Tempo caminhado

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terça-feira, 24 de julho de 2012

Entrevista do Presidente da República ao Sol - Dom Januário comentado por Santana Lopes e Dinis de Abreu no Sol - Amélia Earhart

Esta entrevista sendo extensa, apenas publicamos a primeira página e as duas seguintes. Mas é profunda, aconselhando-se a sua leitura.

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Dom Januário Comentado por Santana Lopes e Dinis de Abreu






115º Aniversário de  AMELIA EARHART: UMA AVIADORA PIONEIRA




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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Jornal do Brasil - Jovens negras têm menos acesso a escola e a trabalho, mostra relatório da OIT




 
Notícias sobre Jornal do Brasil, jovens negras têm menos ...
Marataízes





Jovens negras têm menos acesso a escola e a trabalho, mostra relatório da OIT

Uma em cada quatro jovens negras brasileiras entre 15 e 24 anos não estuda ou não trabalha – o que corresponde a 25,3% dessa faixa da população. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgados hoje (19) no relatório Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um Olhar sobre as Unidades da Federação. Entre a população jovem em geral, o percentual das pessoas que não trabalha ou não estuda chega a 18,4%, o que corresponde a 6,2 milhões de pessoas. Entre as mulheres jovens, a taxa é 23,1%. Esse fato é identificado com mais intensidade nas áreas urbanas, em que 19,7% dos jovens estão nessa situação, contra 7,9% nas áreas rurais.
“Quando a jovem diz que não trabalha, quer dizer que não trabalha remuneradamente. Ou ela é mãe e não tem apoio das redes de proteção social; ou concilia família e trabalho; ou cuida de irmãos melhores para a mãe trabalhar”, destacou o coordenador do estudo da OIT, José Ribeiro.
A taxa de mulheres negras negras que não trabalham ou não estudam é superior às das mulheres jovens em geral (23,1%), dos homens jovens (13,9%) e dos homens negros (18,8%).
“O afastamento das jovens da escola e do mercado de trabalho, em um percentual bastante superior ao dos homens, é fortemente condicionado pela magnitude da dedicação delas aos afazeres domésticos e às responsabilidades relacionadas à maternidade, sobretudo quando a gestação ocorre durante a adolescência”, ressalta o relatório.
Os estados em que há mais desemprego entre as jovens negras são Pernambuco (36,7%), o Rio Grande do Norte (36,0%), Alagoas (34,9%), o Pará (33,7%) e Roraima (33,2%)
“As cifras de redução da pobreza e de desigualdade no Brasil, nos últimos anos, são avanços importantes e internacionalmente reconhecidos pela OIT. A pobreza e a desigualdade continuaram diminuindo no Brasil apesar da crise. O Brasil nesse sentido se destaca no cenário internacional. [Mas] a questão do jovem é claramente um desafio”, disse a diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo.

Publicada por Armando Palavras à(s) 14:32 Sem comentários:
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Fisgas de Ermelo nas 7 maravilhas - Cáritas Portuguesa ajuda - Zuriich instala-se em Vila Real - Bar gelo em Viseu - Book.it em Chaves - Incêndio na Adeganha

 Fisgas de Ermelo nas 7 maravilhas




CÁRITAS EFECTUA DONATIVO DE EMERGÊNCIA DE 20 MIL EUROS PARA APOIAR VITIMAS DOS INCÊNDIOS A NÍVEL NACIONAL

Lisboa, 20 de Julho 2012 – A Cáritas Portuguesa está a apoiar as vítimas dos incêndios que estão a atingir a Madeira, o Algarve e o restante território nacional, através da disponibilização de dezenas de voluntários que estão a atuar diretamente no terreno, e com a abertura de uma conta solidária com um donativo de emergência imediato no valor de 20 mil euros.
O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, tem estado em contacto permanente com os responsáveis das várias Cáritas Diocesanas que estão no terreno a apoiar a população e que fazem o relato dramático daquilo que se vive no local.
Para atender às principais necessidades das vítimas, a Cáritas Portuguesa abriu a conta solidária: “Cáritas ajuda vítimas de incêndios” com o NIB: 0007 0000 00107639446 23, do Banco Espírito Santo, na qual poderão ser efetuados os donativos.

Sobre a Cáritas Portuguesa

www.caritas.pt
A Cáritas Portuguesa é a união da 20 Cáritas Diocesanas distribuídas pelo território nacional. Em conjunto, regem-se pela doutrina social da Igreja e orientam a sua ação de acordo com os imperativos da solidariedade, dando resposta às situações mais graves de pobreza, exclusão social e situações de emergência em resultado de catástrofes naturais ou calamidade pública.
A Cáritas em Portugal, ou Rede Nacional da Cáritas, é constituída pelas 20 Cáritas Diocesanas e pelos grupos locais de atuação de proximidade, com a colaboração de profissionais e voluntários.
Compete à Cáritas Portuguesa a representação nacional e internacional da Cáritas em Portugal. A União de Caridade Portuguesa teve início na segunda metade da década de 40, do Séc. XX, com as atividades a começaram em Lisboa e estendendo-se depois, através de delegações, ao território português, incluindo o Ultramar. Em meados dos anos 70 inicia-se o processo de autonomia jurídica civil e canónica das Cáritas Diocesanas, assumindo a Cáritas Portuguesa o Estatuto de Federação com a denominação União de Caridade – Cáritas Portuguesa.
Em Portugal ou no Mundo, a Cáritas promove campanhas de solidariedade, que se destinam a ajudar os mais pobres que sofrem, quer por desastres naturais ou por catástrofes humanas. Este trabalho é desenvolvido em estreita colaboração com as Cáritas locais. A sua ampla rede permite que, nestas situações, seja traçado um real e concreto quadro de necessidades que, efetivamente, serve as populações afetadas, possibilitando que a ajuda chegue a quem mais precisa.

Para mais informações:
Lift Consulting – 214 666 500
Erica Macieira  – erica.macieira@ift.com.pt – 91 054 95 15
                                                                                                   Ana Brandão – ana.brandao@lift.com.pt – 91 888 83 97






News Release
Zurich reforça presença em Vila Real com abertura de novo escritório

Lisboa, 20 de julho de 2012 – A Zurich reforça a sua presença no município de Vila Real com a inauguração de um escritório da MMT Mediação de Seguros, Lda. Esta dependência será inaugurada segunda-feira, dia 23 de julho, às 12h00, com a presença de Rita Almeida, Diretora Comercial do Canal Agentes da Zurich em Portugal, e da equipa comercial responsável pela zona norte do país.
A Zurich – recentemente considerada a Companhia de Seguros com os clientes mais satisfeitos do mercado português pelo Estudo do Índice Nacional de Satisfação do Cliente, ECSI – tem mais de 800 pontos de contacto com os clientes, em todo o país.

