segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
domingo, 15 de dezembro de 2019
O fascismo está aí de forma velada – quando demitem Flor Pedroso?
O
fascismo está aí de forma velada. Maria Flor Pedroso censurou a 15 dias das legislativas
um programa de Fátima Felgueiras, sobre o lítio. Esse programa teria, com toda
a certeza, proporcionado outros resultados nessas legislativas. O que possa
acontecer à dona Flor agora, já não proporciona, para o bem geral, coisa
alguma, porque o pretendido está conseguido.
O
poder actual não mexerá um dedo porque esta senhora com um método fascista,
deu-lhe, pelo menos, 5% de votantes. E a senhora nada fará se a decência da sua
classe profissional a nada a obrigar.
O
nepotismo tem destas coisas – leva invariavelmente a sistemas totalitários.
Avisou-se a tempo para isso. Ninguém quis ouvir porque os do costume manipulam
os meios e possuem rendas rafeiras estimáveis a conservar.
Sobre
o caso do lítio só dois jornalistas se escandalizaram: Alberto Gonçalves e João
Miguel Tavares. Ontem a eles se associaram alguns jornalistas do Sol. Barroso
da Fonte há algum tempo que disse alguma coisa. Hoje no jornal i surge em
primeira página outro caso patrocinado pela dona Flor, que trabalhava como
docente a tempo parcial no ISCEM. Contactou a diretora da instituição, Regina
Moreira, para dar conta de que o ISCEM estava a ser investigado pela equipa do
“Sexta às 9”.
Processos
destes revelam o fascismo velado que cobre toda a sociedade portuguesa. Desde
as escolas, aos hospitais, passando por repartições disto e daquilo tudo está
corrompido. Criaram-se as “leis”, a partir de 2005, a propósito de manter a
mediocridade do costume nos cargos (chefias). A Troika com a governação de
Passos ainda corrigiu muita coisa. Foram para lá os corruptos que vinham de 2005
e a coisa mostra-se. Pelo que temos observado, a” lei” em Portugal, é apenas
uma força cristalizada que favorece os que a criam. O seu sentido
universal há muito (desde 2005 – com interregno no período
da troyka) que foi transformado em sentido pessoal.
Ainda
ontem, no Facebook demos com isto:
Mais um escândalo na RTP, na televisão paga por todos nós!
Durante uma reunião extraordinária do Conselho de Redação (CR) da RTP,
Maria Flor Pedroso, que trabalhava como docente a tempo parcial no ISCEM,
revelou que contactou a diretora da instituição, Regina Moreira, para dar conta
de que esta investigação estava a ser feita pela equipa do “Sexta às 9”
Fonte expresso.pt
Hino do Desportivo, Ágata e o autor da Letra
Música de CARLOS EMÍDIO PEREIRA
(1970)
Por BARROSO da FONTE
Soube
pela imprensa local e nacional que Francisco Carvalho, pai do “Chiquinho da Ágata!”,
Presidente da SAD e presidente honorário do Grupo Desportivo de Chaves, tem
alimentado muitas tribunas do jet set mediático, pelo facto de haver
muita concorrência nessa indústria da fama fácil, graças ao século da
extravagância, da libertinagem e da futilidade.
Diz
o povo que cada um come do que gosta. E se o amor é tão forte que supera a
loucura das paixões assolapadas, viva cada qual aquilo que entende, por bem,
desde que não prejudique terceiros. Essa crise de relacionamento conjugal é
hoje o pão nosso de cada dia. E quem sou eu para dar lições de moralidade num
tempo e num lugar onde se entra no Parlamento como se fosse num clube de
swinger's, como sucedeu no primeiro dia da instalação parlamentar, com um
assessor de saia?
Em
1970 a direção do Grupo Desportivo de Chaves convidou-me para escrever a letra
para o Hino do Clube que, em 27/9/1974, comemorava as bodas de prata. A mesma
direção solicitou ao Amigo de saudosa memória Carlos Emídio Pereira que fizesse
a música para essa letra. Já éramos, mas ainda ficámos mais amigos. Entretanto
ele faleceu. E como não registou essa música na Sociedade Portuguesa de
Autores, nem declarou essa autoria em documento, como propriedade sua, mais
tarde não pôde, nem conseguiram os herdeiros, reclamar os direitos autorais em
tribunal. Como música e letra resultaram num bem cultural que foi confiado ao
GD Chaves, a Espacial editou-a em CD e, desde aí, comercializou-a como se fosse
criação popular. Os direitos de autor foram para quem se apropriou de trabalhos
intelectuais alheios. Da minha parte prescindi desses direitos a favor do GDC.
