terça-feira, 5 de março de 2013

Os números falseados da manifestação dos "Que se lixe a Troika"


No rescaldo da emoção do momento, os números apontados na manifestação dos “Que se lixe a Troika” (1 milhão e meio em todo o país!), motivaram reacções de algumas personalidades que pediram a demissão do Governo. Porque já não era legítimo. Mas não explicavam as razões da sua ilegitimidade. Eram os números!...
Pelos vistos os números foram falseados como o demonstra o jornal Público. No país inteiro não teriam chegado aos 300 mil! O que, digamos, na verdade continua a ser muita gente. Mas de 300 mil para um milhão e meio, vai uma diferença!
Em Trás-os-Montes, por exemplo, manifestaram-se cerca de 600 pessoas! Em duas cidades: Vila Real e Chaves.
Essas personalidades que têm todo o direito (e o dever) de estar atentas e opinarem, deviam ter tomado, no passado, atitudes como a de Thomas Minder, empresário suíço, no sentido de se adoptarem medidas legislativas para controlar as “remunerações abusivas” dos administradores de certas empresas. Que os eleitores suíços, numa clara lição democrática, aprovaram neste Domingo (3 de Março), em referendo.
 
 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Costa Pereira - Guisar Sensacionalismo (Grândola)


            Portugal, minha terra.
 
 
 

Por: Costa Pereira



Muitos foram os que no passado dia 2 saíram à rua para protestar contra as medidas de austeridade com que o governo tem afrontado os portugueses. Uns com mais razão que outros, o certo é que muita gente se juntou em cortejo por esse pais fora para nas principais cidades manifestar publicamente o seu descontentamento por tal politica que não agrada a ninguém. Quando pela manhã passei pelo Praça Dom João da Câmara e notei que a RTP estava a montar ali projetores de imagem logo pensei para comigo, vai haver festa rija. Não me enganei. Tanto ali como nas vizinhanças, por volta das 11:00h o ambiente era de um sábado de pouco movimento na baixa alfacinha, como nesta foto se vê. Mas eu não sendo curioso gosto de tirar a prova e para isso, por volta das 16:00h, meti-me no Metro e fui até aos Restauradores assistir à manifestação que do Marques de Pombal desceu ao Terreiro do Paço.



Com as palavras de ordem "O Povo unido jamais será vencido", os manifestantes após o tiro de partida, por volta das 16:00h, deixam a Rotunda do Marques e pela Av. da Liberdade a baixo, também já com todo esse trajeto abarrotar de gente, começam a desfilar. Às 17:07 recolhi à saída do Metro a primeira imagem do desfile.



Ali me mantive quase hora e meia a ver desfilar descontentes com a politica austera deste governo e empunhando cartazes com frases apontadas às mazelas provocadas na sociedades pela política desta governação. Entoando frases bem estudadas e diretas contra o Governo e à Troika a música e letra da "Grândola, Vila Morena" deram animação ao desfile. Veio tudo para a rua, até os animaizinhos...



Quando nos toca na pele só nos ocorre passar a mão por cima, daí que eu dê razão aos que dizem que em vez do slogan "Que se lixe a Troika", devia dizer-se: QUE SE LIXEM OS POLÍTICOS! Todos, sem exceção! "Foram eles que trouxeram a TROIKA para cá! Foram eles que fizeram obras só por puro compadrio ou para favorecerem amigos ou futuros empregadores. Foram eles que criaram pensões milionárias ao fim de 8-10 anos para os políticos! São eles que não querem reduzir o número de deputados, que não querem reduzir aos impostos (a economia está exausta!) que não querem fazer uma verdadeira reforma de estado. O estado só deve ser empregador nos serviços essenciais " e por aí fora. Até aqui concordo em absoluto com ideia, mas isso não vai ao encontro da maioria dos promotores destas manifestações que mete gente muito bem estrelada e remunerada. Vi lá muitos e bem conhecidos.



