domingo, 3 de junho de 2018

Sujeitos a levarem um coice

  
Por: Costa Pereira Portugal, minha terra

A vida é um dom sagrado que só por loucura ou desespero alguém ousa livremente destruir. Um estado que toma a liberdade de propor a eutanásia por sua conta e risco só o faz para se libertar do peso que os doentes terminais constituem para o orçamento desse estado destituído de valores morais e éticos que em vez de dignificar um país e uma sociedade antes são motivo de rebaixamento e animalização. O modo como em Tempo Caminhado se fez a ilustração de um artigo divulgado no final do mês de Maio é bem elucidativo e vem na sequência assunto que começa por dizer: “Discutir a Eutanásia ou outro assunto de importância vital para o país, exige coragem. Os do costume que, por esta ou por aquela razão, passam sempre pelos pingos da chuva e nada de mal lhes acontece, dão “uma no cravo e outra na ferradura”, manipulando escabrosamente o povo ingénuo.
Os problemas do país, é tempo de o assumir, têm origem numa certa roubalheira. E enquanto a ladroagem do costume impuser os destinos da Pátria à semelhança do seu umbigo, não sairemos da cepa torta”. Eu sempre pensei e vejo confirmado que um dos empenhos do PS alcançar o poder era libertar da alçada da justiça os seus amigos corruptos, e lá vejo agora no mesmo artigo a citação “Quem permite que tipos como o Sr. Vara, depois de condenados a prisão efectiva, continuem livres como passarinhos?”. E termina muito bem: “Com um Estado corrupto como o nosso, e uma previsão de crescimento económico a rondar os 2,2% é, pois, preciso distrair o Zé!” Também em post que divulguei antes tinha adiantado: “Pôr termo à vida destes seres humanos é mais fácil. Pena por serem os mesmos que condenam os touros de morte nas touradas e o abate de lobos e outros animais selvagens como eles. Bem andou o bispo do Porto, D. Manuel Linda, quando em entrevista que concedeu à Radio Renascença louvou a coerência do PCP que não sendo de índole católica se mostrou contra a eutanásia”. Creio que vai sair caro a todos os partidos que não tiveram a coragem de serem coerentes com os bons costumes e a responsabilidade do cargo para que foram eleitos. Estão a fazer do povo asno, mas sujeitos a levarem um coice. A sorte é que todos têm telhados de vidro...

Antigos alunos de N'dalatando em almoço de confraternização


Ontem, antigos alunos do Colégio Salazar, da antiga cidade de Salazar, hoje N'dalatando (ANGOLA), confraternizaram em almoço de moamba e calulu.














sábado, 2 de junho de 2018

As mais lidas do mês de Maio


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Gente de Trás-os-Montes (contos) na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REALGrémio Literário Vila-Realense