Já não recordo quem presidia nessa altura à Direção. A verdade é que nem me
responderam.
Consultei,
agora que soube das divergência de fundo do casal, que Ágata, a cantora desse
“meu” Hino, afirmou aos mass media que o ex-companheiro Francisco
Carvalho não lhe dá os direitos por cantar o hino do Desportivo de Chaves. Diz
ainda mais: que está barrada pelo «ex» no Estádio municipal de Chaves e que
proibiu que o hino oficial do clube fosse ouvido nos jogos realizados em
Chaves. «O Francisco retirou a minha voz dos jogos porque não queria ouvir o
eco da minha entoação».
Devo confessar que não conheço pessoalmente o Sr.
Francisco Carvalho, nem algum dos seus filhos. Penso que era ele o presidente
da Direção quando o Desportivo ainda não era SAD.
***
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Música de
CARLOS EMÍDIO PEREIRA
(1970)
|
O
Desportivo de Chaves nasceu em 1949 e só na época de 1972/3 subiu da III à II
divisão nacional. Em 1974 completou 25 anos e a direcção dessa época
convidou-me para escrever a letra e ao Carlos Emídio Pereira para escrever a
música. Desde aí, é sempre cantada quando há jogos no seu Estádio. No início
deste século, a Ágata, mãe do actual Presidente, Bruno de Carvalho, gravou-a em
CD, através da Espacial. Mas em vez de pedir autorização aos autores e de
escrever os nomes da letra e da música, omitiram os seus nomes e chamaram-lhe
«populares» Na sua edição de 02-11-2007, o Jornal Notícias do Douro deu
essa notícia nos seguintes termos: «Discográfica que editou CD do Desportivo
de Chaves «matou» os autores da letra e da música». Mas já que a APEL não
deu andamento ao processo, fica aqui desmistificado o «roubo».
Há
muitas formas de matar pessoas vivas. E a Espacial cometeu essa proeza, ao
editar um CD, registado na SPA com o n° 3200637, em 2003, plagiando a letra e a
música e registando-as com a palavra “popular”, quando o autor da letra está
vivo, como se vê por estas palavras que assina, e o autor da música, Carlos
Emídio Pereira, que faleceu há 14 anos, mas tem o filho, António Maria Pereira,
a viver em Vila Real, pertencendo-lhe os direitos artísticos do Pai.
Como
se sabe, as obras literárias e artísticas têm dono, tal como uma propriedade
que se herda ou um automóvel que se compra. E, do mesmo modo, também os
direitos desses bens se transmitem aos herdeiros, até 75 anos para além de
morte dos seus criadores. Quem tiver dúvidas sobre a legitimidade que aqui se
reclama poderá consultar a imprensa da época, nomeadamente o Notícias de
Chaves de 28/9/1974. Aí se pode ler, sob o distintivo do Clube: «letra
da marcha do Grupo Desportivo de Chaves - Comemorativa das suas Bodas de Prata
que ocorreram ontem, dia 27-9-1974. Música de Carlos Emídio Pereira, Letra de
Barroso da Fonte, interpretação de Avelino Aurélio (Bio)». Na altura, o
Álvaro Coutinho e o António Saldanha publicaram um livro sobre o glorioso
Desportivo de todos nós. Aquele já faleceu. Mas este ainda está vivo.
Tal
como na época de 1972/73 fui eu que, na qualidade de vice-presidente e a
convite da Câmara, formei o elenco com: o Engº Luís Gonzaga, o Prof. Viegas, o
Rafael, o Cardoso e outros cujos nomes já não me ocorrem, formámos a direção
que levou, pela primeira vez, o GDC da III à 2ª divisão. Com alguns desses
liderámos a Comissão Administrativa e, nesse escaldante defeso, lutámos, de noite
e de dia, para recuperarmos o 1º lugar da subida. Nunca mais deixei de ser um
fervoroso simpatizante do Chaves, mesmo quando fui vereador na Câmara de
Guimarães (1986-1990), com o pelouro do Desporto. Fui o único dirigente do
Chaves que, nesse ano da subida, teve um processo disciplinar, movido pela F.
P. de Futebol (com o nº 219/1973), e do qual só fui amnistiado em 15 de Maio de
1974, graças ao 25 de Abril desse ano.
Espero
que este desaguisado folhetim que deveria ser, apenas, de carácter familiar não
venha, agora, toldar a carreira do Glorioso Desportivo de Chaves.
