domingo, 2 de dezembro de 2018

Encontro de amigos de Salazar & EICOC


Tó Teixeira adicionou 4 fotos novas — com Armando Manuel Gomes.
4 h
Encontro de amigos de Salazar&EICOC
Este encontro que se realiza há cerca de uma década, junta antigos residentes da cidade de Salazar - ANGOLA. Sobretudo, ex alunos e ex alunas do Colégio.

Camaradas e Camarados

A resposta das camaradas ao camarado bloquista Pedro Filipe

DAVID MARTELO
(CORONEL)

Durante a Convenção do Bloco de Esquerda, o deputado Pedro Filipe Soares iniciou a sua intervenção com o seguinte vocativo: “Camaradas e Camarados”. A expressão causou algum espanto e não poucos sorrisos, mas não demorou muito tempo a percebermos que, para além de se não tratar de um lapso, estávamos no limiar de um novo cenário civilizacional. Em artigo publicado no jornal Público de 20 de Novembro, Pedro Filipe Soares justifica a originalidade da expressão argumentando que “o modelo patriarcal e machista de sociedade modela os idiomas”.
Depois das consolidadas críticas ao “politicamente correcto”, está aberta a caça ao “gramaticalmente correcto”.
Habituados aos termos camarada e camaradagem, é altura de os militares se irem preparando para as necessárias mudanças no dispositivo. Assim – começando pelo princípio – passará a haver recrutas e recrutos, soldados e soldadas.
Não se riam!
Na instrução, as recrutas armar-se-ão de espingarda e os recrutos de espingardo. A primeira poderá ter baioneta calada e o segundo baioneto calado. Elas terão uma mochila e eles um mochilo. Eles segurarão os calços com um cinto e elas segurarão as calças com uma cinta. Na cabeça usarão boina ou boino.
Quando forem para o campo, os recrutos montarão bivaco e as recrutas montarão bivaca. No quartel, as recrutas dormirão numa caserna e os recrutos num caserno. Eles irão comer ao refeitório e elas à refeitória. Para começar o dia, haverá dois toques: o de alvorada e o de alvorado. Há noite, do mesmo modo, haverá toque de silêncio e de silência.
Nas patentes, também haverá identificação do género: caba/cabo; sargenta/sargento; tenenta/tenento; capitoa/capitão; majora/major; coronela/coronel, etc. Nas unidades haverá um comandante ou comandanta; o primeiro deve ser competente e inteligente e a segunda competenta e inteligenta.
Se se portarem bem, as recrutas poderão ir de licença e os recrutos de licenço. No final da instrução, haverá juramenta de bandeira e juramento de bandeiro. Todos desfilarão garbosamente, eles com o passo certo e elas com a passa certa.
Uff!
David Martelo – 22 de Novembro de 2018
(enviado por João Ferreira)

Os que trilharam o meu caminho … (5)



Para muitos, Teta Lando (uma lenda da música africana) não morreu, foi morto!

Ouçam isto e deliciem-se. Os acordes, a melodia … E a voz distinta. Até sempre, Teta Lando…

TETA LANDO - EU VOU VOLTAR

TETA LANDO - FUGUEI NA ESCOLA SO PARA JOGAR A BOLA !!!



A dimensão proverbial e política de Teta Lando – Jornal de Angola
Jomo Fortunato |
7 de Junho, 2010



Alberto Teta Lando foi uma figura emblemática do período da música de intervenção.
Alberto Teta Lando “encarna o querer que personifica o homem lutador, que percorre os caminhos da vida com espírito decisivo, contornando atropelos, rompendo incompreensões, destruindo invejas e acariciando males. Em miúdo, os vizinhos não compreendiam que um filho de pais ricos, da linhagem directa do Reino do Congo, preferisse o canto ao canudo de medicina, direito ou engenharia. A mãe, dolorosamente esmagada pela morte do pai, pelo sonho da independência, perplexa, reflectiu, e, finalmente entendeu, que o canto é a gota sagrada que dulcifica corações empedernidos...”, escreveu o saudoso Domingos Van-Dúnem, importante homem de cultura, num texto crítico do CD “Memórias”, uma colectânea referencial que reúne os principais sucessos do cantor e compositor, editados de 1968 a 1990.
Alberto Teta Lando nasceu no dia 12 de Julho de 1945, em Mbanza Congo, e iniciou a carreira musical em 1962, somando-se 46 anos, até a data da sua morte, de uma vida intensamente confinada à música. Teta Lando foi uma criança normal e dizia que nenhum motivo especial, nem propositado, o terá levado a trilhar os caminhos da música. “Mas, o lado musical da minha mãe foi decisivo”, recordava o cantor.
Contudo, dizia, nostálgico, que cantava, de forma natural, nas festas escolares de fim de ano, numa altura em que professores e amigos já haviam detectado, no futuro artista, uma certa propensão para a música. Musicalmente influenciado, na infância, pela mãe, uma mulher de fortes convicções culturais que tocava guitarra e acordeão, Teta Lando aprendeu, desde cedo, a respeitar a cultura de origem e a extrair sons audíveis numa harmónica, primeiro instrumento musical em que se afeiçoou, facto que agradava e encantava os familiares e amigos que o ouviam.

