segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Recordando Dom Joaquim


Por Costa Pereira

Portugal, minha terra.
Acerca de doze meses divulguei um post que iniciei assim: “No primeiro dia de Ano Novo, 1 de Janeiro, deste 2014, ia da Bajouca para Minde quando nas proximidades de Leiria o meu telemóvel deu sinal que alguém me queria falar. Atendi e não demorou que viesse a triste noticia: Faleceu o senhor D. Joaquim Gonçalves!”.
A.J. Da Costa PereiraTinha por ele particular admiração e sei-o apreciador da minha actividade publicista; o meu opúsculo “Nossa Senhora da Graça-Na Fé dos Mareantes”, onde na bibliografia consta o seu livro: “Santuário da Nossa Senhora da Graça, no Monte Farinha” estava-lhe anunciado e fazia conta de lho oferecer em primeira mão. A minha admiração por este saudoso prelado vem da primeira visita oficial que fez a São Pedro de Vilar de Ferreiros e ao “Iteiro da Senhora”; mas o meu relacionamento pessoal foi a partir duma festa de bodas de aniversário do Sr. Padre Correia Guedes, em que nos ficamos a conhecer.
Com o também agora pároco emérito de Vilar de Ferreiros, Sr. Padre Guedes, a obra que deixaram patente no Santuário é um marco que há de permanecer por muitas gerações e os seus nomes eternamente ligados à história de um dos mais importantes santuários marianos de Portugal. D. Joaquim Gonçalves esteve à frente da diocese transmontana entre Janeiro de 1991 e Maio de 2011. O bispo emérito de Vila Real foi substituído por D. Amândio Tomás, seu coadjutor, em 2011, devido a um transplante cardíaco a que foi submetido em Coimbra

No ano em deixou de ser titular, 2010, o “Bispo da Senhora da Graça” presidiu à Grande Peregrinação de Setembro, evento a que fiz referência no dia 18 de Agosto, citando: “Hoje, o meu amigo Casimiro Rosa subiu, pela primeira vez, ao "Iteiro da Senhora"! Pena tive de não me poder encontrar lá com ele para lhe falar da terra onde me nasceram os dentes e aprendi a gostar das pedras.... Conceituado Produtor da TVI, o Casimiro foi palpar o terreno para que no próximo dia 5 de Setembro, 1º domingo do mês, a Missa campal da Grande Peregrinação anual a Nossa Senhora da Graça, como de costume presidida por D. Joaquim Gonçalves, constitua também um autêntico êxito televisivo”. E foi de facto.
Natural do lugar de Cortegaça – Revelhe (Fafe), onde nasceu a 17 de Maio de 1936, D. Joaquim faleceu a 31 de Dezembro de 2013, na Povoa de Varzim, pois ali residia com um irmão sacerdote, o Padre José Gonçalves, e uma irmã enfermeira. Os seus restos mortais foram a sepultar na quinta-feira, 02 de Janeiro, em Jazigo da Diocese no cemitério de Santa Iria, em Vila Real. Na missa exequial presidida por D. Amândio Tomás, participou parte do episcopado português, o clero diocesano e vizinho, além de centenas de fieis e muitos autarcas. Amava a sua diocese, mas a menina dos seus olhos era a Senhora da Graça cujo santuário visitava amiúde e as obras e projectos acompanhava com interesse. A melhor homenagem que se lhe pode prestar é zelar o que está feito e dar continuidade ao que ficou para fazer.
Substituído por um "Bispo de 7 Estrelas", e transmontano, sério, inteligente, piedoso, sem medo à chuva, que veio de Vila Real e foi na Peregrinação desde o inicio e aguentou - Peregrino sereno e sorridente, ao mesmo tempo que já criou as condições necessárias para que tudo rode às mil maravilhas. Com a nomeação do padre João Paulo Castanheira Pinto, que veio substituir o Sr. Abade Manuel Joaquim Correia Guedes, que desta paróquia foi zeloso pároco durante mais de meio século, D. Amândio traçou as linhas que o novo pároco e capelão do Santuário de Nossa Senhora da Graça tem a missão de levar a cabo, servindo a Igreja e os fieis da sua comunidade. E pode contar ainda com a colaboração do abade Correia Guedes, o pároco emérito, mas tipo de D. Joaquim: ferrenho devoto de Nossa Senhora da Graça.



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