Em
nome dele estou disponível para não agravar a união de que o Glorioso precisa
para voltar à I Liga. Se me aperceber de que o esforço dos Flavienses e
simpatizantes em geral serve de trampolim para alguém cavalgar em noites de lua
cheia, não permitirei que algo daquilo que fiz pelo clube, nomeadamente o Hino
cuja letra ofertei, com imenso gosto e sem contrapartidas, ao Clube de todos,
certamente teremos de usar outra linguagem.
Barroso
da Fonte
sábado, 14 de dezembro de 2019
Maria Flor Pedroso já se demitiu?
Na capa do
jornal Sol vem destacada notícia sobre o caso do programa de Fátima
Felgueiras (Sexta às 9), censurado por Maria Flor Pedroso, a 15 dias das eleições
legislativas em Outubro!
Um episódio que
em democracia é intolerável (se é que vivemos realmente em democracia). Mas
numa democracia latina tudo é possível. Gangs de rafeiros servem o poder que
lhes garante a renda! E os comparsas jornaleiros garantem-lhes a rafeirice. E é
com isto que contam – com os comparsas jornaleiros.
O poder não escorraçará
esta senhora, só a decência do seu meio (jornalístico).

Apenas dois
jornalistas até agora se escandalizaram com o caso: Alberto Gonçalves (Observador)
e José Miguel Tavares (Público). E agora os do jornal Sol.Siga aqui:
A democracia que temos é parecida com o fascismo que tivemos
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| ALBERTO GONÇALVES OBSERVADOR |
A totalidade
das televisões e a quase totalidade da imprensa “tradicional” prestam um
valoroso serviço de vassalag..., perdão, de acompanhamento imparcial das
fabulosas proezas dos nossos estadistas.
Estavam a
pedi-las. Por um lado, são os “media”, que tanto divulgam o extraordinário
trabalho do governo em prol da nação como, ocasionalmente, veiculam notícias
que colocam em causa o extraordinário trabalho do governo em prol da nação. Por
outro lado, é o povo, que sendo um bocadinho destrambelhado, nem sempre
consegue distinguir os factos das calúnias. Estas maçadas, que prejudicam a
consolidação de uma democracia sã, têm de ser superadas. Vai daí, nada mais
natural e urgente que o anúncio, para o início de 2020, de uma “campanha de
sensibilização” que “visa a convivência democrática entre uma comunicação
social livre e uma população formada e capaz de exigir e procurar informação
séria”. Estou a citar o “Jornal de Notícias”, que, num paradigma de rigor e
patriotismo, tomou a informação oficial à letra e transcreveu-a sem aspas,
comentários ou críticas.
O anúncio da
campanha coube ao secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Propaganda,
desculpem, e Media, Nuno Artur Silva, cuja obra e dignidade estão acima de
diversas suspeitas – um homem que, desinteressadamente, já apoiava o dr. Costa
nos tempos da autarquia lisboeta não carece de provar o seu amor ao bem-estar
colectivo. Do alto desse amor, o sr. prof. dr. Artur Silva quer que as pessoas
distingam o “jornalismo profissional, com qualidades de investigação, de
análise e de crítica, rigor e isenção” daquilo “que não é informação, mas
opinião em rede amplificada, ou seja, corrente de opinião desinformada”. Ou
seja, que distingam a realidade da boataria destinada a sabotar a prosperidade
que temos. Esta necessidade de disciplinar os “media” e educar as massas é
essencial a qualquer país moderno e civilizado. A própria Venezuela não a
dispensa.
Diz o sr.
prof. dr. Artur Silva, prenhe de razão, que “a opinião pública é elemento fundamental
da política e administração do país, incumbindo ao Estado defendê-la de todos
os factores que a desorientem contra a verdade, a justiça, a boa administração
e o bem comum.”… Alto! Alto! Alto! Não liguem,
que isto é da Constituição de 1933. O que o sr. prof. dr. Artur Silva
diz é que a “desinformação é uma ameaça séria que pode afectar a credibilidade
das instituições democráticas, minando a confiança nessas instituições”. E não
é?
Salvo casos
hipotéticos como o acima referido, claro que o problema não é a escassez de
informação rigorosa. A totalidade das televisões e a quase totalidade da
imprensa “tradicional” prestam um valoroso serviço de vassalag…, perdão, de
acompanhamento imparcial das fabulosas proezas dos nossos estadistas. O
problema é que ninguém, com idade inferior ou Q.I. superior a 85, consome tais
produtos, donde a crise dos “media”, que
afecta até a indispensável Lusa de Nicolau do Laço e aflige o prof. Marcelo.
