sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A censura, a javardice e o politicamente correcto

Estas foram as duas páginas que o jornal Público publicou. Quem tenha consultado os manuais, verifica que o titulo de José Manuel Fernandes tem razão de ser. O jornal Público tem decepcionado pelas "javardices" que tem publicado por influência da seita bloquista.



O caso dos livros para meninas e rapazes seria ridículo se não fosse trágico, novo sinal do que está doente nestes dias em que se discute uma canção inocente de Chico Buarque e se desculpa a javardice
Tinha de acontecer, aconteceu: a censura regressou a Portugal sob a forma hipócrita de “recomendação”. Livros vão desaparecer das livrarias porque alguém entendeu que acentuavam “estereótipos de género” – e meter-se com a “igualdade de género” é um dos crimes maiores da actualidade. Pior: esses livros vão ser retirados “voluntariamente” pela editora, que talvez por ser a maior do país e a que mais negócio faz com livros escolares a última coisa que deseja é uma polémica com os nossos novos talibãs do politicamente correcto.
Este país não cessa pois de me envergonhar.
Envergonha pela audácia dos censores, que chegaram agora ao ponto de recomendar que livros fossem retirados das livrarias — sim: retirados das livrarias e enviados para o lixo. Podiam fazer como é normal em qualquer sociedade democrática: criticar os livros, abrir porventura um debate sobre se é possível haver actividades diferentes para meninas e rapazes, mas isso cobri-los-ia de ridículo (basta de resto olhar para os desenhos que alegadamente teriam estereótipos de sexo para soltar uma valente gargalhada com a parvoíce destes inquisidores). Mas em vez da discussão preferiram a intimidação abusando do seu poder administrativo.
E envergonha pelo servilismo do editor, porventura racional do ponto de vista do seu negócio num país onde o Estado e os governos mandam em tudo, mas uma lástima se pensarmos no que é a missão de quem imagina e produz livros.
Mas não me surpreende que assim seja, pois estamos submetidos às estritas regras e códigos de conduta da chamada “ideologia do género”, uma nova ortodoxia contra a qual poucos levantam a voz. Mas que não pode passar sem que a contestemos.
Até porque a fúria destes indignados toca a todos – e tanto que toca que agora até agarrou nas suas teias um ícone da esquerda planetária, o cantor Chico Buarque, de repente acusado de machismo por causa da letra de uma canção.
Os versos de Chico, perdoem-me a frontalidade, são tão inocentes como verdadeiros. Dizem eles: “Quando teu coração suplicar/ Ou quando teu capricho exigir/ Largo mulher e filhos e de joelhos vou te seguir.” Apenas isto, mas o suficiente para se levantar o coro das almas ofendidas: essa relação homem-mulher “está ultrapassada”, gritaram. E vozes femininas até acrescentaram que “essa mulher que ele evoca, não sou, não é”, em textos onde se “desamigavam” do seu “muso”. Ora eu pergunto, sem rodeios: já não há homens que abandonam mulheres e filhos? Não é porventura isso mais frequente hoje do que nos arqueológicos anos 70 a que querem amarrar Chico Buarque? E é ou não verdade, como mostram muitos estudos e até reconhecem feministas históricas, que a “igualdade sexual” mais depressa resultou em homens a trocarem as suas mulheres por outras mais novas do que em verdadeira igualdade?
Não comecem já a indignar-se, porque não estou a tirar nenhuma conclusão – estou a abrir uma discussão. Não sobre se Chico ainda é “romântico”, mas sobre um tema tabu que não se quer encarar: o de que nem tudo é igual na igualdade sexual. Aos que duvidam recomendo a leitura de Why Is Sex Fun? The Evolution of Human Sexuality, de Jared Diamond (o autor de obras tão conhecidas como Guns, Germs and Steel ou Collapse), mas hoje não é o dia para esse debate – é apenas o dia para dizer que ele existe ao contrário do que pretendem os polícias do pensamento.
E quando digo polícias do pensamento não escolho estas palavras por acaso: ao estabelecer limites ao que se pode dizer e ao que não pode ser debatido, ao controlar a linguagem o que se pretende é tão simplesmente formatar o espaço público em função de determinadas agendas políticas e de pouco inocentes messianismos. Não há nenhuma originalidade nesta afirmação, apenas a recordação de que esse é o mesmo caminho seguido pelos regimes totalitários genialmente retratados na distopia de George Orwell 1984. O escritor, que conheceu bem de perto os pesadelos dos fascismos europeus e do comunismo universal, inventou mesmo uma palavra – newspeak – para retratar esse esforço de dominar as mentes através do controle da linguagem. O politicamente correcto de hoje é, com frequência, apenas a versão contemporânea do doublethink orwelliano.
A duplicidade de critérios e o esforço para formatar o pensamento em função do que se considera tolerável e do que se classifica como tabu andam de facto a par. E vivem bem nas águas turvas em que nos movemos, medram ainda melhor nas mentes pouco esclarecidas dos que saltitam de indignação em indignação sem grande espaço para pensarem ou reflectirem.
