sábado, 30 de junho de 2018

De volta à realidade

  
De certa forma, a grei está frustrada. E com ela, um pouco todo o país, incluindo nós próprios. Fica-nos a sensação de que a selecção portuguesa poderia ter chegado aos Quartos-de-final. Mas assim não aconteceu, porque a sorte assim o ditou.
Mas, por outro lado até tivemos sorte em ficar pelos Oitavos. Porque um país de Quinto Mundo como Portugal, onde impera a CORRUPÇÃO (sobretudo na Administração Pública), não tem mentalidade colectiva para ser campeão seja do que for [E se quiséssemos ilustrar o texto com algum episódio a este respeito, bastaria mencionarmos a pirosice do Komentarido português acerca do recente encontro do Presidente Marcelo com o Presidente Trump].
Individualmente sim, mas colectivamente não. Cristiano, Quaresma e os outros jogadores da selecção, bem como a sua equipa técnica são, individualmente, uns campeões. E merecem os nossos aplausos.


Veja-se o que se passou em 2016. Com alguma sorte, um empurrão da Providência, e um querer individual quase inexplicável, transformou a aldeia lusa em campeã da Europa. E o que se passou depois? Extasiada com essa conquista, a grei andou anestesiada durante dois anos, e os geringonços aproveitaram para fazer o que quiseram (como nos tempos daquele governo sinistro de José Sócrates), incluindo a acumulação de aldrabices.
Se por um lado teríamos rejubilado com a vitória de Cristiano e dos outros heróis da selecção, por outro, reconhecemos que foi melhor assim. A grei retorna à realidade, e os geringonços não terão tanta margem de manobra para as aldrabices.

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