Comunicado na integra em anexo.
Susana Dutra │Client Executive
Main +351 21 3509274 | Mobile + 351 93 5419573
www.grupogci.net | www.edelman.com





BAR DO GELO:REFÚGIO DE FRESCURA EM VISEU
PARAOS DIAS QUENTES DE VERÃO

Achegada dos dias quentes de Verão convida a refúgios de frescura e o Bar do Gelo em Viseu é o local ideal para escapar às ondas de calor. Construído com 35toneladas de gelo, proveniente de água dos glaciares do Canadá, este espaço, localizado no Palácio do Gelo Shopping oferece uma experiência única de trinta minutos, com equipamento térmico adequado, sendo já considerado um dos bares mais originais da Europa.
No interior, com temperaturas entre os 5 e os 12 graus negativos reina o gelo. Balcão, copos, um lustre gigante ou uma «cadeira diamante» foram esculpidos com recurso a água gelada, o mesmo acontecendo com a zona de estar, onde os clientes encontram mesas de apoio e lugares sentados para desfrutarem de um vasto leque de cocktails.
Para aqueles que desejarem relatar em directo como é beber um copo em ambiente glaciar, o espaço facilita o acesso gratuito à internet. A entrada no bar implica o uso de vestuário térmico (disponibilizado à entrada), uma permanência máxima de 30 minutos e o direito a uma bebida em copo de gelo

Horário de Verão
Todos os dias das 14h00às 23h00
Sexta-feira eSábado das 14h00 24h00
Preço
Preços especiaispara grupos mediante reserva.
bardegeloviseu@visabeiraturismo.com
Carta de bebidas:
http://www.bardegeloviseu.com/docs/1_bar_gelo_carta_bebidas.pdf
Bar de Gelo Viseu
Palácio do GeloShopping
Loja -106, Piso -1
Quinta da Alagoa3500-606 Viseu
T.  +351 232483 111 Tlm.  +351 926 728 459
W. www.bardegeloviseu.com
GPS -Lat. 40° 38’35”N Long. 7° 54’39”W
Para mais informações, contacte por favor:
ICE IBERICA COMUNICAÇÃO
NatáliaTeixeira - 935871 005
nataliateixeira@ice-iberica.com







De "Jornal do Norte" para "Tempo Caminhado"

                       Incêndio na Adeganha (Moncorvo)




Fonte:
O fogo da Adeganha
MendoCorvo em TORRE.moncorvo - Há 2 dias

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sábado, 21 de julho de 2012

Zélia de António Passos Coelho visto por Maria Irene Bernardo Cardoso

Editora Fronteira do Caos
www.fronteiradocaoseditores.pt/quemsomos.php
A 28 de Janeiro de 2012, neste espaço, escrevemos o seguinte:
"O rico alfobre transmontano, disperso por todas a áreas da actividade intelectual humana é digno de registo. Na literatura (ficção) também. São numerosos os escritores transmontanos que deram vida a grandes narrativas. Temos, em futuro próximo, a intenção de realizar recensões de algumas das suas obras". 
Sobre o escritor António Passos Coelho, e sobretudo sobre o seu livro Zélia, acrescentávamos:
"No presente, porém, vamos tratar de António Passos Coelho. Já aqui publicamos breve recensão de um seu romance (Angola, Amor Impossível). Estamos a preparar outra sobre Caramulo que vai ser reeditado, e outra sobre Zélia. É deste que hoje nos vamos ocupar.

Zélia é um drama sobre mulheres, diremos mesmo um conjunto de dramas. Este romance que gira em torno da vida de Zélia (e da quase tragédia da sua mãe biológica, Lúcia) trata sobretudo o tema da prática abortiva. António Passos Coelho, como médico, é didáctico na narrativa, explicando por palavras simples todo o processo relativo a este problema humano onde todos têm razão: os que são a favor e os que não são.
Narrativa que se recomenda a todas as mulheres (e homens); raparigas e rapazes, e ao Ministério da Educação, para complemento da disciplina de Educação Sexual. Se as raparigas do Ensino Secundário a lessem compreenderiam melhor o que os (as) professores (as) lhes transmitem sobre o tema.
Sem nos alongarmos mais neste momento, anexamos uma página da mesma". E acrescentavamos a este pequeno escrito a página 210 do livro.
Acontece, porém, que à época desconheciamos a missiva que se segue, da Drª Maria Irene Bernardo Cardoso (formada em Românicas), que publicamos com a sua prévia autorização. Sobre o conteúdo diz-se tudo.







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Aspectos Sociais: - VILA REAL -Bombeiros de Vila Real inauguram sede - Em Nogueira inaugura Polidesportivo - Parada de Cunhos entrega prémio de Futsal - PORTO - Espaço T em dificuldades

VILA REAL - Praça do Municipio







Inauguração do Polidesportivo de Nogueira

A Câmara Municipal, na prossecução da sua política de incentivo e promoção da prática desportiva no concelho, em linha com as atribuições e competências das Juntas de Freguesia nesta área, vai levar a efeito a inauguração do Polidesportivo de Nogueira, no próximo sábado, dia 21 de julho, pelas 17.30, em Nogueira.
Mais notícias em www.cm-vilareal.pt