A solução,
ainda não explícita na “campanha de sensibilização”, é óbvia, e passa por
convencer a ralé distraída a consumir unicamente os “media” a que o sr. prof.
dr. Artur Silva atribui “qualidades de investigação, de análise e de crítica,
rigor e isenção”. É difícil? Não. Basta uma política articulada de incentivos,
quer incentivos fiscais (ou um tipo, atarraxado ao medidor de audiências, vê
quatro horas diárias da SIC Notícias ou retêm-lhe na fonte mais 10% do
salário), quer incentivos laborais (ou um tipo confirma a contemplação regular
de todos os “debates” nos canais “informativos”, incluindo a “Quadratura” e o
que tem o prof. Rosas, ou tiram-lhe o emprego), quer incentivos sociais (ou um
tipo faz uma assinatura de 12 anos do extinto DN ou vai preso). Quem for apanhado
a espreitar o Observador, o “Sol” ou algum “site” infecto de notícias daninhas
para o poder que nos abençoa terá de pagar pesada coima ou, em caso de
insolvência, a beijar um mupi em tamanho real de Ferro Rodrigues. Se repetir a
graça, será forçado a levar o retrato para casa.
O povo
educa-se, a bem ou a mal. Normalmente é a mal, mas para o seu bem.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Cultura Transmontana vive amordaçada pelos mass media
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| BARROSO da FONTE |
Quando Santana
Lopes, na qualidade de Secretário de Estado, transferiu a Delegação Regional da
Cultura Norte, do Porto para Vila Real, chegou a pensar-se que tal mudança
seria o primeiro passo para a descentralização que urge concretizar. Já 25 anos
tudo está como estava em 1994. A essa experiência não foi corroborada por
outros serviços e a dispersão de serviços, sobretudo administrativos, não
produziu resultados práticos porque tudo passa pelo Porto.
Em Vila Real e
Bragança houve delegações da RTP que incrivelmente deixaram de dar sinal.
Raramente é dada imagem e voz aos muitos e valorosos agentes culturais que se
vão revelando em obras ao vivo, quer musicais, artesanais, literárias ou
científicas. Quando se completavam 20 anos desde a transferência da delegação
do Porto para Vila Real, David Carvalho, diretor artístico do Teatro Filandorra
lamentava que a Companhia fosse estrear uma peça da autoria de um escritor
reconhecido da região apenas com o apoio das autarquias locais o assunto foi
decidido em Lisboa, sem terem qualquer informação do que se passa ma região.
Pergunto-me - confessa David Carvalho, - qual será a função do Diretor Regional
da Cultura ou se o erro está em Lisboa que não dá poder às delegações
regionais». Concluía este diretor artístico: «as delegações regionais foram
sendo esvaziadas de recursos humanos e logísticos. A atual sede não é um
organismo vivo de ligação com os agentes culturais, só existe formalmente».
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| MIGUEL VEIGA |
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| JOÃO de DEUS RODRIGUES |
Os distritos de
Bragança e de Vila Real, tal como algumas Casas regionais (Lisboa e Porto),
mais a Academia de Letras de Trás-os-Montes e o Grupo Cultural Aquae Flaviae,
têm-se revelado como núcleos vivos da verdadeira cultura, graças à notável
capacidade artística dos seus agentes Transmontanos. O Grémio Literário de Vila
Real, a par da Academia de Letras de Trás-os-Montes, mais a Biblioteca Adriano
Moreira e o Grupo Cultural Aquae Flaviae em torno das gradas personalidades,
como Adriano Moreira, Hirondino Fernandes, João de Araújo Correia. Pouco antes
partiram: Miguel Torga, Edgar Carneiro, António Cabral, Fernão de Magalhães
Gonçalves.
Da Casa de Lisboa
chegam os prémios Adriano Moreira para Manuel Veiga e João de Deus Rodrigues.
Em Novembro no mesmo espaço cultural de Bragança reaparecera «E eu a
cuidar!...»
“São meia dúzia de contos em
linguagem popular que se procura salvaguardar. É uma edição do Município de Bragança, que reúne várias histórias das décadas de 70 e 80 do “século
anterior” já publicadas em jornais e revistas. “É um livro diferente, é um livro único, pois utiliza uma
linguagem que hoje já não é usada normalmente no dia a dia, mas que vem
retratar aqui muito daquilo que era as expressões e a forma como os
transmontanos comunicavam há uns anos”, Mais uma obra bem-disposto Hirondino Fernandes, no alto das suas 90 primaveras, referindo que o livro, que é uma edição do Município de Bragança, retrata várias histórias das décadas de 70 e 80 do “século
anterior” já publicadas em jornais e revistas».
Barroso da Fonte
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