Também como quem comentou "concordo que as pessoas se manifestem e mostrem o seu descontentamento, só lamento é que não se vejam cartazes ou discursos com novas ideias e com novas propostas. Tudo se resume a "que se lixa a troika". Sim, que se lixe, e depois? Era respostas a esta pergunta que eu gostava de ouvir em vez de insultos e discursos pobres e vazios que nada dizem ou acrescentam. Não chega criticar quem faz, é necessário criticar colaborando na construção". E quem arrasta o povo para estas manifestações não está disposto a construir, mas a criar confusão que pode conduzir de facto ao caos social. Mas realmente apetece perguntar: "Por onde andava esta gente enquanto Guterres e Sócrates endividavam o país? Portugal optou assumidamente pelo endividamento criminoso durante o governo de Guterres e, os limites do gerível foram em muito ultrapassados aquando do governo do farmacêutico de Paris que não paga impostos em Portugal".



Aqui não há dúvida que "o súbito esclarecimento e capacidade reivindicativa de toda esta gente contrasta com o desconhecimento e conivência então revelada. Será que não liam jornais? Será que achavam que tudo estava bem? É bom não esquecer QUEM conduziu Portugal para este estado de fragilidade, insuficiência e carência. O ponto de partida desta dura caminhada começou há 20 meses com o país falido e socorrido internacionalmente. Sem a ajuda internacional tudo seria diferente para muito pior. Ao governo compete interpretar o descontentamento generalizado patente nesta manifestação. Ignorar a realidade é algo não recomendável em democracia".



Há razão de sobra para estamos descontentes com a austeridade e desemprego que se abateu sobre nós, mas não é com greves ou manifestações de rua que o país se liberta da crise em que o meteram. É com trabalho, quem o tem; com iniciativas, todos que têm capacidade, e com saber e dedicação à causa nacional, que tem faltado



Segundo um jornalista alemão que esteve a fazer os cálculos, estima-se que a manif rondasse as 400 mil pessoas, não sei mas foi das maiores concentrações de pessoas que tenho visto em Lisboa. Claro que estas jornadas são muito bem planeadas e nem só por portugueses, mas por camaradas internacionais sempre prontos para dar apoio ou incentivar, logo por isso "um grupo de duas dezenas  de manifestantes cantam "En El Pozo Maria Luisa", canção de intervenção das Astúrias em homenagem aos mineiros".

 

Cantando e rindo o desfile lá foi seguindo ao encontro dos delegados da Troika que no Terreiro do Paço se supunha deviam estar a fazer contas. Pelos vistos nem todos são unanimes no aceitar que certas associações se aproveitem destes eventos para colher dividendos políticos e este comentário aponta : "A presença da pastoral da CGTP só pode prejudicar os manifestantes anónimos e a grandeza do movimento. Não lhes basta as greves semanais...até nesta do Povo querem meter a “bucha".

 

Cada um é livre de pensar como entende, mas não esquecer que a CGTP nisto anda sempre na dianteira. Ás 18:42h, cantada a "Grândola", os manifestantes começam a desmobilizar. Uns dirigindo-se para casa outros para a Assembleia da República, o Terreiro do Paço entretanto ficou vazio. A terminar mais esta : " a pressão sobre o governo é legítima e bem vinda, provocando correção de rumo, de algumas políticas. Agora esquecer a realidade da situação e querer sol na eira e chuva no nabal nem que se estivesse 24 sobre 24 horas aos berros se lá chega, antes pelo contrário". É isso que o Povo português tem que ver e refletir sem acusar injustamente quem herdou a pesado herança e não quer um país caloteiro.
Como no ciclismo, esperei pelo carro vassoura, aqui representado por carros da Policia e ambulâncias, que na cauda do desfile, a deixar a Praça D. Pedro IV, passou por mim frente à Estação do Rossio eram 18:15h. Nessa altura aproveitei para apanhar o Metro e regressado a casa ver e ouvir, em paz e sossego, alguns dos comentários da Comunicação Social à volta desta grande manifestação onde a chamada "esquerda" não me pareceu maioritária. Comunicação Social também com muitas culpas no cartório pelo seu empenho no guisar sensacionalismo



Equipa da Universidade do Minho cria alcatrão inteligente através da nanotecnologia


 
Novo pavimento muda de cor quando se forma gelo

Nanotecnologia desenvolvida por equipa da UMinho limpa via


Novidade será testada numa auto-estrada da região centro, com condições propícias (Imagem: Zink Dawg)

