terça-feira, 26 de junho de 2018

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Participação na Antologia de Autores Transmontanos, Durienses e da Beira Transmontana - SETE MARES


JORGE CASTRO
(Sete Mares - Blogue)
Não sendo nascido em Trás-os-Montes, atenho-me, entretanto, à ascendência materna transmontana e à minha vivência de meninice e juventude por terras de Miranda do Douro, cuja transcendência na minha vida me levam a dizer, a quantos me conhecem, que Miranda yê la mie tiêrra. Terra de adopção, por certo, e de afectos que perduram. É, pois, com todo o gosto e acrescido orgulho que me vejo integrado nesta antologia, ombreando com tantos e tantos filhos notáveis daquelas terras, em texto apologético sobre aquela mesma vivência.
928 páginas a revelar-nos uma vitalidade literária notável e que apenas espíritos distraídos porventura ignoram. Mas a obra aí está, imperativa. Os interessados podem (e devem, diria eu…) dirigir-se à Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa (ver em https://ctmad.pt/), solicitando o seu exemplar, cujo preço fica muito aquém do peso dos conteúdos.

Golão de Quaresma coloca Portugal nos oitavos de final


Golão de Quaresma coloca Portugal nos oitavos de final deste mundial realizado na Rússia. Sábado lá estaremos frente ao Uruguai.

Alto Tâmega 2030

Divulgado por:

Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
1000-081 Lisboa


O "Socialismo" que eu vivi



domingo, 24 de junho de 2018

"Noticias de Barroso" e o IV Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro



Acaba de sair o último número de “Noticias de Barroso”. E a enormidade de notícias de qualidade, ou artigos de opinião sobre estas terras é notória. Salientamos, contudo, artigo de Barroso da Fonte sobre o IV Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro, realizado em Maio passado, bem como sobre a Antologia de autores transmontanos, durienses e da Beira transmontana, aí lançada a público (página 3).

Justiça para os espoliados da Antiga África Portuguesa


Em 1974, 905 voos da TAP, incluindo os então imponentes Boing 447, e 27 navios de grande porte, transportaram para Portugal cerca de um milhão de portugueses que regressavam forçados, das antigas províncias ultramarinas, vulgo África Portuguesa. Passaram a ser designados de “retornados”. Nunca foram ressarcidos pelos danos que o Estado Português lhes causou. Os políticos portugueses da época, a este respeito, portaram-se como verdadeiros patifes. Basta recordar aqui a lei abjecta Nº 80/77, promulgada por Mário Soares. Foi o único Estado a ter este comportamento. Fluíam as ideias marxistas! Todos os outros Estados Europeus indemnizaram os seus concidadãos espoliados: Itália, França, Inglaterra, Bélgica, e por aí adiante.
É ainda de lembrar que o mesmo sucedeu com os antigos combatentes, que nunca foram ressarcidos dos seus prejuízos psicológicos e físicos. É altura de o fazer.