O direito a viver sem dignidade




Alberto Gonçalves - OBSERVADOR

Enquanto a esquerda sonha em subjugar a natureza humana à lei, a “direita” reza para que a lei a limite, o que não sendo o mesmo é igualzinho. Uns querem aval do Estado, os outros a objecção do Estado.
Não tenho opinião definitiva, ou sequer provisória, sobre o suicídio assistido. Se tivesse, provavelmente não a divulgaria aqui, jáque não sou grande adepto da pornografia “confessional” em voga. Em toda a recente histeria, o único pormenor notável foi a pretensa equivalência, mais ou menos unânime, entre a eutanásia e a liberdade individual. A sério? Repare-se nos partidários da despenalização: o Bloco em peso, o PS quase em peso, a ala marxista do PSD e aquele deputado entregue à bicharada (quanto ao PCP, que jamais se preocupou com a morte de uma só alminha exterior ao culto, votou contra por pirraça e exibição de “força negocial”). Não parece esquisito que a defesa da liberdade individual dependa de alucinados que ocupam as respectivas vidas a tentar suprimi-la? Se parece esquisito, é porque é esquisito. E certamente falso.
Na eutanásia, como nas legalizações do casamento homossexual, da “interrupção voluntária da gravidez”, do consumo de drogas leves, da prostituição e do que calha de ser considerado “fracturante”, recorre-se ao isco da “liberdade” para consumar o que afinal é um processo de nacionalização dos comportamentos. Na vastíssima maioria das situações, as pessoas conseguem matar-se, dormir com pessoas do mesmo sexo, abortar, injectar silicone, consumir haxixe ou terebentina e frequentar casas de meninas às segundas, quartas e sextas sem obstáculos relevantes e, sobretudo, sem necessitar que o Estado seja informado a respeito. E é esse pormenor que apoquenta a esquerda.
A esquerda, por tradição e vício, nunca se ofendeu com o constrangimento das acções de cada cidadão: o que a ofende é que o cidadão as pratique à revelia de um poder idealmente ominipresente, para não dizer totalitário. Não importa o que os sujeitos podem ou não podem fazer, contanto que não o façam fora de um quadro normativo, e ideológico, tutelado por ministérios, comissões, direcções-gerais e geral entulho administrativo criado para empregar os eleitos (digamos) e fiscalizar a ralé. A coberto de um suposto entusiasmo face à possibilidade de “escolha”, a esquerda procura garantir que a escolha é nula, ou no mínimo legitimada por dois ou três decretos, com assinaturas reconhecidas, facturas, taxas e emolumentos. Abortar numa clínica particular? Horror inominável. Abortar no SNS do dr. Arnaut? Proeza cívica e avanço civilizacional. As “causas” da esquerda não visam libertar o próximo, mas submetê-lo ao seu arbítrio.
E, perguntam-me (façam de conta que sim), as “causas” da direita, ou daquilo que em Portugal passa por direita? No fundo, no fundo, no fundo, não diferem muito. Por razões que me escapam, ou que prefiro que me escapem, boa parte da “direita” disponível também se preocupa imenso com a conduta íntima do semelhante. No caso, detesta que criaturas que não conhece de lado algum durmam com criaturas de sexo idêntico, abortem, tomem drogas, amputem a pilinha ou se desgracem de outras maneiras – e, em público ou em privado, reclama proibições apropriadas. Enquanto a esquerda sonha em subjugar a natureza humana à lei, a “direita” reza para que a lei a limite, o que não sendo o mesmo é igualzinho. Uns querem o aval do Estado, os outros querem a objecção do Estado. Do Estado, e da regulamentação quotidiana a seu cargo, é que ninguém se livra.
Falta apurar se alguém, neste manso país de patuscadas e bola, gostaria de se livrar. Umas dúzias de excêntricos, talvez. Isto são demasiados anos de dependência larga e trela curta. E por isso há uma espécie de ironia em ver tanta gente exigir morrer com dignidade enquanto vive sem dignidade nenhuma.

Notas de rodapé
1. O eng. Guterres, personalidade que em boa hora depositámos na ONU, anunciou um dia de jejum “em solidariedade com os muçulmanos de todo o mundo”. Em vão. Por um lado, porque além de durar um mês, não é a dieta o exercício que mais distingue e exalta (em ambos os sentidos) os muçulmanos actuais. Por outro, porque ficar, por uma vez, sem comer até ao pôr-do-sol – lapso que por esquecimento ou preguiça eu próprio cometo com frequência – é manifestamente insuficiente para controlar o colesterol desse grande estadista, cuja saúde tanto nos aflige. Só descansaremos quando o vazio no estômago se comparar ao que lhe vai na cabeça. De qualquer modo, é óbvio que o homem nasceu para o cargo que ocupa. E, com dietas assim, ocupa é o termo.

2. Enquanto se sucedem maravilhosas notícias sobre a economia caseira, o jornalismo que temos prefere ocupar tempo e espaço com futebol. Assim nunca iremos a lado nenhum. E se formos não o saberemos por falta de informação.