CONVITE

PROJETO +SOCIAL| BAIRRO DE PARADA DE CUNHOS | SÁB (21 JULHO) 18H00

A Vila Real Social – Habitação EEM convida-o a estar presente, no próximo dia 21 de Julho (Sábado) às 18H00 para a cerimónia de entrega de prémios do l Torneio de Futsal de Parada de Cunhos.
Será ainda inaugurado o espaço +SOCIAL deste bairro, no qual se pretende promover um ambiente educativo onde os moradores possam aproveitar o seu tempo de forma construtiva e enriquecedora.
Este projeto tem como principal objetivo promover o sucesso escolar, combater o abandono escolar e monitorizar os problemas disciplinares. Através do Apoio ao Estudo ter-se-á acesso a um acompanhamento mais individualizado proporcionado por estudantes-voluntários, uma parceira estabelecida entre a Vila Real Social Habitação EEM e a Associação Académica da Universidade de Trás–os–Montes e Alto Douro (AAUTAD), onde foi proposto que os alunos universitários apoiem e incentivem estes jovens no estudo e na promoção da sua escolaridade, ajudando-os a colmatar algumas das suas lacunas. Para além deste apoio personalizado, o aluno poderá ainda estudar e realizar os seus trabalhos diários.
Pretende-se que sejam desenvolvidas competências específicas com a criação de metodologias de trabalho e de aprendizagem adequadas, a seleção, a recolha e a organização da informação para esclarecimentos de situações e resolução de problemas, autilização de códigos próprios das diferentes áreas do saber, para expressar verbalmente o seu pensamento e a construção de espaços de diálogo e de debate para a resolução de conflitos
Este espaço colocará ainda ao dispor de todos o material didático, informático e tecnológico, necessário ao alcance do referido objetivo, sendo ainda destinado à realização de palestras, debates, formações, ações de sensibilização e outras atividades que visem assegurar o desenvolvimento educacional de todos os residentes e dotá-los de melhores competências sociais.
www.vilarealsocial.pt



Assunto: Leia o manifesto e assine a petição Espaço t!

O Espaço t – Associação para Apoio à Integração à Integração Social e Comunitária, vem solicitar junto de si ajuda em mais esta batalha que é levar a nossa petição à Assembleia da República.
Para tal precisamos de 4 mil assinaturas. Neste momento mais de mil pessoas assinaram a petição, faltando cerca de 3 mil assinaturas. Se cada um de vós assinar esta petição e a reenviar para os vossos contactos, estarão com certeza a contribuir para um Mundo melhor.
O V. apoio é fundamental. Leiam e por favor assinem o Manifesto/Petição pública intitulada “Queremos continuar a contribuir para que as pessoas que nada têm, continuem a sorrir e lutar por uma sociedade mais justa”.
Junto envio Manifesto, a petição encontra-se disponível para subscrição em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N24288
Porque o Espaço t, no ano em que assinala 18 anos passa por esta situação financeira tão difícil, gostaríamos muito de poder contar com o V. apoio.


Do Manifesto, onde se expoem as razões da actual situação financeira (incluindo a bancarrota do País), retiramos o seguinte:
 MANIFESTO ESPAÇO T
“O Espaço t quer continuar a contribuir para que as pessoas que nada têm, continuem a sorrir e lutar por uma sociedade mais justa”
(…)
O meu nome é Jorge Oliveira, tenho 46 anos e fundei o Espaço t aos 27 anos. Peço a Vossa ajuda, para manter sólida a instituição que criei há 18 anos. Uma instituição que nasceu do nada e do nada, criou horizontes e transformou sonhos em realidades vividas e sentidas. ontribuímos para que mais de 10.000 pessoas, tivessem um objetivo diário de vida. Acordassem com um sentido para cada acordar! Demos sentido à vida, dos que da vida, tinham perdido o sentido. Das raízes construímos pilares, sólidos e ambiciosos. De um espaço gratuito num centro comercial, em 1994, passamos a IPSS-Instituição Particular de Solidariedade Social, com o estatuto de utilidade pública, em 1998. Em 1999, ainda na cave do centro comercial, fomos visitados por sua Excelência, Dr. Jorge Sampaio, na altura Presidente da República. Em 2001, criámos o Departamento de Emprego, a funcionar até ao momento com o apoio do IEFP. Em 2001, criámos a Delegação da Trofa, através de convite da Câmara Municipal da Trofa e criámos também o DFP-Departamento de Formação e Projetos, certificado desde a altura até à presente data. Em 2002, foi-nos atribuída pela CITE a 1ª menção honrosa “Igualdade é Qualidade”. Em 2004, 2ª menção honrosa da CITE. Em 2006, prémio “Igualdade é Qualidade”, da CITE. O Espaço t é a única IPSS a receber este prémio, em concorrência com multinacionais a operar em Portugal. Em 2003, a associação foi despejada do Centro Comercial Capitólio, passando posteriormente, com o apoio da CMP, a ocupar em regime de comodato as instalações do 2º andar, da Escola Primária da Sé, espaço onde se localiza o CNO. Em 2005, abre o CNO-Centro Novas Oportunidades, em funcionamento até à atualidade. Em 2007, fomos nomeados pela Fundação Calouste Gulbenkian para representar Portugal no prémio “Raymond Georis Price: The Mercator Found”. Em 2008, inaugurámos a nova sede (comunidade de inserção) do Espaço t, no Porto, pela Dra. Ana Jorge, na altura Ministra da Saúde. Até à presente data, os 3 espaços referidos, mantêm-se em funcionamento. Em 2008, conta com um clube, criado com o apoio da CNU-Comissão Nacional da UNESCO, o “Clube UNESCO Espaço t”. Em 2011, assumimos a presidência da FPACU-Federação Portuguesa de Associações, Clubes e Centros UNESCO, pelo período de dois anos. Ao longo de quase duas décadas, ganhamos mais de 10 prémios em diferentes áreas e desenvolvemos projetos de intervenção comunitária nas áreas do VIH, saúde oral e obesidade, igualdade de género, entre outros.
(…)
Sabemos que não somos negligentes, sabemos quanto vale um euro, sabemos que o Estado nos apoia desde sempre, mas por vezes atua de forma fria, distante e burocrática. Não apelamos ao laxismo, exigimos rigor. Somos rigorosos connosco, pois também é essa a nossa forma de estar. Apelamos a todos/as que subscrevam a nossa petição, para que o Estado também seja rigoroso com ele próprio, que cumpra da mesma forma que exige (…)
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N24288
Espaço t, Porto, 4 de maio de 2012
Jorge Oliveira  
(Presidente e Fundador do Espaço t)

De "Jornal do Norte" para "Tempo Caminhado"

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

MOÇAMBIQUE - Na Capital da Zambézia

Portugal, minha terra.