Uma equipa da Universidade do Minho (UMinho) desenvolveu um pavimento que muda de cor quando se forma gelo na sua superfície. A inovação deve-se à introdução de nanocompósitos à base de óxidos no chão. Esta tecnologia poderá evitar inúmeros acidentes e vítimas nas estradas de todo o mundo, sobretudo em países frios e montanhosos.
Joaquim Carneiro, investigador do Centro de Física da Escola de Ciências da UMinho e líder do projecto, explica que quando a temperatura baixa ao ponto de congelação da água (0ºC) é produzida uma reacção que leva o asfalto a adquirir a cor vermelha. Os condutores conseguem, assim, visualizar as zonas encarnadas em que se formam as placas de gelo e tomam as devidas precauções.
As minúsculas partículas à base de óxidos têm ainda a capacidade de limpar o próprio asfalto. Isto é, reagem quimicamente com o óleo que sai dos veículos em acidentes ou em derrames no asfalto, degradando o óleo e convertendo-o em dióxido de carbono e água. A inovação permite assim prevenir acidentes fruto das perigosas manchas de óleo, em particular aos motociclistas.

Finlândia e Portugal

A pesquisa de Joaquim Carneiro foi apresentada com sucesso numa conferência internacional e já despertou o interesse dos governos da Finlândia e Portugal. Depois das provas laboratoriais na UMinho, será agora testada em ambiente real, numa auto-estrada da região centro, cujas condições de rigor climático, altitude, humidade e temperatura são consideradas propícias.
“Acreditamos que os testes vão ser positivos e a implementação deste ‘asfalto inteligente’ será uma realidade a médio prazo, promovendo a prevenção rodoviária e evitando acidentes em todo o mundo, em especial nas regiões frias e montanhosas, como a Escandinávia, o Canadá, a Rússia ou os Andes”, assinalou Joaquim Carneiro.
O seu próximo projecto incide na utilização de fibras de carbono que alertem para a formação de fissuras no asfalto, para que sejam detectadas e reparadas mais rapidamente.



Relembrando Miriam Makeba, a cantora sul africana

 
Comemora-se hoje o seu 81º aniversário
 
A lendária cantora sulafricana, Miriam Makeba, faleceu aos 76 anos, depois do seu último concerto, realizado no sul de Itália. Nelson Madela referindo-se a esta lenda da música africana disse: "Era a mãe da nossa luta e da nossa jovem nação". Conhecida ainda como Mama África, esta lenda africana converteu-se num verdadeiro simbolo da luta contra o apartheid. Após o seu exilio nos E.U.A. em 1959, tornou-se famosa com canções como Click Song, Pata Pata e Malaika. Regressou ao seu país em 1990, a pedido do próprio Mandela.
 
 
 
          A sua história                                    http://pt.wikipedia.org/wiki/Miriam_Makeba

         A beleza da sua música                      http://www.youtube.com/watch?v=ure2RdTZm8c

                                                                       http://www.youtube.com/watch?v=pF1wRDOboEE

                                                                       http://www.youtube.com/watch?v=2Mwh9z58iAU





sábado, 2 de março de 2013

Virgilio Gomes - Expedição Gulosa - Viçosa





Virgiliom Gomes
Debaixo de chuva chegámos a Viçosa do Ceará e fomos diretos à Casa dos Licores onde nos esperavam várias doces surpresas. Como referi na crónica anterior, a programação desta expedição teve a mão conhecedora de Gilmar de Carvalho que nos levava diretamente a locais seus conhecidos, experiências anteriores, e que julgava, certeiramente, que me iriam interessar. Em Viçosa o interesse era duplo, tanto para o património construído como para o património imaterial. Durante a viagem ouvia conversar, entre Cristina e Gilmar, sobre uma Teresa Cristina que estava à nossa espera. Não sei porquê veio-me sempre à lembrança uma personagem sinistra da novela “Fina Estampa”, também Teresa Cristina, cuja comparação, não tem pontos comuns com a nossa anfitriã. Aliviado quando conheci a nossa Teresa Cristina Mapurunga que se revelou o elemento fundamental para o sucesso da nossa visita a Viçosa do Ceará. Somos recebidos nas dependências frontais da casa, local do precioso comércio dos licores, das compotas, das geleias e dos bolos de fabrico artesanal, herdado dos seus Pais Teresa e Alfredo Miranda que iniciaram o negócio. Esta casa é um oásis na cidade.


