segunda-feira, 25 de abril de 2016

Um discurso

 
O Presidente da República fez hoje um discurso. Como é costume os presidentes da republica fazerem todos os anos, por altura do 25 de Abril. Todos aplaudiram. Da direita à esquerda, passando pelos ditos “capitães de Abril", que desde 2011 não sentavam aquela parte anatómica no Parlamento. Que a direita aplaudisse, nada nos admirava, que a esquerda em peso o fizesse, “deixa água no bico”.
O "saltitão"
É claro que a esquerda (da papelada) precisa do presidente, e o presidente aguarda pacientemente as directivas de Bruxelas. Mas não foi isso que levou esta esquerda folclórica (e do caviar) a aplaudir de pé o discurso. O que a levou a aplaudir o discurso foi o facto de o presidente não ter mencionado uma vírgula sobre a vigarice, as patifarias que precisam ser corrigidas e, sobretudo, sobre a corrupção.
Lembremos, a titulo de exemplo, que a 16 de Junho de 2015, ou seja, há cerca de um ano, o jornal Económico, juntamente com a Lusa, noticiava que Portugal se situava, segundo o estudo Ernst & Young, em 5º lugar entre os 38 países mais corruptos!
A "saltitona" - ATENÇÃO Á GRAMÁTICA!
Esse estudo (inquérito) inquietante para a decência, sobre fraude e corrupção colocava Portugal na quinta posição dos mais corruptos, a seguir à Croácia, Quénia, Eslovénia e Sérvia, e antes da índia e Ucrânia. Acrescentava o mesmo inquérito que as práticas de suborno/corrupção aconteciam de uma forma generalizada.
Medina Carreira já alertava para esta situação em 2013. E a OCDE acrescentava que se o Estado Português não fosse tão corrupto teria o desenvolvimento ao nível da Dinamarca! A mesma Organização Mundial afirmava, nesse mesmo ano, que Portugal era o país onde a corrupção se agravara nos últimos 10 anos.
Ainda agora, no espaço de uma semana (antes do discurso), a 18 de Abril deste ano (2016), a Comissão Europeia alertou para a necessidade de "reforçar os esforços para combater a fraude e a corrupção dentro da administração pública". 
Uma coisa é certa, um país com uma administração pública corrupta jamais prospera, condenando-se ele próprio a um estado de desenvolvimento nulo. A História diz-nos isso e muito mais.     Armando Palavras

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