No mapa consta o percurso que fizemos já ao anoitecer, quando da viagem da Ilha de Moçambique para Quelimane. Já bem dentro da província da Zambézia distingue-se ao longo do traçado da ENnº1: Mugeba, Mocuba, Mulei, Naciaia, Namacurra e Niacuadala, donde sai o troço de acesso a Quelimane.
Isto para dizer que “não há bem que sempre dure, nem mal que não acabe”. De certa forma o adágio pode aplicar-se aqui se tomando em conta o que foram os primeiros 10 dias da estadia em Moçambique a percorrer o país de lés a lés, com escala nos mais sedutores pontos de referência que de Maputo a Cabo Delegado são atrativo turístico. Entretanto a minha anfitriã deixou de ter vagar para nos acompanhar e mesmo durante o dia poder fazer companha, as férias haviam terminado e a Drª. Gisela não brinca em serviço. Aqui a razão do “não há bem que sempre dure….”.

                                                                
Depois de tanto viajar e percorrer distâncias, o sossego e simplicidade de uma mansão familiar veio como ouro sobre azul, sobretudo pela presença da filha junto de nós e a permissão de após as 17.30h, o pai estar autorizado a entrar no escritório dispondo da Internet até à hora de jantar. Ainda que muito lenta consegui mesmo assim fazer alguns posts que a seu tempo divulguei

A chuva que caiu durante a nossa estadia em Quelimane não ajudou no percorrer da cidade, mesmo quando o céu ficava azul e o sol brilhava, as poças de água nas ruas e os buracos deixados pelas enxurradas não convidavam, nem convidam a passear. E bom é que chova para evitar vinganças, porque ali ainda se acredita que “Se não chove é porque alguém “amarrou” a chuva e esse alguém só deve ser aquele que num momento de seca tem uma vida mais desafogada”. Claro que “Todas as vítimas ou acusados de prenderem a chuva são empreendedores que com sacrifício e trabalho abnegado, trabalhando debaixo do sol escaldante, brotando suor dos seus corpos procuraram melhorar as suas vidas e das suas famílias. Uns vendem aguardente de fabrico caseiro, transportada para Quelimane e no seu regresso levam de volta produtos como leite, bolachas, capulanas, óleo alimentar, entre outros, para revenderem nas suas bancas fixas”. Lá como cá, o mal de inveja prevalece…


Mas um dia por outro lá ia fazer companhia ao Paulo Alberto que vindo de Torone Velho montado na sua “ginga” (bicicleta) logo manhã cedo estava na rua Mao Tse Tung batendo à porta pronto para fazer as compras e os trabalhos de casa que lhe estavam confiados.





 Nestas saídas aproveitei sempre para passar pela Sé Catedral, vizinha do campo do Sporting de Quelimane, bem como atravessar o "mercado", onde de vestir e calçar não falta que vender. Assim hajam meticais.
Igreja de N.S. do Livramento (Sé Catedral de Quelimane)



Tudo quanto em feira possa ter compradores ali se vende, em barracas que pela negativa nada têm a ver com as da Feira do Artesanato, em Maputo. Também neste aspeto, lá como cá. Maputo é Moçambique e o resto é machamba reles.

O porto de pesca que já foi dos mais importantes da região quando Moçambique era colónia portuguesa, hoje é uma sombra do que foi então, com culpas para os responsáveis pela falta de criatividade económica e de meios que facultem o escoamento dos produtos e atividade piscatória, agrícola, comercial e industrial da cidade e de toda a província da Zambézia, que por das mais ricas, vive na miséria

 Fotografia de Costa Pereira
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

87º aniversário da cidade de Vila Real - Festival de peixe em Moncorvo- Universidade de Aveiro distingue investigadora - Cerâmica das Caldas da Rainha



87º Aniversário da Elevação de Vila Real a Cidade
20 de Julho de 2012

Na sua reunião de 9 de Julho de 2012, a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, a proposta do Senhor Presidente, bem como uma proposta da Assembleia Municipal, sobre a atribuição de distinções honoríficas a alguns Cidadãos, Empresas, Instituições e Funcionários Municipais que de alguma forma são credores desse gesto de reconhecimento por parte do Município, no próximo dia 20 de Julho 2012, na habitual sessão solene comemorativa da efeméride, a realizar pelas 17h30, no Grande Auditório do Teatro de Vila Real.
Do programa de comemoração consta, ainda, a realização, no dia 19 de Julho, pelas 22h00, no Jardim da Carreira, do tradicional despique de bandas, este ano colocando em despique as filarmónicas de Sanguinhedo e Nogueira.
Ainda no dia 20 de Julho, pelas 16h30, haverá lugar para a abertura de uma exposição designada “Fez-se mais curto o caminho entre o Marão e Espinho”, no Museu do Som e da Imagem, no Teatro de Vila Real, alusiva às relações de amizade que unem as cidades de Vila Real e Espinho.
Entidades e Cidadãos a distinguir:

MEDALHA DE OURO DA CIDADE/CIDADÃO HONORÁRIO DE VILA REAL
• DR. MANUEL DO NASCIMENTO MARTINS

MEDALHA DE MÉRITO MUNICIPAL
Grau Ouro
• MONSENHOR BENTO FERNANDO DIAS DE MIRANDA
• DR. JÚLIO AUGUSTO DE MORAIS MONTALVÃO MACHADO (Título Póstumo)
• NORVIA – CONSULTORES DE ENGENHARIA, S. A.

MEDALHA DE MÉRITO MUNICIPAL
Grau Prata
• RESTAURANTE, GRILL “O COSTA”
• CASA DE PASTO CHAXOILA
• DELEGAÇÃO DISTRITAL DE VILA REAL DA ORDEM DOS ENGENHEIROS

MEDALHA DE BONS SERVIÇOS MUNICIPAIS
Grau Ouro
• ENG. ANTÓNIO SANTOS SILVA
• ENG. JOSÉ CARLOS CONSTANTINO FERNANDES

MEDALHA DE BONS SERVIÇOS MUNICIPAIS
Grau Prata
• ANTÓNIO JOSÉ CHINA PEREIRA
• MARIA ALMIRA SERRANO DE CARVALHO EIRIZ (Título Póstumo)

PRÉMIO MUNICIPAL DE MÉRITO JUVENIL
• WAVEMOMENT – ASSOCIAÇÃO JUVENIL
J.F.