Continuação de uma aventura gulosa:





André Freire e os “ataques à democracia” no país do respeitinho





Na sua página mensal do jornal “Público” (28-02-XIII), André Freire (professor do ISCTE), a propósito dos acontecimentos no ISCTE com o ministro Miguel Relvas (que logo a seguir passa a denominar MR), divaga sobre as várias posições tomadas por parte da “esquerda” e da “direita”, tanto no Parlamento como fora dele, cognominando, com certo desprezo, António Costa de “Challenger falhado à liderança do P.S.”. A seguir aponta três factores que têm contribuído para um “ataque à democracia”:
1 – “O descrédito da classe politica pela falta de exemplo”, apontando “a forma facilitista como MR (sic.) obteve a sua licenciatura”                     
2 – “A deslegitimação pelos resultados macroeconómicos e sociais da governação”.
3 – “a deslegitimação pelos procedimentos”.
Diz então que esse perigo, segundo o ponto três, se manifesta pelo incumprimento dos compromissos assumidos em campanha eleitoral, por via dos “vencedores de 2011”. Que a desculpa da troika não pega; a crise (estado de excepção para o articulista) atinge os assalariados mas isenta os grandes interesses (PPP, energia, telecomunicações). Refere ainda a violência das medidas (o principal ataque à democracia), que atira milhares para o desemprego, etc, etc, etc.
Às responsabilidades do P.S. e da governação socrática dedica uma miserável linha. Culpa depois os jornalistas (mainstream), após breve referência à esquerda radical. São eles os principais culpados, diz-nos, que “pressionam o P.S. para aceitar todas as imposições da Troika e da maioria de direita …”.
Afirma depois que os acontecimentos do ISCTE poderão ter ultrapassado os limites da legalidade, mas … (há sempre um mas), acrescenta, como dizia o bloger do Gato Maltês… E acaba por citar uma longa passagem. Não o diz mas pensa-o, dando alguns exemplos de violência, para conquistar “o direito ao sufrágio universal”. Termina afirmando que a direita esteve no lado errado da História e repreende a esquerda pela sua falta de memória. Remata então com o “espírito (autoritário) de respeitinho (salazarento) instalado até ao tutano …”.



