sábado, 3 de fevereiro de 2018

Um piropo para … (2)

Sharon Stone -Basic Instinct - "Instinto Selvagem" (1992)

Sharon Stone
Tori Amos
Da crónica hoje editada no OBSERVADOR por Alberto Gonçalves, sobre o piropo transcrevemos: “2. Como é próprio das crianças imitar as celebridades do cinema e da televisão, não admira que, aos poucos, os portugueses comecem a confessar o assédio sexual de que foram alvo. Esta semana, três ou quatro figuras públicas que não conheço ou conheço mal, tocaram corajosamente no assunto (embora, sempre corajosamente, não referissem nomes). Aproveito o embalo para confessar que cresci em Matosinhos, onde, ao tempo da minha adolescência, as empregadas das inúmeras conserveiras ocupavam a pausa de almoço com piropos indecentíssimos aos rapazes que passavam. Até os mais suaves avanços são irreproduzíveis aqui. Basta dizer que sofri muito, e que sinto um enorme alívio ao partilhar o sofrimento. Também gostava de ver outras vítimas saírem à rua a denunciar as pervertidas em causa. Mas as fábricas fecharam há anos e na rua já as pervertidas estão. À cautela, proteste-se em casa. #MeToo, meus caros. #MeToo”.
Por essa razão, o nosso piropo de hoje, como havíamos prometido há uma semana, vai para Sharon Stone e Tori Amos, quando o tempo e a natureza ainda lhes salientava as marcas e a proporção dourada de mulheres jovens belas e perfeitas.
Tori Amos

Quem se mete com o PS



Alberto Gonçalves - OBSERVADOR
Não espanta que o dr. Costa achasse o episódio do dr. Centeno “ridículo”, como não espanta a inquietação dos avençados do regime, a começar pelos que sobrevivem no futuro semanário Diário de Notícias.

Por falta de informação e de interesse, não comento a trapalhada judicial que envolve o presidente de um clube da bola, um membro do prestigiado clã Rangel e célebres personalidades de que nunca ouvi falar. Prefiro comentar as ligações que, pelo menos durante uns dias, ligaram de forma tangencial o dr. Centeno à trapalhada, e o escândalo que isso suscitou.
Eis os factos: o dr. Centeno pediu ao Benfica bilhetes de futebol para ele e para o filho. Eis as suspeitas: o favor seria uma gratificação por favores recíprocos e ilícitos. O Ministério Público abriu um inquérito que, entretanto, fechou. Mas pelo meio, de archotes ao alto, irromperam multidões ofendidas com uma Justiça tão iníqua que chega a desconfiar de um homem digno. De passagem, convém lembrar que o homem digno é o mesmo que levou um cachecol da selecção nacional para uma reunião em Bruxelas, que mantém relações políticas e pessoais com gente seríssima e que, à vaga aproximação de uma maçada, costuma mentir o necessário para escapar airosamente. Perante isto, as reacções não espantam.
Não espanta, desde logo, que o dr. Costa achasse o episódio “ridículo” e jurasse que “em circunstância alguma” o dr. Centeno sairia do governo. Somos assim informados de que, ainda que o dr. Centeno ceda a um amigalhaço o controlo do território marítimo português ou atropele deliberada e comprovadamente três velhinhas, o emprego dele está garantido. O PS não pactua com a precaridade laboral.
Não espanta a inquietação dos avençados do regime, a começar pelos que sobrevivem no futuro semanário “Diário de Notícias”. Mas, como é habitual em democratas, existiram divergências de fundo. Uns acharam que colocar a simples possibilidade de o dr. Centeno vender a honra por um par de lugares no camarote da Luz mostra que a Justiça é “burra”. Outros garantiram que a Justiça é “estúpida”. Na televisão onde disserta, o interessante comentador José Miguel Júdice intitulou o caso “uma estupidez sem nome”.
E não espanta a fúria do PS, que lançou sobre a investigação todos as maldições acima e mais algumas. Não espanta a aflição do actual “PSD”, que se aliou ao PS, ao PCP e ao BE e mandou Paulo Rangel à Europa certificar-se de que a “imagem” do país e do ministro não arriscavam abalos. Não espanta a revolta dos peritos, os estudiosos da bola que desfilam em programas da especialidade e que correram a chamar coisas feias aos que, em péssima hora, ousaram duvidar da verticalidade do dr. Centeno. Por fim, não espanta o desassossego dos benfiquistas fiéis, embora aqui menos por amor às Finanças do que ao clube.
Na verdade, nada espanta. Por falta de provas ou de substância, o processo em questão morreu depressa. Se não tivesse morrido, o gemido dos defensores oficiosos do dr. Centeno haveria de prolongar-se por semanas ou meses ou o tempo suficiente para que a PGR caísse em mãos amigas. Não é de hoje que os socialistas gozam de vasta impunidade, e que cada beliscão a tão honestas almas constitui uma “cabala” destinada a punir o Bem. Hoje sucede apenas que a capacidade de farejar “cabalas” é maior, e que a capacidade de as demolir “a priori” é omnipotente. Pé ante pé, a impunidade tende para o absoluto. Aos poucos, Joana Marques Vidal e respectivos colaboradores tornam-se corpos estranhos neste regime de sentido e pensamento únicos. A lei da natureza prevê que, cedo ou tarde, sejam expurgados. E a lei que restar não será habitável.

