terça-feira, 3 de julho de 2018

O betão e a greve dos professores.


Foi situação corrente por parte dos partidos de esquerda, incluindo o Partido Socialista na voz do dr. Costa que o Doutor Cavaco, enquanto Primeiro-ministro, era o homem do betão. Porque foi o homem que mais auto estradas e vias rápidas mandou construir. Na verdade foi. E ainda bem que o foi, porque à época, o país precisava desse betão. É claro que o Doutor Cavaco foi criticado por gente de estufa, gente que nunca havia conhecido o país real, que levavam uma vida urbana sem o contacto da periferia – do Portugal Profundo. O único contacto dessa gente era o do controlo político, sem nunca terem necessidade de saírem das bordas de Lisboa, do Porto ou de Coimbra. Gente que nunca tinha tido o problema de estacionar o carro. Nessa época, quando o Doutor Cavaco iniciou as obras desse betão, demorava-se um dia de Bragança a Lisboa! Hoje, o mesmo trajecto, porque existe esse betão, faz-se em 4/5 horas!
Mas o que é que isto tem a ver com a greve dos professores? Tem muito. Passados tantos anos é agora o dr. Costa a defender o betão! É que, segundo as notícias de hoje, “António Costa diz que para fazer obras no IP3 não pode pagar o tempo de serviço aos professores” (jornal i, capa).
A culpa, dr. Costa, não é dos professores, é do Estado corrupto que temos, que fez os contratos que fez (o seu partido) com as PPP!

Actividades da CTMAD - Mês de Julho -2018



Rotundas em Mirandela


JORGE LAGE
 As rotundas anunciam nós rodoviários de entrada em zonas urbanas ou cruzamentos complexos. Por exemplo, no Cruzamento da Placa da Bouça só decidiram ali colocar as duas rotundas, depois de várias mortes e foi pena os governadores civis do distrito, de então, serem cabeças duras e os então directores distritais de estradas caberem no mesmo saco. A solução tardia encontrada para aquele ponto negro de acidentes foi óptima, embora bastasse um bom redondo a obrigar a acalmia do tráfego rodoviário por aproximação de cruzamento de estradas (N315 e N206). Certo é que, em qualquer cruzamento que há rotundas os acidentes diminuem muito. As rotundas são melhores soluções que os semáforos porque elas nunca avariam e estes acabam por ser inestéticos e com as avarias ou cortes de energia volta-se a criar um grande risco de acidentes. Em Mirandela, também, tem boas rotundas e não tantas como as necessárias. Por exemplo, no cruzamento da Rua Machado Vaz com o acesso ao Hospital Trigo de Negreiros (N213 e N15-N206-1) devia haver um redondo por ser um local de risco e os semáforos estarem quase sempre avariados. Era a melhor solução e um bom investimento, contribuindo para que Mirandela seja uma cidade mais segura em tráfego urbano. Construir uma rotunda faz-se em relativamente pouco tempo. Porém, o redondo que está a nascer no entroncamento da Avenida das Comunidades Europeias com a Rua da Raposeira (N15 e N315) tem-se arrastado há meses fruto, ainda, de pavimentação da via. Esta situação tem prejudicado o tráfego. Sempre que se lança uma obra a concurso deve constar o prazo máximo de conclusão e coimas pesadas para quem não o cumprir. As obras só devem ser entregues a empreiteiros que sejam cumpridores e tenham solidez financeira. Queria, ainda, chamar a atenção para o possível reordenamento de trânsito no Largo do Cardal/Rua Pedro da Manta com a Rua Alexandre Herculano/Rua de Santa Marinha (N15), cujos extremos são, respectivamente, a Rotunda Luciano Cordeiro e um pequeno redondo no outro topo. Não faz grande sentido alguém que quer estacionar o carro junto à Ponte Machado Vaz ter que ir á pequena rotunda no enfiamento da rua Alexandre Herculano. Esta solução gera perda de tempo, de gasto de combustível, de poluição urbana e grande intensidade de trânsito, na rua Pedro Manta. 