Tomemos o caso de uma controvérsia recente, daquelas que mal saiu das redes sociais: a graçola obscena de um conhecido humorista em que se explorava a grave doença da mulher de Pedro Passos Coelho. O nível de javardice da piada era tal que não devia ter servido para mais nada senão para desqualificar o seu autor, de resto reincidente no seu ofensivo mau gosto, mas mesmo assim houve quem se apresentasse quase como vítima.
Não vale a pena perder tempo a comentar este caso, ainda menos a dar-lhe mais publicidade – mas já vale a pena notar que muitas vezes este tipo de “humor” é apresentado como sendo apenas “politicamente incorrecto”. Grave engano. Não há ali nada de politicamente incorrecto (apesar de haver muito de politicamente motivado e obsessivo), há apenas falta de humanidade e, lamento repeti-lo, aquilo a que popularmente se chama javardice. Confundir as duas coisas é como confundir a Estrada da Beira com a beira da estrada.
Eu sei que o humor pode ser grotesco e nunca me passaria pela cabeça recomendar que fosse retirado do ar (ou de uma livraria, se aí chegasse), tal como sei que o humor pode ser ofensivo. O facto de o tolerar não me retira o direito de o criticar, se necessário com toda a violência verbal da minha imaginação. Mas uma coisa é brincar com coisas sérias, outra é pretender que isso viola das convenções dos novos polícias do pensamento. Uma coisa é ser grotesco, outra é não desistir de contestar ideias que se têm por incontestáveis. Por regra é até esse grotesco que faz coro com o politicamente correcto.
Tomemos um outro exemplo recente, o das declarações de André Ventura sobre ciganos. Uma coisa é condenar o registo xenófobo em que estas foram feitas e questionar a continuação do apoio do PSD a esse candidato, algo que já defendi preto no branco. Outra coisa bem diferente é fazer de conta que não existe um problema com as comunidades ciganas. Ora quando a ortodoxia pretende calar a existência de realidades difíceis de abordar em nome da “não discriminação”, o que está a fazer é a tentar tapar os olhos com uma peneira e, pior do que isso, a contribuir para que aqueles que convivem diariamente com esses problemas se radicalizem em torno de estereótipos racistas. É um tiro que sai pela culatra.
O meu colega aqui das colunas de opinião do Observador Luís Aguiar-Conraria defende que, ao criticarmos o discurso politicamente correcto, trazemos inevitavelmente agarrado o racismo e a xenofobia. Permito-me discordar. Primeiro, por uma questão de princípio: se defendo que todos os temas estão abertos à discussão não posso criar zonas interditas e demarcar áreas tabu. Depois, e sobretudo, porque julgo que inverte a ordem dos factores: o terreno onde facilmente medraram as sementes do populismo (e não obrigatoriamente do racismo e da xenofobia) foi o terreno adubado por um discurso dominante que tratava como párias todos os que não seguissem a mais estrita ortodoxia da “filosofia de género” ou do multiculturalismo, para só citar duas áreas especialmente sensíveis.
De resto este radicalismo não desapareceu. Ainda agora a prestigiosa Universidade de Yale mandou mutilar uma escultura no seu mais emblemático edifício porque esta podia eventualmente ofender os nativos americanos, apesar de muitos considerarem que o efeito foi precisamente o contrário. Isto quase ao mesmo tempo que um programador da Google era despedido por se atrever a divulgar um memorando onde discutia a hipótese de as aptidões das mulheres serem diferentes das dos homens, um debate que nenhum neuropsicólogo consideraria abusivo.
São apenas dois de muitos excessos que resultam de um ambiente minado pela obsessão do politicamente correcto e que criam, no mínimo, uma perplexidade favorável à exploração populista. Da mesma forma que gritar “racismo” só porque se quer discutir problemas relacionados com as comunidades ciganas pode cair muito bem entre os que não conhecem essa conflitualidade, mas caem muito mal entre os que vivem na sua vizinhança – que até são por regra, sem surpresa, mais pobres e menos instruídos.
Num primeiro momento excessos como o dos livros para meninas e rapazes ou polémicas como a de Chico Buarque levar-nos-iam apenas ao desabafo de “estão todos doidos”. Mas quando se passa daí a um acto objectivo de censura, passamos a ter de estar alerta em nome da liberdade de expressão. Por fim, quando este ambiente se torna opressivo, quando resulta de uma nova forma de fanatismo, só podemos contrariá-lo sem complexos ou receios, pois é também ele que ajuda a cavar as divisões e as incompreensões que abrem caminho ao populismo. E isso pode ser tão verdade para o “rust belt” americano como para os subúrbios de Lisboa ou Porto.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O aumento das pensões até 630 Euros, uma aldrabice lusa.