Notas de rodapé
Image result for lider do PAN1. Pelos vistos, não bastava um governo que, em prol da nossa saúde, proíbe ou condiciona dois terços da cadeia alimentar. Também a oposição está empenhada em ajudar-nos a escolher aquilo que comemos, contanto que aquilo que comemos não seja escolha nossa. “Oposição”, no contexto, é força de expressão. Falo do senhor do PAN, que assinou na “Sábado” uma crónica a decretar o leite – segurem-se bem – “um dos maiores embustes do século XX”.
O senhor do PAN, que não faz as coisas por menos, podia optar pela denúncia do comunismo. Ou dos nacionalismos. Ou dos concertos de beneficência. Ou dos partidos criados para entreter maluquinhos. Mas não: o alvo do senhor do PAN é o leite. Porquê? Porque, se percebi correctamente, as vaquinhas, à semelhança das estrelas de Hollywood, são vítimas de violação ou assim. Há, porém, a hipótese de eu não ter percebido nada, já que o senhor do PAN faz jus à identificação com os bichos e escreve pouco melhor do que a minha cadela Falcatrua. Em qualquer dos casos, fica decidido que, cito, “um cidadão informado não bebe leite”. Se, depois do aviso, você beber tamanha mistela, você é um imbecil, um patego e o único animal de que o PAN não gosta.
Para não dar a impressão de que o senhor do PAN só se excita com proibições, admito que, há quinze dias, a criatura rabiscara um texto a defender a liberalização da canábis – para fins medicinais, que como se sabe é o principal objectivo do “pothead” médio. Ou seja, se trocarmos o cappuccino pela erva, a probabilidade de ficarmos iguais ao senhor do PAN aumenta exponencialmente. Sei de muita gente que vai rever prioridades – e investir na Agros.
2. Como é próprio das crianças imitar as celebridades do cinema e da televisão, não admira que, aos poucos, os portugueses comecem a confessar o assédio sexual de que foram alvo. Esta semana, três ou quatro figuras públicas que não conheço ou conheço mal, tocaram corajosamente no assunto (embora, sempre corajosamente, não referissem nomes). Aproveito o embalo para confessar que cresci em Matosinhos, onde, ao tempo da minha adolescência, as empregadas das inúmeras conserveiras ocupavam a pausa de almoço com piropos indecentíssimos aos rapazes que passavam. Até os mais suaves avanços são irreproduzíveis aqui. Basta dizer que sofri muito, e que sinto um enorme alívio ao partilhar o sofrimento. Também gostava de ver outras vítimas saírem à rua a denunciar as pervertidas em causa. Mas as fábricas fecharam há anos e na rua já as pervertidas estão. À cautela, proteste-se em casa. #MeToo, meus caros. #MeToo.