sábado, 23 de junho de 2018

Vamos lá à verdade sobre a greve dos professores

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A senhora Secretária de Estado da Educação, Drª Alexandra Leitão, numa tentativa de manipular o incauto ou o tolo, resolveu escrever um artigo no jornal Público (24 de Junho de 2018), intitulado “Factos sobre a recuperação do tempo de serviço dos professores”.
A intenção da senhora não foi esclarecer. É certo que nesta questão as estruturas sindicais, sobretudo as grandes confederações, têm grandes responsabilidades – para se não utilizar a palavra “culpa” – porque quando em 2007, num governo sinistro, deveriam ter dito “não” defendendo a classe laboral sua associada, resolveram “negociar” (por questões ideológicas) com gente obscura, sem carácter.
É claro que sabendo disto, porque se tratava de um governo socialista, a Drª Leitão está à vontade para “manobrar” a coisa. E é o que pretende fazer neste artigo. Os objectivos essenciais do mesmo são dois: a questão da avaliação dos professores e a equivalência da carreira docente às outras carreiras da Função Pública.
Então já se não lembram dos pressupostos
 "filosóficos" do senhor Pedreira?
Dizia o cavalheiro que os professores ou se adaptavam
(às patifarias do seu governo), ou seriam TRUCIDADOS!
E já  se não lembram das canalhices  do senhor Walter Lemos?
Que promulgou directivas em prejuízo de tantos?
Quanto à primeira, a senhora Leitão sabe muito bem de quem é a culpa. E ficamo-nos por aqui (por agora); quanto à segunda, além dos recursos económicos (que tanto criticaram na governação de Passos e Portas), está em cima da mesa uma questão asquerosa ideológica. Em nenhum país decente, desenvolvido, se trata por igual aquilo que é diferente. E a carreira docente é diferente das outras carreiras da Função Pública – pelas suas especificidades. E ficamo-nos por aqui (por agora).
Vamos agora à questão essencial. O congelamento da carreira. Quem a congelou, que fique bem claro, foi um governo socialista, onde António Costa era o número 2. E onde a senhora Leitão já rabiscava umas coisas.
A carreira dos professores foi congelada durante dois períodos que correspondem a cerca de 10 anos. Ora à época, a da Troika, o Tribunal Constitucional considerou que apenas aceitava estas medidas se estas fossem transitórias, pois se fossem decretadas de forma permanente seriam inconstitucionais.
E o que pretendem então os professores, num período em que o governo (PS, BE, e PCP) e acólitos dizem que terminou a austeridade? Ou seja, depois da Troika, de Passos Coelho e Portas?
Pretendem que o tempo de serviço que foi prestado de forma efectiva lhes seja contabilizado de acordo com as regras legais em vigor. E que os efeitos transitórios considerados pelo Tribunal Constitucional sejam aceites por esta governança, a da senhora Leitão.
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Nem sequer pretendem que lhes sejam pagos os retroactivos relativos aos cortes sofridos ou a progressões não realizadas, ou alterar regras que foram legisladas pelo partido da senhora Leitão, incluindo um Estatuto da Carreira Docente.
Assim sendo, é bom que a senhora Leitão escreva a verdade inteira e que o “Komentariado”, todo ele habilidoso a defender quem lhe unta as mãos, tenha alguma vergonha, demonstrando algum carácter. Como é bom que esta governança (PS, BE e PCP) desista de vez dos seus comportamentos FASCISTAS / ESTALINISTAS, sobrecarregando os docentes em greve, através de directivas ("Notas informativas") ilegais.

Nota à margem:

As forças sindicais não têm que negociar coisa alguma com esta governança. O que têm que exigir é que esta cumpra as recomendações do Tribunal Constitucional!

Vasco Pulido Valente entrevistado pela Sábado




Tem 76 anos e há um que deixou de escrever as crónicas mais mordazes da imprensa. Não deixou de pensar sobre a política, o País, mas recusa ser pessimista. Mordaz, ainda é. E nem Marcelo Rebelo de Sousa escapou às críticas. Que pode ler na edição Nº 738 da SÁBADO, nas bancas dia 21.

Voltou à escrita com um livro, Do Fundo da Gaveta, em que recupera dois episódios históricos do séc. XIX. Porque é que acha que têm paralelismo com a actualidade?

O primeiro, não. Pode talvez mostrar as diferenças na descolonização portuguesa, na forma como perdemos a colónia do Brasil e como perdemos o resto das colónias. Esse primeiro ensaio é um fragmento de uma história que eu nunca escrevi. E o outro fragmento resolvi publicar porque há paralelos muito claros com o que se passa hoje, esse sim. É sobre as reivindicações e os movimentos da classe média e da baixa classe média e o papel do Estado nesse conflito. E o papel da pobreza nacional. Os movimentos políticos em Portugal dessa natureza esbarram nos problemas do défice e da dívida do Estado.

É uma constante?

É. Quando se reivindica, há mais défice. Se a classe política depende do Estado, e está a reivindicar uma parte maior do rendimento nacional, vai aumentar o défice. Os défices acumulados dão a dívida. O problema da bancarrota ameaça sempre toda a parte produtiva e comercial da economia.

