quarta-feira, 28 de novembro de 2018

De Urukagina a Ivo Rosa

juiz IVO ROSA (2018, d.C.)
PÉRICLES (Séc. V A.C. Grécia)
Não temos competência jurídica para analisar o processo de substituição do juiz Carlos Alexandre pelo juiz Ivo Rosa. Aliás, quando isso sucedeu, remetemo-nos, neste espaço, para o silêncio necessário para “julgar” um procedimento com a visão de um cidadão comum, mas culto (muito acima da média).
URUKAGINA - Suméria ( século XXVI A.C.)
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juiz CARLOS ALEXANDRE
(2018, d.C.)
Ao que parece, o juiz Carlos Alexandre foi sujeito a processo disciplinar sobre a afirmação que fez, na entrevista que deu, sobre o sorteio que ditou a sorte do processo “Marquês”.
De facto, não temos competência jurídica para julgar a afirmação do juiz, mas como cidadão culto, diremos que o juiz Carlos Alexandre disse o que tinha que dizer! É claro que num país onde a corrupção está instalada a partir do jardineiro municipal, é grave! É grave num país de ALTA CORRUPÇÃO, mas é verdadeira. 
Hoje surgiu esta notícia:
Fragmento de inscrição sobre Urukagina
(Museu do Louvre)
"Ele [Uruinimgina] cavou (…)
 o canal até a cidade-de-NINA.
 No começo, construiu o Eninnu; 
no final, construiu o Esiraran".



"Bisalhães" - Duarte Carvalho

CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL
Grémio Literário Vila-Realense

Noticias falsas circulam no Facebook





O QUE ESTÁ EM CAUSA?
Muitos leitores do Polígrafo solicitaram, nos últimos dias, a verificação da veracidade de um cartão em que o ex-Presidente é apresentado como informador da polícia política do Antigo Regime. A informação - e o cartão - são falsos.
Leia o resto AQUI.

Cada um come do que gosta !



Por: Costa Pereira Portugal, minha terra  

Por pobreza habitacional morreram cinco pessoas vítimas de intoxicação de monóxido de carbono no concelho de Saborosa, no dia seguinte foi por desleixo estatal que mais outras tantas perderam a vida numa derrocada que se deu na estrada EN. 255 que liga Borba a Vila Viçosa. Segundo o comandante dos Bombeiros de Saborosa, o incidente de Saborosa deve-se ter dado na madrugada de domingo, dia 18, já o de Borba aconteceu na segunda-feira, dia 19, e vitimou também pelo menos mais cinco pessoas.
Tragédia sobre tragédia é a sina deste país desde que a “geringonça” se apoderou do país, e que vai ficar conhecido pelo nome do mais azarento governo de Portugal. Diga-se de passagem que também fazem bem por isso, ao tomarem atitudes que de modo nenhum condizem com a ética social, patriótica e muito menos aquela em que fomos educados. Não quero profetizar maus agoiros, mas não prevejo coisa boa para as futuras gerações se não travam a marcha a esta gentilhaça sem tino, e se deixam levar em cantilenas que mais não são que meros cantos de sereia para manter os chulos na governação, deles…A Saborosa ninguém dos notáveis se deslocou. 
Eram pobres e nem a Impressa deu o devido relevo, já Borba captou toda a comunicação social, e percebe-se, os filões de mármore são ricos e ali se pode recolher dividendos, até quem sabe, votos se o filão for bem explorado! Desde segunda-feira que máquinas e técnicos ali labutam para encontrar os corpos de quem a derrocada atirou para o fundo de uma pedreira e engoliu parte da estrada que por incúria politica e administrativa estava aberta ao trânsito.

Mas tudo bem, já deu para o Sr. PR dar mais um passeio e consolar com palavras os que no terreno se sujeitam e dão de si o corpo e alma; ao mesmo tempo que em Guimarães, no Portugal e Polónia, o António Costa aproveitou para ver a Bola. Cada um come do que gosta!