Quinta-feira, 19 de Julho de 201
Começa Hoje: 2º Festival das Migas e Peixe do Rio, na Foz do Sabor





Organizado pela ACIM (Associação de Comerciantes e Industriais de Torre de Moncorvo) e pelo município de Torre de Moncorvo, começa hoje e prolonga-se até dia 22 de Julho (domingo), o 2ª Festival de Migas e Peixes do Rio, na praia fluvial da Foz do Sabor! .
Aqui fica a proposta para este fim-de-semana, ou, se quiser, a partir já de Hoje > Consultar o Cartaz, ou, para saber mais:
 http://www.torredemoncorvo.pt/2-festival-das-migas-e-do-peixe-do-rio
Publicada por MendoCorvo em 11:53 Sem comentários:
Etiquetas: ACIM, Actividades diversas, Foz do Sabor, Gastronomia, Torre de Moncorvo


MARISA LOUSADA - Investigadora da
Universidade de Aveiro
Crianças portuguesas em idade pré-escolar já têm ferramenta validada que analisa capacidades fonético-fonológicas
UA desenvolve instrumento único na área da terapia da fala
Acaba de ser desenvolvido pela Universidade de Aveiro (UA) e é o único instrumento testado e validado capaz de analisar a capacidade de produção de sons orais das crianças portuguesas em idade pré-escolar. Trata-se do Teste Fonético-Fonológico – Avaliação de Linguagem Pré-Escolar (TFF-ALPE) e, pelo grande interesse que tem suscitado entre os terapeutas da fala do país, o instrumento já se assume como um teste fundamental no rastreio, avaliação e diagnóstico das perturbações articulatórias e fonológicas das crianças portuguesas. A corrida ao TFF-ALPE tem uma razão de ser: os instrumentos atualmente utilizados não apresentam dados estandardizados relativos às crianças falantes do português europeu.
«É essencial fazer uma avaliação nesta faixa etária porque os problemas que ocorrem nestas idades em termos fonético-fonológicos podem, mais tarde, ter uma repercussão na aprendizagem da leitura e da escrita», explica Marisa Lousada, uma das investigadoras da Escola Superior de Saúde da UA, responsável pela criação do TFF-ALPE. Assim, «quanto mais cedo se identificar uma perturbação na criança, mais cedo se pode iniciar a terapia, evitando com isso repercussões negativas na altura da aprendizagem da leitura e da escrita», diz a docente da UA.
O ALPE, que aguarda apenas luz verde de uma editora livreira para satisfazer as necessidades dos profissionais portugueses que trabalham com crianças, foi desenvolvido no âmbito de dois projetos de investigação financiados pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e Ministério da Educação. No grupo de investigadoras que lhe deu forma, para além de Marisa Lousada, estão também Ana Mendes, Elisabete Afonso e Fátima Andrade.



CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL PARA A INDÚSTRIA DE CERÂMICA
Rua Luis Caldas • apart. 39 – 2504–909 • Caldas da Rainha • PORTUGAL
tel. 262 840 110 • fax 262 842 224 • e-mail geral@cencal.pt • www.cencal.pt


EXPOSIÇÃO CENCAL CERÂMICA E VIDRO 2011/2012 NO MUSEU DE CERÂMICA DAS CALDAS DA RAINHA

No próximo dia 26 de Julho de 2012, pelas 17.30 horas abre no Museu de Cerâmica das Caldas da Rainha a exposição “Um ano de cerâmica e vidro – CENCAL”, que reunirá os principais trabalhos dos cursos realizados ao longo dos últimos doze meses neste Centro.
Este Centro de Formação desenvolve a formação técnica e artística na cerâmica nas suas instalações em Caldas da Rainha e, desde o ano passado, também na Marinha Grande em relação ao vidro.
Vão estar patentes trabalhos dos cursos “Mestres Barristas – Mestre Fernando Miguel - Cerâmica Tradicional das Caldas da Rainha”,
Azulejaria, Paper Clay, Azulejaria de Aresta, Iniciação á Olaria e Cerâmica Criativa, bem como resultados dos cursos técnicos de pastas e vidrados efeitos especiais. Em relação ao vidro serão apresentados trabalhos dos cursos de Técnicas de Fusão, Técnicas de Produção pelo Método vidro soprado, Incalmo e Cane.
Simultaneamente com a abertura da exposição o ceramista italiano (Prémio Internacional Faenza 1983) e professor jubiliado da Istituto Statale d'Arte per la Ceramica "G.Ballardini", fará uma apresentação dos seus principais trabalhos cerâmicos bem como das actuais tendência da cerâmica internacional.

De "Jornal do Norte" para "Tempo Caminhado"

Publicada por Armando Palavras à(s) 14:00 Sem comentários:
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quarta-feira, 18 de julho de 2012

VILA REAL - Comunicação proferida na noite de Memórias de Céu e Inferno na Biblioteca Municipal

Dr. Victor Raquel (Director da editora Fronteira do Caos), Dr. António Passos Coelho (em pé), Dr. Manuel Martins (Presidente da Cãmara Municipal), Armando Palavras (orador), Dr. Pires Cabral (Presidente do Grémio Literário)

Editora Fronteira do Caos
www.fronteiradocaoseditores.pt/quemsomos.php


Fronteira do Caos
 António Passos Coelho
Foi para nós um privilégio e uma grande honra, termos apresentado o livro Memórias de Céu e Inferno do Dr. António Passos Coelho (um escritor de Trás-os-Montes, mas de escrita universal), no passado dia 13 de Julho, na Biblioteca Municipal de Vila Real, ladeado por outro escritor de igual envergadura: A.M. Pires Cabral (com obra literária mais extensa e traduzida em várias linguas). Na companhia do próprio autor, do Presidente da Câmara Municipal, Dr. Manuel Martins e do Director da editora Fronteira do Caos, Dr. Victor Raquel.
Vila Real deve sentir-se honrada e orgulhosa por ter um filho com a pujança de escrita de António Passos Coelho. E esta está bem patente na argumentação da comunicação que se segue:



Armando Palavras
no uso da palavra
Biblioteca Municipal de Vila Real
UM EDIFICIO MAGNIFICO!
Memórias de Céu e Inferno
Esta história passa-se no tempo em que foi inventada a esferográfica






Comunicação proferida na Biblioteca Municipal, por iniciativa do Grémio Literário, em Vila Real, a 13 de Julho, às 21H
Muito Boa noite

