quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Professores em greve!


O vinho “Mogadouro”



Caras e Caros Consócios,

Serve o presente e.mail para informar que a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro tem mais uma marca de vinhos na Sede para venda.
Trata-se da marca “Mogadouro”, com medalha de Ouro, do Produtor Enologo Fernando Mogadouro, do Concelho de Mogadouro.
A Nossa Casa pode receber outros produtos da Região para venda à consignação! 

Saudações Transmontanas e Durienses


**************************************************
Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
1000-081 Lisboa

Livro sobre a família Mendo




















JORGE LAGE
Recebi do mirandelense e ex-Ministro da Saúde, Paulo Mendo, em co-autoria, com seu primo, Fernando Mendo, o livro «A Minha Família Mendo». É um livro de 120 páginas, em quadricromia, com bom papel, belíssimas fotografias. A capa é um desenho do popular e grande mirandelense, arquitecto Albino Mendo. Paulo Mendo referiu-me que «Eu e o meu primo Fernando Mendo, (…) resolvemos estudar a nossa família Mendo que teve início em Mirandela em meados do séc. XIX, vivendo na Casa de Cima (…), editando o livro sobre o arquivo da família Mendo». A origem do patronímico, segundo a tradição oral, provém do Conde Mendo (séc. VIII), vindo de Itália para a Galiza. O nome Mendo terá sido popular até finais do séc. XVII, caindo, a seguir, em desuso. Nomes próprios com o mesmo radical, «Men», temos, entre outros, Mem, Mendes (filho de Mendo) e Menendo e Mendez (galego e castelhano). Mente ou Mendo é o rio afluente do Rabaçal e este confluente do Tuela, ambos formam o Tua, no Bico-da-Auga – Mirandela. Mendo ou Mente parece-me como mais provável o hidrónimo, ter provindo do fitotopónimo Menta (lat. Menta = Hortelã). Aliás, o Mentrasto, Hortelã ou Menta (ou Hortelã-pimenta) é uma planta das zonas húmidas ou ripícolas. Se o rio Rabaçal recebe o nome do Rabaçol ou Rabaça, também planta ripícola, o rio Mendo toma-o da Menta ou Hortelã. Sabemos que a toponímia é uma janela brilhosa da História e dos sobrenomes e nomes de pessoas. Deixo esta visão filológica de Mendo, volto à distinta família Mendo de que trata o livro dos ilustres primos médicos, Paulo e Fernando, inspirados nas reuniões familiares. O livro começa nos Mendo do Mogadouro e que não aprofundar devido a incêndios que danificaram o Registo Civil desta cidade. A família Mendo em questão tem como antepassado Albino dos Santos Mendo, nascido em 1839 e veio para Mirandela com 13 ou 14 anos para trabalhar numa casa comercial e casou com Carolina da Piedade, filha do Administrador da Casa de cima. Pode-se dizer que «a Casa de Cima foi berço» do ramo dos Mendo de Mirandela. Porém, há referências anteriores, já no tempo de D. Dinis, a Mendo e Menda, em Castelo Mendo, em Almeida e Torre de Moncorvo (Mendo Corvo). O livro refere as agendas familiares que lhe serviram de suporte documental e conjunto de fotos, umas actuais e outras antigas. Há fotos dos Mendo de grande interesse para a História das famílias e das gentes de Mirandela, se o Município souber criar o Museu da Imagem e da Fotografia das Terras de Ledra. Para se compreender melhor a história desta família aparece, também, referenciada a obra do ilustre Padre Ernesto Sales (Jorge Sales Golias é um dos descendentes). A agenda de Carolina da Piedade Fernandes (uma matriarca dos Mendo) é de grande valor. E apelo a todos os que lerem esta curta lavra que nunca destruam os escritos familiares, ainda que lhe pareçam sem valor. Da minha parte estarei pronto a ajudar. A agenda pessoal de Carolina da Piedade será um arquivo de família importante para a história das famílias de Mirandela e para a monografia concelhia e extravasará mesmo o interesse nacional. O livro está recheado de Mendo(s) ilustres e refere outras famílias Mendo, bem como árvores genealógicas, a quem Fernando e Paulo Mendo deram uma nova vida. O Município devia-o adquirir para o arquivo documental concelhio. Quem o desejar deve contactar os autores, Fernando ou Paulo Mendo. Os meus parabéns aos autores e a todos os que ajudaram a dar-lhe corpo. Foi criada uma plataforma digital com o link https://drive.google.com/open?id=0Bw3CrQD7vf1TbFFHd21rNm8 o Pedro (ipadmendo@gmail.com), a Cristina (cvmendo@gmail.com), o Jorge Humberto (jhr.mendo@gmail.com) e o André (a_mendo@msn.com) irão receber a informação sobre os Mendo e incorporá-la nesse espaço digital.(fotos, Paulo Mendo e Fernando Mendo – este em camisa aos quadrados).