Comentário
Quando em escrito opinativo, para não repetir constantemente o nome de alguém, se opta pelas iniciais do nome próprio, não fica mal a quem escreve, caso se trate de cidadão comum. Ora Miguel Relvas não é (por enquanto) um cidadão comum, é um Ministro de Estado. Pior ainda quando o “M” de “Miguel” se confunde com o de “Ministro”!
Uma certa esquerda violenta e vingativa (com vontade de sangue) ficou assanhada por António Costa não ter avançado para secretário geral do P.S.. Por isso o tratam agora por “Challenger falhado”. Porque ainda não perceberam que a invectiva do presidente da câmara de Lisboa, foi uma manobra de diversão. O objectivo desse “príncipe de Florença” é a presidência da república!
Os ataques à democracia começaram em 2005, e não em 2011.
É preciso que a memória se não apague e que a história se não altere. O facilitismo das licenciaturas não é de agora (embora o processo de Bolonha tenha dado um contributo para tal). As equivalências vêem de longe. E por incrível que pareça não existe nenhum estudo sobre o tema! Por acaso? É claro que não. Quanto ao caso concreto referido no texto de André Freire, que se saiba, se alguém tem culpa é a Universidade que lhe atribuiu as equivalências. O Ministro fez o que tantos cidadãos fizeram, porque a lei (do tempo dos governos socialistas de José Sócrates!) o permitia. Além do mais, para se exercer um cargo político (com as regras actuais da democracia), não é necessário sequer ter a antiga 4ª classe. E há exemplos notáveis como o de Churchill que apenas estudou até ao sexto ano!
Os resultados macroeconómicos e sociais da governação, não são exclusivos da sua responsabilidade. São exigências dos credores. Queira Freire ou não.
Mas é no ponto três, “a deslegitimação pelos procedimentos”, que o professor do ISCTE incide com mais veemência. Porque é esta a questão que lhe interessa. É certo que o agora Primeiro-ministro, à época o cidadão Pedro Passos Coelho, se tem afastado de compromissos assumidos na campanha eleitoral (impostos e desenvolvimento económico). Como é certo, por exemplo, que o governo socialista ao tempo, mentiu aos credores sobre o défice real do país. Três meses depois de tomar posse, o actual governo verificou que o défice, em vez dos 5,5% assumidos, era, na verdade, cerca do dobro!
Todos sabemos que os que menos voz têm, são os que mais sofrem, ou seja, os assalariados (mas também aqui existem privilegiados como Freire). E que os grandes interesses, por razões de poder, hão-de (por enquanto) ser um caso à parte. Mas também aqui André Freire erra o alvo. Segundo os dados que dispomos, os governos a que ele chama de direita, fizeram oito contratos com as PPP, e os governos socialistas, 80! Só da época recente, constam 50! E os contratos de energia e telecomunicações foram feitos, na sua maioria, no tempo socrático.
A violência das medidas não é, nem maior nem pior, do que a utilizada pelos governos de José Sócrates. É exactamente igual. Só que agora apanha (de uma forma geral) todos, e no tempo de Sócrates apanhava apenas alguns. E estes, os que sofreram essas patifarias, não esquecem tão depressa.
Num artigo de página, às responsabilidades socialistas (especialmente do período socrático) dedicar uma miserável linha é não ter a noção do que é levar um país à bancarrota. Que os jornalistas (por ele criticados) entendem. E afirmar que a direita esteve do lado errado da História é olvidar as conclusões do marxismo, criticadas numa simples adenda de 10 páginas por Rosa Luxemburgo. E por Eduard Bernstein.
O remate é por demais evidente. Na verdade, se houve período execrável, em termos das liberdades individuais, nestes anos de “democracia”, a ninguém decente resta a mínima dúvida: Foi o da governação socialista de 2005 a 2011. Os exemplos (como o caso do professor Charrua, recentemente indemnizado pelo Estado por ter sofrido perseguição politica nessa época) não caberiam nesta página. Em dois anos de governação ainda não vimos nada parecido. Bem pelo contrário, nunca nos sentimos tão livres. É claro que há outro tipo de liberdades, mas essas dependem do dinheiro que se trás nas algibeiras!
Até 5 Junho de 2011, onde esteve André Freire?
Queira André Freire, ou não queira, o povo português durante 15 ou 20 anos (na melhor das hipóteses), vai pagar uma factura que não é sua. Nem deste governo!


Post-scriptum
José Sócrates (e a tralha que o acompanhou, com excepções pois claro) passeou-se pelo país como se seu fosse, durante quase quatro anos sem receber uma crítica conclusiva. Tudo lhe foi permitido. A Pedro Passos Coelho bastaram três meses. Esta mentalidade medíocre de que o país enferma (desde sempre) tem arrasado as instituições e as pessoas de mérito.
O grande erro deste governo não foi nem é aquele que os Freires deste país apontam. Foi tão só, no inicio da legislatura, não ter pedido uma auditoria (com dimensão pedagógica) às contas públicas (com 15 anos no mínimo), principalmente às dois dois governos anteriores.



Ministro da Economia esteve em Tabuaço (e em Bragança)


Ministro da Economia (Professor Álvaro Santos Pereira)

MINISTRO DA ECONOMIA EM TABUAÇO
(Noticias do Douro)

O Ministro da Economia Prof. Álvaro Santos Pereira deslocou-se a Tabuaço no passado dia 20 para assinar o contrato de concessão experimental com a empresa canadiana Colt Resources. A cerimónia teve lugar na Quinta de S. Pedro das Águias em Távora, propriedade que a própria empresa comprou e onde vai decorrer a exploração de tungsténio (volfrâmio) que se espera ser um factor de desenvolvimento para o concelho.
Jornal Público
O governante declarou que estes procedimentos vão ser executados com alguma celeridade para que o sector mineiro em todo o país se desenvolva. Por dificuldades de agenda, o presidente da Câmara Dr. João Ribeiro, não esteve presente, sendo substituído pelo vice-presidente, que ao usar da palavra deu as boas vindas a todos os visitantes, afirmando que a autarquia está receptível para apoiar esta e outras iniciativas que tenham como objectivo principal alavancar o concelho rumo ao futuro.
É um projecto ambicioso capaz de gerar o tal desenvolvimento para uma região do país que sofre desde há décadas os custos da interioridade. Recorde-se que a empresa concessionária é canadiana e prevê a criação de algumas centenas de postos de trabalho, na exploração do minério que poderá ter início em 2016. Cerca de 100 milhões de euros vão ser investidos na fase experimental e o governo pela voz do ministro da Economia anunciou que brevemente será criada ao estilo de “via verde” os mecanismos necessários, que permita acelerar os procedimentos para grandes projectos dando como exemplo o sector mineiro, que –não tem dúvida- de que vai crescer muito e obrigará ao investimento de muitos milhões de euros.


