sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A golpada de António Costa e os lambe-cus


Por muita educação que se tenha, há alturas em que se deve “dar o nome aos bois”, como diz o povo.
Ao contrário dos rodriguinhos de alguns comentadores, a atitude de Costa é desprezível. Atente-se, por exemplo a todo o seu percurso de há um ano a esta parte. Usurpou o lugar de Seguro (é claro que no campo da legitimidade o pôde fazer). Seguro saiu de cena com classe. Costa foi apresentado por dois senadores do PS como o “salvador da pátria”, e o único a poder “vencer Passos Coelho” (como diziam à época). O que se pretendia portanto era derrotar o Primeiro-ministro (ainda em funções com toda a legitimidade e a mais profunda consonância ética). Por seu lado, Costa gabava-se de ser o melhor, apontando os vários exemplos. Rodeou-se da tralha socrática e apresentou-se a eleições legislativas com um programa delineado entre a esquerda do PS e a Social-democracia do mesmo.
Levado em braços, perdeu as eleições com uma margem substancial (quando há uns meses as sondagens o davam como vencedor com maioria absoluta!). Aliás, não só perdeu as eleições, como foi completamente destroçado – derrotado! Não se demitiu, como a decência impunha. Vislumbrou a fuga para a frente (“negociada” semanas antes, ou pelo menos apalavrada) e numa golpada desprezível, com uma aritmética duvidosa (como diz Pulido Valente), procura ser Primeiro-ministro sem ganhar eleições!
Por seu turno, os lambe-cus (como diz Miguel Esteves Cardoso), tipo Larcão e Ana Catarina (que estando ao serviço de Seguro se mudaram para Costa quando este usurpou o lugar) vêm agora criticar indivíduos que possuem uma visão correcta e acertada dos acontecimentos como Francisco de Assis.
Vamos parar por aqui para não ultrapassarmos os limites da decência. 
Uma coisa é certa, o Presidente da República tem que indigitar como Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, como diz a tradição portuguesa e como o povo exige (sobre o costume dos países ricos da Europa e as opiniões de alguns “politicólogos” daremos argumentação futura). Outra coisa é certa, se os sociais-democratas socialistas não derrubarem Costa como manda a decência, o governo que surgir da queda de Passos Coelho e Paulo Portas no Parlamento vai levar o país a um segundo resgate, os sacrifícios de quatro anos esfumam-se, os portugueses comerão pedras e o PS descerá ao nível eleitoral do PC e do Bloco. Decidam.
Armando Palavras


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