sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Vinho Grambeira e rebuçados da Régua


Grambeira tinto de 2007

Grambeira

Já lá vão quase, quase vinte anos, desde que os «Irmãos Meireles» começaram, com uma cuba, a fazer vinho, depois foram crescendo aos poucos e hoje têm uma pequena empresa familiar consolidada, sem se hipotecarem aos bancos, apenas com os «tostões» que iam amealhando. Neste percurso, muitas foram as medalhas e as distinções que os seus vinhos brancos e tintos têm conquistado. Por isso, foi com um misto de satisfação e prazer que vi o «Grambeira tinto de 2007» ser elogiado pelo Professor Marcelo Rebelo de Sousa na TVI, por ter sido medalhado uma vez mais. Atrás tem três palavras de sucesso: trabalho, seriedade e qualidade! Esta é a mensagem que deixo aos demais produtores de vinhos transmontanos. Não chega ganhar prémios alguns anos, mas ter sempre vinhos de excelência, quer sejam premiados ou não.


Rebuçados da Régua

O limão e o mel fazem parte do "segredo" dos famosos rebuçados da Régua que se veem à venda na estação de comboios da Régua. As mulheres que os fabricam circulam pelo interior da estação e suas imediações com cestos  pendurados no regaço transportando os doces rebuçados que vendem aos passeantes.
Através de mãos ágeis, o limão e o mel são adicionados ao açúcar em ponto, vertendo-se esta mistura numa pedra de mármore, previamente untada com manteiga. Depois de fria a mistura, corta-se em pequenos pedaços e embrulham-se em papel branco.
 
Jorge Lage, em www.netbila.net




 

Noticias de Vila Real - Cantadores de Janeiras e o melhor voleibol nacional

Como vem sendo tradicional, os Serviços de Cultura da Câmara Municipal de Vila Real organizam este ano mais um Encontro de Cantadores de Janeiras. Participam nele 21 colectividades culturais de todo o concelho. O Encontro tem lugar no dia 5 de janeiro de 2013 (sábado), pelas 21h00, no Grande Auditório do Teatro Municipal. Ano após ano, o Encontro tem sido um êxito notável, porque as Janeiras são um dos elementos mais queridos da tradição popular. Os créditos disso pertencem, na maior parte, aos próprios Grupos participantes, alguns dos quais têm assinalado fielmente a sua comparência desde o primeiro encontro, em 1994. Sem os Grupos, não era possível organizar estes Encontros.
É pois justo que se diga uma palavra de agradecimento e apreço às colectividades que se envolvem generosamente na participação neste evento.
 
O pavilhão dos desportos de Vila Real recebe, a 22 de dezembro, pelas 17h00 horas, um jogo do Campeonato Nacional de Voleibol – A1 entre a Associação Académica de Espinho e o Sporting Clube de Espinho. Vila Real vai poder assistir, novamente, a um jogo de voleibol de alto nível e reviver os tempos áureos de uma modalidade com tradições na nossa cidade, que já teve um clube campeão nacional de voleibol.
De realçar o grande interesse e entusiasmo neste dérbi entre clubes Espinhenses que integram excelentes jogadores de nível nacional e internacional, entre eles Rui Pinto, Gonçalo Iglésias, Fabrício Barros e Gonçalo Sapage da Académica de Espinho e Miguel Maia, Rui Moreira, Carlos Mosquera e Flávio Cruz do Sporting Clube de Espinho.
Este encontro, entre dois dos mais importantes clubes de voleibol nacional, é proporcionado pelas excelentes relações entre as cidades irmãs de Vila Real e Espinho, ao que se seguirão outras iniciativas, noutras áreas inclusive, no âmbito das relações de geminação que une os dois municípios.

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Mais notícias em www.cm-vilareal.pt
De jornal do Norte para Tempo caminhado

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Eduardo Souto Moura distinguido com prémio Wolf


 

Redação Lux em 2013-01-03 09:50

O arquiteto Eduardo Souto de Moura foi anunciado, nesta quarta-feira, em Telavive, como um dos galardoados com o Prémio Wolf, atribuído pela fundação homónima israelita, noticia a AP.
A atribuição deste prémio foi justificada com os contributos do arquiteto português para o ofício e as ideias da arquitetura.
Os vencedores deste prémio são considerados fortes candidatos aos prémios Nobel, uma vez que um em cada três dos distinguidos ao longo de 34 anos nas áreas de química, física e medicina vieram a ser galardoados com aqueles prémios.
Foram ainda premiados mais sete cientistas dos EUA, Alemanha e Áustria, que vão dividir cem mil dólares em cada uma das categorias em que a distinção é atribuída.
Desde 1978 que têm sido atribuídos cinco ou seis prémios anualmente no campo das ciências, designadamente agricultura, química, matemática, medicina e física.
Nas artes, há uma rotação anual entre as disciplinas de arquitetura, música, pintura e escultura.
Este prémio já tinha sido atribuído a outro português, o também arquiteto Álvaro Siza Vieira, em 2001.
O presidente israelita, Shimon Peres, vai entregar os prémios em maio.