E tivemos esse concentrado nos últimos anos: a pré-bancarrota com Sócrates, depois o discurso antidívida e agora esta libertação. É um labirinto histórico?

As pessoas não têm memória histórica, mas isso é o que se passou no século XIX: tivemos várias bancarrotas. O Estado faliu rotundamente em 92 -93 e esteve sempre em pré-falência pelo meio. Faliu em 34, em 51, em 46... Isso aconteceu sempre.

Tendo em conta essa dimensão histórica, Passos Coelho foi quem se aproximou mais de um certo realismo sobre a situação do País?
Foi muito acusado de apelar ao empobrecimento.

Passos Coelho foi demonizado em benefício da coesão da geringonça. A geringonça precisava de um inimigo, foi Passos Coelho. Foi uma das pessoas mais vilificadas na política portuguesa, o que é absolutamente impensável. Tenho o maior respeito e consideração por Pedro Passos Coelho. Fez o que era preciso. Se não tivesse feito o que fez provavelmente teria havido uma crise social violenta. As consequências de ele não ter feito o que fez teriam sido gravíssimas, como as que teve a Grécia. Teria condenado as pessoas não a três ou quatro anos de relativa pobreza, mas talvez a 10 ou 15. Ele evitou uma crise social e deixou os fundamentos para a restauração de uma certa normalidade – não digo bem-estar, mas uma certa normalidade – que permitiu depois acompanharmos o crescimento da Europa.

[…].

Vê alguém no actual panorama politico que lhe mereça admiração politica e intelectual?

Nenhum político. Ainda há uma ou duas pessoas por quem tenho admiração intelectual, como o embaixador José Cutileiro.

Mas já disse que tem uma relação, não digo de admiração, mas de respeito por Passos Coelho …

De grande respeito. É uma extraordinária pessoa que foi um grande primeiro-ministro e ainda se vai reconhecer isso.

Ainda há um caminho para ele na política portuguesa?

Não sei o que ele quer.

Mas acha que vai recuperar o seu prestígio politico e ser candidato a Belém?

Isso é automático, já recuperou grande parte e vai recuperar muito mais. Quando a geringonça começar a desfazer-se ele vai aparecer como de facto, é, e como de facto foi.