MINISTRO DA ECONOMIA EM TABUAÇO - Notícias do Douro

www.dodouro.com/noticia.asp?idEdicao=432&id=28808...

Bragança, 14 fev (Lusa) -- O ministro da Economia atribuiu hoje a queda do PIB português acima das previsões do Governo ao impacto do desempenho da economia europeia, que se revelou inferior ao esperado.
Álvaro Santos Pereira falava, em Trás-os-Montes, à margem de uma sessão de apresentação do programa "Portugal Sou Eu", no dia em que foi conhecida uma quebra no Produto Interno Bruto (PIB) nacional de 3,2% em 2012, superior às previsões do Governo.
Para o ministro da Economia, "como a Europa está em crise e muitos países europeus estão em recessão" e "mais de 70% das exportações portuguesas vão para a Europa, é natural que haja um impacto significativo".


sexta-feira, 1 de março de 2013

MAL DITO Festival de Poesia em Coimbra com REVISITACIÓN - Amadeu Ferreira apresenta livro na Poética (Macedo de Cavaleiros)




Em programa pré-festival, arranca este próximo sábado dia 2 de Março o primeiro evento do MAL DITO Festival de Poesia em Coimbra com REVISITACIÓN - exposição de originais da Poesia Visual de Fernando Aguiar, com apresentação do livro por Manuel Portela.

Anexa-se o convite, o qual se agradece a divulgação. APAREÇAM.
miguel de carvalho


AMADEU FERREIRA na POÉTICA (Macedo de Cavaleiros)









Amadeu Ferreira 






 O investigador de Miranda do Douro, vai

apresentar o seu último livro (Ars vivendo, Ars

Morendi), na livraria Poética, em Macedo de

 Cavaleiros, no próximo dia três de Março

 (Domingo)


Primeiro-ministro encerra conferência dos 25 anos da TSF


Reportagem de Judith Menezes e Sousa com declarações de Pedro Passos Coelho na conferência dos 25 anos da TSF

 
«Indignação não é resposta para a crise», frisa Passos Coelho (vídeo)
No fecho da conferência dos 25 anos da TSF, o primeiro-ministro disse que «não podemos ter impostos mais baixos se não ajustarmos a despesa do Estado
O primeiro-ministro garantiu, esta quinta-feira, que está atento às dificuldades e sofrimentos dos portugueses e lembrou que a «indignação, por si só, não é suficiente para constituir uma política de resposta para a crise».
No encerramento da conferência que assinalou os 25 anos da TSF, Pedro Passos Coelho lembrou que «numa discussão travada com gritos de parte a parte são sempre os que menos voz têm os que acabam por perder mais».
Sem revelar como tenciona cortar quatro mil milhões de euros na despesa pública, o chefe do Governo insistiu que «não podemos ter impostos mais baixos se não ajustarmos a despesa do Estado de modo sustentado e duradouro a um esforço fiscal aceitável para todos».
«No meio das atuais dificuldades precisamos de nos manter fiéis à nossa estratégia, a única que veio com realismo para cima da mesa e se manteve plausível, exequível e credível, permitindo-nos olhar o nosso futuro de frente. O que está em causa neste grande desafio reformista é o nosso futuro coletivo», concluiu.