 Fonte: Lux.pt

 

Autores transmontanos 1 -Tartaruga de Manuela Morais






A “tartaruga” é uma editora suis generis. Dirigida (e fundada) por Manuela Morais (n. 1955), natural de Murça, licenciada em Literatura Comparada, promove essencialmente autores transmontanos, sobretudo poetas. As capas dos livros, desenhadas por Espiga Pinto, destacam-se das do mundo da tecnologia. O livro que trazemos a público, despretensioso, caracteriza-se pelo idealismo da sua autora.

 
Com este livro iniciamos uma nova rubrica este ano. A apresentação de alguns livros de autores transmontanos em curtas sinopses. Como aliás já estamos a fazer no portal do facebook.

MIRANDELA - Maria Augusta Ribeiro, a maior "Musa Mirandelense"




Olá!
Nem todos os Mirandelenses e amigos de Mirandela lêem o Notícias de Mirandela por isso sugiro que dêem uma espreitadela à maior «Musa Mirandelense» viva, a D.ª Maria Augusta Ribeiro, em
www.netbila.net
Abraço mirandelense.
Jorge Lage

Uma Flor para M.ª Augusta Ribeiro

Maria Augusta Ribeiro - fotografia de António Alberto Alves, da Foto Martins

Há mais de um ano que não vejo esta nossa poetisa, mas sei que está no seu refúgio-fortaleza, no Bairro da Cadeia, em Mirandela. O telefone e a pena põem-na em contacto com o mundo e com os amigos. Em cada ano que passa os seus poemas parecem ganhar mais profundidade, sonho, encanto e beleza. Há muita gente, nos dias que correm, que desvaloriza o talento e a criação poéticas, considerando-a uma arte menor. Todavia, não é poeta quem quer, mas quem tem engenho e arte de poetar. A M.ª Augusta não deve ser esquecida em momentos mirandelenses de cultura. Há anos, foi escolhida para figurar numa «Antologia» ao lado de grandes escritores como Miguel Torga. Com Torga trocou mensagens e cartões.

 Por isso, esta pequena nota de espírito natalício é uma pequena flor para a M.ª Augusta, mas está para além dela. Porque Natal deve ser em cada dia que o Sol da esperança e do sonho nos ilumina, nos afaga e nos aconchega. Melhor dizendo, nesta pequenina nota memoro todos os poetas que, por vezes, são esquecidos. É como um privilégio e com muito orgulho que a vejo a colaborar no jornal de todos os mirandelenses.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Acácias rubras, rosas de porcelana e matrindindes… (BENGUELA - ANGOLA)


 
 
 
Acácias rubras, rosas de porcelana e matrindindes
3 símbolos de Benguela - Angola

Esta é a Angola que vale a pena.....

(enviado por João Atanázio)

O alho de Virgilio Gomes

(Natureza Morta em Interior de Cozinha com Legumes, 1651, António de Pereda y Salgado, 1611-1678, a ver no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa)
 
Virgilio Gomes
Mais um produto fundamental na cozinha portuguesa e, desde o século XVIII, parece não mais o termos deixado. Amado por uns, incómodo ou intolerado por outros, parece lendariamente proteger dos vampiros. Para nos alegrar, vale a pena ver, ainda, o filme de Roman Polanski “The Fearless Vampire Killers”, 1967, cujo título em português é “Por favor não me morda o pescoço”, no qual se vêm bem essa função. Pena que os alhos não nos protejam, agora, dos vampiros que nos entram nas carteiras!
Nas artes plásticas não são muitas as referências. Podemos ver no Carnegie Museum of Art, Pittsburgh, uma pintura de Jean-Baptiste Siméon Chardin, 1760, uma “Natureza Morta com um Copo de Água e uma Cafeteira” com três alhos em primeiro plano, e no Museu do Louvre, Paris, um quadro de Gerard Dou, 1647, intitulado “Mercearia de Aldeia” no qual, ao lado de especiarias do Oriente, surgem alhos e outros produtos da horta. Outra pintura notável é a de Jacopo da Empoli, “Natureza Morta em Interior de Cozinha”, 1624, na galeria dos Ofícios em Florença. Em Portugal, no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa, uma pintura de Antonio de Pereda y Salgado (1611-1678), “Natureza Morta em Interior de Cozinha com Legumes”, 1651, com alhos evidenciados a tombar da mesa.
Para começar o Ano um produto que, por tradição, ajudava a afastar os vampiros. Será que resulta para os atuais vampiros das nossas carteiras?