A canção política militante

Figura emblemática do período da música de intervenção, em 1974, pela qualidade textual e alcance estético da obra, Teta Lando gravou “Angolano segue em frente” e dizia sempre que valeu a pena escrever temas de índole política. A propósito, argumentava o seguinte: “não sou das pessoas que se arrepende daquilo que faz. Tudo quanto fiz, serviu-me de alguma coisa e teve sempre o seu lado positivo. Respeito e acho que valeu a pena porque senti e achei que devia participar, naquela altura, e participei. Não estou de forma nenhuma arrependido... muito pelo contrário”.
Teta Lando, nas suas reflexões sobre a canção política, distinguia o texto musical panfletário e propagandístico, da música de intervenção política, propriamente dita. Enquanto a primeira aplaudia, cegamente, os ditames de determinadas formações políticas, a segunda visava a mudança e, normalmente, contrapunha-se aos poderes em presença, facto que aconteceu, amiúde, de forma explícita em Angola, mesmo durante a vigência do sistema colonial.
Ao álbum “Independência” seguiu-se o “Reunir”, duas obras que, embora distantes no tempo, acusam uma certa unidade temática, consubstanciada no desejo de progresso e concórdia entre os angolanos. Em “Reunir”, Teta Lando regrava “Tata nkento” e desfilam os temas “Ntoyo”, “Eu vou voltar”, “Reunir” (funje de domingo), “Mufete” (canção de André Mingas), “Luauano” e “Dub”.
Teta Lando possuía um argumento à volta da sua propensão em escrever canções de pendor político e social: “Para quem faz música ou poemas que reflectem o dia-a-dia das massas, o dia-a-dia do nosso povo, dificilmente consegue escapar a essa influência política directa, chamemos-lhe assim, pois que, tudo na vida é política. Essa política engajada, essa política directa que a gente conhece”.
Mesmo durante o tempo colonial, Teta Lando foi escrevendo, de forma ousada, canções de teor político, embora a semântica textual de algumas das suas composições fossem habilmente encobertas. Teta Lando grava, em 1970, o tema “Deus tira os feiticeiros da minha terra”, uma canção que produziu um impacto político directo, contudo, só a partir de 1975 o engajamento político do compositor começou a ser mais directo e explícito.
Ainda no exílio, Teta Lando grava os temas “Reunir”, “Eu vou voltar” e “Semba de Angola”, embora as canções “Mamã grande”, “Tia Chica”, esposa do senhor Manuel que, depois de rico, abandona a mulher negra, gravada em plena época colonial, acusassem, igualmente, um cunho marcadamente político.

Cantar em línguas nacionais

Teta Lando é um artista que privilegiava os provérbios, a filosofia, e os costumes angolanos nas suas canções em línguas nacionais. Fluente conhecedor da língua e cultura kikongo, seu espaço linguístico de origem, Teta Lando reconhecia que a abrangência da sua música era muito mais vasta quando decidia compor em língua portuguesa. Nas composições de índole proverbial kikongo, a receptividade é mais imediata e espontânea, contudo é circunscrita aos membros da sua comunidade linguística. Em língua portuguesa, dizia o compositor, embora o esforço de criação fosse mais suplementar, a verdade é que atingia um universo de ouvintes mais heterogéneo.
Durante o período de exílio, em 1975, Teta Lando viveu no Congo Democrático, como taxista, e na Alemanha, em 1976, tendo fixado residência em Paris, em 1980. A sua passagem pela Europa alterou os contornos técnico e estilísticos da música que veio a produzir depois, “Não podemos considerar que tenha havido uma alteração de raiz, mas é justo referir que as harmonias passaram a ser mais ricas”, reconhecia o cantor, referindo-se, concretamente, ao CD “Esperanças idosas”.
Sobre a canção “Kimbemba”, uma composição rica, do ponto de vista harmónico, anterior à sua permanência na Europa, Teta Lando dizia o seguinte: “hoje quando oiço o “Kimbemba” tenho a tentação de mexer alguma coisa, em termos de harmonias, porque os conhecimentos que possuo permitem-me pensar que a melodia seria muito mais rica se lhe acrescentasse alguns acordes. Bom... mas isto são tentações que tenho. Todavia, nunca corrijo aquilo que está estabelecido como um facto, não gosto de corrigir, deixo ficar assim porque é um testemunho daquilo que fiz e configura uma época e contextos particulares”.

