quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Inquérito Cetelem analisa tendências de consumo no Regresso às aulas


 Inquérito Cetelem analisa tendências de consumo no Regresso às aulas 
Maioria dos estudantes portugueses com semanada até 20 euros


Um estudo recente revela que a maioria dos pais disponibiliza até 20 euros por semana para os filhos gastarem no período de aulas. A conclusão é do Observador Cetelem que ao analisar o comportamento das famílias portuguesas em época de regresso às aulas.
 
 

Apesar da média nacional ser de 23 euros por semana, 24% dos inquiridos admite que coloca à disposição dos seus filhos até 10 euros de semanada, menos 7 p.p. do que em 2011. O valor médio é influenciado pelo número de famílias (4%) que têm filhos com semanada superior a 50 euros. 4% é um valor residual, mas que acaba por influenciar a média nacional (23 euros), que não é, deste modo, representativa da grande maioria. A percentagem de pais que disponibiliza entre 11 e 20 euros também registou uma descida acentuada. Em 2011, a percentagem de inquiridos que despendia estes valores era de 28% e em 2012 situa-se nos19%, menos 9 p.p.
Em 2012, as subidas registam-se nos escalões em que a semanada já é mais elevada. Do total de inquiridos com filhos em idade escolar, 4% admite dispensar entre 31 a 40 euros semanais, uma subida de 2 p.p. em relação ao ano transato. Com uma subida de 1 p.p. comparativamente a 2011, encontram-se os escalões entre os 41 e os 50 euros (5%) e mais de 50 euros (4%).
Esta análise foi realizada em colaboração com a Nielsen e aplicada, através de um inquérito quantitativo, a 600 indivíduos de Portugal Continental, de ambos os sexos, dos 18 aos 65 anos, entre o período de 26 a 27 Junho. O erro máximo é de +0,4 para um intervalo de confiança de 95%.
 
Inquérito Cetelem analisa tendências de compra no Regresso às aulas 
Material escolar: 8% dos portugueses compra na Internet

Quando o Observador Cetelem questionou os portugueses sobre os locais onde habitualmente fazem as compras para o regresso às aulas, 8% assume que a Internet é o local preferencial. Os resultados desta análise foram ainda segmentados por famílias com filhos em idade escolar e indivíduos que ainda estão a estudar: a percentagem de inquiridos que acede à Internet para fazer compras de material escolar é significativa quando são os próprios a estudar 16% e fica pelos 6% entre as famílias.
O Observador Cetelem quis analisar o comportamento dos consumidores portugueses em época de regresso às aulas e verificou que as papelarias (82%) e hipermercados/supermercados (79%) continuam a ser os preferidos das famílias para as compras de material escolar. No entanto, esta tendência registou uma queda em relação a 2011: 17 p.p. para as papelarias e de 1 p.p. para os hipermercados/supermercados. A subir em 1 p.p. relativamente ao ano passado, estão as compras pela Internet que registam 8% das preferências em 2012.
Este estudo do Observador Cetelem revela também que 59% dos consumidores portugueses com filhos em idade escolar optam por comprar o material ao longo do ano, comportamento que registou uma subida de 8 p.p relativamente a 2011. Por outro lado, 40% das famílias vão em 2012 optar por comprar o material escolar num único momento, uma descida de 9 p.p. comparativamente a 2011.
A única exceção, é a compra de livros escolares que é efetuada num momento diferente do restante material por 60% das famílias, um aumento de 3 p.p. relativamente a 2011. Apenas 38% das famílias afirma comprar os manuais escolares juntamente com o restante material escolar, tendência que verificou uma descida de 5 p.p relativamente ao ano passado.
Inquérito Cetelem revela intenções de consumo no Regresso às aulas 
Manuais escolares: aumento da intenção de pedir emprestado ou comprar em 2ª mão

O inquérito do Observador Cetelem sobre as intenções de consumo no Regresso às Aulas revela que 89% dos portugueses continuam a optar pela compra de manuais escolares novos.
 
 
Uma percentagem significativa, mas inferior à do ano passado (99%). O inquérito revela ainda que 18% opta pela compra em segunda mão e 20% pede emprestado.