Em números redondos (sem rigor aritmético), um cidadão luso (dos que vivem à rasca) gasta mensalmente 120 euros com a água, telefone e condomínio. A isso se se juntar a despesa do gás e da electricidade, desembolsará mensalmente cerca de 300 euros! O que sobra a um cidadão normal, cujo número em população, rondará os cinco milhões? Ou seja, metade da população portuguesa!
E o que sobra a um cidadão que recebe a pensão de 630 euros? Que são dois milhões de votantes! E já agora, o que sobra a um cidadão que recebe uma pensão de 200 euros? Que são cerca de um milhão de votantes!
Se, há 2500 anos, depois de uma campanha de dois anos a falar apenas de pensões (como o fez a Caty, perdão, a Catarina), um cidadão ateniense recebesse da Assembleia, a mesma missiva que os pensionistas lusos receberam da Segurança Social – “Caro/a senhor/a 
O Orçamento do Estado para 2017 prevê um aumento extraordinário de pensões a partir de agosto de 2017, como forma de compensar a perda de compra dos pensionistas entre 2011 e 2015” – e em vez de euros (em certos casos aumentos de 1 euro e 25 cêntimos!) se mencionassem dracmas, o Partido Democrático de Péricles não se tinha aguentado no poder mais do que uma semana! Se, porventura isso acontecesse hoje em países decentes como a Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Suíça, e por aí adiante, os partidos desses governos não ganhariam (a um mês da sua realização) as próximas eleições!
Mas Portugal é um país suis generis. E é a CORRUPÇÃO no ESTADO que manda e define os destinos do país. Porque à oligarquia dirigente isso interessa. O POVO, o cidadão luso que à sua reforma ainda tem que acrescentar 100 euros para despesas correntes e pedir emprestado para poder viver miseravelmente, que se “cosa”, como um dia destes ouvimos na rua, em ameno diálogo.
Estes dois milhões de votantes irão às urnas em Outubro. Que tenham a decência de mostrar a sua indignação! E mostrem a estes aldrabões que a ética se sobrepõe às aldrabices.


67 - Antologia CTMAD - Henrique Pinto Rema

RESENDE - Lamego - DOURO

HENRIQUE PINTO REMA, O.F.M.

Filho de José Pinto Rema e de Albina de Jesus, nasceu a 23.09.1926 em São Romão de Aregos - Resende (diocese de Lamego e distrito de Viseu). Foi baptizado a 12 de Outubro de 1926.
Frequentou de 1936 a 1950 a Escola Primária em Anreade (Resende) (1936-1938), o Colégio (de estudos secundários) em Montariol (Braga) (1938-1943), fez o Noviciado Franciscano no Convento de Varatojo (Torres Vedras) (1943-1944), o Curso de Filosofia no Convento de Montariol (Braga) (1944-1946) e o Curso de Teologia no Seminário da Luz (Lisboa) (1946-1950).
Tomou o hábito franciscano no Convento de Varatojo a 07.09.1943 e professou a Regra da Ordem dos Frades Menores (O.F.M.) a 08.09.1944 no mesmo convento. Recebeu, a 21 de Fevereiro  de 1948, no Seminário dos Olivais, a Prima Tonsura, pelo Cardeal Patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira; a  11 de Abril de 1948, no Seminário da Luz, as ordens menores do Ostiarado e Leitorado, pelo Bispo de Gurza, D. Manuel Ferreira da Silva; a 28 de Junho de 1948, na Sé de Lisboa, as ordens menores do Exorcistado e Acolitado, pelo Cardeal Patriarca, D. Manuel  Gonçalves Cerejeira a 24 de Julho de 1949, no Seminário da Luz, a Ordem do Subdiaconado, pelo Bispo de Limira, D. Rafael Maria da Assunção; a 4 de Março de 1950, no Seminário dos Olivais, a Ordem Maior do diaconado; pelo Card. Patriarca, D. Manuel Gonçalves Cerejeira; a 23.07.1950, no Seminário da Luz (Lisboa), a Ordem Maior do Presbiterado por D. Rafael Maria da Assunção.