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Da Grande Fome a Putin




Parece que há dois dias atrás, o sr. Putin mandou dar uns tiros navais numas fragatas ucranianas, no mar da Crimeia. E não contente com os balázios, mandou aprisionar as fragatas, e um dos seus comandantes. O presidente da Rússia, de vez em quando, desde 2014, em relação à Ucrânia, pensa que está na grande estepe caçando coelhos!
O sr. Putin tem que meter naquela cabecinha oligárquica que os Ucranianos não querem ser Russos. Querem ser bons vizinhos e ter relações de cidadania, mas Russos, jamais.
Têm na memória o “Holocausto Ucraniano”, mais conhecido por Holodomor, o nome atribuído à fome de carácter genocidário causado pela antiga União Soviética, em 1932/33, sob o comando do sr. Estaline, um dos maiores monstros da História. É também conhecida por Grande Fome da Ucrânia, provocada pelo bloqueio de alimentos feito pela então Republica Socialista Soviética.
Esta Grande Fome afectou regiões russas avessas ao regime leninista/estalinista, mas o termo Holodomor é aplicado especificamente aos factos ocorridos em territórios com população de etnia ucraniana: a Ucrânia e a região de Kuban, no Cáucaso do Norte. Por essa razão, é por vezes designado de "Genocídio Ucraniano", significando que essa tragédia seria resultante de uma ação deliberada de extermínio, desencadeada pelo regime soviético, visando especificamente o povo ucraniano, enquanto entidade sócio-étnica. Foi o período mais trágico da história ucraniana, que matou à fome milhões de pessoas.
E já agora, aconselha-se a leitura de um livro admirável sobre a Crimeia e sobre os soviéticos, escrito por Ivan Chmeliov: O Sol dos Mortos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

"A Nata do Povo" na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro - LISBOA







Sessão de divulgação na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, dia 13 de Dezembro, pelas 18H.

Mais três sessões de divulgação da Antologia de Autores em terras transmontanas


Estão marcadas mais três sessões de divulgação da Antologia de Autores Transmontanos, Durienses e da Beira Transmontana, em terras transmontanas.
A 14 de Dezembro (2018), em VIMIOSO, e no mês de Fevereiro de 2019, em VINHAIS e
MIRANDA do DOURO.
Os municípios assinalados a branco são os que até ao presente patrocinaram o projecto antológico da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, adquirindo umas dezenas de exemplares da Antologia, promovendo a sua apresentação aos seus munícipes. A eles se juntou, nesta iniciativa, o Museu do Douro, sito no PESO da RÉGUA, e a freguesia de Lagoaça.

domingo, 25 de novembro de 2018

Notícias de Barroso Nº 547

Notícias de Barroso Nº 547

 Categoria: Notícias de Barroso
 Publicado em sexta, 23 novembro 2018, 16:56
NdeB547
O Notícias de Barroso desta quinzena, destaca o primeiro Festival de Teatro de Montalegre.

Barroso da Fonte diz, e justifica, que Barroso caminha para a desertificação total;
João Tavares demonstra, mais uma vez, em artigo escrito por Carvalho de Moura,  que Cabrilho é Português de Lapela;
Manuel Ramos afirma que "não há a mínima dúvida de que a imagem da Feira de Montalegre é uma cópia sua adulterada do "jamón ibérico”.

Santana Lopes: "Qualquer dia o povo revolta-se..."


Evidentemente irresponsáveis




Helena Matos OBSERVADOR

Durante 24 anos o Estado soube que uma estrada podia ruir. Nesses 8760 dias inspeccionou galheteiros, criou registos nacionais para galinhas e montou um big brother fiscal. Só nunca fechou a estrada.

