quinta-feira, 7 de abril de 2016

Quem assim pensa deve falar mais e mais alto


BARROSO da FONTE
A propósito dos últimos incidentes ocorridos no Bairro da Ameixieira, zona Alta de Lisboa, chegou-nos do Canadá, de um Português que para ali foi desterrado pela enxurrada da «descolonização exemplar», um comentário que diz ser de lavra de Barra da Costa, nome que pertenceu a um dos serviços mais importantes do país que é a PJ. Quem o conhece das suas intervenções televisivas sabe quão arrojado é e como tudo seria diferente se ele tivesse o comando de métodos que podem desagradar a dez ou quinze por cento, mas teria o apoio de 80% da população.
  Entre nós que trabalhámos, produzimos, e aprendemos à nossa custa, estes episódios marginais já não têm a reprimenda, nem motivam as forças da segurança para que cortem a direito e se façam respeitar.  O que se ouve, se diz à boca cheia e se comenta, em surdina, é que já não vale a pena arriscar, cumprindo a ordem pública, porque, se as forças da autoridade, prendem os marginais e há alguma coisa que corre mal, a escumalha, é posta em liberdade e quase lhe pedem  desculpas públicas. Os agentes da autoridade apanham esses arruaceiros,elaboram a participação para  entregar ao Juiz com o preso. Dali a poucas horas, o juiz manda os marginais em liberdade, enquanto os agentes, gastaram horas a fazer a participação, certamente nem dormiram, nem comeram e o transgressor vai celebrar com o bando a que pertence, enquanto o agente, fica na esquadra, arrumar o serviço que interrompera. E isto na melhor das hipóteses, porque, em muitos casos, é o agente que fica ferido ou perde uma arma. E corre o risco de ser punido pela perda da arma, pelo acidente com o carro de serviço ou até pelo ricochete de uma bala  fortuita que atirou sem intenção de matar mas que matou mesmo ou casou estragos.
  Nos dias que passam ser agente da autoridade é das profissões piores e mais mal pagas que existem em Portugal. Só por absoluta falta de outros serviços um jovem pode escolher essa profissão. Por gosto só quem for muito corajoso ou esteja desesperado por falta de trabalho.
  Exemplos do que acabo de afirmar repetem-se todos os dias, em todas as cidades e vilas deste país que nos últimos anos regrediu em formação cívica, em libertinagem, em crime organizado, em indigência travestida de formação superior.
  Aqueles que como Boticas Fernandes construíram a sua vida nas Províncias de Angola ou Moçambique e tiveram de procurar um recomeço, a partir do nada, vivem hoje amargurados e envergonhados, pela degradação social e política do país onde nasceram. Estão atentos àquilo que por cá se passa. E alguns mais espevitados não deixam passar em claro, desacatos como aquele que se deu entre etnias ciganas, numa zona problemática de Lisboa. Para quem cá vive já nem liga a esta estranha forma de vida, como cantava a nossa grande Amália. Mas algumas vítimas inocentes daquele tenebroso abandono de Angola, Moçambique, Guiné ou Cabo Verde, casos como este merecem ser registados para ver se acordamos os nossos políticos, de todas as orientações ideológicas.
 Fica o relato que Barra da Costa escreveu sobre os desacatos no Bairro da Ameixoeira, zona Alta de Lisboa. Subscrevo esta sátira social e política.

«Polícias baleados, bandidos em fuga e pelo menos uma mulher morta. Dois grupos rivais aos tiros, ao fim da tarde, qual Quinta da Fonte há uns anos, com caçadeiras a trabalhar no meio das ruas do bairro.
Continua a ser proibido em Portugal democrático dizer o nome da etnia a que pertencem estes trabalhadores, apesar de nunca ninguém os ter visto com uma enxada na mão ou a tirar a carta de condução.
De qualquer maneira é um acontecimento raro e também por isso merece ser noticiado. Muitos gostariam que se escrevesse uma notícia com um título bombástico, por exemplo, « Lelos com armas» disparam caçadeiras sobre polícias violentos. Mas nós gostamos mais de ser justos e não queremos confundir o «nosso» país com uma república das bananas e por isso dizemos apenas que alguns parasitas, em minoria, continuam a sugar a maioria de imbecis que trabalham todos os dias no duro para depois descontarem para esses infelizes e explorados comprarem cartuchos, que depois enchem de chumbo grosso com o dinheiro que recebem através de subsídios, quando estacionam os seus carros de luxo à porta da Segurança Social, para mamar do Estado socialista e social democrático – quer dizer, nós – o mesmo Estado que vê os seus homens – quer dizer, braço armado legítimo - serem feridos.
Onde anda a esquerda abichanada tão amiga destes discriminados?


Aquela esquerda que lhes dá casas, casas que quem trabalha tem de pagar sem bufar; casas e não só, em troca dos votos que essa gentinha lhes dá.
E andam os governantes preocupados com os terroristas do Oriente, quando têm terroristas bem no coração deste paraíso criminal, auto denominado Portugal?
Lembremo-nos  que a justiça portuguesa está a fazer a vida negra a pelo menos um agente de autoridade, só porque este, no cumprimento da lei, matou um filho de um casal de vermes que levava o puto para entrar nos sítios mais estreitos…
Claro que em todo o lado há gente boa e gente má. Mas gente desta não merece condescendência...»

      Barroso da Fonte

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