quarta-feira, 16 de março de 2016

Terras e pontes que já artravessei

Por Costa Pereira Portugal, minha terra. 

Começo pela terra-berço de D. Nuno Álvares Pereira, Cernache do Bonjardim, uma freguesia do concelho da Sertã , muito importante pelo seu património histórico, onde se destaca o Seminário das Missões  que está  inserido numa quinta onde nasceu o condestável. Neste postal que recebi dos meus padrinhos de casamento, o saudoso Rui de Sá (Saiur)  e D. Gisela,  filha dileta da Sertã, em 9/9/1984; monstra o templo de Santa Maria Madalena e uma panorâmica da vila de Cernache vista da Serra Santa.
Banhada pelo Mondego, o maior rio português, Coimbra é universalmente famosa pela sua Universidade, fundada em 1290, por D. Dinis. Mas também pelo seu potencial histórico e cultural, além do seu encanto paisagístico. Cidade sede de concelho e capital de Distrito foi ainda capita da antiga província  da Beira Litoral, e é também a maior cidade da região Centro. Este postal foi enviado de Arganil , em 14/2/1971.
Esta é  uma das  pontes rodoviárias que ligam a cidade Invicta com as  terras a sul do Douro, só que  esta tem o mérito  de  ser  a primeira  que foi  construida  depois da  de D. Luis I. Foi inaugurada em 22 de Junho de 1963. Tanto o projecto, como a direção são obra do Prof. Eng.º  Edegar Cardoso, por isso é uma ponte inteiramente portuguesa, creio que até o ferro e o cimento eram produção nacional. Conservo na retina o espetacular momento a que também assisti do fecho do cimbre.  Demorou horas mas vi parte e dei por bem empregue a deslocação para o efeito integrado num grupo de curiosos ido, então, de terras do Coronado. Hoje para além da Arrábida e do Freixo, ainda à pouco fui a terras de Basto é cheguei lá sem passar em nenhuma destas pontes, mas o certo é que atravessei o Douro e fui ter à A4, depois de Valongo, sem saber por onde passei. Este postal foi-me enviado do Porto, em 7/2/84, por um casal meu amigo.
Este postal que dá uma vista aérea da Porte da Arrábida, foi-me enviado de Vila Real pelo saudoso Padre Guedes, em 9/7/1968.
Cidade que recebeu foral de D. Dinis, nasceu numa elevado local da margem direita do rio Corgo, onde se situa o cemitério de São Dinis e ainda hoje é designado por Vila Velha. Cresceu no sentido de sul para norte até primeiro atingir a área do Pioledo, e depois se alargou até onde  chega agora. Cidade em franco desenvolvimento que da Timpeira a Parada de Cunhos e de Mateus a Lordelo dá cartas em todo o Trás-os-Montes e AltoDouro de que foi capital de provincia. Que  esse alargamento  não se ficou pela margem direita do Corgo prova-o a construção da Ponte Metálica , em 1904, que veio substituir outra mais antiga, a que chamavam de Santa Margarida, e era a única que até aí ligava a “Bila” com a parte   sul. Pesou, porque mais tarde apareceu a Linha do Corgo, hoje desactivada, sendo desse lado da cidade que foi construída a estação. Mais um postal, enviado de Vilar de Ferreiros, pelo Padre Guedes em 17/V/68. Posso dizer que além do mais são  terras e pontes que já atravessei.

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