3. Parece que a sra. Merkel passou por Portugal. Quase não se deu por nada, e há motivo para a discrição: ao contrário de visitas – ou simples menções do nome – anteriores, a esquerda não organizou uma manifestação, um protesto, uma vigília, uma rábula cómica, um murmúrio sequer contra a outrora conhecida como “a Gorda”. Restaram apenas as imagens da submissão risonha de Costa, o Esbelto, e a enésima confirmação de uma gente tão peculiar que qualquer insulto pecaria por defeito.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

A regionalização e descentralização vai chegar aos municípios trasmontanos?


JORGE LAGE
De um modo geral, os municípios transmontanos e da região Norte são tão ou mais centralizadores que o poder central. Há falta de empenho em promovermos o que é nosso. Bragança, por exemplo, parece-me uma boa excepção. Venha alguém de fora, até com um diploma falso ou com um currículo de trinta e um de boca e será um senhor pelas nossas terras. E se fizer promessas, e não mais que promessas, tanto melhor. Lembro-me de há uns vinte anos atrás ter vindo para Mirandela um «Engenheiro», que também se dedicava ao futebol, e não teria mais que o actual nono ano e chegou a ter passadeira vermelha. Até o Governador Civil lhe dava deferência. Por exemplo, Mirandela tem tido filhos da terra com talento na escrita e nas artes, tais como, Luciano Cordeiro, Padre Ernesto Sales, Teixeira Lopes, Eurico Carrapatoso, Nuno Nozelos, Ernesto Rodrigues e outros. Até temos um Capitão de Abril, Coronel Jorge Golias. Vem para o caso a talho de fouce, saber que a Biblioteca Municipal terá oferecido livros para comemorar o 25 de Abril/2018. Os livros que ofereceu pode nem ser nenhum de autores do concelho ou da região. Na Galiza estariam a promover os deles. Ao menos, na Feira do Livro de 2018, não se esqueçam de chamar os agentes culturais locais e regionais e as livrarias da região e que promovam a nossa gente. A Livraria Traga-Mundos, de Vila Real, é a maior promotora dos autores da região. «Obriguem» as escolas a conhecer os nossos autores e artistas. Basta promover um de cada vez. A regionalização começa por nós e não de Lisboa. Lisboa vai dar algumas condições mas isso só é curto, muito curto.
Jorge Lage – jorgelage@portugalmail.com – 20ABR018

Provérbios ou ditos de Maio:
Maio deriva do latim «maius», que, por sua vez, provem da deusa romana «Maia». Deusa da fertilidade e abundância. No primeiro dia plantava-se uma árvore símbolo da Primavera. Através da civilização celta chegaram até nós os rituais e celebrações, «as Maias» ou «Maio», que descrevo no meu livro «As Maias entre mitos e crenças».

      Toma lá castanhas para te não montar o burro (diz-se no 1.º de Maio).
      Se soubesse quando era a quinta-feira da Ascensão, nem o passarinho punha o bico no chão.
      Uma má-língua é mais aguçada que a ponta de uma espada.

Jorge Lage – jorgelage@portugalmail.com – 20ABR2018

Feira cultural de Coimbra




Um Comentário à minha escrita jornalística


JORGE LAGE
Ao longo de mais de trinta anos de colaboração em jornais e revistas, em especial no Notícias de Mirandela, foram muitas as interrogações, as paixões e os desânimos que me assaltaram e assaltam. Os parcos elogios têm vindo mais de viva voz e na minha presença. Quando assim é recebo-os mais como os leitores tentarem ser agradáveis ou simpáticos comigo. É sempre bom estimular-se quem se sacrifica escrevendo. Porém, se os elogios me chegam via escrita e sem contar dou-lhe mais credibilidade e mais, ainda, quando não conheço bem os meus interlocutores. A minha colaboração voluntariosa, cingiu-se mais ao arrolamento de alguns artesãos da escrita para a Antologia de autores trasmontanos e alto-durienses e da beira trasmontana, que vai ser editada pela Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa e teve, também, o condão de alargar a minha rede de contactos com os escritores da região. Assim, aumentei os meus conhecimentos com os operários da escrita (é isso que eu sou) até aos municípios de Figueira de Castelo Rodrigo, Lamego, Resende e Mesão Frio. 



