quarta-feira, 3 de abril de 2013

Resgate de David Malouf


Pátroclo, irmão[1] de Aquiles, é morto por Heitor. Este morre às mãos de Aquiles; e o velho Príamo, pai de Heitor, vai, submisso, junto de Aquiles resgatar o corpo do filho.
Na Ilíada[2], essa obra imortal, Íris exorta Príamo a resgatar o “divino Heitor”. Que fosse sozinho.
Depois de conduzido por Hermes, Príamo dirigiu-se ao local onde era costume Aquiles sentar-se. Aí o encontrou, com os companheiros (os Mirmidones) a uma certa distância. “O herói acabara a sua refeição e saciara a fome e a sede”, diz-nos Homero. O “grande Príamo”, sem ser visto, entrou e, aproximando-se, “abraçou os joelhos de Aquiles e beijou as suas terríveis mãos homicidas”, as mesmas que haviam matado o seu filho Heitor.
Príamo, de alma destroçada e coração despedaçado, produziu um lamento de assombro e, na infinitude da memória, propõe-lhe um “resgate imenso” (para lhe acalmar a ira) chorando abundantemente, “prosternardo aos pés de Aquiles”.
O herói afastou o velho “docemente”, chorando seu pai.
O diálogo entre os dois é sublime, ataca as entranhas da alma humana, corrói silêncios, sobe montanhas, navega por rios profundos, espalhando-se como areias da praia nas dunas dos desertos, sob o olhar silencioso das estrelas que os cobrem nas noites densas e profundas do incomensurável Universo.
É disto que o romance do escritor australiano, David Malouf, trata.
Não é por acaso que a Ilíada, esse maravilhoso poema épico, é, talvez, a obra fundamental da civilização europeia. E Homero o grande trovador da mesma!
Armando Palavras



Nasceu em 1934, filho de pai libanês cristão e de mãe judia, descendente de sefarditas portugueses. Vive na Austrália.
Vencedor de inúmeros prémios literários: o Commonwealth Writers Prize, o Booker Prize, o International IMPAC Dublin LiteraryAward, o Prix Femina Étranger e o Los Angeles Times Book Award.
É um do nomes apontados ao prémio Nobel.
É autor de poesia, contos, peças de teatro, romances, librettos e um livro autobiográfico, entre os quais Recordando a Babilónia, Uma Vida Imaginária e Conversations at Curlow Creek.


[1] Ou primo. Ao tempo não se diferenciavam.
[2] Utilizámos a edição da Europa América (2004), trad. Cascais Franco.

Noticias de Vila Real


Semana da Juventude 2013 | 8 a 15 de abril

juventudeArranca, a 8 de abril, mais uma Semana da Juventude promovida pelo Município em parceria com os Agrupamentos de Escolas do concelho, IPDJ e Conselho Municipal da Juventude.
Direcionado para os jovens de todas as idades, o programa de atividades (www.cm-vilareal.pt) é amplo e diversificado, procurando ir ao encontro dos seus anseios, expetativas e vontades.
No decorrer da semana, os jovens vila-realenses vão poder interagir com novos e habituais interlocutores, em áreas tão diversas como a literatura, a psicologia, o desporto e tempos livres, a música, o voluntariado na biodiversidade, entre outros. PROGRAMA COMPLETO

VII Gala do Desporto do Concelho de Vila Real

gala despO Município, com o apoio do Conselho Municipal do Desporto, vai levar a efeito a VII edição da Gala do Desporto do Concelho de Vila Real, no próximo dia 12 de Abril, pelas 21.30 horas, no Pavilhão dos Desportos.
A Gala do Desporto de Vila Real é um evento que, para além de outros objetivos, pretende reconhecer e valorizar os talentos desportivos locais, apoiando-os no seu processo de formação desportiva e académica, encorajando-os à permanência no meio desportivo local, através do reconhecimento do seu mérito desportivo.
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De "Jornal do Norte" para "Tempo Caminhado"
 

Saudação de Silvio Teixeira


Silvio Teixeira
A minha vinda para o Lar  da “IMACULADA CONCEIÇÃO” foi praticamente inesperada.