O decréscimo na compra de manuais novos explica a subida na compra de livros em segunda mão, que é opção para 18% dos inquiridos (mais 7 p.p. que em 2011), enquanto 20% dos consumidores pede manuais emprestados, algo que no ano passado era prática para apenas 13% dos encarregados de educação. O Observador Cetelem revela ainda, que 60% dos portugueses compra os livros num momento diferente do restante material.
«A compra dos livros escolares continua a ser responsável por grande parte do orçamento destinado ao regresso às aulas. Os consumidores portugueses ainda não criaram o hábito de comprar os manuais em segunda mão ou até pedir emprestado. No entanto, este é um comportamento que tende a sofrer alterações face à recessão económica que o país atravessa. Neste inquérito do Observador Cetelem, esta tendência já se começa destacar», afirma Diogo Basílio, Responsável do Observador Cetelem.
Esta análise foi realizada em colaboração com a Nielsen e aplicada, através de um inquérito quantitativo, a 600 indivíduos de Portugal Continental, de ambos os sexos, dos 18 aos 65 anos, entre o período de 26 a 27 Junho. O erro máximo é de +0,4 para um intervalo de confiança de 95%.


Sobre o Cetelem e o BNP Paribas Personal Finance
Pertencendo ao Grupo BNP Paribas, o BNP Paribas Personal Finance é especialista no financiamento a particulares. Com cerca de 27.000 colaboradores, em 30 países e em 4 continentes, o BNP Paribas Personal Finance é Nº1 em França e na Europa. Exercendo a sua atividade sob a marca comercial Cetelem, disponibiliza uma gama completa de crédito a particulares via ponto de venda (lojas, concessionários automóvel) e por via direta aos seus clientes: Internet e telefone.
O BNP Paribas Personal Finance é parceiro de referência das principais insígnias do comércio, dos serviços, da banca e das companhias de seguros, entidades às quais aporta o seu know-how, propondo o tipo de crédito e de serviço mais adaptado à atividade e estratégia comercial dos seus parceiros. É, também, ator de referência em matéria de Crédito Responsável.
Em Portugal está presente desde 1993. Em 2010, a fusão com o Credifin deu origem ao nascimento do Banco BNP Paribas Personal Finance, S.A., que opera sob a marca comercial Cetelem. Com mais de 650 colaboradores esta nova entidade posiciona-se como líder de mercado em Portugal no crédito a particulares.
Para mais informações: www.cetelem.ptwww.creditoresponsavel.com
 
De "Jornal do Norte" para "Tempo Caminhado"

 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Jindungo ( Piri-piri) é medicinal


 
Fonte: João Manuel Atanázio
 
 

Desta para a outra Margem (3)



Fonte da Telha

“Assim que cheguei à margem descobri um rasto, um rasto largo através da erva. Lembro-me da exultação com que pensei: “Ele não pode andar – vai de gatas -, não me pode escapar”.

In: Joseph Conrad (Biblioteca António Lobo Antunes), O Coração das Trevas, Dom Quixote, 2009, p. 121.
Fonte da Telha




“Um homem é como uma árvore: na floresta dos seus semelhantes, crescerá tão honrado quanto o seu grupo e a natureza individual permitirem; sozinho, ao ar livre, cederá às perversas pressões e injustiças que o rodeiam”
In: Ambrose Bierce, Um Acontecimento na Ponte de Owl Creek, Assírio & Alvim, 2005, p. 90


“ Então unamo-nos e sejamos mais fortes”.

In: Fiódor Dostoiévski, demónios, Presença, 2008, p. 285.


Fonte da Telha

“O grande e fantástico ritual em honra dos deuses começara. (…) e, ao compasso daquela música à qual se misturava agora um rufar de tambores (…), os mascarados começaram a dançar (…). A embriaguez do êxtase parecia ir apoderando-se de cada um daqueles corpos (…)”

In: Heinz Konsalik, Amar à Sombra das Palmeiras, Círculo de Leitores, 1981, p. 121.

“Quando o Sol, na sua caminhada pelo azul infinito do céu, atingiu o ponto mais alto, a festa atingia também o seu climaxe”.

In: Heinz Konsalik, Amar à Sombra das Palmeiras, Círculo de Leitores, 1981, p. 122.
Fonte da Telha

“As grinaldas de flores foram deslizando lentamente para o chão, libertando um corpo nu, quase infantil;”.

In: Heinz Konsalik, Amar à Sombra das Palmeiras, Círculo de Leitores, 1981, p. 125.

“Ao jantar, comeu bem pela primeira vez que tocara a costa siciliana, e a graciosidade das raparigas (…)

In: Giuseppe Tomasi Di Lampedusa, O Leopardo, Teorema, 2007, p. 149.