Trás-os-Montes e Alto Douro fora das 15 localidades menos poluídas de Portugal


JORGE LAGE
A OMS (Organização Mundial de Saúde) classifica como localidades poluídas aquelas cujo ar tenha mais de 10 microgramas de partículas minúsculas por metro cúbico (a lei portuguesa põe como tecto 25 microgramas). Estarreja, Almada e Cascais são as mais poluídas, situando-se todas no litoral. Curioso é notar que Guimarães, com 3 microgramas (são consideradas poluídas pela OMS as que têm mais de 2 microgramas) uma cidade com bastante indústria à sua volta, é a menos poluída do país. Guimarães como a cidade mais «limpa» do país é resultado da forte política de zonas verdes e de ser exemplar no tratamento das árvores em espaços urbanos. Em Guimarães é difícil ver tratar mal as árvores das ruas e parques. Normalmente só cortam os galhos que se projectam contra as casas, preservando o resto da copa. As árvores bem tratadas são mais sadias e resistem melhor aos vendavais. Durante o ano o ar fica mais puro (mesmo quando despidas combatem a poluição nas suas partes verdes), principalmente no Verão, além de produzirem mais oxigénio tornam a cidade mais fresca em dias calor. Em Guimarães as árvores são tratadas como seres vivos generosos.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Acta do IV Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro





Actualizado a quatro (4) de Julho de 2018.
Actualizado a 16 de Julho de XVIII

domingo, 1 de julho de 2018

Figueira de Castelo Rodrigo recebe a seis de Julho o antropólogo António Vermelho do Corral para apresentação pública de Antologia de Autores Transmontanos, Durienses e da Beira Transmontana


Com a única intenção de promover os autores da geografia que lhe pertence desde a sua fundação (1905), a Casa regional de Trás-os-Montes e Alto Douro, sediada em Lisboa, lançou a 25 de Maio passado, uma Antologia de Autores transmontanos, Durienses e da Beira transmontana, por altura do IV Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro, realizado no Pavilhão da Ciência Viva, no Parque das Nações, em Lisboa.
E nesse sentido contactou os 36 municípios dessa imensa região para apresentar o volume à população. Já responderam positivamente nove: Figueira de Castelo Rodrigo, Armamar, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro e Bragança. Dois da margem sul do Douro e sete da margem Norte.
Dia seis de Julho será o volume apresentado em Figueira de Castelo Rodrigo (o primeiro município a responder ao repto da CTMAD), na Casa da Cultura, pelas 15H, pelo Antropólogo e docente universitário António Vermelho do Corral, de cujo texto antológico respigamos:

“Neste contexto pretendemos trazer à colação, alguns aspectos de natureza etnográfica que de uma maneira geral enformam o território em apreço e marcaram de uma maneira indelével, o processo formativo da minha personalidade de base, porquanto, preencheram a minha infância até à idade adulta, fazendo um longo percurso de fronteira, com residências fixas temporárias. Portanto, vivências e aprendizagem cultural em zonas ribeirinha, transmontana, alto duriense e beirã transmontano-ribacudana. O povoamento na região é do tipo aglomerado.
Duas famílias raianas de Riba Côa tradicionalmente mantiveram linhas diferentes sob o ponto de vista profissional: pelo lado materno, uma classe de almocreves de longo curso. Ambas, porém, tendo um ponto comum, a cidade do Porto. De um extremo ao outro do país. A linha de almocreves detinha um «comboio» de mulas que, ligando a rédea de uma à cauda da outra, percorria caminhos difíceis, pedregosos, de poeira e lama, através de montes e vales, que, partindo de Escalhão, passava por São João da Pesqueira, Peso da Régua, Marco de Canaveses, finalizando no Porto. Levavam os produtos locais: azeite, azeitonas, amêndoa, frutos secos, feijão, grão-de-bico, presuntos, fumeiro, queijo, e outros produtos. Traziam mercearias (açúcar, arroz, massas), bacalhau, sabão, tecidos para homem e mulher, além de bugigangas e artigos vários. Não raro apareciam salteadores com os quais convinha negociar”.


In: Antologia de Autores Transmontanos, Durienses e da Beira Transmontana, ed.  Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa,  Maio de 2018, p. 171.

Deputados da Nação com a rédea larga



JORGE LAGE

A RTP investigou e divulgou, umas semanas atrás, que alguns deputados dão moradas falsas para aumentarem o seu gordo vencimento de assalariados da Nação para romperem as calças ou as saias no «cu». Questionados, com a cara lavada e «envergonhados como cães» foram dando respostas esfarrapadas, como se o dinheiro que surrupiam não viesse dos impostos pagos por todos nós. Estes deputados do PS e PSD vivem em Lisboa ou arredores e dizem que moram em Viseu, Sobral de Monte Agraço e em Fafe e isso dá-lhes, por mês, mais 2109 €, 1245,42 € e 2334,34 €, respectivamente. Depois, ainda há os deputados eleitos pelas ilhas que trocam bilhetes de avião para engordarem um pouco mais. É vergonhoso ver a segunda figura do Estado vir dizer que é legal. É legal ele e os visados terem rédea larga, mas não é legítimo para quem deve dar o exemplo. Isto aumenta o descrédito dos políticos e coloca-nos como um país de corruptos, o que é mau para a democracia e para a portugalidade.

