRÉMIO LITERÁRIO DE VILA REAL - NONO LIVRO DE DONZÍLIA MARTINS


NONO LIVRO DE DONZÍLIA MARTINS

Donzília Martins (n. Murça, 1942), escritora e jornalista, publicou recentemente o seu nono título, Divagações à flor da alma e do mar. O livro parece assumir-se como uma homenagem à Povoa de Varzim e sobretudo ao seu mar, aos quais a Autora se encontra muito ligada afectivamente. «Uma espécie de crónica/diário em homenagem a este mar da Póvoa, a esta luz» – lê-se na apresentação.

Donzilia Martins

                Trata-se de um livro sui generis, escrito num registo predominantemente poético, onde parece haver uns farrapos de ficção (ou, talvez antes, apontamentos autobiográficos ou mesmo como que entradas de diário) de mistura com a observação e o pendor reflexivo próprios da crónica e também com a literatura intimista, confessional. É um conjunto de mais de seis dezenas de textos marcados pela afectividade, geralmente pouco extensos, mas de forma alguma secos.
Donzília Martins publica desde 1991, com obras no campo da poesia, do ensaio histórico, do conto autobiográfico e da literatura infantil e infanto-juvenil.

sábado, 29 de outubro de 2011

Aspásia (Mulheres com história – 3)


Busto de Aspásia,
séc. V A.C., useu do Louvre
Aspásia, filha de Axíoco,  era  originária de Mileto, actual Turquia, e Péricles demonstra por ela grande afeição. Pede-lhe frequentemente opinião sobre assuntos políticos. Aprecia a sua inteligência e a sua cultura. Atitude que não é do agrado dos Atenienses; as mulheres invejam-na e os inimigos de Péricles levantam injúrias, sugerindo que é uma mulher fácil, uma prostituta .
Péricles- Cópia romanna
de original grego









Tudo indica que esses epítetos não faziam sentido. Sabemos que Péricles tinha apego a uma moral rígida. Contudo, o facto de ser uma mulher culta, pressupõe que fosse uma cortesã. Sendo ainda verdade que certas cidades prósperas da Ásia (e mesmo da Grécia), como Corinto ou Mitilene, gozam à época, de fama de terem costumes pouco rígidos. E elas, as mulheres, são consideradas ousadas. Na verdade, o “poder de sedução” de Aspásia, espanta Plutarco , pois enlaçou “o maior homem politico do seu tempo” e os filósofos a ela se referem em termos “elogiosos e pomposos”. No Menéxeno, Platão diz que Aspásia, além de culta, exprime-se de tal modo bem que os Atenienses se deslocam a sua casa para tomar lições .
óleo s/tela
Marie-Geneviéve Boulard, 1794
Aspásia com Sócrates -
Sarcófago 150 D.C







Na verdade, Aspásia acolhe em sua casa, numerosos artistas. Por vezes acompanhados de suas mulheres. Com ela, Péricles encontra serenidade na tormenta politica e, no fim da vida, um caloroso conforto.
Ésquilo homenageá-la-á no seu Áspasia perdido. Também Anaxágoras, Dámon e Zenão se deslumbram.
Em casa de Aspásia são ainda recebidos Sófocles e Heródoto. Também Tolmides e Fórmion, são duas presenças habituais dos seus salões.
                                                                                                                                                                                        Armando Palavras


Alguma Bibliografia
VANOYEKE, Violante, Péricles, Pergaminho, 2001
VANOYEKE, Violante, La prostitution en Grèce et à Rome, Paris, 1995
PLUTARCO, As Vidas Paralelas; Péricles, Címon; Alcíbiades; Nícias
GLOTZ, G. L’histoire greque, 4 Vols
R., Flacière, La vie cotidienne en Grèce au siècle de Péricles, 1959
Historia, National Geographic, nº 69
KITTO, H,D,. Os gregos, Studium, Coimbra, 1990
PIERRE, Lévéque, O Nascimento da Grécia, Quimera, 2003
PLATÃO, Diálogos VI, Edipro, 2010



sábado, 22 de outubro de 2011

Finalmente o INFERNO!