Viagens em África nos Anos de 1849 a 1857



László Magyar (1814-64) foi um explorador húngaro, que viveu 17 anos em Angola e que deu importantes contribuições para o estudo da geografia e da etnografia da África Equatorial. Era oficial de marinha e serviu nas forças navais da Áustria e da Argentina. Em 1846, realizou a sua primeira expedição para África, uma viagem até o rio Congo. Posteriormente, Magyar casou-se com a filha do rei de Bihé e usou seus laços de família para ter acesso às regiões do interior do continente. Acompanhado pela guarda real, entre 1849 e 1857, fez seis viagens para as fontes dos rios Congo e Zambeze, regiões que, na época, eram ainda de difícil acesso para os europeus. Escreveu três volumes com notas e observações etnográficas e geográficas, com enfoque no povo Kimbundu, a atual Angola. Um volume foi publicado na Hungria, mas os manuscritos dos outros dois volumes, juntamente com os periódicos de Magyar, foram dados como perdidos, provavelmente destruídos no incêndio de um depósito após a sua morte. Aqui aparece a tradução em alemão de um dos volumes de Magyar que ficou para a posteridade. Foi publicado em Leipzig, dois anos após o aparecimento da edição em húngaro, e permitiu que estudiosos não húngaros  tivessem acesso à obra pioneira de Magyar.

SEM REI NEM ROCA



Por: Costa Pereira

Digam e pensem o que muito bem entender, mas que formar homens ou mulheres para de corpo e alma se tornarem profissionais dignos e honrados em cargos como o de chefe de estado e das forças armadas, sou dessa opinião. Por isso gostei da noticia que li no passado dia 30 a informar de que o rei de Espanha Filipe VI havia condecorado a sua filha Leonor, herdeira do trono, com a Ordem de Tosão de Ouro, a mais importante ordem honorifica de Espanha e que remonta a 1430.
Apenas com 12 anos, a princesa das Astúrias recebeu esta comenda e por conselho do  pai, que nesse dia festejava o seu 50º aniversário natalício, para que se “guiasse em permanência pela Constituição espanhola, cumprindo-a e respeitando-a”. São exemplos destes que distingue e enobrecem um povo e o seu país, mesmo que pelo meio as ervas daninhas os tente abafar eles resistem e as ervas secam. Aqui tenho presente um generalíssimo Franco que pode ter cometido algumas barbaridades, mas honra lhe seja feita em patriotismo o “caudilho” fica como um dos mais notáveis do país vizinho. Devolveu a sua nação aos cidadãos tal como a defendeu e serviu, e com uma visão muito alargada reconstituiu um reino. Bem diferente foi a atitude do seu amigo e vizinho António de Oliveira Salazar, que tendo o mérito de conservar um Império Ultramarino, e deixado o exemplo do político mais honesto de Portugal e do Mundo, falhou no deixar correr os acontecimentos por sua conta e risco até que se ficou sem império nem reino…Melhor dito, um país sem rei nem roca.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Mais um passo para o abismo …


Quando os outros países há muito abandonaram certas experiências (devidamente programadas e estudadas), na aldeia lusa, regra geral, como os burros, marra-se contra a parede! E insiste-se naquilo que outros abandonaram por fracos resultados. Melhor, experiências que há vinte anos foram abandonadas pelos países desenvolvidos da Europa Ocidental, na aldeia lusa continuam a desenvolver-se a toda a velocidade. Não é por acaso que enquanto esses países a devido tempo corrigiram erros que os levariam à desgraça, na aldeia lusa insiste-se no caminho para o abismo, para a BANCARROTA!
Quando o bando de Sócrates patrulhou o país como bandoleiros da fronteira mexicana e do velho Oeste Americano, foram-lhe dedicadas loas por parte de quase toda a sociedade lusa (salvo raras excepções, que ao fim de seis meses se aperceberam da desgraça). A teia que esse bando de ladrões congeminou é incomensurável. Os casos vindos a público desde 2010/11 são demasiados para nos deixarem sossegados.
Enquanto patrulharam o território luso, com patifaria aqui, aldrabice ali, e vigarice acolá, arruinaram a aldeia economica e socialmente. Raras são as famílias que não tiveram prejuízo; que não foram impedidas de prosperar.
Apesar de tudo, mais de metade do bando está hoje no poder de forma desleal e ardilosa como refere Barroso da Fonte, em artigo publicado neste blogue. Para gáudio de alguns, e vergonha de muitos.
As noticias recentes sobre o caso Lex, dizem bem da aldeia lusa. O protagonista do mesmo, quando Armando Vara foi acusado do crime agora condenado a cinco anos de pena efectiva, assumiu na TVI que se deixassem [são mais ou menos estas palavras] o dr. Vara explicar-se, tudo seria clarificado em 15 minutos!
Abençoada Justiça (os Juízes decentes) que tem actuado exemplarmente numa aldeia corrupta até ao tutano! Começou-se com Sócrates, passando por Salgado, mas não julguem os incautos que termina na Lex. Vão ser precisas décadas para compor o que este bando estragou e roubou.




