sexta-feira, 29 de abril de 2016

Frank Sinatra

É raro, porque evito incomodar, mas quando as incertezas me toldam o entendimento, acontece pedir a pessoas com quem tenho intimidade, e cuja opinião aprecio, que me esclareçam sobre um ou outro aspecto dos meus escritos.
Daí sempre tiro proveito, talvez tanto ou mais do que, por elogiosa que seja, me vem da crítica profissional.
Todavia, o caso agora é que, tornado figura pública, e a internet facilitando em demasia o contacto, o escritor se vê alvo de opiniões que não pediu e, bem pior, lançam uma estranha luz sobre alguns dos seus leitores.
Assim recebi eu há tempos o e-mail de uma senhora que me censurava por lhe parecerem "fininhos" os livros que escrevo, e que neles "a história acaba logo, nunca se fica a saber mais", insistindo em recomendar que no próximo tome essa falha em consideração.
A uma outra incomoda-a a escassez de diálogos. "Nos dois livros seus que li quase não há diálogos! E eu gosto de diálogos, porque se ouve o personagem falar".
Remédio não conheço, paciência tenho muita, recordo Sinatra e canto My Way.

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