Inferno (Fra Angelico)


Inferno (Giotto)

Prémios Nobel 2011



 Paz (1,2,3) – Ellen Johnson-Sirleaf, Leymah Gbowee (libéria) e Tawakkul Karman (Iéman)
Medicina (4,5,6) – Ralph Steinman, Bruce Beutler, Jules Hoffman
Fisica (7.8)- Thomas J. Sargent, Christopher A. Sims
Literatura (9) – Thomas Tranströmer
Quimica (10) – Daniel Shechtman
Fisica (11,12,13)Brian Schmidt, Adam Riess, Saul Perlmutter

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Manuela Ferreira Leite pediu equilíbrio nos sacrifícios pedidos


Manuela Ferreira
 Leite

Em 2009, a Drª Manuela Ferreira Leite foi a eleições, disputando-as com verdade. Disse ao povo a situação do país, indicando-lhe o caminho, profetizando o que agora lhe está a acontecer. Uma parte do povo, preferiu reconduzir os malandros que o trouxe até aqui: ao INFERNO! À época, a mentira politica serviu de manipulação. E venceu. À época, Ferreira Leite foi chamada de “bruxa” e fascista. Por aqueles que incondicionalmente apoiaram esses malandros. Os patos-bravos e oportunistas sanguessugas. Ou seja, o mundo dos vigaristas e corruptos.
Manuela, saiu de cena como uma senhora. Não deixou, contudo, de pensar no povo português. Ainda ontem, numa conferência da Universidade Católica, seguiu os passos do Presidente. Pessoa decente, afirmou que os funcionários públicos são estruturantes na sociedade portuguesa. Existindo alternativas em vez de cortar nos salários e subsídios. Apontou caminhos: que a educação e a saúde sejam pagas por quem pode, durante um período de 2 a 3 anos. Até porque dentro de um curto período a Europa irá nesse caminho, profetizou (outra vez).
O país entrará numa espiral de recessão se não houver crescimento económico. Rematou dizendo que deve haver equilíbrio nos sacrifícios pedidos.
Se isto é ser “bruxa” e fascista …
Armando Palavras

Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia (Rentes de Carvalho) e As Maias (Jorge Lage)











Serviço de Difusão


As Maias – Entre mitos e crenças, de Jorge Lage


Jorge Lage

                Jorge Lage (n. 1948, Chelas, Mirandela) é um homem de actividade intelectual fervilhante, também ao nível da escrita. A sua mais recente obra intitula-se As Maias – Entre mitos e crenças. O subtítulo da obra diz tudo sobre o seu conteúdo: “Lendas, castanhas, receitas e provérbios de Maio”.
                É pois uma espécie de apanhado geral, um trabalho exaustivo de investigação sobre um interessantíssimo aspecto da cultura popular, as Maias, ou o conjunto de ritos e tradições em torno do fenómeno do renascimento da natureza após o ciclo invernal.
                De Jorge Lage tínhamos já saudado duas publicações dedicadas à castanha, esse grande e nobre produto dos nossos campos: A Castanha. Saberes e sabores e Castanea – Uma dádiva dos deuses. Neles reuniu uma vasta soma de conhecimentos, a nível botânico, etnográfico e gastronómico, sobre esse fruto nem sempre valorizado como merece.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