Após a Festa do Natal, realizada em 21 de Dezembro e na Missa celebrada para o efeito e sequente ato de posse, como 3º. Vogal da Assembleia Geral da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Vila Real, já me comecei a sentir mal, mantendo-me no leito durante alguns dias, e, devido à gravidade da situação, segui  no dia 2 de Janeiro em ambulância dos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública, de Vila Real, para o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, graças ao espírito, sempre altruista, de um membro da direção, Carlos Silva, que em outras e muitas circunstâncias, me tem valido em situações análogas.
Devo dizer que sou Irmão da Santa Casa da Misericórdia de Vila Real, há mais de 50 anos e embora não prestasse relevantes serviços para tão nobre causa, nunca me escusei de os fazer.
Os preceitos regulamentares, embora muitas vezes mal cumpridos, nunca deixei de os respeitar, nunca negando a sua aceitação.
Causas nobres desta natureza jamais deverão ser rejeitadas e é sempre bom as  servirmos, sentindo bem com a nossa consciência, pensando mesmo que esta esteja mais purificada
Servir a Deus é servir o próximo e o próximo é sempre aquele  que está mais perto de nós.
Por isso mesmo, não esqueçamos que nós, por vezes que beneficiamos de melhores regalias em relação aos outros, que esses de nós precisam e deveremos estar atentos aos seus problemas, essencialmente sociais e não só, mas em situações de doença, como sucede neste Lar, onde os idosos são tratados com especial carinho.
Ao trazerem-me duas funcionárias do Lar Imaculada Conceição do hospital, onde estive internado e estando ainda bem debilitado de saúde, foi notável o carinho das senhoras, tendo-me lavado e posteriormente servido com a refeição do jantar, o qual anteriormente já me havia sido servido no hospital..
Fui recebido quase em festa, atendendo a já conhecer desde há longos anos os amigos Jorge Vaz, Jaime Lousa Guedes e Amadeu Dias, entre outros, nomeadamente, José Martins, conhecido pelo Zé do Grémio da Lavoura.
Foi pronta a minha admissão de idoso na Santa Casa da Misericórdia de Vila Real, graças às providências imediatas do Irmão Provedor,  Padre José Gomes, que admiro desde há muitos anos, pela entrega total exercida em prol dos outros, olvidando, os seus próprios interesses.
Por  esse facto fica registada a minha saudação a todos: dirigentes do Lar da Imaculada Conceição, da Santa Casa da Misericórdia, e a todo o pessoal ao serviço desta Casa e desta causa.
E a vós idosos, não se esqueçam  de que sou igual a vós!
Que Deus, com a sua Divina Graça, nos abençõe a todos.

Sílvio Teixeira
LAR DA IMCULADA CONCEIÇÃO
2013/01/22       

 

OS ÚLTIMOS DIAS OU ANOS DE VIDA…

A  minha mudança de vida,
Foi de forma inesperada,
Após tantos anos de lida,
Está a ser melhor cuidada.

Aos cuidados hospitalares,
Com muita assiduidade,
Têm sido os maiores pilares,
Para manter a sanidade.

Do hospital, de saída,
No nosso Lar, dei entrada,
Receei a recaída,
Estou com boa estada.

Velhos amigos, encontrei,
No seu Lar, é o seu viver,
Nova vida esperarei,
Durante o encanecer.

Enfrentar a realidade,
Fora de todas as ilusões,
Mas assentar numa verdade,
Afastando todas as paixões.

Os nossos espíritos elevar,
Os dias que restam, aproveitar,
É a melhor maneira de chegar,
Para no fim se estacionar!

SÍLVIO TEIXEIRA
LAR IMACULADA CONCEIÇÃO
VILA REAL - PORTUGAL

 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Silva Peneda e a invidia do ministro das Finanças alemão