Ao almoço, no "Gentleman" - Retirado do Blogue "O Canastro", publicada por Martinho Borges

Como sacerdote franciscano, foi Capelão da Casa de Saúde da Boavista (Porto) (1953-1954), Capelão do Bairro da Quinta da Calçada (1955-1963), Bibliotecário da Biblioteca da Província (1955-1958), Secretário da Prefeitura Apostólica da Guiné-Bissau (1965-1974), Secretário da Província Portuguesa da Ordem Franciscana (1981-1984 e 1992-1998), Guardião da Ordem Terceira a Jesus (Lisboa) e Assistente da Fraternidade local (1984-1992 e 1995-1998), Vigário do Convento da Cúria Provincial (1992-1995), Assistente da Fraternidade da Ordem Franciscana Secular de Elvas (1989-2001).
Durante o curso curricular, escreveu em 1943 o primeiro artiguinho de página na revista do Colégio de Montariol Alvorada Missionária. Outros se lhe seguiram: na revista interna, sem nome, do Noviciado, em 1944; na revista interna do Curso Filosófico Escola Franciscana, de 1944 a 1946, com saliência para um artigo de 52 páginas sobre a "Teoria da Relatividade" e outro de 18 pp. sobre "As Missões Católicas em Moçambique"; na revista (policopiada) Pax et Bonum do Curso Teológico, de 1946 a 1950, com relevo para um estudo sobre "Liberdade de São Francisco e Liberdade Franciscana" de 52 pp., "Missões Franciscanas de Moçambique" de 13 pp., "O ensino do Hebraico" de 20 pp.e "O XIX Centenário do Concílio de Jerusalém" de 17 pp.
Já sacerdote, depois de um ano de convalescença de doença pulmonar, leccionou, no Seminário Franciscano de Leiria, Teodiceia e Grego Clássico(1951-1953), e Ontologia, Psicologia Racional e Pedagogia (1963-1964); no Seminário Franciscano da Luz (Lisboa), Sagrada Escritura (Novo Testamento), Grego Bíblico e Hebraico Clássico (1956-1962); nos Liceus de Camões (Lisboa) (1956-1963), de Passos Manuel (Lisboa) (1964-1965) e de Honório Barreto (Bissau) (1967-1974), Religião e Moral, e, no último, também Latim, Grego, Filosofia e Português.
Depois da ordenação sacerdotal, continuou a redigir artigos para as publicações franciscanas: Missões Franciscanas, Boletim Mensal (até 1954), Colectânea de Estudos (em 1953: "Introdução à Teodiceia" de 14 pp.), Itinerarium (1956-....), Alma (1955-1976), Paz e Alegria (em 1986), para revistas filatélicas, inclusive O Gabriel, de que foi director de 1955 a 1987, para o Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, de 1968 a 1974, e outras publicações periódicas. Temas aflorados, conforme a natureza das publicações em causa, no tamanho e no conteúdo, relevando Franciscanismo, História, Filosofia, Sagrada Escritura e Espiritualidade.
Traduziu do francês cinco pequenas obras de espiritualidade; do latim traduziu, anotou e precedeu de longa introdução as Obras Completas de Santo António de Lisboa, com 3ª edição em 1998, e uma antologia temática em 2000. 
Publicou uma História das Missões Católicas da Guiné, primeiro no "Boletim Cultural da Guiné Portuguesa" e depois na Editorial Franciscana de Braga, em 1982, com 994 pp; A Crónica do Centenário da Congregação das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, tendo saído o I vol. em 1976 com 928 pp. e o II em 1979 com 1456 pp.; concluiu o III vol. em 1987 com 1511 pp. dactilografadas e o IV volume em 1992 com 2363 pp. dactilografadas.
Publicou mais de 16.000 pp, incluindo as reedições da História da Guiné e das Obras Completas de Santo António. Conserva inéditas umas oito mil páginas, incluindo os últimos dois volumes da Crónica do Centenário, a Crónica da Província dos Açores das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (com umas 600 pp), os dez volumes de Diário, os cinco cadernos de homilias e dezenas de conferências e notas.