A lobotomia nasceu aqui



      Alberto Gonçalves - OBSERVADOR

    Quando não estão a pagar impostos ou a ver a CMTV, as vítimas vão tirar “selfies” com os carrascos e prometem-lhes devoção e votos. Os portugueses apreciam ser humilhados ou não percebem o que são?
Conhecem aquela em que um marroquino, um brasileiro e um português aparecem na “flash interview” a comentar um jogo da bola? O português é Presidente da República. O maior problema desta anedota não é não ter graça: é ser verdadeira. Durante uma viagem ao “Mundial” da Rússia paga pelos contribuintes, e com os logotipos dos patrocinadores da coisa em fundo, o prof. Marcelo teceu considerações sobre os adversários, o “sistema de jogo”, a “atitude” e, suponho, a “transição”. A rematar (piadinha), anunciou que na próxima partida o primeiro-ministro estará presente. O prof. Marcelo voltará a Moscovo – “em princípio” – nos “oitavos de final”. Entretanto, naturalmente, subirá ao palco do Rock in Rio com os Xutos e Pontapés. Depois, por fim, rumará para merecidas férias em Pedrógão, de modo a evitar incêndios e curar a desertificação rural.
Não sei que diga. Literalmente, é difícil dizer o que quer que seja, já que isto começa a entrar em territórios nos quais as palavras perdem serventia. O prof. Marcelo é apenas um exemplo, piorado pela circunstância de desempenhar um papel a que, talvez com exagero, se costumava atribuir certa “gravitas”. Hoje, pulverizada por sorrisos e “afectos”, essa gravidade é menor que a da lua. Devagarinho, um país que nunca foi um modelo de ponderação lançou-se desvairadamente para os braços da pura toleima. Os oligarcas, ou funcionários de oligarcas, que nos tocaram em sorte não se satisfazem com o sequestro da nossa vida material e “simbólica”: porque querem, e porque os deixam, insistem em gozar com o pagode. E o impressionante é que o pagode gosta. Não é inédito que, em nações menos exóticas, um estadista ultrapasse as restrições e os privilégios do cargo para ridicularizar descaradamente os cidadãos. Sucede é que se arrisca a cair na prisão ou, no mínimo, nas sondagens. Mesmo em nações exóticas, acontece que o estadista caia na estrada, em fuga de uma multidão aborrecida.
Aqui, não acontece nada, excepto sucessivas paródias dos americanos, essa cáfila de pategos que depositou o ridículo sr. Trump na Casa Branca. Em simultâneo, a “nomenklatura” em peso (não raramente excessivo) saltita com belos cachecóis verdes-rubros a cada golo de Cristiano Ronaldo. Ou homenageia mortos cuja responsabilidade nunca assumiu. Ou manda o fisco torcer os rendimentos alheios enquanto celebra uma “prosperidade” sem paralelo. E o povo, perdão, as vítimas não demonstram pingo de revolta ou sequer desconforto. Pelo contrário, quando não estão a pagar impostos ou a ver a CMTV, as vítimas acorrem a tirar “selfies” com os carrascos e a prometer-lhes devoção eterna. E votos. Os portugueses apreciam ser humilhados ou não percebem que o são?
Não faço ideia. De resto, qualquer das hipóteses, a da tara ou a da idiotia, concorre para resultados idênticos. Ao longo de séculos, regimes sortidos oprimiram populações através do monopólio da força, ocasionalmente temperado com a ilusão de uma benesse. No Portugal de 2018, que parece a cobaia de uma gigantesca experiência de psicologia social, a força é completamente dispensável à opressão. Por uma vez na História, uma sociedade inteira entrega-se voluntária – e alegremente, convém notar – aos caprichos dos seus senhores, sem contrapartidas excepto a garantia de uma opressão maior e de um regozijo proporcional. Maquiavel, que previu muito, não previu isto. E nisto, como na lobotomia, somos precursores.
Podia perguntar-se se tamanha inovação é mérito dos senhores ou demérito da plebe. Porém, uma panorâmica fugaz por inúmeras figuras do Estado, da economia, dos “media” e do que calha revela a resposta: não é o brilhantismo desses vultos que lhes permite converter dez milhões de criaturas no capacho onde esfregam os sapatos. O capacho, que reza “Bem-vindo”, é que é particularmente exímio na função. A propaganda turística jura que os portugueses sabem receber. Sobretudo ordens. E enxovalhos. E beijinhos, imensos beijinhos. Na terra do respeitinho, ninguém se dá ao respeito.

Nota de rodapé:

Image result for catarina martins bloco de esquerdaO problema das migrações em massa nunca esclarece um enigma: porque é que as pessoas abandonam lugares aprazíveis e procuram fatalmente sociedades “fascistas” e empenhadas em tratá-las mal? A acreditar nos comentários dominantes, o expectável seria que os espanhóis fugissem para Marrocos, os alemães para a Turquia, os húngaros para a Síria e os americanos para Cuba. Misteriosamente, a realidade está de pernas para o ar e não é isso que sucede. Por motivos que ninguém compreende, uma quantidade desmesurada de mexicanos larga o conforto do mezcal e tenta regularmente atravessar a fronteira a norte a fim de se sujeitar ao jugo capitalista. Os capitalistas, que também são fascistas, não apreciam a proeza e procuram intermitentemente dificultá-la. E os “media” relatam o drama subsequente, por acaso misturando mentiras, meias-verdades e o ocasional facto. Sem brincadeiras, o assunto é complexo. Com brincadeiras, pode ser resumido na frase da dona Catarina Martins, roubada ao “activista”/sindicalista David Bacon: “no mundo não há pessoas ilegais”. Mas desonestas não faltam.