Silva Peneda


Wolfgang Schäubl
Silva Peneda publicou uma carta aberta ao ministro das Finanças alemão, no jornal Público (28 de Março, XIII). Onde criticava as suas declarações sobre a invidia dos países. É claro que Silva Peneda tem razão em muito do que escreveu, mas também sabe que o ministro alemão tem alguma razão no que respeita à invidia. O que custa é ouvir a verdade. E Silva Peneda sabe disso porque pertenceu a uma governação que tentou e conseguiu (na Administração Pública portuguesa) numa percentagem relevante combater a invidia. A governação do então Primeiro-ministro Cavaco Silva. Queiram ou não queiram os seus adversários. Um momento de democracia quase plena. Assim como o período de António Guterres em certas nuances.
O então Primeiro-ministro,
Aníbal Cavaco Silva
Com efeito, o projecto europeu, em teoria, foi o que melhor se fez na História da Humanidade, no campo das ideias, do espírito. Mas só foi possível porque havia interesse prático da América. O resto, são fantasias que estamos a pagar muito caro.
Mas Silva Peneda é da geração de políticos que tudo fizeram para a integração europeia. Não o deviam ter feito a todo o custo (que agora estamos a pagar), mas fizeram. Que depois se fariam os ajustamentos, diziam e argumentavam nas televisões e nos jornais. E estão a ser feitos, mas a um custo terrível para o povo. Se fossem ajustamentos normais, tudo estaria bem. Mas não foram, porque a sua causa está nas vigarices, principalmente bancárias. A este propósito aconselha-se a leitura de Krugman.
Quanto à invidia que a geração de Silva Peneda combateu com grande sucesso, e que a governação do “comentador de Paris”, de novo, implantou, respigamos passagem de trabalho que estávamos a realizar sobre o tema:


“Os temas da rivalidade, do ciúme ou da invidia são tão antigos como a raiva de Saul perante a ascensão de David e os escárnios escarrados por Tersites em Homero. É no ciúme fraternal que assentam os alicerces da Roma Antiga. E os moralistas dos séculos XVII e XVIII que prestaram uma particular atenção à invidia, foram, em muito, antecedidos por Montaigne e, em muito mais por Juvenal e Marcial, ou mesmo Eurípides.
A invidia é característica da própria natureza humana. O mais pérfido dos sentimentos no que respeita ao bem geral (ao bem comum). Porque é ela a causadora da perda de vitalidade, de energia daqueles que vão para lá da mediocridade: os criativos. Isto é observável a nível das nações, mas, sobretudo, a nível das instituições: escolas, repartições, etc.
É a invidia que distorce a comunidade moral; que a corrompe. O aldrabão que se desembaraça dos colaboradores honestos e eficientes, por meios trapaceiros assim que adquire poder; o medíocre, vingativo e rancoroso que é colocado em posições superiores às suas capacidades (ou seja, colocado no lugar errado), que participa na “cruzada obscura dos incapazes” contra os melhores, hostilizando-os, impedindo-os e obstruindo-lhes o trabalho sério; O medíocre que apenas procura autoridade, que dificulta, que avança com objecções, retarda processos (administrativos nas instituições), adia decisões. Ou seja, aquele tipo de sabotagem que todos os burocratas, os funcionários bem conhecem; que destroem em vez de construírem. Que transformam as instituições em lugares de delação e mentira. Uma multidão de facínoras.
Se em tempos do passado os medíocres alcançavam os seus objectivos com o terror, a intimidação, nas sociedades modernas, distribuem dinheiro e privilégios; corrompem.
Enquanto isso, os funcionários decentes que poderiam fazer progredir as instituições, sobretudo os mais preparados e qualificados, são mantidos na ignorância das decisões mais importantes, humilhados e ameaçados com frequência.
Só as leis justas permitem que a inveja seja reduzida a uma dimensão que não cause malefícios aos indivíduos e às sociedades. E permitem aos indivíduos justos, equânimes e imparciais, desenvolver um trabalho criativo (livre), colocados a dirigir as instituições para distribuírem os recursos com equilíbrio, onde não haja indivíduos favorecidos e outros aonde lhes falta o essencial”.

É na Administração pública que está o cancro do País. Ou se faz uma reforma profunda neste sector, ou o país nunca mais se levanta.
É claro que só indivíduos com estatura moral, despegados do “poder pelo poder”, visionários, com pujança criativa, objectivos colectivos, defensores dos direitos e oportunidades iguais, terão a força necessária para mudar, para reformar uma sociedade arreigada a estas maquinações maléficas e destrutivas.