Participou
-  no III Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros, Lisboa 1957, tendo apresentado uma comunicação sobre A actividade Missionária dos Franciscanos no Brasil (publicado na íntegra e complementos no "Dicionário de História da Igreja em Portugal");
- no I Encontro sobre História Dominicana, Fátima 1977, com a comunicação Quadro Eclesial-Congreganista após a Extinção de 1834;
-  no Congresso Internacional de Estudo sobre os Sermões de Santo António de Pádua, Pádua 1981, com a comunicação Il vocabolario dell'Opus Evangeliorum di sant'Antonio da Lisbona;
- no Colóquio Antoniano, Lisboa 1982, com a comunicação A alma franciscana de Santo António de Lisboa;
- no Congresso Internacional sobre Bartolomeu Dias e a sua Época, Porto 1988, com a comunicação Baptismo de Príncipe Jalofo em 1488 no corte de D. João II;
- no Congresso Internacional 'Missionação Portuguesa e Encontro de Culturas' em Lisboa, 1992, com a comunicação  Pe. Fr. Manuel de Vinhais Sarmento, OFM (séc. XVIII), - O Homem, o Português e o Missionário;
- no Congresso de História no IV Centenário do Seminário de Évora, Évora 1993, com a comunicação A Ordem Franciscana no Alentejo;
- nos quatro Seminários sobre o Franciscanismo em Portugal, Arrábida (Setúbal) 1994 e 1995, com quatro comunicações: Afinidades Espirituais entre São Francisco de Assis e Santo António de Lisboa; Frades Falecidos e Moradores no Convento da Arrábida; Os Franciscanos na Madeira e nos Açores no século XV; O Franciscano Indo-Português São Gonçalo Garcia (ca. 1560-1597);
- no XXII Congreso Franciscano Hispano-Portugues - "San Antonio de Padua: Teologia y Devoción, Salamanca 1995, com a comunicação O problema da data do nascimento de Santo António;
- no XVIII Congresso Internacional de Ciências Históricas, Montréal (Canadá) 1995, com a comunicação Les Missions Catholiques Portugaises dans l'Atlantique-Sud au XVIIe siècle (integrada na 28ª Mesa Redonda, promovida pela Santa Sé);
- no Congresso Internacional Pensamento e Testemunho no 8º Centenário do Nascimento de Santo António, Porto-Coimbra-Lisboa 1995, com a comunicação As riquezas da pobreza na obra de Santo António de Lisboa;
- no VI Colóquio Galaico-Minhoto, Orense 1996, com a comunicação Colégio de Franciscanas Portuguesas em Verín (1913-1928). Galiza terra de refúgio e acolhimento de portugueses;
- no V Congreso Ibero-Americano de Academias de la Historia, Santiago do Chile 1996, com a comunicação Dois Portugueses no Chile a 400 anos de distância (1520-1920): Fernão de Magalhães e Alberto de Oliveira;
- no Congresso Internacional "A Retórica greco-latina e a sua perenidade", Coimbra, 11-14 de Março de 1997, com a comunicação A Retórica de Santo António de Lisboa no contexto português e europeu da Idade Média;
- no Colóquio Histórico de Bissau, promovido pela Embaixada Portuguesa e pela Diocese, na primeira semana de Dezembro de 1997, com duas comunicações: Encontro da cultura cristã portuguesa com a cultura africana da Guiné e Aculturação e Inculturação na gesta dos descobrimentos portugueses;
- no VI Congresso das Academias Ibero-Americanas de História, em Caracas (Venezuela), 25-30. de Abril de1998, com a comunicação O Ensino dos Franciscanos na América Latina.
- no "Congresso Internazionale I giubilei nella Storia della Chiesa", em Roma, de 23 a 26 de Junho de 1999, com a comunicação Os Jubileus da Igreja em Portugal (durante a Monarquia);
. no Seminário Hispano-Português "El mundo ibérico en Extremo Oriente", em Peñaranda de Duero (Burgos), de 23 a  25 de Setembro de 1999, com a comunicação.O Catolicismo de Espanha e Portugal nas Filipinas e Macau (século XX);