O produtor Teta Lando

Como produtor e personalidade musical ligada ao mercado do disco, Teta Lando analisava, comparativamente, a política editorial do disco no passado colonial e as produções da nova geração da música: “Não há comparação possível, pois que, naquela altura, já havia um mercado cultural aliado a um mercado do disco sólido. Neste momento, o que existe, não passa de um pequeno embrião. No tempo em que eu era exclusivamente artista, o produtor ficava com a maior parte do bolo e os artistas acabavam por ficar sem nada. Hoje, como produtor, vejo que não é bem assim. Nem tanto mar, nem tanta terra. Havia e há, efectivamente, produtores pouco honestos, mas devo confessar que esta é uma actividade de muito risco financeiro e que todas as precauções são poucas para preservarmos uma empresa de carácter cultural. Antigamente havia um mercado cultural, repito, hoje estamos numa fase incipiente. Estamos a lutar para isso, sou uma pessoa que apostou neste ramo e espero, num futuro mais ou menos breve, poder fazer alguma coisa pelo mercado cultural angolano”.

Discografia

Teta Lando grava, pela primeira vez, “Luginguluami” (minha vivência), em 1968, com 23 anos, depois de uma estadia de cinco anos em Portugal, onde chegou em 1963. Seguiram-se alguns singles que registaram êxitos como “Mumpiozo uami” (um assobio meu) e “Tata nkento”. Em 1973 grava o tema “Kimbemba”, canção de referência obrigatória na carreira artística de Teta Lando. Segue-se, em 1974, o álbum “Independência” (disco de ouro), a última obra gravada por Teta Lando antes da sua partida para o exílio, em 1975, em França, gravado com o agrupamento “Merengues” de Carlitos Vieira Dias, guitarrista que acompanhou Teta Lando nos principais momentos da carreira. O álbum “Independência” foi o primeiro lançamento da CDA (Companhia de Discos de Angola), de Sebastião Coelho, e marca a personalidade de um artista preocupado com os destinos de Angola, entendido como país emancipado do sistema colonial.
O álbum “Esperanças idosas” (1993), último trabalho de Teta Lando, atingiu o primeiro lugar no “top” do continente africano, durante dois meses, e foi escutado, durante três meses, nos voos da “Air France”. “Esperanças idosas” foi um trabalho que apareceu no mercado e que interessou, de imediato, as pessoas, justamente, pela sua qualidade melódica e harmónica, coisa que em termos de música angolana não se estava muito habituado. “Esperanças idosas” marcou a diferença, pelo desempenho dos músicos, a nível da execução instrumental.

Teta Lando na UNAC

Alberto Teta Lando foi eleito, no dia 12 de Maio de 2006, Presidente da União Nacional de Artistas e Compositores (UNAC), agremiação artística onde desenvolveu importantes projectos em defesa da dignidade social da classe artística angolana. Na altura da sua eleição o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, felicitou o cantor e disse estar certo que a nova direcção da UNAC “dará o melhor de si para que se concretizem os objectivos e metas definidas no programa de acção”. Alberto Tela Lando, cuja obra consagra-o, com letras de ouro, na história da Música Popular Angolana, morreu, em Paris, no dia 16 de Julho de 2008, vítima de cancro, na tarde de uma inesquecível e marcante quarta-feira.

João Lourenço com toda a razão: Cofres do Estado angolano vazios!