Quando Jorge Luís Borges, referindo-se a A Morte de Ivan Illitch (Tolstoi), como uma das histórias mais admiráveis da Literatura, e termina dizendo que nela “marcam encontro o conhecimento do homem e a perfeição literária”, ocorre-nos ao espírito, formular o mesmo juízo para a obra de António Passos Coelho.
Ou então, contemplando o inicio destas “memórias” (os primeiros quatro capítulos), diremos como à época o jovem Cesare Pavese, no seu diário a 13 de Outubro de 1936, dizia sobre o início de Ferragus ou sobre o início da segunda parte de Splendeurs et misères dês courtisanes, de Balzac: “É sublime. É Baudelaire que se anuncia”.
Sobre o estilo (quanto ao léxico e sintaxe) não poderemos dizer de António Passos Coelho, o mesmo que Marcel Proust nas suas Observações sobre o Estilo, disse de Stendhal. Em Passos Coelho, o vocabulário e a gramática soam como notas musicais.
Mesmo o calão utilizado, principalmente nos diálogos cujo assunto passa pelo feminino é oportuno, fazendo sorrir o leitor.
As descrições dos personagens, sempre expostos de forma graciosa, são breves e originais, tratadas de relance, após uma breve apresentação das mesmas, no início dos capítulos.
A escrita melancólica do autor que entristece o leitor, criando-lhe até alguma angústia e vazio quando faz o retrato real da pobreza, da doença, do abandono, do desprezo, e outros infortúnios dos seus personagens, torna-se viva, cheia de força, à semelhança da de Mark Twain, em Huckleberry Finn, quando impregnada do cómico, como nas reflexões do pequeno Silvestre sobre os Santos de Chaves (p.87), as diabetes do sr. Augusto (p.99), ou como nos diálogos a sós com Celso, nos diálogos com as meninas no “Catequero”, ou nos diálogos com Céu, em momentos de reconforto.
E esta vivacidade é fruto da sua natureza. Vasco Pulido Valente, em entrevista recente, dizia que os romances se escrevem até aos 40 anos. A António Passos Coelho acrescentam-se outros tantos (46) e parece Arthur Rimbaud com 16 quando escreveu aquela obra-prima: Iluminações.
Ao centro - Professora Doutora Maria dos Anjos Pires juntamente com o marido
Como os grandes escritores, o autor destas “memórias” tem uma escrita límpida e é um conhecedor da natureza da alma humana.
Auscultou de perto, como homem e como médico, a pobreza humana tão bem tratada em toda a sua obra, num realismo desconcertante como só os grandes o fizeram[1] – Leonid Andréev (Lázaro), Emílio Zola (Germinal), John Steinbeck (As Vinhas da Ira), ou Torga nos seus contos (conto de Natal), por exemplo.
Os anos vividos na Peneda, essa pequena povoação do Douro, situada entre o Marão e o Alvão, são tempos de uma pobreza brutal. A promiscuidade de Germinal está implícita na descrição das divisões da casa da Peneda: três, separadas por cortinas.
A vida miserável que padeciam, pois não raras vezes se alimentavam apenas de caldo, sem tempero, era fruto de tanta miséria que andavam descalços no Inverno e a roupa era remendo sobre remendo. O protagonista desta história chegou a andar coirapato durante o dia para a tia lavar, corar e secar a sua única roupa.
E Silvestre, já casado com Céu, numa visita que faz aos tios, à quinta do Minho onde eram caseiros, lembra-se dela nos rigorosos invernos com as “socas gastas”, os “peitos desnutridos”, a “amassar o pão das duas broas”, a maior destinada para a semanada de trabalho do tio e a outra, a mais pequena, para as restantes sete bocas.