- nos Cursos de Verano, promovidos, respectivamente, pela Universidade de Oviedo, em Gijón (de 10 a 14 de Julho de 2000) e Fundação Cánovas del Castillo, em Guadalajara (de 17 a 21 de Julho de 2000) com a lição "A Observância Franciscana na Península Ibérica (sécs. XIV, XV e XVI); in Itinerarium, ano XLIX, nn. 175/176, Janeiro-Agosto 2003, pp. 61-96.
- no VII Congresso das Academias Ibero-Americanas de História, no Rio de Janeiro (Brasil), de 16 a 20 de Outubro de 2000, com a comunicação A Ordem Franciscana na formação da alma brasileira;
- na "Reunión de Historiadores" Ibero-americanos, em Asunción (Paraguai), de 17 a 19 de Setembro de 2001, com a comunicação La Evangelización Franciscana en el Brasil;
- no III Congresso de História de Guimarães "D. Manuel I e a sua época", de 24 a 27 de Outubro de 2001, com a comunicação A Ordem Franciscana em Portugal no século de ouro de D. Manuel I;
- no I Congreso Internacional sobre el Franciscanismo en la Península Ibérica celebrado em Madrid, de 22 a 26 de Setembro de 2003, com a "ponencia" Implantación de la Orden Franciscana en Portugal;
- no Colóquio antoniano promovido pela secção de Filosofia da Universidade de Evora, a 18 de Maio de 2004, com a comunicação As Fontes dos Sermões de Santo António, Doutor Evangélico;
- na Jornada sobre os 250 anos do Terramoto de Lisboa, promovida pelos Amigos de Lisboa no Palácio Fronteira, a São Domingos de Benfica (Lisboa), a 5 de Novembro de 2005. com a comunicação O Convento de São Francisco da Cidade de Lisboa nas Contingências do Terramoto de 1755 - Testemunho de testemunha presencial
  Foi Vogal (de 1968 a 1970) e Presidente (de 1970 a 1974) da Comissão Executiva do Centro de Estudos da Guiné, que publicava o Boletim Cultural da Guiné Portuguesa com perto de mil páginas por ano em quatro números.
. É membro da Academia São Gabriel (de Filatelia), sediada na Áustria, nomeado em Março de 1965;
. membro do Centro Studi Antoniani de Pádua, eleito em 1982;
. Académico Correspondente da Academia Portuguesa da História, eleito a 29.04.1992; de Número da mesma Academia, eleito a 18.10.1995; Secretário-Geral da mesma Academia, eleito a 17.01.1996 e reeleito a 9.12.1998, até 22.10.2001;
. membro correspondente da Academia Chilena de la Historia, eleito a 10 de Dezembro de 1996;
. membro do Comitato Pontificio di Scienze Storiche desde 1996;
. membro correspondente da Academia Nacional de la Historia da Argentina, eleito a 8.9.1998;
. membro da Academia Mexicana de la Historia, eleito a 6.10.1998;
. membro correspondente da Academia Nacional de la  Historia da Venezuela, eleito a 8 de Abril de 1999;
. membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, eleito a 5 de Julho de 2000;
. sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, diplomado a 16 de Maio de 2001;
. membro correspondente da Academia de Geografia e História de Costa Rica, eleito a 3 de Julho de 2001;
. membro correspondente da Real Academia de la Historia de Espanha, eleito em 2001.
Recebeu
. em Maio de 1997 o Prémio "Aboim Sande Lemos": Identidade Portuguesa (de 1996), da Sociedade Histórica da Independência de Portugal;
. em Julho de 1999, o Prémio "Francisco da Gama Caeiro", da Academia Portuguesa da História;
. em 25 de Abril de 2001, a Medalha do Município de Resende, grau ouro;
. em 17 de Setembro de 2001, o Diploma de Cidadão de Honra da cidade de Asunción (Paraguai) e Medalha de Prata do Município da Asunción.