Pela Ladeira do Arrebentão II




Mas não habituou, nem o lavrador quis passar por aquela desonra. E, poucos dias depois, tinha comprado um boi vivo ao Zeca de Veiga de Lila. Apesar de alto era esguio, o «Lila», assim foi baptizado, diziam que mais parecia um gato por ser delgado. E provocava animadas conversas nos adjuntos do Terreiro da aldêa.
- Cá! Não é semente do Marelo – opinou o Chico Maria.
O Eugenho dizia que era um bei bô e com o Castanho ainda se fazia melhor. Apesar do semblante carregado e relado, o Manel lá se foi habituando à nova junta. Aos poucos foi esquecendo o provérbio, «homes de Santa Maria (de Émeres), beis de Valpaços e mulheres de Valtelhas, quem os meter em casa torce as orelhas». Aproximando-se o fim de Maio era preciso segar o feno do lameiro de Vale das Mós, perto da Ponte da Formigosa. Como sempre, era o Ti Manel Maria (dos Eixes) que segava o feno. Era um dos melhores gadanheiros que por ali havia e amigo da minha casa e dos meus avós maternos, Manel Deimãos (Martins) e Maria Rosa (Ribeiro). Nas segadas dos lameiros tinha-se comida e bebida quanta queriam, binho sempre na cabaça e dez escudos ao fim do dia… Era uma desfeita se não fosse ele e deixava o feno cortado rentinho pelo terrão, rapadinho como uma ovelha na tosquia. A jeira era de sol a sol e à medida que o feno ficava em baranhos ia-se espalhando com as forcadas para secar melhor. Como ainda não andava na escola, acompanhei a faina da segada do lameiro e
bebia os movimentos ritmados do Ti Manel Maria, com contorções da direita para a esquerda e o vaivém da gadanha, acompanhado de pequenos gemidos. De quando em vez, parava para picar o gume da gadanha e afiá-la com a pedra bicuda. Esta paragem anunciava que estava na hora de molhar a garganta, tocando a cabaça do tintol. Trabalho feito, há que regressar, e os anos a pesarem ao Manel Maria, o meu Pai, desviou-se da Ladeira do Arrebentão, escolhendo o caminho manhoso da Merigadeira que mais tarde foi alargado para caminho municipal de veículos. Ainda em Vale das Mós deu para todos matarmos a sede na pôça da horta do Luís Meireles. Todos, menos o Ti Manel Maria que de gadanha ao ombro prosseguiu com passo vagoroso, fazendo bailar o copo e a pedra na cintura. Copo? Um corno de boi bem asadinho,
que os meus seis anos nunca tinham visto. E lá continuamos a vencer a légua e mêa de lonjura, com as estrelas a contarem-nos os passos e o pio agourento de uma ou outra coruja a aguilhoar o silêncio sepulcral. A última subida foi a da Ladeira da Pereira, o caminho velho, ali era mais uma canelha, tornou-se mais custoso para o gadanheiro. O Ti Manel Maria arrastou-se um pouco e as pernas fraquejavam e torciam-se. Não me contive:
- Já entortas as patas co binho!
- Ó meu corno, patas tem-jas tu!
Começaram os cumprimentos elogiosos entre mim e ele. Depois de algum diálogo vivo entre os dois, o meu Pai ralhou-me e ficamo-nos por ali, porque, entretanto na curva, avistamos os pobos de Chelas e dos Eixes. Chegados a casa, a nha Mãe tínha-nos de cêa, umas batatas das novas cheirosas e umas bogas miúdas do rio Rabaçal fritadas e estaladiças que comprou ao Ti Grilo peixeiro. Um mimo divinal em que a minha Mãe, na arte de fritar, rivalizava com a
Maria Ruça do Grilo. As batatas na mesa corrida, na grande fonte de gemalte esverdeada e as bogas a nadarem em molho de escabeche noutra azulada, ao chamamento do meu Pai todos
nos sentámos nos bancos corridos e, depois de partidos os carolos de pão, começámos a tasquinhar. Com o garfo tridente de ferro na mão, ao espetar a primeira boga, pô-la em cima do
carolo e levá-la à boca apercebi-me que não tinha malagueta. E disparei: - Ó Mãe esqueceu-se de botar malagueta aos peixes!
- Não esqueci! Não lha pus por causa do Ti Manel Maria não gostar dos peixes com malagueta!
Contrariado e quebrado no meu orgulho de imitar o meu Pai, que punha malagueta em muitos pratos, respondi: - Éh! Por causa do «Merda» não como eu os peixes!
- Oh! Meu «Corno»!... «Merda» és tu!...
O meu Pai repôs a ordem e o respeito e eu fiquei-me, por birra, pelas batatas.
(continua no próximo número)