Quando João Lourenço, o Presidente da República de Angola visitou Portugal a semana passada, e por cá passou dois dias, insistiu (e bem) nas denúncias que vem fazendo há um ano. Aliás, o que distingue o carácter deste presidente com outros de outras nações, é que não denuncia apenas, actua!
No dia seguinte, o ex. presidente, José Eduardo dos Santos, a imagem completa da corrupção angolana a todos os níveis, desenvolvida durante 42 anos, procurou em entrevista (concedida pela imprensa mafiosa) rebater a afirmação de João Lourenço sobre os cofres do Estado.
Segundo Edu, teria deixado nos cofres estatais, 15 mil milhões! Na verdade, o que são 15 mil milhões nos cofres de um estado como Angola, riquíssimo tanto em matérias-primas como em actividades terciárias como a agricultura e a pesca? Nada, simplesmente nada. Um estado como Angola devia ter nos cofres do estado, no mínimo 500 mil milhões! Que, infelizmente, estão nos cofres dos corruptos da oligarquia montada por José Eduardo e acólitos.
Mais, segundo informações saídas a 31 de Outubro de 2012, pôde ler-se isto:
“Na semana passada, o jornal “New York Times” revelou que a família do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao acumulou uma fortuna de pelo menos de 2,7 mil milhões de dólares" (2,08 mil milhões de euros). Em Angola, a riqueza do presidente José Eduardo dos Santos está avaliada em 20 mil milhões de dólares (cerca de 14 mil milhões de euros)”.
Ou seja, já em 2012, José Eduardo dos Santos tinha uma fortuna pessoal, aproximada à que deixou nos cofres do Estado! João Lourenço tem toda a razão quando diz que Edu deixou os cofres vazios.
Image result for isabel dos santosPesquisas (recentes) da Forbes (que já tem muito capital de Isabel dos Santos) revelaram que, enquanto presidente, o pai de Isabel transferiu-lhe participações em várias empresas angolanas, incluindo bancos e uma empresa de telecomunicações. Comprou ações de empresas portuguesas, incluindo a empresa de telecomunicações e TV por cabo Nos SGPS", refere a revista norte-americana.
E já agora, leia-se isto:

Mais um livro lançado na CTMAD - LISBOA

Intervenção do presidente da direcção da agremiação transmontana - Dr. Hirondino Isaías


"Espelho Público" de Nuno Pires, foi lançado a público na sede da CTMAD ao Campo Pequeno.





sábado, 1 de dezembro de 2018

João Lourenço ataca "privilegiados" que "mergulharam no pote de mel"


Agência Lusa  há 1 dia 


O líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) considerou esta sexta-feira (30.11) "surpreendente" o facto de cidadãos angolanos "evocarem, quem sabe desejarem, e até financiarem, uma provável instabilidade política" em Angola, tema que está a ser tratado com "seriedade" pois mexe com a segurança nacional.
João Lourenço, que discursava na sessão de abertura da VI reunião ordinária do Comité Central do MPLA, a primeira que dirige desde que tomou posse como presidente do partido, em setembro passado, fez um discurso maioritariamente voltado para o combate à corrupção e com exemplos ligados à família de José Eduardo dos Santos, sem, porém, citar nomes.
Sem também responder direta ou indiretamente às palavras de Eduardo dos Santos, que, depois de João Lourenço ter afirmado que encontrou "vazios" os cofres do Estado quando assumiu o poder, disse ter deixado 15.000 milhões de dólares em reservas internacionais líquidas - facto confirmado quinta-feira pelo Governo -, o líder do MPLA virou o discurso para a empresária Isabel dos Santos e para o gestor José Filomeno dos Santos, mas sempre sem os nomear.

Críticas aos filhos do ex-Presidente

O líder do MPLA disse que, "de forma pouco responsável", se confiou a "um jovem inexperiente" a gestão de biliões de dólares do país - José Filomeno dos Santos era presidente do Fundo Soberano - no valor de 5.000 milhões de dólares -, o partido "não pode ficar indiferente e tem de bater o pé perante tamanha afronta aos verdadeiros donos desses recursos, o povo angolano".
Aos militantes do MPLA, o também Presidente de Angola sublinhou que, quando o partido tiver a coragem de assumir esta postura, então o país "sairá a ganhar" porque, se o exemplo vier daí, haverá a "certeza" de que toda a sociedade o seguirá.
José Filomeno dos Santos foi presidente do Fundo Soberano de Angola, nomeado pelo pai, desde 2012, ano da sua constituição, até janeiro de 2018, quando foi exonerado do cargo por João Lourenço, e encontra-se desde dezembro em prisão preventiva, acusado dos crimes de associação criminosa, tráfico de influência, burla e branqueamento de capitais, tendo desencadeado o processo a transferência ilícita de 500 milhões de dólares e a má gestão do fundo.
Hoje, na sua intervenção, o líder do MPLA, também sem citar o nome de Isabel dos Santos, aludiu às declarações feitas a 21 deste mês pela empresária angolana, que "alertou" para o facto de, em Angola, "a situação está a tornar-se cada vez mais tensa, com a possibilidade de se juntar à crise económica existente, uma crise política profunda".
Numa série de mensagens divulgadas durante esse dia na rede Twitter, a filha de Eduardo dos Santos e antiga presidente da petrolífera Sonangol, exonerada por João Lourenço, exemplificou com os casos da greve nacional dos médicos, então em curso e que "contou com a adesão de 90%", com a quebra do poder de compra, "de 170%", e com a fome nas famílias "apesar do petróleo em alta".

