terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Da fome e do estudo


                                 Sintese daquele que foi considerado o melhor e-mail de 2012

sábado, 2 de fevereiro de 2013

XXXIII Feira do Fumeiro em Vinhais (7 a 10 de Fevereiro-2013)




Vinhais a toda a força na Feira do Fumeiro (7 e 10 de Fevereiro)

Vinhais é a Capital do Fumeiro entre 7 e 10 de Fevereiro. A carne de mais de 600 porcos de raça bísara e 50 toneladas de enchidos são os pratos fortes deste evento de promoção da salsicharia tradicional transmontana, que já vai na sua 33.ª edição.
A feira conta com a participação de 150 produtores de fumeiro e um Espaço Gourmet, com vários stands de produtos de excelência. Salpicões, chouriças de carne, butelos, alheiras, chouriços azedos, chouriças doces e presuntos são alguns dos produtos que se podem encontrar no Pavilhão do Fumeiro, todos eles com marca de Certificação atribuída pela União Europeia, como Indicação Geográfica Protegida (IGP).
Para além de outros produtos naturais da região, artesanato, produtos gourmet, espectáculos musicais, arraial, luta de touros, tasquinhas, restaurantes e muitas outras actividades que integram um programa diversificado que, durante quatro dias, anima quem passa por Vinhais.



Feira do Fumeiro de Vinhais com maior procura de sempre

A Feira do Fumeiro de Vinhais promete uma enchente na vila transmontana, na véspera do Carnaval, com a maior procura de sempre de expositores e lotação hoteleira esgotada a um mês do evento. O único reflexo da crise nacional portuguesa é apenas visível numa maior procura de expositores, sobretudo pequenos produtores e comerciantes que tentar fazer algum negócio num dos certames mais visitados de Trás-os-Montes.
Está prevista a presença de 400 expositores. A Feira do Fumeiro de Vinhais conta já 33 anos e, de 07 a 10 de Fevereiro, deverá escoar mais de seis toneladas dos famosos enchidos representados por 82 produtos devidamente certificados.
Do salpicão à linguiça, das carnes ao presunto, o fumeiro representa seis milhões de euros anuais de negócio para pequenos produtores e unidades industriais locais e emprega cerca de 300 pessoas, segundo contas da autarquia local.
Os enchidos são o motivo de atracção de milhares de forasteiros, sobretudo da zona do Grande Porto, que já esgotaram a capacidade hoteleira da pequena vila do Nordeste Transmontano.
Os alojamentos do Parque Biológico de Vinhais, que reproduz a fauna e flora do Parque Natural de Montesinho, são os mais procurados e, por se encontrar já lotado, está a encaminhar visitantes para outras unidades hoteleiras da região, nomeadamente dos concelhos vizinhos de Bragança e Macedo de Cavaleiros, onde por esta altura é possível também assistir à tradicional Festa dos Rapazes com os mascarados “Caretos” de Podence.
 O certame servirá este ano ainda para apresentar a Confraria do Fumeiro e do Porco Bísaro, a carne que distingue os enchidos desta zona do Distrito de Bragança, com certificado de qualidade da União Europeia.
Os promotores esperam que o grupo de personalidades de diferentes áreas profissionais espalhadas por diversos pontos do país que vão convidar para confrades ajudem a promover no seu dia-a-dia e nos locais de origem estes produtos.
Fonte: Lusa | 18 de janeiro de 2013




Sabores &saberes em Chaves




Está patente, este fim de semana, na cidade transmontana de Chaves. Visite-a que vale a pena.

Emergência humanitária em Moçambique


EMERGÊNCIA HUMANITÁRIA
Macia, Vila de Moçambique, local onde o G.A.S.Porto desenvolve projetos humanitários, recebeu já cerca de 8 mil pessoas desalojadas das cidades vizinhas submersas.
Precisamos da sua ajuda para fazer chegar comida a estas pessoas.
Nib do G.A.S.Porto- 0035 0839 0000 1132 83056





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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