Receitas Moçambicanas de Marielle Rowan (1)


Marielle Rowan

Caro Utilizador

Ao apresentar-se esta colecção de receitas pretende-se fazer apenas uma introdução à culinária típica moçambicana. Várias pessoas deram a sua generosa e desinteressada contribuição, fornecendo as receitas que se seguem, de todas as regiões de Moçambique.
Gostaria de alertar que um aspecto particular da culinária moçambicana é o uso da mão como medida básica e não medidas convencionais. As medidas aqui mencionadas resultaram de uma tentativa de equivalência da medida da mão com uma medida convencional. Assim, aconselha-se aos utilizadores deste livro que procedam à segunda e terceira confecção fazendo as necessárias alterações e ajuste de quantidades se preciso bem como da duração indicada, até obterem bons resultados, caso a primeira confecção saia defeituosa.
Queria ainda mencionar os ingredientes básicos indispensáveis na sua cozinha para confeccionar as receitas constantes deste livro: farinha de mandioca, amendoim e castanha de caju pilado ou moído e peneirado, feijão (nhemba), matapa (folhas da mandioqueira bem piladas e reduzidas a uma papa crua), nhaghana (folhas de feijão nhemba), hortaliça de abóbora e coco fresco ralado que se conserva no congelador. Note-se que de um modo geral as folhas de vegetais devem ser bem cegadas e conservadas na geleira. É também de salientar que o modo de confeccionar o mesmo prato e com os mesmos ingredientes varia muito de região para região em Moçambique.
Finalmente expresso a minha sincera gratidão pelo apoio e valiosa colaboração de todos a quem recorri para compilar este livro de receitas moçambicanas.
 
Bom Apetite

Algumas dicas
 
Bebidas tradicionais

As bebidas tradicionais abundam no país e as diferentes regiões têm as suas bebidas predilectas. Algumas das mais comuns são feitas usando-se o fruto do caju, do canhu, mandioca, manga, coco e cana-de-açúcar. Normalmente os frutos são colhidos, lavados, deixam-se amadurecer completamente. Depois abrem-se-lhes para retirar as sementes e as cascas e é tudo colocado num recipiente grande (como a bilha) para fermentar por um ou dois dias. A mistura é depois coada, o liquido engarrafado, e está pronto para ser consumido.

Maheu

Maheu é um refresco servido normalmente em cerimónias ou como mata-bicho. Junta-se um quilo de farinha de milho e três litros de água e deixa-se cozer por 20 minutos até fazer uma papa. Deixa-se arrefecer num lugar escuro pelo menos durante 2 dias. No terceiro dia acrescenta-se o açúcar a gosto e serve-se fresco. O maheu é pesado, por isso não abuse para ter apetite para as outras delícias da festa.

Caril em pó
 
O caril em pó não é um único tempero mas uma mistura que inclui açafrão, cominho, coentro, pimento vermelho e às vezes outros temperos fortes.

Piripiri

Para usar como tempero, o piripiri fresco e malaguetas devem ser cortados ao comprido e ao meio. Remova os caules e sementes antes de cortá-los aos pedaços ou em fatias finas. Lave sempre as mãos depois para evitar transmitir aos olhos os óleos do piripiri pois podem fazer mal.

Leite de amendoim

Existem dois métodos mais comuns para se extrair o leite de amendoim. No primeiro, pila-se o amendoim e peneira-se para se obter a farinha e mistura-se com água; no segundo (mencionado na receita de caril de amendoim), coloca-se o amendoim de molho e depois pila--se. Adiciona-se água e coa-se. Pode-se usar um liquidificador eléctrico para ser mais rápido.

Alimentos básicos

Maguinha e upshwa são pratos semelhantes na sua confecção. Maguinha (também se chama xima ou caracata) é feita de mandioca e a upshwa (também se chama ugali) de farinha de milho. Ambos são pesados e são melhores quando servidos com um molho a acompanhar.
Nos tempos difíceis quando falta comida ou dinheiro, especialmente na estação seca, as pessoas comem a xima sem molho, ou então, um pequeno pedaço de peixe seco é cortado e assado ao lume e, à medida que o peixe vai cozendo, as pessoas sentam-se à volta da fogueira e comem a xima enquanto o aroma do peixe assado se espalha pelo ar. Isto, diz-se, faz com que a xima se torne mais apetitosa e as pessoas se sintam mais saciadas.

Mariscos deliciosos

O peixe e mariscos constituem algumas das maravilhosas delícias que Moçambique tem para oferecer. Às vezes é melhor saborear o gostoso sabor natural das lulas, lagostas, caranguejo, camarão, amêijoas e peixe (tais como atum, peixe encarnado, peixe pedra, tourado e peixe-serra) grelhando-os no carvão. Sirva com um molho simples feito pela combinação de sumo de limão, piripiri e sal, aquecido por alguns minutos.
 