Jorge Golias em destaque na Associação 25 de Abril

JORGE LAGE

A associação 25 de Abril, presidida pelo Coronel Vasco Lourenço, escolheu para o primeiro almoço/debate, de 2018, dia 10 de Janeiro, o Coronel Jorge Sales Golias. O nosso ilustre conterrâneo, que Mirandela teima em não o homenagear como um dos mais destacados militares de Abril, tendo estado na génese do Movimento de Capitães. Qualquer município se orgulharia de ter como seu filho e como exemplo de uma enorme estatura como militar e como cidadão. Grândola escreveu o seu nome no Monumento aos Capitães e Mirandela tem andado distraída. Já foi recebido em Mirandela com públicas palavras elogiosas, mas nem um papel, nem uma medalha. Medalha que já foi dada a quem quase não conhece Mirandela. Além disso, Jorge Golias é seguramente uma das personalidades mais cultas de Mirandela e o que melhor conhece a nossa longa História Municipal. Seria interessante preparar-se, a nível municipal, o próximo 25 de Abril com Jorge Golias como figura maior e central. Nas Forças Armadas o seu nome é incontornável para as altas patentes e a História Contemporânea de Portugal refere-o como um destacado militar de Abril. Vasco Lourenço, no texto difundido aos associados, afirma que «o Jorge Golias (…) é um capitão de Abril genuíno, de todas as horas» e «elemento fulcral do Movimento dos Capitães na Guiné, o Golias seria determinante na conspiração, na acção concreta do 25 de Abril e no processo de descolonização/independência dessa antiga colónia portuguesa. (…) O capitão Golias e os seus camaradas do Movimento dos Capitães (…) assumiram o comando político e militar em 25 de Abril de 1974 e impuseram o reconhecimento da independência da Guiné (…). Jorge Golias empenhou-se fortemente no processo de consolidação da democracia, mantendo até aos dias de hoje uma militância activa na luta pelos valores que nos fizeram avançar para a gesta de que continuamos a nos orgulhar. Jorge Golias terá certamente muito para nos contar e nós teremos oportunidade de aprender mais alguma coisa, convivendo com o cidadão transmontano que, tendo descido até Lisboa, nunca quebrou os laços que o ligam às suas origens. (…) Vasco Lourenço (fotos de Jorge Lage).

«Prosas e Sonhos», de Fernando Trabulo


Conheço o advogado Fernando Trabulo (FT) há uns 40 anos. É das pessoas que ao cabo de dois dedos de conversa se vê ali um livro aberto, frontal e de uma grande cultura. É um fozcoense que ama a sua terra e que a descreve com entusiasmo. Com entusiasmo FT, no livro «Prosas e Sonhos», descreve as memórias do Planalto do Bié, da Serra da Cela, Benguela e da Baía do Lobito, dos anos cinquenta do séc. XX. Estas narrativas encantam quem nunca pisou aquele saudoso chão, o que fará os que conservam memórias e vivências da imensa Angola? Aconselho a sua leitura. É, ainda, interessante pra os que gostam de saber mais sobre os sonhos que nos visitam quando estamos nos braços de Morfeu. FT descreve vários sonhos em pormenor, além de teorizar. O que mexeu mais comigo foi ele descrever as suas memórias das terras mágicas da Beira Trasmontana: Pocinho, V. N. de Foz Côa, Castelo Melhor, Almendra e Figueira de Castelo Rodrigo. Toda a Beira Interior mexe comigo por dentro e aperta-se-me a alma de saudade. Só o requeijão artesanal de ovelha de Celorico da Beira Gare já justificava uma ida àquelas terras sagradas. Mas, a Beira Raiana exerce sobre mim o mesmo fascínio, como a Serra Mãe ou da Estrela puxam-me para um Céu na Terra. Os interessados em «Prosas e Sonhos» podem pedir à Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Braga: ctmadembraga@gmail.com. Penso visitar as Terras do Côa, depois de desafiado pela ex-vereadora Andreia, deste município. Nos anos cinquena, os famosos sapateiros de V. N. de Foz Côa, nunca faltavam às concorridas feiras dos 3, 14 e 25, de Mirandela, calçando meio concelho de Mirandela. Eram muito sérios, o preço justo e o meu pai só lhes comprava botas a eles e dizia-nos: - Os sapateiros de Foz Côa fazem a obra boa! E faziam, no preço e qualidade.