Dr. Victor Raquel (Director da editora Fronteira do Caos), Dr. António Passos Coelho , Dr. Manuel Martins (Presidente da Cãmara Municipal), Armando Palavras (orador), Dr. Pires Cabral (Presidente do Grémio Literário) - em pé
Momento tão espectacular como aquele lembrado por Primo Levi n’O Sistema Periódico. Em Auschwitz, no laboratório onde o haviam posto a trabalhar, conheceu um homem “ desastrado e não muito esperto, que não era nazi”. Ajudou-o com coisas tão simples como arranjar sapatos. Diz-nos Levy numa das suas entrevistas: “Isto era uma vantagem porque as tamancas de madeira eram uma tortura. Ainda tenho cicatrizes”.
António Passos Coelho é duro quando trata de temas pertinentes como o aborto (Zélia), tornando-se moderado quando critica o regime predominante no tempo da acção. Moderado, mas incisivo. A leveza do sr. Xando quando critica o sistema, ou quando o faz o Amigo Celso, é uma crítica sábia tão ao modo da famosa afirmação de Lessing, como nos lembra Anaah Arendt: preferia “deixar em paz aqueles em quem toda a gente bate”. Mas como Jürgen Habermas, não deixa de dar a sua contribuição para uma opinião pública critica. O leitor é chamado à reflexão.
O autor destas “memórias”, à semelhança de Kierkegard, Dostoiévski ou Nietzche, também considera “interessantes” as questões religiosas e teológicas, pois embora fugazes, estão sempre presentes na sua obra. Como são evidentes nas reflexões do sr. Xando ou da D. Guida.
Se moralmente a conduta de Silvestre e Céu nos não pareça a mais adequada, está impregnada de modernidade e, o autor, como Baudelaire não é arrastado pelo pessimismo, pelo desencanto.
É uma conduta própria da natureza humana. A química existente entre contrários é hoje objecto de estudo por parte da Ciência. Céu tem amor à vida (apaixonando-se perdidamente por Silvestre) e como nos diz Albert Camus n’OAvesso e o Direito, “ Não há amor à vida sem desespero de viver”. Os anos que viveram esse amor, antes e depois do suicídio do sr. Augusto, são anos de intensa alegria, de intenso amor e desejo. Apenas quebrados pela doença de Céu.
Contudo, o comportamento dos protagonistas é de preocupação constante em não molestarem terceiros. Existe uma filosofia de valores. Os encontros, as cartas, assim o demonstram. Quando Céu engravida, a preocupação de Silvestre é grande porque o sr. Augusto “não merece o vexame”.
À semelhança de Hermann Broch, existe em A.Passos Coelho um padrão ético[2]. Segundo Broch, o “valor” inerente à vocação do homem de negócios, o valor pelo qual tudo deve medir-se e que deveria ser também o único objectivo da actividade comercial, é a honestidade. Ou, pelo menos, como o Crusoe de Defoe, onde o homem de negócios é respeitoso das normas.
No autor destas “memórias” esse padrão está presente em todas as páginas. Absolutamente contrário à expressão de “negócios são negócios” que contém em si mesma a desonestidade do especulador sem escrúpulos, do usurário. Repare-se nos conselhos dados pelo sr. Augusto a Silvestre no Cap. 11. Ao transmitir-lhe os cinco mandamentos do bom empregado frisa que este deve ser honesto, tanto para a firma que lhe paga, como para os fregueses que nela se abastecem. E acrescenta: “Quero fazer de ti um homem de bem” (p. 91). E destina-lhe um trabalho próprio para a idade, estabelecendo-lhe um ordenado (p. 81).
O próprio Silvestre, já sócio gerente da loja, cumpre com o prometido ao falecido Augusto, estabelecendo uma reforma condigna ao Guilherme.
O escritor que também é médico, não deixou de abordar pormenores da profissão como o sonho. Os sonhos de Céu, foram aqui tratados como foram interpretados, descritos e comentados por Jerónimo Cardano[3], também ele médico famoso, no De consolatione[4], o famoso livro que muitos especialistas de William Shakespeare, acreditam ser o que Hamelet está a ler quando entra em cena no segundo acto juntamente com Polónio. Onde se diz (em Cardano): “ É claro que o sono mais doce é o mais profundo, quando estamos como mortos e não sonhamos nada, enquanto é de grande incómodo o sono leve, inquieto, interrompido por vigílias, visitado por pesadelos e visões, como costuma acontecer aos doentes”. Ora era o que acontecia a Céu. Tinha insónias, e a doença já se fazia sentir.
Da mesma forma que nos diz Umberto Eco acerca de Borges, diremos nós de António Passos Coelho: conclui depressa dizendo tudo. Estaremos assim perante o conceito de brevidade ou de rapidez da escrita, lançados por Ítalo Calvino em Seis Propostas para o Próximo Milénio. Característica dos grandes narradores, lê-se em Walter Benjamin.
Na narrativa Reencontro inesperado, que faz parte da obra Cofrezinho do Nosso Amigo Renano, a dado passo, o incomparável Johann Peter Hebel, viu-se na necessidade de tornar evidente que tinha passado uma série de anos. Enumerou sucintamente vários factos históricos, iniciando-os com o terramoto de Lisboa e acabando com Napoleão a conquistar a Prússia e os ingleses a bombardearem Copenhaga. Repare-se como António Passos Coelho no 25º capítulo nos dá conta como “decorreram vertiginosamente os anos”. Inicia com a desistência da candidatura do general Norton de Matos (Fev. 1949), para concluir com o início da luta armada nas colónias portuguesas em 1960-61.
Ora como nos lembra Walter Benjamin, o mais importante critico literário alemão do período entre guerras (diz-nos Hannah Arendet), esta forma breve de escrita, e a tendência para assuntos de interesse prático, como característica de muitos narradores natos, “tem a ver com a verdadeira essência da narrativa”[5].
Na verdade, António Passos Coelho, seguindo o pensamento de Benjamin, é um dos últimos narradores. Porque acumulou experiência, e é ela a fonte onde todos os narradores vão beber.
Lesskov, que na opinião de Tolstoi era um dos maiores narradores russos, viajou por toda a Rússia como representante de uma firma inglesa. Teve assim oportunidade para desenvolver nas suas narrativas temas diversos. Com António Passos Coelho, aconteceu o mesmo. Ao longo da sua já extensa vida, viajou por dentro e por fora do país.
Armando Palavras e A.M. Pires Cabral
A narrativa, contém em si, oculta ou abertamente, uma dimensão utilitária, que pode consistir num ensinamento moral, outras vezes numa instrução prática, e ainda nalguns casos num ditado ou norma de vida. O narrador é sempre alguém que sabe dar conselhos, utilizando a sua narrativa com objectivos didácticos, como Brecht fez com as suas peças de teatro, diz-nos Benjamin, para quem, o fundamental da narrativa, a sabedoria, estava a morrer. Nestas “memórias” confrontamo-nos com tudo isto. A titulo de exemplo, refiram-se os conselhos que o sr. Augusto , ou o sr Xando (p.71), transmitem a Silvestre.
Mas além de grande narrador, o autor destas “memórias é também o romancista; do indivíduo na sua solidão.
Enquanto que no conto o leitor está na companhia do narrador, o leitor do romance está só. Perspectiva que, como sabemos, foi transformada por Diderot, com lugar entre os pais da literatura contemporânea, quando no seu anti-romance[6] pretendeu que o leitor passasse a participar na história narrada, vivendo-a[7]. Em António Passos Coelho, narrador e romancista confundem-se. Quando pára um, começa o outro e vice-versa.
Porém, a obra de António Passos Coelho é grande, sobretudo porque estão aqui reunidos os pilares tradicionais da cultura europeia: a cultura Judaico-Cristã e a Greco-Romana.
No lugar do guerreiro nobre, a cultura judaico-cristã colocou a mansidão do cordeiro que enfraqueceu a compreensão homérica da excelência, como notaremos adiante. E, de facto, em Silvestre nota-se essa mansidão, essa humildade cristã. A bondade de Silvestre (que também é fruto do seu sofrimento atroz ao longo da vida) demonstrada em inumeráveis momentos da obra, só é comparável à de Jacinto d’A Cidade e as Serras de Eça[8], ou à de Waldemar Gurian, aquela enciclopédia ambulante que Hannah Arendet nos deu a conhecer. Gurian que só se ”sentia atraído pela inteligência e pela criatividade espiritual”, esquecia-se desses critérios habituais quando tinha que se desviar para ir ao encontro das vitimas da injustiça, dos deserdados, dos oprimidos, daqueles que a vida ou os homens tinham maltratado.
E a sua compaixão demonstrada em momentos como o da prostituta do Porto, ou como quando reza uma oração sempre que vai à missa a Cesarinho, é apenas comparável com a de Bertrolt Brecht, quando se revoltou ao lado de todos os famintos: “Dizem-me: Come e bebe! Alegra-te, já que o tens! / Mas como posso eu comer e beber, quando/Tiro ao faminto o que como, e/ O meu copo de água falta ao que morre de sede?”[9].
Dr. Victor Raquel (Director da editora Fronteira do Caos), Dr. António Passos Coelho , Dr. Manuel Martins (Presidente da Cãmara Municipal) - em pé, Armando Palavras (orador), Dr. Pires Cabral (Presidente do Grémio Literário)
Contudo, além da bondade cristã, é aqui bem visível o estoicismo romano quando é “atropelado” pelas adversidades, quando resiste com lealdade às vicissitudes da vida: a perda da mãe, a perda da sua primeira família (dos tios e primos) por necessidades económicas, a perda da sua segunda família (a de Lamego) por capricho da irmã de Xando, ou a perda de Céu.
Todavia, é uma obra maior porque nela está implícita a tradição grega.
Como os gregos do tempo de Homero ou de Arquíloco[10], a sua obra recusa o mundo desencantado no qual hoje vivemos. E abraça o mundo encantado de Homero, pleno, como estava, de gratidão e espanto[11].
Na verdade, os fenómenos de gratidão e admiração constituem o pano de fundo de todo o modo de compreender a existência humana de Homero. É isto, para Homero, o paradigma da excelência. E este paradigma está presente em toda a obra do autor destas “memórias”, quando a dado passo, Silvestre se espanta com a sedução de D. Céu, ou com a proposta do sr. Augusto de o convidar para sócio gerente da Casa Nóvoas. Mas sempre grato a quem o ajudou. Aos tios, ao sr. Xando e D. Guida, a Céu, ao sr. Augusto. Este sentimento está sempre presente nas suas reflexões. Que materializa, por exemplo, quando oferece o cordão de ouro à tia e à prima Graça e, mais tarde, a carteira de pele com duas notas, ao tio.
E se Ésquilo transmitiu nas suas peças, intensa alegria[12], o mesmo se pode dizer da obra de António Passos Coelho[13], na qual, tal como na de Sófocles, se encontram momentos de escrita sublime! Onde a harmonia musical da palavra se confunde com a elegância de uma fórmula matemática bela.
A grandeza que nos transmitem os grandes trágicos é de que (para além dos nossos desejos), as coisas são como são. A beleza de Guerra e Paz é que a agonia do príncipe André se conclui com a morte, por mais que isso nos custe, diz-nos Umberto Eco. Com Céu sucedeu o mesmo.
Ao contrário de Stendhal, que descreve a batalha de Waterloo, em Cartuxa de Parma, com os olhos de Fabrício (Del Dongo), que está dentro dela e não compreende o que se está a passar, Victor Hugo, n’Os Miseráveis, descreve-a com os olhos de Deus. Vê-a do alto. Se Napoleão tivesse sabido que para lá da ponta do planalto de Mont-Saint-Jean havia um precipício – o seu guia nada lhe dissera –, os couraceiros de Milhaud não se teriam abatido aos pés do exército inglês. E se o pequeno pastor que fazia de guia a Bülow tivesse sugerido um percurso diferente, as tropas prussianas não teriam chegado a tempo de decidir a sorte da batalha.
´´É isto que nos dizem todas as grandes histórias, quando muito substituindo Deus pelo destino, ou pelas leis inexoráveis da vida” – continua Eco[14].
É, pois, isto que nos dizem estas “memórias”; o seu autor apenas substituiu Deus pelo destino, e do alto observamos o pequeno Silvestre a ser enredado pelo destino a que não foge; aceita-o com bondade e segue o caminho sem se desviar. Sem revolta. Aceita os tios e os primos, a família de Lamego, a de Chaves[15], o amor e a morte de Céu.
Imaginemos que o pequeno Silvestre concretizava a ideia que lhe viera à cabeça, em Lamego: fugir para junto dos tios. Ou se aceitasse a proposta da senhora da Quinta da Formiga de Tabuaço, D. Laurinda, com quem estabelece diálogo na viagem para Chaves.
Fintava o destino, mas a história seria outra.