Fonte da Telha
Fonte da Telha

Fonte da Telha - Pôr do Sol

" HAMLET - (...). Horácio, há mais coisas no Céu e na Terra do que a vossa filosofia julga "

in: William Shakespeare, Hamlet, Lello Editores, 2000, p. 82.
Fonte da Telha



“ … deito-me na erva comprida junto do regato em queda e, bem chegado à terra, apercebo-me com estranheza dos milhares de ervinhas diferentes que por ali crescem; quando sinto, perto do coração, o formigar do pequeno mundo por entre os caules e as inúmeras, insondáveis figuras dos vermezinhos, sinto a presença do Todo – Poderoso que nos criou à sua imagem (…)”.
In: Johann Wolfgang Goethe, A Paixão do Jovem Werther (seguido de O Conto da Serpente Verde e de Novela), Relógio D’Água, 1998, p. 131.

Fonte da Telha
Fonte da Telha



-É muito simples … è pescar peixe!”
In: Eça de Queirós, A Cidade e as Serras, Ed Ulisseia, 2001, p. 85

Fonte da Telha

“ … pergunta se o peixe que colhe cada rede é para o dono dela (…) ou se todo o peixe de caça vai para o monte afim de o seu lucro ser dividido igualmente por todos, como na pesca da sardinha (…)”.

In: Octávio Lixa Filgueiras, O Barco Poveiro, Contemporânea Editora, LDA, 1995, pp. 153-154.

Armando Palavras (recolha)

Desta pata a outra Margem (2)

Serra da arrábida

Serra da arrábida

“O calor restaurava sem arder, a luz era autoritária mas deixava sobreviver as cores, e da terra despontavam trevos e hortelãs cautelosos, e desconfiadas esperanças nos rostos”.

In: Giuseppe Tomasi Di Lampedusa, O Leopardo, Teorema, 2007, p. 79.

“Enquanto o cereal crescia, fiz uma descoberta que me seria útil mais tarde”

In: Daniel Defoe, Robinson Crusoe, relógio D’Água, 2009, p. 121
 
 
Portinho da Arrábida

Portinho da Arrábida

Portinho da Arrábida

“Os barcos dos chefes tinham chegado à praia lisa e os remos foram retirados das águas: (…)”

In: Heinz Konsalik, Amar à Sombra das Palmeiras, Círculo de Leitores, 1981, p. 120.
 
 
Portinho da Arrábida

“Eu fui até esse lado da ilha para os observar”

In: Mark Twain, Huckleberry Finn, Relógio D’Água, 2009, p. 55
 
Portinho da Arrábida
 
“Uma vez que já antes viajara até àquela costa (…) as ilhas das Canárias e também de Cabo Verde não ficavam muito longe de terra”.

In: Daniel Defoe, Robinson Crusoe, relógio D’Água, 2009, p. 40
 
 
Serra da arrábida

Fonte da Telha

Fonte da Telha

“(…) a par de um mar azul cujo brilho era ofuscado por uma neblina sorrateira. O sol era intenso, a terra parecia cintilar e escorrer vapor”

In: Joseph Conrad (Biblioteca António Lobo Antunes), O Coração das Trevas, Dom Quixote, 2009, p. 28.
 
Fonte da Telha




“…e as formas grandiosas do mundo infinito habitavam na minha alma, tudo contagiando de vida”.

In: Johann Wolfgang Goethe, A Paixão do Jovem Werther (seguido de O Conto da Serpente Verde e de Novela), Relógio D’Água, 1998, p. 185.


Armando Palavras (recolha)
 
 
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Desta para a outra margem (1)


Vila Real
 
“ … quando vejo o crepúsculo descer, meu amigo, e o mundo à volta e o céu descansam na minha alma qual imagem da bem amada (…)”.

in: Johann Wolfgang Goethe, A Paixão do Jovem Werther (seguido de O Conto da Serpente Verde e de Novela), Relógio D’Água, 1998, p. 131.

“Afastei-me aos poucos da distinta sociedade, saí (…) para ver o pôr do sol da montanha e ler então, no meu Homero, aquele canto sublime em que Ulisses é acolhido pelo excelente guardador de porcos”.

in: Johann Wolfgang Goethe, A Paixão do Jovem Werther (seguido de O Conto da Serpente Verde e de Novela), Relógio D’Água, 1998, p. 210.



Vila Real
 
“Que bom é o meu coração ser capaz de sentir o prazer simples e inocente do homem que traz para a mesa a couve que ele próprio cultivou, (…) a semeou, as tardes amenas em que a regava e se comprazia ao vê-la crescer sempre”.

in: Johann Wolfgang Goethe, A Paixão do Jovem Werther (seguido de O Conto da Serpente Verde e de Novela), Relógio D’Água, 1998, p. 157 .