“Não há evidências” de responsabilidade do Estado” – declarou António Costa a propósito do desastre de Borba. Ouve-se e não se acredita. Ou melhor não se quer acreditar. Porque se acreditarmos teremos de admitir que o nosso Estado é inimputável e que António Costa não só sabe disso como tira partido disso.
Mas esta frase não é apenas mais um exemplo da retórica da impunidade praticada por um político que se acredita acima de qualquer contestação enquanto for mantendo satisfeitos os seus parceiros de Governo. Aquilo que está espelhado nesta afirmação é sobretudo aquilo em que o Estado português se transformou: uma burocracia que se tornou no fim de si mesma. Uma máquina em que ninguém assume responsabilidades mas em que todos podem dizer que cumpriram com as suas funções. Em resumo, uma estrutura em que os cidadãos não podem confiar.
Recapitulemos: desde 1994 que à administração pública chegava informação sobre a degradação rodoviária na zona de extracção dos mármores de Borba-Vila Viçosa. Em 1998 já o Plano de Urbanização de Borba previa a desactivação da EM 255. Em 2002, 2008 e 2015 o Instituto Superior Técnico e a Universidade de Évora fizeram estudos e produziram relatórios onde alertavam para a gravidade da situação. Estes estudos foram dados a conhecer pelos menos à Direcção Regional da Economia do Alentejo e à Câmara Municipal de Borba. Ninguém fez nada.
Contudo durante os 8760 dias desses 24 anos em que a estrada que liga Borba a Vila Viçosa se ia desfazendo o Estado português perseguiu colheres de pau e galheteiros. Atirou-se com fúria reguladora às bolas de Berlim e ao pão com sal. Arvorando-se líder de um alegado avanço civilizacional, o Estado passou a meter-se cada vez mais na vida das empresas, determinando o sexo dos seus quadros, a linguagem que devem usar e exigindo-lhes catequeses ideológicas sobre igualdade de género. Quis salvar o planeta e logo concluiu que devemos usar papel e não plástico, bicicletas, trotinetas e lâmpadas primeiro de baixo consumo, depois led e depois se verá. A nível local as câmaras foram trocando a engenharia pela sociologia: fechar uma estrada pode tirar votos. Pelo contrário, organizar festas e passeios só gera boa imprensa.
Entretanto durante os 8760 dias desses 24 anos a informação sobre o que estava a acontecer na EM 255 circulava entre as secretárias de doutores, assessores, funcionários, engenheiros, arquitectos, advogados… tudo certamente cheio de assinaturas e rubricas. Envelopes, dossiers e folhas de rosto registavam as sucessivas étapas dessa peregrinação pelos interiores da máquina estatal ela mesma sempre em reestruturação. É um guião de filme de terror tentar seguir o rasto desta informação entre a Direcção Regional da Economia do Alentejo, Instituto Português de Qualidade, Direção-Geral de Energia e Geologia, Inspecção-Geral do Ministério do Ambiente… porque obviamente se constata que entre a informação que se perde mais os organismos que mudam de tutela, o que é urgente passa a secundário, o que é importante logo se esquece. Ninguém é responsável por nada. E todos fizeram o que estava certo.
Ao longo dos 8760 dias desses 24 anos a voracidade por recursos levou esse mesmo Estado a níveis de intrusão na nossa vida nunca conseguidos por quaisquer serviços de informações: desde o formato das cadeiras das esplanadas ao número de porcos, cabras e ovelhas que cada português pode afectar ao seu auto-consumo tudo está regulado, logo taxado. Mede-se com rigor de centímetros o diâmetro dos vasos que os lojistas colocam na porta das respectivas lojas, o número de jarras em cada campa dos cemitérios e obrigam-se os proprietários das galinhas poedeiras a declararem anualmente quantas galinhas possuem. Tudo está regulado, medido e avaliado em função da recolha dos impostos, taxas e contribuições. A legalidade tornou-se um conceito fiscal: paga-se a taxa e a situação por mais absurda que seja – por exemplo uma pedreira a fazer extracção mesmo ao lado de uma estrada – fica regularizada.
Com o Estado transformado no fim de si mesmo deixou de haver lugar para a responsabilidade do Estado. Portugal tornou-se uma imensa EM255.