Muito obrigado
Armando Palavras


Fotografia de Fernando Guimarães




[1] George Steiner, com razão, refere-se aos escritores russos do séc. XIX.
[2]  Aliás, já em Platão encontramos instrumentos com que “medir” a conduta humana.
[3] Muito antes de Freud.
[4] Traduzido para inglês em 1573, porque o autor o tinha escrito num rude latim.
[5] Sobre Arte, Técnica, Linguagem e politica, 1992.
[6] Jacques o fatalista e o seu amo.
[7] Aquilo que à época, era pretendido por todos os romancistas.
[8] Partindo de situações antagónicas – Jacinto tem tudo, Silvestre nada tem
[9] [9] Aos que virão a Nascer, trad. Paulo Quintela, Poemas e Canções, p. 245. O mal de nós e do próprio Brecht, foi quando se ligou ao Partido Comunista. E quando fez a apologia de Estaline quando já na Europa se sabia dos seus crimes. Apologia que não aparece nas suas Obras Completas.
Outros poetas, porém, como Mandelstam (de Petsburgo), tiveram a coragem de compor poemas onde criticavam a conduta de Estaline. O poema 286. Foram buscá-lo em Maio de 1934. Após terríveis sofrimentos físicos e mentais, morreu num campo de passagem, perto de Vladivostok, quatro anos depois.
[10] Autor por quem os antigos gregos tinham uma consideração igual à que tinham por Homero. Viveu no séc-VII, e era um poeta lírico. Do grupo dos jâmbicos ( ou iâmbicos). Iâmbico, diz-se do verso composto de iambos – Iambo, que ou o que compõe uma unidade de tempo breve seguida de outra longa (diz-se de pé métrico no sistema de versificação greco-latino).
[11] DREYFUS, Hubert & KELLY, Sean Dorrance, 2011.
[12] E terror. Que não vemos em A.Passos Coelho, mas onde são observadas várias tragédias individuais.
[13] Nesta história, todos os personagens principais são atingidos pela tragédia; a do próprio Silvestre, a de D. Guida, a do sr. Augusto, e a de Céu. Contudo tem páginas de intensa alegria.
[14] Sobre Literatura, Difel, 2003.
[15] No caminho o destino coloca-lhe a senhora de Tabuaço, no comboio, mas ele segue.
Publicada por Armando Palavras à(s) 08:34 Sem comentários:
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