JAIME NEVES, Um português de raça


General Jaime Neves

Por: Costa Pereira
          Portugal, minha terra.
Era para silenciar a minha admiração por este notável Herói Nacional e transmontano que como Milhões e Carvalho Araújo honram a Bandeira e as Armas Portugueses. Nunca lhe devi obediência militar, mas como funcionário civil das Forças Armadas aprendi a respeitar a farda e os homens que a merecem vestir. Jaime Neves além do excelente operacional eram também o cidadão generoso e amigo de conviver em sociedade civil como pude testemunhar nas noitadas que com ele algumas vezes passei na antiga sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, à Rua da Misericórdia. Dessa convivência recordo de certa ocasião lhe ter falado do encontro que tive com seu pai no alto do Monte Farinha (Senhora da Graça) e acerca do termo que usou para enaltecer as qualidades do filho, e que reproduzo : "O meu rapaz!" - dizia ele - "ainda vai ser presidente da Republica!". Como filho dilecto e agradecido que era, disse-me do pai o mesmo que nestes casos todos os bons filhos costumam dizer dos seus. Presidente da Republica não foi, mas foi algo muito mais do que isso: um verdadeiro Herói Nacional que no Ultramar cumpriu o seu dever e em Portugal evitou que uma ditadura terrível tomasse conta dos portugueses. Quem o atesta é um seu camarada de armas e desassombradamente nestes termos o fez : "Foi um combatente extraordinário. Não em insubordinação ao Estado, mas por identificação com aquilo que é o sentimento nacional, a nossa unidade distintiva enquanto Povo, feita de cultura, de passado, de presente. Quando concluiu que a continuação política da guerra era um erro crasso, rebela-se contra o regime e tem uma participação activa no 25 de Abril e uma participação excepcionalmente activa no 25 de Novembro", descreveu à Lusa o antigo presidente da República, general Ramalho Eanes. Portugal viu partir um seu herói, os portugueses que amam a liberdade responsável um corajoso zelador e Trás-os-Montes um dos seus filhos mais notáveis de sempre. Pena se deixar reduzir a cinzas no Alto de São João, um dia após o seu falecimento no Hospital Militar Principal. Como o nome também os restos mortais de um herói nacional não devem ser apagados da memória e a cremação facilita...Quem com ele não privou de perto pegue no "HOMEM DE GUERRA E BOÉMIO - JAIME NEVES", de Rui de Azevedo Teixeira, e deliciem-se a ler e conhecer a vida de um transmontano, de nome Jaime Alberto Gonçalves das Neves, nascido em Vila Real a 28 de Maio de 1936 e falecido em Lisboa a 27 de Janeiro de 2013. Os heróis não se fazem nos palacetes, mas na frente da batalha e com soldados sempre do seu lado, foi isso que fez Major- General Jaime Neves e os boinas “vermelho-magenta” nunca lhe negaram. Com eles combatia e com eles confraternizava.




Virgilio Gomes - as tradições brasileiras e o arroz doce

















A Coroa muda de cabeça

Não vou escrever sobre política ou razões de Estado. O estado é outro. É cultura, é vivência social, e poderia ser um maior atrativo turístico. Neste momento ainda não sei como incluir tradições alimentares nesta crónica. Sim porque muitas vezes escrevo em vários tempos, mas a alimentação surgirá.
Tive a sorte, ou quis o meu destino, ou o meu Fado, de ter sido convidado para assistir à cerimónia de “coroação” da nova rainha de um grupo Maracatu, dia 13 de janeiro de 2013. O Az de Ouro que foi o primeiro grupo de maracatu instalado em Fortaleza no século XX, 1936. Para aqueles que não estejam familiarizados com este assunto, sugiro que leiam sobre maracatus a crónica, que escrevi em 2009, sobre “Carnaval e Maracatus”.
A Rainha, num desfile de maracatu, é a figura mais importante e tem privilégios especiais, não estando sujeita a coreografia e é o único elemento que se pode dirigir ao público ou seus “súbditos”. Não se pode quer ser rainha. Rainha é um lugar que se ganha, e por quem os brincantes assumem respeito. Por isso quando se muda de rainha é um pretexto para festa pública.


Com o Carnaval a chegar, um pouco da Cultura multicolor do Brasil:



Virgilio Gomes

Arroz doce, sempre

É para mim o doce que mais consideraria no grupo de alimento de conforto, categoria que já ganhou designação internacional de “Comfort Food”. Os doces populares criaram raízes, evoluíram, e ficaram irremediavelmente associados a tradições. Não há festa ou romaria, ou casamento, sem um arroz doce. E também se fazia arroz doce nos conventos, parecendo-me que não deva ser integrado no grupo de doçaria conventual.
Parece fácil entender que o arroz doce vem possivelmente dos mouros que habitaram o território antes da independência portuguesa. Aliás ainda hoje encontramos em todo o Magrebe receitas algo semelhantes às nossas. Eles por vezes servem em copos como sendo um creme ou ainda, em travessa, quase igual ao nosso.


Começar o mês com um doce carinhoso:

Os Bourbons de Pedro Lomba

Jornal Público