Vila Real
 
“Bäcker tinha cultivado a ilha; construíra tanques para a recolha das águas das chuvas, abrira canais, plantara milho e trigo, alfaces e hortaliças”.

in: Heinz Konsalik, Amar à Sombra das Palmeiras, Círculo de Leitores, 1981, p. 6.


Fonte da Telha
 
“Esta é, sem dúvida, uma bela região! Acho que não conseguiria encontrar (…) um lugar tão completamente afastado do tumulto da sociedade. O perfeito paraíso do misantropo (…)”.

in: Emily Brontë, O Monte dos Vendavais, Presença, 2009, p. 7.

Castelo de Sesimbra

Arrábida


Portinho da Arrábida
 
“Quando Ulisses fala do mar imenso e da terra infinita, tudo isso é tão verdadeiro, humano, íntimo, próximo e misterioso”.

in: Johann Wolfgang Goethe, A Paixão do Jovem Werther (seguido de O Conto da Serpente Verde e de Novela), Relógio D’Água, 1998, p. 216 .


Armando Palavras (recolha)
 

Daniel Bastos e a Medalha da Cidade de Vila real


 

  MEDALHA "CIDADE DE VILA REAL"
 
Esta medalha, a que se refere o artigo sobre Daniel Bastos, foi concebida por nós, e, por nós negociada em séries de 200 exemplares, no total de 1.000, que, conforme contrato com a Câmara Municipal de Vila Real, foram oferecidos 10 exemplares por cada série à edilidade, o que cumprimos com honra e dignidade.
A medalha referida foi comemorativa dos 50 anos em que Vila Real passou a cidade.
A imagem da "VILA REAL" passou posteriormente a constar nos diplomas atribuídos a homenageados pela Câmara em cada dia 20 de Julho.
Sílvio Teixeira


A Propósito das palavras da Procuradora Cândida Almeida sobre corrupção


Procuradora Cândida Almeida

No passado sábado (1 de Setembro, XII), os microfones da TSF transmitiram durante quase todo o dia uma afirmação da Procuradora Cândida Almeida. Dizia que os políticos portugueses não eram corruptos, embora havendo, no país, casos de corrupção. E procurava justificar a afirmação dizendo que em Portugal se confundia corrupção com fuga ao fisco ou coisa parecida.
Das suas palavras respigamos: "O nosso país não é um país corrupto, os nossos políticos não são políticos corruptos, os nossos dirigentes não são dirigentes corruptos. Portugal não é um país corrupto. Existe corrupção obviamente, mas rejeito qualquer afirmação simplista e generalizada, de que o país está completamente alheado dos direitos, de um comportamento ético (...) de que é um país de corruptos". Depois de insistir várias vezes nesta ideia, a magistrada disse que, porém, não é essa a "percepção" da opinião pública, referindo que os relatórios da organização Transparência Internacional Portugal e os meios de comunicação social "arrasam-nos permanentemente" com a ideia de que o país "é corrupto". Sublinhou que, no caso da Transparência Internacional, os relatórios "reflectem tão só a percepção" que existe num país dois níveis de corrupção e que, no que toca aos meios de comunicação social e a declarações públicas nesse sentido, a maioria dos casos não têm fundamento ou referem-se a outros crimes, sendo o mais frequente a fraude fiscal. "Acontece que as pessoas, de uma maneira geral, sem saber exactamente o que estão a dizer, falam de corrupção num conceito sociológico, ético-político eventualmente, mas falam de coisas que não são corrupção, falam de coisas afins", disse, acrescentando que "a corrupção tem a ver com cidadãos ou funcionários que se vendem ou querem vender-se". E deu o exemplo do Operação Furação, que a opinião pública percepciona como estando relacionada com corrupção, quando, na realidade, está em causa fraude fiscal. A procuradora insistiu em que "a corrupção é residual", embora tenha de ser combatida para ser contida, sublinhando várias vezes que é e deve ser uma "preocupação" de todas as democracias, porque abala as suas estruturas e fundamentos.   
Bom, se se refere à actual governação, estamos de acordo. Vistas bem as coisas, nenhum dos actuais actores da governação está envolvido em “casos”. Exceptuando o dos submarinos que, presumimos, seja mais um caso de política do que de envolvimento do protagonista, sempre explorado em determinadas alturas.
Mas já não estamos de acordo se a unidade de tempo da drª Cândida Almeida abarca os 35 anos de democracia, ou mesmo os últimos 15. De 1997 para trás, os casos de corrupção são inúmeros, com presidentes de Câmara a serem julgados, outros já presos e com fugas para o estrangeiro de certos protagonistas. Da actualidade basta citar os casos mais mediáticos: Freeport, Secretas, Contas da Suíça, Cardinal, BPN, BPP, Face Oculta, Bragaparques e um caso que envolve um clube e um jogador.
A Procuradora lá saberá, judicialmente, os contornos adequados para que um “caso” seja considerado corrupto, mas para o cidadão comum, o que fica é que a justiça os não consegue provar e só por isso os elimina dessa lista.
Nesse mesmo Sábado, neste mesmo espaço, em artigo sobre os currículos escrevemos uma dúzia de linhas sobre a democracia enquanto sistema político. Não nos referíamos exclusivamente a Portugal. Mas o que escrevemos reafirmamo-lo, mesmo depois das palavras da Procuradora:

“Teoricamente as virtudes da democracia são irrefutáveis. Contudo, as realidades sociais, por vezes (imensas), ficam muito aquém da promessa democrática. Os pobres e os excluídos são imensos. A maioria das vezes as eleições são uma sombra do que na realidade deveriam ser. Um terço dos votos do eleitorado, chegam para eleger um presidente. A candidatura a cargos políticos requer (muitas vezes) um grau escandaloso de riqueza. E a actividade politica abre-se a um reduzido número de cidadãos, com demasiada frequência aos que de entre eles são mais susceptíveis de corrupção. A própria educação de massas, sustentada no igualitarismo, pode reduzir-se a uma impostura.
Todavia, estes (e outros) males, no quadro do funcionamento democrático, havendo vontade política sustentada num grau elevado de ética, podem ser corrigidos e enfrentados. E livremente criticados”.

Armando Palavras

sábado, 1 de setembro de 2012

A Propósito dos currículos e da democracia



Retirado da internet
O jornal Público de ontem (Sexta, 31 de Agosto, XII) noticiava que a “Federação Nacional dos Médicos (FNAM) fez chegar à Troika um dossier detalhado sobre as polémicas nomeações dos novos directores executivos dos Agrupamentos dos Centros de Saúde”. No texto de Margarida Gomes diz-se que as escolhas recaem em pessoas “sem experiência e sem qualificação”. Ou seja, sem currículo.
Porque será que esta questão levanta tanta polémica? Porque logo a seguir ao 1% dos mais ricos, a classe que mais aufere são precisamente os directores executivos.
No mesmo texto, em caixa à parte, José Azevedo, o Presidente do Sindicato dos Enfermeiros (SE) sobre esta questão dos currículos profissionais, responde: “ não passam de uma molhada de papel que escondem a incompetência”. E mais adiante acrescenta: “Não nos deixamos influenciar por currículos (…) porque já somos defensores do currículo zero”. Para concluir: “Que adianta ter um currículo brilhante se depois não sabem fazer?”.
Na verdade, há muito que somos a favor de uma ideia aproximada à do “currículo zero”, por várias razões.
Teoricamente as virtudes da democracia são irrefutáveis. Contudo, as realidades sociais, por vezes (imensas), ficam muito aquém da promessa democrática. Os pobres e os excluídos são imensos. A maioria das vezes as eleições são uma sombra do que na realidade deveriam ser. Um terço dos votos do eleitorado, chegam para eleger um presidente. A candidatura a cargos políticos requer (muitas vezes) um grau escandaloso de riqueza. E a actividade politica abre-se a um reduzido número de cidadãos, com demasiada frequência aos que de entre eles são mais susceptíveis de corrupção. A própria educação de massas, sustentada no igualitarismo, pode reduzir-se a uma impostura.
Todavia, estes (e outros) males, no quadro do funcionamento democrático, havendo vontade política sustentada num grau elevado de ética, podem ser corrigidos e enfrentados. E livremente criticados.
Quando uma democracia é poderosa (como a Americana por exemplo), o perigo da igualdade de oportunidades não se põe. Porque a própria orgânica democrática está fundamentada nesse princípio. Mas numa democracia fraca (e ainda por cima mutilada desde 2005) como a portuguesa, é um caso sério. E aqui fazem sentido os argumentos de José Azevedo, pois os currículos numa democracia como a nossa, são apenas permitidos a alguns (O serviço público português é bem a prova disso). Numa democracia assim são sempre os mais poderosos (associados ao dinheiro), os associados a agremiações politicas, a seitas ideológicas, a certas famílias a usufruírem das oportunidades que deviam ser distribuídas por todos (ou, na impossibilidade momentânea, ao maior número possível). Em Portugal, nestes 35 anos de democracia, foram (e são) sempre os mesmos a usufruir das melhores oportunidades. Diremos mesmo de todas as oportunidades. Comentadores, colunistas, jornalistas, directores disto e daquilo, escritores, artistas, … são sempre os mesmos! Porque o carácter universal das leis (sobretudo a partir de 2005) foi adulterado, contribuindo para excluir os mesmos de sempre e promover os do costume.