De Gaulle, Garibaldi e Cincinato

Poderíamos dar numerosos exemplos. Ficamo-nos por três: dois da Modernidade e um da Antiguidade. A sua acção marcou os seus contemporâneos e suscitou neles admiração.
De Gaulle ao aperceber-se que não conseguiria realizar o seu sonho, deixou o palácio do Eliseu, retirando-se para a sua casa Colombey-Les-Deux-Églises, onde havia nascido pobre e morreu pobre, depois de salvar a sua pátria por duas vezes; Garibaldi, um republicano, que depois de conquistar um reino, o deu a Vítor Manuel de Sabóia, um monárquico, por amor à Itália; finalmente, outro majestoso comportamento teve-o Cincinato. Numa altura de aflição, Roma e os seus senadores foram-no chamar a um pequeno campo onde este lavrava e nomearam-no ditador. Aceitou e venceu a guerra. Logo a seguir deixou o poder e voltou para acabar o trabalho que havia interrompido.
Armando Palavras

Nota:
Duas obras fundamentais que analisam este sentimento destrutivo são a Apologia de Sócrates (escrita por Platão em defesa do mestre) e Os Sete pecados capitais de São Tomás de Aquino.


“Non olet”

A Grécia aqui tão perto!
O País está numa situação de emergência nacional. Porque as governações do “comentador de Paris” nos puseram de mão estendida. Habituados ao folclore da democracia e do “deixa andar que tudo se há-de resolver”, alguns pensavam que, com a ajuda da Europa, se apertaria o cinto durante uns dois ou três anos, e tudo voltaria ao regabofe do costume. Enganaram-se. O aperto é para uma geração. Alguns dizem que já não podem ir ao cabeleireiro (mas ganham 7.000 euros mensais!), outros que já não podem comer três lagostas por dia. Que comam duas, porque há gente que começa a comer feijão com feijão e não se queixa tanto.

O Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no passado dia 27, junto do primeiro-ministro sueco, apelou para a responsabilidade de todos perante o momento histórico. E fez bem. A História não perdoará aos que tiverem responsabilidade na queda deste governo (que podia ser outro qualquer) neste momento.
Na política doméstica as coisas não têm corrido como o governo e os credores previam e pretenderiam. E porquê? Porque o país foi conduzido a falência técnica (versus bancarrota) por aqueles que querem agora derrubar um governo que, a todo o custo, nos tenta livrar do abismo! Dizer que o país continua a aumentar a divida, como trunfo político, é o mesmo que dizer que se não percebe nada de economia ou se não entende nada de politica. Um país com défice só com muita dificuldade consegue pagar a divida. E para verificar esta premissa ausculte-se um orçamento familiar.
O mesmo se não poderá dizer da política externa. O país, com o esforço dos portugueses, conseguiu, muito antes de tempo, emitir divida pública e o comportamento dos mercados tem sido excelente.
Se o Tribunal Constitucional (TC) não tiver em conta o momento histórico e chumbar as medidas que está a analisar, o governo não terá alternativa. Nessa altura deverá fazer o que tem de fazer: abdicar.
À responsabilidade histórica não ficará ninguém impune. Porque tudo o que se ganhou de credibilidade em dois anos, vai perder-se num mês.
Ao abdicar, o governo cumpre a sua missão. O país terá de ir a eleições. Os credores cortarão o financiamento e os portugueses, no mês seguinte, deixarão de receber o vencimento. A austeridade será tremenda, pois o país terá de negociar um novo resgate. Só nessa altura, o povo português entenderá no atoleiro em que foi metido. Mas, se calhar, tem de passar por isso; para aprender de vez, já que lhe não serviu de emenda o período escabroso da Primeira Republica.
E o actual governo não será responsável pela situação. Seja aos olhos do povo, seja aos olhos da História.
O cidadão Pedro Passos Coelho deve recandidatar-se. O TC, ver-se-á, nessa altura, a ceder o que havia recusado. E jamais recuperará, perante os portugueses, a estima de hoje.
O povo é que sabe, e os juízes também.
Numa situação de emergência, são necessárias medidas de emergência.