De Confúcio ao Presidente Cavaco Silva, ou Vice-versa

Presidente da República
Professor Anibal Cavaco Silva
Sua Excelência o Presidente da República, professor Aníbal Cavaco Silva, ontem (Quarta Feira), ao contrário do que uma certa camada ideológica disseminava (com algum “enxovalho”) pelos mais incautos, além de coerente[1], mostrou ser um homem culto e, sobretudo decente. O que para nós não foi novidade alguma.
A propósito do Orçamento apresentado pelo actual Executivo, foi muito claro. Para o Presidente, Professor Catedrático de Economia (não é demais lembrá-lo), o corte nos subsídios (de Natal e de Férias – para quem as tem!) viola um princípio básico da equidade fiscal. Porque o corte em pensões ou vencimentos a grupos específicos é um imposto. “Está nos livros”, disse.
Mas disse mais. Que era absolutamente necessário evitar que se instalasse na sociedade portuguesa a ideia de que existe injustiça no pedido de sacrifícios. Que se instale a ideia de que se exige relativamente menos aos que têm maior capacidade retributiva, e mais aos que menos capacidade têm.
E acrescentou que há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao cidadão comum.
Para quem o chamou de fascista, apenas diremos que é um verdadeiro social – democrata. E mais não diremos. “Para bom entendedor, meia palavra basta”, como diz o Povo.

Esta intervenção do Presidente, justa e adequada, vem na linha dos grandes pensadores (a economia não é tudo, a dignidade humana deve estar a cima desta). E já citamos (de memória) neste local, frase com cerca de 2500 anos, de Confúcio:” Não é a riqueza que torna um Estado próspero, mas sim a justiça”. Confúcio foi um homem sábio que teve o grande mérito de ter reunido nos seus livros[2] a sabedoria (as criações doutrinárias) dos antigos.
Confúcio pôs na prática as suas teorias, que resultaram. O príncipe de Lu entregou-lhe a administração da cidade de Chung-tu que, sob o seu governo, atingiu a maior prosperidade. O mesmo aconteceu quando lhe entregaram a administração do principado. O governo deste homem sábio tornou Lu num Estado modelo e conquistou o amor e a admiração do povo.
Sobre a doutrina deste homem enorme havemos de nos debruçar noutro escrito. Hoje basta-nos o que redigimos em síntese.
É claro que o actual Executivo encontrou um País em emergência. Desgraçadamente falido pelo consulado de José Sócrates e sua comandita. E não podendo debruçar-se sobre o que é importante, tem de agarrar o que é urgente. Mas mesmo agarrando o que é urgente, não se pode esquecer do que é importante, do que é justo. As palavras do Presidente vêm em boa altura.
Porque razão antigos titulares políticos auferem subvenções vitalícias, assim que deixam de exercer os seus cargos? Não seria mais justo auferi-las na idade de reforma como todos os cidadãos?
Será justo que um doutor, em circunstâncias semelhantes, aufira um vencimento menor que um licenciado?
Armando Palavras


[1] Pois, como disse, “mudou o Governo mas não mudei de opinião”.
[2] A Grande Doutrina; Os Cinco Kings; O Livro da Piedade Filial; Os Analectos (ou Conversas de Confúcio, coligidas após a sua morte). Não há desculpa para o seu desconhecimento, porque existem traduções em inglês e francês. Algumas em português.

Jornal do Norte - Prémio de Mérito Escolar "Francisco de Sá Carneiro" e Guia do Douro Religioso


 Silvio Teixeira
(Director)




Jornal do Norte - 17-10-XI

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

BRAGA - evento de promoção da colectânea - Reportagem fotográfica de Jorge Lage (2)

O evento realizou-se na Casa Regional de Trás-os-Montes e Alto Douro de Braga





BRAGA - evento de promoção da colectânea - Reportagem fotográfica de Jorge Lage

Jorge Lage, além de ter colaborado na colectânea com um texto de sua lavra, foi um importante (juntamente com José MachadoCorreia Vaz ) promotor da iniciativa de Braga que, ao que nos disseram vozes de longe, e as fotos presentes, foi uma festa de arromba!
Bem hajam!


Jorge Lage










Ficámos hoje a saber que o Chega e o Doutor Ventura são esquerdóides...

 Comentário: Ficámos hoje a saber que o Chega e o Doutor Ventura são esquerdóides... E, portanto, para os esquerdóides, "tudo como dant...

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