Mais um comentário aos meus textos neste jornal

JORGE LAGE


Depois de num número anterior ter noticiado um comentário aos meus textos neste jornal, entendi divulgar mais este por me parecer que poderá suscitar um maior debate e, quer as opiniões criticas sejam positivas ou negativas, quem fica a ganhar sou eu próprio, o jornal e os leitores. Escrever para mim é uma necessidade e um dever para com a minha terra e região. Muitas vezes, dou comigo a pensar que os leitores são pacientes comigo e mostram, até, grande generosidade. Pessoalmente, nunca ou raramente me sinto satisfeito com o que escrevo porque acho que os leitores e o jornal mereciam melhor. Salva-se o facto de já ser trintão nestas colunas e encaro este trabalho voluntário como um projecto de vida e de bem servir. O Jerónimo, Director deste jornal, nunca permitiu que a minha singela contribuição estivesse ausente das edições. O comentário que transcrevo a seguir é da Dona Celeste Nozelos, viúva do saudoso escritor mirandelense, Nuno Nozelos. O meu agradecimento pelas linhas generosas que se seguem: «Leio com muita atenção todas as "Notas de Rodapé" que se traduzem em pequenos textos muito elucidativos, realistas e humanistas. Admiro a sua habilidade de Escritor, que consiste em executar obra a partir da temática simples e não da complicada, ora, como os jornais são lidos por vários leitores de cultura diferente, contempla assim os menos instruídos que não precisam de recorrer ao benéfico dicionário. Quero agradecer-lhe todo o seu trabalho notável, que me faz avivar a sensibilidade, os sentimentos e enriquece a minha alma.» Eu é que agradeço.

GIPS/GNR precisam de formação específica?

  
JORGE LAGE
Foi confrangedor, de início, como o Primeiro-Ministro e os Ministros da Administração Interna e da Agricultura lidaram com a limpeza dos terrenos junto às casas e povoações. Amedrontaram gente pacífica e cumpridora, causando um mal imenso às árvores inofensivas. Comportaram-se como autênticos dendricidas. Essa sanha «criminosa» originou que num primeiro momento se abatessem fruteiras, árvores protegidas e outras folhosas que são barreiras à progressão dos incêndios. Foi, quanto a mim, por quererem ter um protagonismo populista e barato, que deram um mau exemplo. Isto não era preciso se soubessem deixar actuar quem sabe, em cada concelho, os Técnicos dos GTF (Gabinetes Técnicos Florestais). Os GTF têm o «Know how» para mandarem cortar árvores ou limpar os terrenos. Esta ignorância via eu num elemento dos GIPS/GNR de Bragança, quando, em directo para a TV, disse que era preciso aparar um limoeiro que estaria em sebe junto a uma casa. Claro que as árvores e arbustos folhosos e as ripícolas, em sebe, não são ameaça à propagação dos incêndios, desde que o terreno esteja limpo. Eu próprio tenho duas sebes de ervideiros, junto à casa, que embelezam, protegem, produzem (incluindo o oxigénio) e alimentam. Isto leva-me a pensar que os GIPS (Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro) poderão precisar de alguma formação em dendrologia ou pelo menos de não andarem a ameaçar quem tem árvores ou arbustos que não são ameaça e até evitam a propagação do fogo. Uma opção poderá ser os GNR terem como conselheiros técnicos os Técnicos dos GTF antes de autuarem ou ameaçarem. Alguns, passam «inchados» e distantes da população (em oposição à filosofia de proximidade praticada pela GNR no geral) comportam-se como autênticos farejadores de crimes florestais que, muitas vezes, não o são. Fica a sugestão, para não se cair no ridículo. Mas, a instalação de uma companhia de ataque ampliado dos GIPS/GNR na Quinta do Valongo - Mirandela, na centralidade geográfica de Trás-os-Montes, que é Mirandela, foi uma medida acertada e que demonstra equilíbrio na escolha ministerial, visando o melhor interesse público. A esta importante escolha de um bom serviço para a nossa região não deve ter sido alheio o peso político regional da Presidente do Município, Júlia Rodrigues, e que saúdo. Ao público leitor sugiro que sempre que virem algum crime ambiental ou contra aves selvagens, como frequentemente sucede contra pintassilgos e outras aves protegidas e ameaçadas de extinção, devem denunciá-lo (quem cala consente) contactando os GIPS/GNR. 

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