Franklin Roosevelt


Sobre esta questão já haviamos escrito alguma coisa neste site:






Vespasiano
A tal propósito, citemos um episódio ocorrido na Antiga Roma. Vespasiano (cujo nome completo era Tito Flávio Vespasiano), não era de origem nobre, era filho de um prestamista. Foi o primeiro imperador de origem humilde, embora o seu pai fosse uma pessoa abastada, permitindo-lhe assim uma boa educação e facilitado a entrada na carreira politica e militar. Vespasiano distinguiu-se como general e foi eleito cônsul no reinado de Nero.
Coliseu na Roma Antiga
Quando Vespasiano se tornou imperador, o Estado estava desagregado. Tinha, pois, de sarar as feridas da guerra civil e sanar os arruinados cofres públicos. Vespasiano tinha a noção do dever. Conseguiu pôr as finanças em ordem e teve mesmo a ideia de tributar a urina das latrinas públicas que era utilizada para curtir peles.
O filho de Vespasiano discordou da medida, mas ele, pegando em algumas moedas que pertenciam ao primeiro pagamento do novo imposto, colocou-lhas debaixo do nariz dizendo: “Non olet” (“Não cheira”).
Armando Palavras


Menina no aconchego do regaço da mãe


Antigos Combatentes encontram-se em almoços convivio

Correio da Manhã

Vasco Pulido Valente e José Manuel Fernandes acerca da entrevista de José Sócrates




Virgilio Gomes - Saveurs de Printemps




Virgilio Gomes
O restaurante do Hotel Fortaleza do Guincho habituou-nos a alterações na carta conforme as estações do ano. O cuidado na seleção de produtos e as combinações elegantes que nos propõem, são sempre dignas de aplausos. Desta vez ainda mais um aplauso especial para o Chefe Vincent Farges que acabou de ser galardoado com o prémio da Academia Internacional de Gastronomia como “Chef de l’ Avenir”.

A excelência da Fortaleza do Guincho:

Silvio Teixeira - ASPIRAÇÃO DE UMA EXISTÊNCIA FELIZ E HARMONIOSA

Silvio Teixeira
Os representantes do povo, denominados por políticos, olvidam cada vez mais as suas obrigações.
O país desde há uns anos a esta parte, está em crise: Primeiro, as culpas foram atribuídas à crise mundial, posteriormente, essa crise parece ser criada por incompetência na governação.
Ao contrário do que alguém disse, o país precisa mais de técnicos especializados na economia e administração, do que de políticos, pois estes a mais das vezes utilizam o populismo e não a competência, por neles não existir tal valor.
São incompetentes, corrompidos, concupiscentes e mais não querem do que apoderarem-se do poder e o manterem indefinidamente.
A política é destinada a servir os povos, e estes deverão reagir perante a prepotência e arrogância de quem governa ou pretende governar.
O povo não pode ser constituído por elementos passivos, mas sim, ser consciente no seu querer, e convenientemente evoluído para se pronunciar e após, criar também em consciência, elementos que o representem, com sinceridade, honestidade e competência.
O povo deve contribuir para a unidade nacional e não criar divisões que a nada conduzam.
As opiniões, por vezes mais divergentes, devem ter o princípio de consciencialização, de modo a haver convergência, para se atingir o bem comum.
O povo não deve ser obnóxio, aceitando as penalizações mais injustas, que destruam a sua maneira de ser e de viver.
O fosso entre pobres e ricos está cada vez mais a ser maior e a equidade tem tendências a desaparecer.
A falta de escrúpulos de alguns políticos é cada vez maior e vê-se de forma desagradável os escândalos divulgados pela comunicação social e que a justiça pretende encobrir.
É lamenrável que tal suceda, pois a crença presentemente nos políticos é diminuta e há que urgentemente saber-se fazer uma escolha, de modo a afastar por completo elementos nefastos ao bem comum.
Seguir-se como pragmatismo  os escritos pelos mais diversos Papas nas “Encíclicas Sociais”, por exemplo a “Rerum Novarum” de Leão XIII, é o princípio mais revolucionários e humano, para uma vivência feliz e harmoniosa, à base da doutrina de Jesus, Filho Unigénito de Deus.
Sílvio Teixeira
Lar da Imaculada Conceição
VILA REAL – PORTUGAL