Residência: Travessa da Arrochela, 2 - 1200-032 Lisboa (Tel. 21.393 4772; fax 21.395 5822; e.mail: hrema@mail.telepac.pt ).

Enviou um trabalho sobre o Convento de Ferreirim (Lamego) para a Antologia.

A Peregrinação de 2017


Por: Costa Pereira  Portugal, minha terra

A Peregrinação de 2017, em honra e louvor de Nossa Senhora da Graça, vai como de costume realizar-se no 1º domingo de Setembro, que este ano calha no dia 3. Preside , como é tradiçao, o bispo diocesano D. Amândio Tomás. Do programa deste ano destacamos: ás 08h00 - Confissões; ás 10h30 - inicio da Procissão no Largo de Santiago com recitação do terço; ás 11h00 - Missa Solene; ás 12h00 - Procissão de despedida a Nossa Senhora.
Situado no cimo do Monte Farinha - Vilar de Ferreiros, Mondim de Basto - este santuário mariano é dos mais famosos de Trás-os- Montes e do norte de Portugal também. A localização é do mais belo que existe e a região convida à  admiração, tanto como á contemplação. Aproveitemos para o fazer este ano, no dia 3 Setembro, domingo.

XXXI CONGRESSO MEDICINA POPULAR – 1,2 e 3 de setembro de 2017 - Vilar de Perdizes - MONTALEGRE


                XXXI  CONGRESSO MEDICINA POPULAR – 1,2 e 3 de setembro de 2017

PROGRAMA


SEXTA FEIRA, 1 DE SETEMBRO

Padre Fontes
15:00HABERTURA DO XXXI CONGRESSO MEDICINA POPULAR
- Visita aos stands e exposição de plantas medicinais - Escola
- Abertura do congresso, por Adriana Henriques;
Mesa - Orlando Alves, Presidente da Câmara Municipal; Padre Fontes; Presidente da união de freguesias de Vilar de perdizes e Meixide e ….

16:00H às 19:00H
Raquel Dores - A Aprendizagem e as Formas de Construção Social da Medicina Popular: Explicação Sociológica para a Manutenção destas Tradições Populares até Hoje"

Joana Carvalho – Crenças e superstições – olhar psicológico.
João Azenha - Festas de São Sebastião em Barroso
Apresentação do trabalho do Dr Barroso da Fonte – D Afonso Henriques, Pio, Beato e Santo

21:00H às 23:30H
Maria da Graça Campos - Riscos do consumo não racional de Plantas Medicinais.
Guilhermina Marques - Ganoderma - o fungo da longevidade. Propriedades e precauções.
Apresentação do livro: A curandeira da Aveleda, pelo filho e escritor Santiago da Aveleda e apresentação pelo Pe João Miguel Dias 

SÁBADO 2 DE SETEMBRO
 9:30H às 12:30H
Moderador – José Carlos
Sara Repolho - Os recursos utilizados na procura de saúde: resultados de investigação  
Diniz Gomes - Musicoterapia: a participação musical como forma de terapia
Ana Luísa Monteiro – A Barrosã e o apego à sua Terra
10:30H
Rota histórica da aldeia
Guia: Padre Fontes e Domingos Barros

15:00H às 19:00H
Moderador – José Carlos  
Jorge Quintela - A saúde como uma forma de estar na vida
Fernando Magdalena – Como curar la depresion com la medicina natural
Delfim Monteiro – A Medicina popular e o tratamento de doenças
Casimiro Ramos – Medicina popular – as crenças
(apresentação de um livro – tradição e uso da erva da arruda)
Adília Fernandes – Deusas, bruxas e místicas – a questão do poder feminino
Barroso da Fonte – A saga da santidade de Afonso Henriques
18H00 Chegada da Banda Unión Musical de Allariz
21:00H Conserto da Banda Unión Musical de Allariz
22H00 às 23:00H
Moderador – Barroso da Fonte
Sandra Veiga – A comunidade na regulação Psico - emocional individual
Hélio Simões - Práticas de cura com a água
Vitor Sepodes  – Shiatsu Ti-Na – O maravilhoso efeito das nossas mãos.
Catarina Sanches e outros testemunhos de homenagem ao Dr João Sanches
23:30H - Queimada pelo Pe Fontes

