terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Jerónimo de Sousa, figura do ano


Dificilmente o país sairá do abismo onde o meteram. Temos austeridade para décadas provocada pela corrupção do Estado e, entre outras, a forma como são promovidos sempre os do costume.
O filosofo José Gil ainda hoje exemplificou o que se afirmou acima. Para o filósofo, considerando as eleições de quatro de Outubro o acontecimento do ano, elegia para figura do ano, António Costa. E lá foi explicando o porquê da sua falácia.
Se, de facto, se considerar as eleições de quatro de Outubro o acontecimento do ano, nunca António Costa poderá ser a figura do ano, mas sim Jerónimo de Sousa. Na medida em que só foi possível a Costa ocupar o cargo (que ambicionava) de chefe de governo, à custa do mote de Jerónimo: “O PS só não é governo se não quiser”. E só quem nunca leu Lenine se não apercebeu que aquela papelada (que eles denominaram de "acordo", ou "acção conjunta") foi da exclusiva responsabilidade do PCP.
Mais, a tão propalada faceta de exímio negociador de Costa, como afiançam os energumenos (as) do comentário escrito e oral, apenas se deve à vontade do PCP, principalmente do Comité.
Porque razão José Gil não tem este tipo de raciocínio? Porque interessa que se promovam sempre os mesmos e não a gente de mérito. Por essa razão, o país não sairá da cepa torta!
Se houve alguém com mérito nessa golpada, foi Jerónimo, não foi Costa. O problema é que Jerónimo (que anda a ser enganado por Costa) não é um dos do costume, não pertence à tal burguesia urbana.  Não andou no Liceu Camões ou no Maria Amália. Cursou o antigo curso industrial e aos 14 anos iniciou a carreira como afinador de máquinas na MEC, terminando-a como operário metalúrgico.    Armando Palavras


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