Encontro com João Pinto Coelho, vencedor do Prémio Leya 2017
Quarta-feira| 27 de Junho | 21h00
Entrada livre
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| JORGE CASTRO (Sete Mares - Blogue) |
928 páginas a
revelar-nos uma vitalidade literária notável e que apenas espíritos distraídos
porventura ignoram. Mas a obra aí está, imperativa. Os interessados podem (e
devem, diria eu…) dirigir-se à Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa
(ver em https://ctmad.pt/),
solicitando o seu exemplar, cujo preço fica muito aquém do peso dos conteúdos.
A
vida de Cândida Ventura é um notável exemplo de coragem. Militante do Partido
Comunista Português desde os anos 30, foi uma das primeiras mulheres a ocupar
cargos de destaque no Comité Central. Viveu na clandestinidade, conheceu as
agruras da prisão, e, desde cedo, teve também problemas disciplinares no seio
do partido, por pensar pela sua cabeça e expressar as suas opiniões.
Representante do PCP na Checoslováquia, durante os anos 60, foi testemunha da
Primavera de Praga e da ocupação soviética. Desde então consagrou a sua luta a
denunciar as ilusões do «socialismo que viveu», acabando por abandonar o
partido nos anos 70. Publicada pela primeira vez nos anos 80, reedita-se agora
esta obra, um testemunho imprescindível para a compreensão da História do século
XX, com um novo capítulo da autora, «O Que Faltou Dizer».
Acaba
de sair o último número de “Noticias de Barroso”. E a enormidade de notícias de
qualidade, ou artigos de opinião sobre estas terras é notória. Salientamos,
contudo, artigo
de Barroso da Fonte sobre o IV Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro,
realizado em Maio passado, bem como sobre a Antologia de autores transmontanos, durienses e da Beira
transmontana, aí lançada a público (página 3).
A carreira dos professores foi congelada
durante dois períodos que correspondem a cerca de 10 anos. Ora à época, a da
Troika, o Tribunal Constitucional considerou que apenas aceitava estas medidas
se estas fossem transitórias, pois se fossem decretadas de forma permanente
seriam inconstitucionais.
O
Doutor Pulido Valente andava desaparecido há cerca de um ano ou mais. Para mal
do país, porque se contam pelos dedos de uma mão os comentadores rigorosos e
sérios da aldeia lusa. Vasco Pulido Valente é um deles. Andou a escrever um
belo livro, “Do fundo da gaveta”. Dois ensaios sobre o século XIX que ajudam a
perceber a época actual.
O
Doutor Pulido Valente aborda a questão política da aldeia lusa, e zurze na
classe, apontando o que há muito nos dizem os clássicos: " Num bom líder politico o carácter vem antes da inteligência e de todas as qualidades que ele precisa de ter".
Tem
76 anos e há um que deixou de escrever as crónicas mais mordazes da imprensa.
Não deixou de pensar sobre a política, o País, mas recusa ser pessimista.
Mordaz, ainda é. E nem Marcelo Rebelo de Sousa escapou às críticas. Que pode
ler na edição Nº 738 da SÁBADO, nas bancas dia 21.
Tendo em conta essa dimensão histórica,
Passos Coelho foi quem se aproximou mais de um certo realismo sobre a situação
do País?