Os pequenos textos (para não maçar os leitores) que escrevo no Notícias de Mirandela e para chegarem a mais leitores partilho-os em dois blogues (www.netbila.com e http://tempocaminhado.blogspot.com/) com quem possa ter algum interesse neles e não for assinante do jornal. Quase sempre lembro se não estiverem interessados neles é só dizerem para eu cortar o envio. Foi como resposta a esta questão que o escritor, António Vermelho do Corral, de Figueira de Castelo Rodrigo, me enviou a estimulante mensagem e que a seguir dou a conhecer: «É evidente que estou interessado na leitura dos textos do meu ilustre e distinto Amigo. São maravilhosos, de muito agradável leitura. Bom Português, o que aprendemos na escola. Muito precisos e objectivos e com uma filosofia muito sui generis que capta os sentimentos e sensibiliza a alma. Traduzem um olhar atento sobre a vida real, que avaliam, opinam e apresentam soluções apropriadas e concisas. E possuem uma característica muito particular: uma finura familiar. Pelo menos os que publica no jornal de Mirandela, muito agradecia, se possível e não fosse muita maçada, fizesse o favor de mos enviar. Queira ter a bondade de aceitar os meus cumprimentos de muito respeito, grande apreço e elevada consideração.» Eu é que lhe fico grato por me estimular a prosseguir este caminho árido, na maioria das vezes, e outras estimulante. É mais cómodo gozar-se a vida do que se gastar neste trabalho de escrita e pouco reconhecido. Até o Prof. Marcelo, Presidente da República, dá voz aos mestres da escrita de Lisboa e esquece ou ignora os que no seu concelho ou região se gastam e sacrificam para elevar a nossa cultura regional, alicerce da cultura nacional. Não poderia o Presidente da República escolher os melhores por distrito e dá-los a conhecer a nível nacional? Até podia fazê-lo fora de Lisboa. Mas como os assessores culturais são (ou tornaram-se) lisboetas puxam pelo seu quintal alfacinha, esquecendo a quinta lusa.


IX semana do desenvolvimento rural e do empreendedorismo na Escola profissional de Agricultura de CARVALHAIS - MIRANDELA


A Escola Profissional Agrícola de Carvalhais - Mirandela é a única no género em todo Trás-os-Montes. No Alto Douro existe a Escola Profissional Agrícola do Ródão. A Escola Profissional Agrícola de Carvalhais - Mirandela esteve para ser extinta por alguém que se diz "altruísta" e vai enchendo a carteira no rio Douro.



Esta Escola é muito importante para os Alunos (da região e dos CPLP) que querem seguir os estudos na área agrícola e está aberta na IX SEMANA DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DO EMPREENDORISMO e aguarda a visita dos que procuram os seus produtos, como o queijo ímpar, a carne, o vinho ou ama, por exemplo, os cavalos.
O seu Director, Prof. Taveira Pereira, opôs-se tenazmente e com sucesso ao seu desmantelamento e quer vê.la crescer com alunos/as da nossa região e da lusofonia. Visitá-la e divulgá-la é darmos o nosso apoio a que continue viva e ao serviço da nossa região e da ampla comunidade lusa.
Grato pela melhor divulgação,

Dia Mundial da Criança

Depus a máscara e vi-me ao espelho.
Era a criança de há quantos anos. 
Não tinha mudado nada... 
É essa a vantagem de saber tirar a máscara. 
É-se sempre a criança, 
O passado que foi 
A criança. 
Depus a máscara, e tornei a pô-la. 
Assim é melhor, 
Assim sem a máscara. 
E volto à personalidade como a um términus de linha.
Álvaro de Campos