"Insaciável apetite"

João Lourenço lembrou também que, no combate à corrupção, "aqueles que vêm perdendo privilégios auto adquiridos" ao longo dos anos, "deviam ter a sensatez e humildade de agradecer a este povo generoso por lhes ter dado essa possibilidade e não se fazerem de vítima, porque a única vitima desse comportamento ganancioso foi o povo".
"Este povo, que permitiu que uns poucos privilegiados mergulhassem no pote de mel, com insaciável apetite, não merece tamanha ingratidão, com manifestações de quem se julga no direito de manter o estatuto indevidamente adquirido. Só mesmo a falta de patriotismo pode levar um cidadão nacional a desencorajar o investimento estrangeiro no seu próprio país, que pode trazer emprego e o pão para a mesa dos angolanos", sublinhou.
Ao partido, João Lourenço disse que deve ser o primeiro a levantar a sua voz "sempre que surjam sinais preocupantes" de constituição de um império económico de uma família ou de uma pessoa, "não importa quem", sobretudo quando são usados comprovadamente fundos públicos ou de empresas públicas em empreendimentos que depois aparecem registados como privados.
João Lourenço referiu que, se as empresas públicas foram passadas para o domínio privado a favor de familiares de membros do partido, sem que se tenha conhecimento de algum concurso público, o partido deve ser o primeiro a denunciar contrariar e impedir. "O partido deve condenar e impedir que as empreitadas das grandes obras públicas, como portos, aeroportos, centrais hidroelétricas, cimenteiras, ordenamento e gestão de cidades e outros, sejam entregues aos nossos filhos, familiares ou outros próximos se não obedecerem às regras e normas do concurso público, da contratação e da são concorrência", frisou.
João Lourenço reiterou também que o partido "nunca deve aceitar o monopólio de um único produto económico" na comercialização de um produto tão valioso como os diamantes, "o que pode ter como consequências a fuga das multinacionais do setor que não entanto investem em outros países até vizinhos" de Angola.

Eleições internas

Na reunião do CC do MPLA, órgão de 363 membros, o partido vai analisar, entre outros temas, é a intenção de realizar eleições internas para escolher os candidatos às primeiras eleições autárquicas do país, previstas para 2020.
O processo das autárquicas tem trazido divergências quanto ao modo de implementação entre o Governo, de um lado, e os partidos da oposição e alguns setores da sociedade civil, entre os quais a igreja católica, do outro.
O Governo angolano defende a implementação das autarquias em todo país, mas de forma gradual, num prazo máximo de até 15 anos, tendo hoje João Lourenço reiterado que poderá baixar esse limite temporal para os 10 anos, proposta que é rejeitada pelos partidos da oposição, que exigem a sua implementação em simultâneo nos 164 municípios de Angola.
Na reunião do Comité Central do MPLA, órgão deliberativo máximo no intervalo dos congressos, serão analisadas também as informações sobre o Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018/2022, bem como a Proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2019, a ser votada no Parlamento a 14 de dezembro e um ponto de situação do setor da saúde em Angola. Os trabalhos da reunião terminam sábado.

FONTE: msn noticias

Missionários Transmontanos em Timor-Leste - Dom Ximenes Belo


Até 1974, em Timor, a soberania portuguesa não sofreu nenhuma contestação interna. Os laços de amizade ultrapassaram, durante séculos, pequenas desavenças de personalidade. Quão melhor exemplo se pode chamar à liça, do que aquele protagonizado pelos régulos Dom Aleixo e Dom Jeremias, durante a ocupação japonesa de 1942-1945, que pagaram com a vida a fidelidade à bandeira portuguesa?
É, pois, desta amizade que trata o volume que irá ser divulgado em Freixo de Espada à Cinta, a 15 de Dezembro, no auditório municipal, editado pela chancela da Exoterra.
Amizade de povos, de gente, de irmãos.
É ainda a história destes missionários Transmontanos aqui contada pela mão mestra de Dom Ximenes Belo, que ainda antes de 1876-77 “trabalharam nas Missões Católicas de Timor-Leste (antigo Timor Português) ”, distinguindo-se em várias vertentes sociais e culturais.


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