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Filho de José Eduardo dos Santos em prisão preventiva




Biblioteca Municipal de Montalegre, recebe Antologia Transmontana no próximo 5 de OUTUBRO












O auditório da biblioteca municipal de Montalegre é o palco da apresentação pública do livro "Antologia de autores transmontanos, durienses e da beira transmontana", editada pela Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de LISBOA e impressa pela EXOTERRA. Acontece no próximo dia 5 de OUTUBRO, pelas 17h30, com a presença, entre outros, de alguns autores que escrevem sobre o concelho, e do presidente da agremiação transmontana, sediada em LISBOA, Dr. Hirondino Isaías.


Sobre o assunto, consulte estes sites:






Os municípios assinalados a branco são os que até ao presente patrocinaram o projecto antológico da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, adquirindo umas dezenas de exemplares da Antologia, promovendo a sua apresentação aos seus munícipes.
A eles se juntou, nesta iniciativa altruísta e colectiva, o Museu do Douro, sito no PESO da RÉGUA e a freguesia de Lagoaça, no concelho de Freixo de Espada à Cinta.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O fumeiro de Trás-os-Montes humilhado pela RTP

Image result for Sete maravilhas à mesa, galas finalistas, rtp


Image result for barroso da fontePor BARROSO da FONTE


A RTP, mais uma vez, iludiu a raia miúda com a programação de um concurso de comes e bebes, sob o tema das «7 maravilhas à mesa». Durou cerca de quatro meses e envolveu 49 autarquias. O encerramento foi dia 16 de Setembro e teve Albufeira como cidade anfitriã. Talvez por isso esse concelho logrou maior destaque e tempo de antena, com honras dobradas, a começar pelo autarca que foi duas vezes ao palco e foi brindado como se Albufeira precisasse dessa publicidade, entre concelhos com melhor gastronomia e vinhos.
É claro que o Algarve tem tudo e mais alguma coisa, que é a praia.
Gastronomia? Vinhos?
Se houvesse rigor científico neste tipo de concursos Albufeira, dificilmente, teria ganho essa «maravilha da mesa»? Um concurso sobre gastronomia, em bom rigor, deveria ter em conta a origem dos produtos, em consonância com o local onde se consomem. Depois, dá muito nas vistas, que sendo o concelho a concorrer, apareçam cidadãos famosos a ir ao palco, só pelo facto de envolver e credibilizar o certame. Mais uma idiotice: já houve muitos concursos gastronómicos e afins. Nalguns concelhos, são sempre os mesmos a ser distinguidos. Por que não condicionar essa repetição de troféus, que cheiram, quase sempre, a favoritismo. Este tipo de concursos deve ter objetivos claros. Os regulamentos parecem ser copiados uns pelos outros.
Para o ano vai repetir-se esse tipo de concursos. Pelos vistos, serão os mesmos organizadores. Apenas mudará o produto. Em vez da carne ou do peixe, será doçaria. Vamos ver se tal prática é mais democrática, mais coerente, mais transparente e mais plural. É que até os concelhos apurados tiveram «bênção» do regime.