DOMINGO 3 DE SETEMBRO
10:00H
Missa - Homenagem ao Dr.º João Sanches e participantes falecidos
11:00H às 13:00H – Graça Martins
Luís Tarujo - Tratar males de amor e outras maleitas. Médicos e curandeiros no Teatro de Cordel português de Setecentos.
Nina Leconte – Haloterapia
Mestre Alves – O esotérico e o oculto no Séc. XXI

15:00H às 17:00H
Moderador – Graça Martins
Valter Serra – Terapia da dor e biocuântica energética aplicada

Temas Livres (após inscrição e aprovação pelo secretariado)
Encerramento - Conclusão e análise do Congresso, pelo Padre Fontes, moderadores e relatores.

17:30H
A função do pão na saúde – Adriana Henriques - Forno da aldeia
Lanche convívio


Património com vida - Torre de Moncorvo


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O disfarce e a circulatura do quadrado


                                               Santana Castilho - jornal Público

Em Educação, as medidas de política têm estado demasiado ligadas à ideologia dos grupos dominantes. Melhor dizendo, aos convencimentos dos que, em cada momento, governam em nome desses grupos.

A morte de um Amigo


A 26/07/16 recebemos uma mensagem de Álvaro Teixeira, acompanhada de dois anexos, que dizia o seguinte:
“O meu pai morreu hoje no lar da Imaculada Conceição, em Lordelo, Vila Real, com 79 anos”.
Só hoje vimos essa mensagem porque estamos a actualizar os dados da conta (tempocaminhado@gmail.com) que, cremos, há mais de um ano não abria por problemas técnicos.
Foi com espanto que deparámos com esta mensagem. Ninguém nos havia dito nada. E porque assim é, em acto de contrição, tardio, é certo, transmitimos as condolências à família enlutada.
Sílvio Teixeira era Amigo Antigo e colaborador de Tempo Caminhado. Que descanse em paz junto do eterno.

Antologia transmontana - trabalhos recebidos


Acabámos de receber, para a Antologia, os trabalhos de três ilustres Homens do Barroso: Padre Fontes, Barroso da Fonte e António Dias Baptista.
O Padre Fontes enviou-nos trabalho sobre numerologia, Barroso da Fonte sobre um acontecimento passado no Douro há décadas e  José Dias Baptista um conto e um poema.
Alguém perguntará a razão deste esclarecimento, na medida em que já havíamos feito referência às suas biografias. Pela simples razão de me terem enviado os trabalhos para uma conta que tinha problemas técnicos há um ano (tempocaminhado@gmail.com). Ontem solucionámos o problema e lá encontrámos os trabalhos. A partir de hoje podem comunicar com o blogue na conta indicada acima, no site. O problema técnico está resolvido.
Recebemos também o trabalho do escritor de Vila Flor: Modesto Navarro. Um conto.

66 - Antologia CTMAD - José Dias Baptista


Escorço Biográfico

José Dias Baptista nasceu na Vila da Ponte, concelho de Montalegre, a 24 de Julho de 1941, filho de pais comerciantes. É segundogénito de seis irmãos que antes de entrarem na escola primária já sabiam ler e escrever e contar, fruto das ideias avançadas da mãe que viveu décadas à frente do seu tempo. Dela se poderá dizer o que uma família romana disse, no mármore do túmulo, da matrona Cláudia:
“Casta vixit, lanam fecit, domum servavit.”
Viveu castamente, vestiu a família (no corpo e no espírito) e foi escrava da sua casa.

Frequentou o Seminário de Vila Real de 1952 a 1958, seguindo a secular tradição da família, igual à de outras famílias de Barroso. Foi professor do Ensino Básico, do Ensino Profissional, do Preparatório e Orientador Pedagógico. Cumpriu o Serviço Militar Obrigatório três anos, dois deles, na Guiné, entre Julho de 1966 e Julho de 1968 como Alferes Miliciano com o comando do 1º pelotão de Caçadores Naturais, 40 militares negros enquadrados por 5 militares brancos. Durante dez anos foi Inspector da Inspecção Geral da Educação onde se aposentou. É licenciado em Ciências da Educação e pós-graduado em Animação Sócio-cultural.
Dedicou 40 anos de vida à Educação e 3 à guerra dos donos disto tudo.

É feliz por nascer e viver em Barroso onde espera morrer.

Enviou para a Antologia um conto e um poema