domingo, 3 de abril de 2016

canjirao

Canjirão confecionado por Seu Jonas e Dona Ronaldinha, que me foi oferecido por Gilmar de Carvalho o que provocou a minha ida a Aracati para descobrir os seus segredos


Virgilio Gomes
Durante a recente estadia em Aracati, Ceará, Brasil, local sobre o qual fiz duas crónicas, tive particular atenção a este doce – canjirão - e conversei com três artesãos o que me permitiu assistir à sua confeção. Mas esta curiosidade deve-se aos eruditos textos de Gilmar de Carvalho que se esforça por valorizar património imaterial mal divulgado e pouco consumido. No texto publicado na revista “Gente de Ação” Gilmar de Carvalho refere-se ao canjirão como … um doce luxuoso, feito a partir da castanha de caju pilada, misturada com mel da mesma fruta. Não pode ser barato e é requintado desde sempre … curioso que a mistura da castanha com o mel faz com que o doce prescinda do fogo. Depois de transcrever a conversa com Seu Jonas e Dona Ronaldinha, continua com os elogios do doce: É muito calórico, dá para adivinhar e é melhor não se exceder no consumo. Tem uma consistência de doce árabe… o canjirão é luxuoso, tem algo de untuoso, como o doce de burité, “a espécie” (de gergelim com rapadura preta) ou o chouriço feito com sangue de porco, farinha e especiarias. Tem personalidade e, por isso, é único.
Esta poesia doceira levou-me a desafiar e convidar Gilmar de Carvalho a acompanhar-me em mais uma expedição doceira como já tínhamos feito para Sobral e Viçosa do Ceará.

Depois da Páscoa, um doce muito especial:
http://www.virgiliogomes.com/index.php/cronicas/752-canjirão

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