É evidente que um arroz de marisco, em Bragança, em Alijó ou em Montalegre, não pode concorrer com a lógica de Albufeira, ou outra vila ou cidade da orla marítima. A mesma lógica reside no campo das carnes, em oposição ao peixe. Daí que os organizadores tenham ignorado concelhos, como: Montalegre, Vinhais, Boticas, Chaves e outros. Este concurso branqueou esse tipo de produtos, menosprezou as regiões rurais e catapultou «farta-brutos» e reizetes com séculos de história. O melhor júri é o povo.
Foi pena que não tenham os jurados, atribuído qualquer prémio a esses concelhos do interior. O tipo de votação, através do tele-voto é um engodo. Como pode Montalegre, por exemplo, competir com Albufeira cuja maior riqueza é a praia que, em meados de Setembro tem muitos milhares de banhistas que assistem ao espetáculo e que, bem comidos e bem bebidos, se esquecem das suas terras e,se deixam aliciar por ambientes ilusórios e, empolgados pelo álcool da noite, clicam no telefone dessa noitada de luxúria veraneante. O tele-voto não deve servir para todos os concursos, porque os públicos são diferentes e tendem mais a prejudicar os carenciados do que aqueles que vão de férias para lugares onde os pobres nunca foram nem irão.
Finalmente, os aspetos morais que esses concursos não acautelam e que o Provedor de Justiça deverá recriminar. Os pivôs da RTP, nesse programa, são profissionais da propaganda. Eles jogam com a inocência das multidões. Os convites, os apelos, os aliciamentos, são frenéticos e o tele-voto cai ali como uma tromba de água. Essa pedinchice é espúria, nojenta e abominável! Todos os canais usam e abusam, Mas a televisão pública, em assédio constante, aos mais frágeis, aos que menos podem e aos jovens que aceitam estes apelos, é drama que urge ser tratado no Parlamento.
 Dizem-me que há Câmaras e outros serviços públicos de onde alguns funcionários passam horas mortas a telefonar. Assim como há pessoas influentes e até menores, com portáteis que telefonam a pedido ou por entusiasmo dos mais velhos, ou mais fanáticos deste tipo de certames em que aqueles que mais precisam, são os que mais apostam para tentarem que lhes saia alguma coisa.
De pouco têm valido a concelhos nortenhos que arrastam as televisões para as enchentes das feiras do fumeiro, para, quando mais  deveriam promover concursos que valorizassem esses produtos regionais, são os primeiros fatores a conspurcar a verdade, a economia e a justiça popular. Os municípios do país real são aqueles que os canais generalistas mais procuram para entretenimento com enchentes de povo desejoso de ter acesso à televisão. Cada espetáculo exige ao concelho recetor pipas de massa. Brilham com enchentes de gente simples que abre as portas e enche mesas para que todos saboreiem e regressem satisfeitos. Quando há este tipo de espetáculos populares, têm sempre uma tendência para salvarem a banalidade, com restaurantes, especiarias ou personalidades que já tresandam pela repetição de prémios, fabricados em anos de populismo secular.
Este último concurso demonstrou essa evidência que beneficiou Albufeira, que desde há muito vive do turismo que não dos vinhos, não dos produtos autóctones, nem do trabalho campesino.
Barroso da Fonte

Mesas de Vila Real e Mirandela foram distinguidas como duas das sete maravilhas gastronómicas portuguesas

MESA de MIRANDELA


A gala de eleição decorreu em Albufeira, no Algarve.

MARIA RITA do ROMEU - MIRANDELA

domingo, 23 de setembro de 2018

Vida longa para a agremiação transmontana!



Hoje, celebrou-se na Fábrica da Pólvora, em Barcarena (OEIRAS), o 113º aniversário da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de LISBOA. O evento esteve concorrido, como há muito se não via. Iniciado com missa na capela da Fábrica, seguida de repasto bem servido, prova de vinhos de MOGADOURO, a finalizar com fatia de bolo de aniversário, acompanhada com belo champanhe.




Entendeu, e bem, a direcção, convidar para este belo repasto, o Professor Adriano Moreira que, como sempre, disse presente aos Transmontanos. Acompanhou-o a esposa.
A animar a sessão esteve a fadista transmontana, Tereza Carvalho, que assumirá este ano o papel de embaixadora da agremiação.











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