Armando Palavras

 

A Imprensa Regional Não Pode Morrer



Uma aldeia de Bronze na Fraga dos Corvos (Macedo de Cavaleiros), deu origem a livro - O Primeiro Alquimista


 
Um sítio de Habitat da Primeira Idade do Bronze em Trás-os-Montes Oriental.

João Carlos de Senna-Martinez
José Manuel Quintã Ventura
& Helder Alexandre Carvalho

1. Localização e Ambiente

A Fraga dos Corvos é um esporão rochoso constituído por xistos anfibolíticos situado na vertente noroeste da Serra de Bornes na elevação conhecida localmente como Monte do Vilar, sobranceira à povoação de Vilar do Monte, sede da freguesia do mesmo nome, concelho de Macedo de Cavaleiros.
O cabeço possui domínio visual sobre a quase totalidade da bacia de Macedo de Cavaleiros nomeadamente sobre as portelas tradicionais de trânsito em direcção a nor­deste (Bragança) e noroeste para Murça (Abreiro, Carrapatas, Vale Benfeito e Vimioso – cf. Bártholo, 1959), em particular a de Carrapatas, célebre pelo depósito de alabardas aí encontrado em 1891 (Bártholo, 1959: 435-436).
Na base de dados do IPA, sob o CNS 6650, consta como um “...povoado fortifi­cado de grandes dimensões, situado no topo de um grande monte, sobre a aldeia de Vilar do Monte, nos contrafortes ocidentais da serra de Bornes...”.
O cabeço é limitado a Noroeste por uma vertente bastante abrupta de rocha onde se abrem dois abrigos. As coordenadas do referencial altimétrico que implantámos num ponto dos afloramentos do topo desta vertente são: Longitude 99 122,194 e Latitude 203 403,721 GAUSS, para uma altitude de 870,856 m, na folha 78 da CMP 1/25000 (fig. 1).
A Nor-Noroeste desenvolve-se uma plataforma em declive suave que constitui a área que designámos como Sector A onde implantámos um referencial ortogonal com o eixo dos y orientado segundo o norte magnético cobrindo uma área de 15m por 20m correspondente à parte norte do topo do cabeço.
 
 
Sitios que pode consultar sobre o tema:
 
[PDF]

As gravuras rupestres da Fraga da Pegada: notícia preliminar

[PDF]

FIRST BRONZES OF NORTHWEST IBERIA: THE DATA FROM ...

[PDF]

A Fraga dos Corvos (Macedo de Cavaleiros): Um sítio de Habitat da ...

 
Este local arqueológico, coordenado por João Carlos de Senna-Martinez (pai de Sofia Martinez), deu origem ao romance cuja sinopse se segue.

Sofia Martinez no lançamento do romance



Sinopse:
(elaborada pela Esfera dos Livros)
 
Quando a jovem Breia recupera a consciência depara-se com Bran, o grande mestre fundidor da aldeia da Fraga, e Tor, o seu corajoso aprendiz. Estes calcorreavam o vale em busca do precioso minério, para forjar machados de bronze. Breia assusta-se ante os dois estranhos. Sentia ainda o cansaço e o medo de ter sido perseguida durante dias por dois homens que a ameaçavam com os seus machados. Sentia as dores no corpo de ter caído naquele abismo, de onde nunca imaginara poder sair. Mas, ao cruzar os seus olhos com os de Tor, Breia vê nele o seu porto de abrigo, o seu salvador. O mestre fundidor decide adotar a jovem, que se recusa a dizer o seu nome e a revelar as suas origens, e leva-a para a sua pequena aldeia. Decide chamar-lhe Nan-tai e é com este novo nome que a jovem se adapta à sua nova vida. No entanto, tudo se complica quando o povo do Norte vem à aldeia da Fraga para entregar Raina, a noiva de Binan, o filho do chefe da aldeia. O segredo de Breia seria finalmente descoberto.