Atchedo

A manga seca (atchedo) é azeda e é usada para contra balancear ou cortar o doce do coco. O atchedo pode ser substituído por tamarinho ou sumo de limão.

Azeite

O preço do azeite é um bom indicador da qualidade. O mais caro, "azeite virgem", extraído das azeitonas na primeira espremidela sem o uso de aquecimento ou produtos químicos, é normalmente de melhor qualidade, puro, com sabor a fruto e de cor verde clara dourada. Produtos com o rótulo " azeite de oliveira puro" tendem a ser menos aromáticos e sem tanto sabor. Alguns cozinheiros dizem que é melhor comprar óleo de alta qualidade e dilui-lo com uma pequena quantidade de óleo vegetal (soja, amendoim, girassol) do que comprar um azeite barato de pouca qualidade.

Comprar e secar peixe

Quando comprar peixe fresco, escolha o peixe com pele firme e um brilho metálico molhado. O peixe tem de ter um cheiro fresco, se for de água salgada, deve cheirar um pouco a algas marinhas. Os olhos devem ser claros e as guelras vermelhas. Para secar o peixe, coloque-o directamente ao sol. Se for um peixe grande, pode abri-lo e cortá-lo em filetes. Vire o peixe regularmente durante alguns dias até que se torne seco e duro. Tente esfregar sal grosso na pele do peixe enquanto fresco para uma melhor secagem.
 
Mandioca

A mandioca é uma raiz tubérculo comestível e é uma grande fonte de amido ou fécula nutricional. Quando pilada é óptima para engrossar o caril. Como substituto do arroz ou da batata, a mandioca pode ser facilmente cozida em água ou fritando-se em pedaços (veja a receita Mandioca Frita) ou fervendo-se com água e sal, mexendo constantemente até se tornar uma papa grossa chamada xima.
As folhas também são muito nutritivas e são um ingrediente muito apreciado em Moçambique.

Leite do coco

Para se obter o leite do coco, rale a sua polpa, coloque-a num passador e deite gotas de água quente aos poucos e lentamente. A isto se chama "leite" do coco e normalmente utiliza-se o mesmo coco duas ou três vezes para se extrair o leite. O primeiro leite é o mais grosso. O coco verde (lanho) contém muita água e o coco castanho é o melhor para se extrair o leite de coco. Normalmente, um coco dá meia a uma chávena de leite grosso e mais uma chávena e meia de leite mais líquido.

Cacana e Tihacana

A cacana tem um pequeno fruto que se chama "thiacana". Modo de preparar, corta-se ao meio, tira-se a semente do fruto, lava-se e vai ao lume. Depois de cozer misture com ovos batidos. A thiacana também fica saborosa cozida com farinha de amendoim e sal.
É dito que as folhas de cacana são medicinais e ajudam a curar o sarampo e hepatite. A água de cacana é remédio para limpar a bílis e é também utilizada para purificar o sangue.

Feijão
Existem muitos tipos de feijão em Moçambique. Alguns dos mais comuns são: feijão nhemba ou timbauene (um feijão pequeno, redondo, beje com um ponto escuro); feijão manteiga, (um feijão do tamanho da unha do dedo polegar, branco); e o feijão soroco ou feijão oloco (um feijão pequeno, verde e escuro). A folha de feijão é chamada nhangana. O feijão normalmente precisa de ser posto de molho durante a noite para se obter todo o sabor. O feijão seco triplica em volume quando cozido, deve-se utilizar uma panela grande para o cozinhar.
O segredo Moçambicano: enquanto o feijão está a cozer, não se pode mexer até que acabe de cozer. Caso contrário, se colocar uma colher de pau ou qualquer outro objecto, o feijão pára de cozer naquele ponto.

Maphilwa


Maphilwa é um fruto silvestre que se pode encontrar no sul do país entre Fevereiro e Maio. Se desejar, poderá acrescentar água e fazer um sumo para beber.

  Você sabia?

   ... que a mangueira começa a produzir fruta no sexto ano e depois produz mangas duas vezes
   por ano durante quarenta anos.