domingo, 25 de março de 2018

Não brinquem com o fogo


Por: Costa Pereira - Portugal, minha terra
Neste sábado, dia 24, pelo que ouvi na rádio pela manhã foi dia do Presidente da República e António Costa darem um passeio pelo país a ver como se portam os portugueses a limpar as matas que os fogos de 2017 não atingiram. É nisto que Portugal ganhou em relação aos tempos que ainda me lembro de quando surgia um fogo se corria ao sino da igreja ou capela e aí vai toda a aldeia em peso combater as chamas. Entretanto são criados os Serviços Florestais, os baldios são florestados e o Estado toma a seu cargo proteger o que é de todos. São construídas casas para os Guardas Florestais, contratadas equipas de pessoal para limpeza das matas (= montes na região de Basto), capatazes e tudo o mais necessário contra incêndios. Mas logo os benjamins politiqueiros do após 25 de Abril para cativar simpatia e votos, em vez de aproveitar o que nesta matéria de bom nos deu Salazar e Marcelo Caetano, riscou tudo da sua “agenda” mental e sem mais aquelas vai de entregar de mão beijada e sem contrapartidas essas matas e todo património às autarquias onde estão localizadas. Claro que as autarquias não estão vocacionadas para limpar e gerir matagais, nem fogos, mas sim servir e prestar serviço social, formativo e cultural aos conterrâneos e residentes da respectiva área ocupada. E o que recolhe dos pinhais é para aplicar e melhoramentos locais, e muitas vezes nem só...
Com que autoridade vem hoje um qualquer governante exigir aos particulares que tenham os seus pinhais limpos, quando um Pinhal de Leiria ou Pinhal do Rei, encontrou na mata nacional as condições precisas para sua combustão, onde eu vi, antes do fogo, mato com mais de metro e meio de altura! Isto na Mata do Urso. Não brinquem com o fogo e deixem-se de dar lições para iludir o pagode.

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