Partiu o Padre (António) Ribeiro


JORGE LAGE
Depois de décadas a servir Mirandela e os mirandelenses o Rev.o António Augusto Ribeiro, de Mazagão, Carrazedo de Ansiães, deixou-nos aos 91 anos de idade, em 31 do mês de Outubro p.p. Aproximei-me mais do Padre Ribeiro nos anos da presidência municipal de José Gama. Viveu com muita preocupação e algum incómodo o ruir da velha Igreja Matriz e o reerguer da actual. A antiga Torre Sineira, da paróquia da Senhora da Encarnação – Mirandela, apesar de a autarquia presidida por Marcelo Lago, dizer que ameaçava ruína, teve de ser demolida a dinamite, tal era a sua solidez. Sentiu um enorme orgulho na reconstrução da actual igreja. Soube pugnar pelos interesses da paróquia quando a autarquia se preparava para o deixar com uns cubículos da casa paroquial. Com ele vivi um grande momento de confiança ilimitada. Informou-me (anos noventa do séc. XX) o Padre Ribeiro que encontrou duas telas no entulho por trás do altar-mor. Já tinha pedido orçamento a casa do Porto e ficava em 1.200 contos. Dizia-me que era muito dinheiro e a paróquia não o tinha. Prontifiquei-me a obter um orçamento ao Domingos R. da Silva (da Domingos Rodrigues da Silva – Arte Sacra, de Braga - domingosrodsilva@sapo.pt, ou telef. 969005129/253229304, que também restaura, executa ou pinta telas, sendo um grande retratista, além de sério e meticuloso mestre de arte sacra.) e trouxe-o a Mirandela. Ao ver as duas telas ficou assustado e disse-me que preferia fazer quadros novos. Mas para provar a si próprio que era capaz, restaurou e emoldurou, por 600 contos, a «Coroação de Nossa Senhora» e o «Arcanjo S. Rafael». Mais que a alegria de ver as telas recuperadas foi o orgulho da confiança que depositou em mim. O Padre Ribeiro merecia mais atenção depois de ter resignado. Foi bom Professor, dedicado Pároco e grande fomentador do Escutismo, ajudando a formar muita da nossa gente. Tinha por ele uma grande estima e consideração. Obrigado pelo muito que deu às gentes de Mirandela e até sempre amigo Padre Ribeiro!
Jorge Lage – jorgelage@portugalmail.com – 01DEZ2018


Provérbios ou ditos:
Dezembro vem do latim «december», por ser o décimo mês do calendário romano, dedicado a Vesta (Héstia dos gregos), deusa do fogo sagrado, do fogo lar e da cidade. Mês representado com um escravo a levar uma tocha acesa, alusão às grandes festas Saturnais (duravam 3 a 7 dias, com início a 17 de Dezembro), fim do ano agrário.
Janeiro deriva do latim «ieruarius» ou «ianuarius», mês consagrado ao deus Jano (do lat. Ianus), que era representado com duas caras opostas, como os lados de uma porta (ianua), para olhar o passado e o futuro. (ver foto)

      Cum manhas s’ássam las castanhas. (em Mirandês)
      Caindo o Natal à Segunda-Feira pode o lavrador alargar a eira.
      Janeiro molhado, bom para o tempo, mau para o gado.
      Ninguém sabe o bem que tem, senão depois de o ter perdido.