sábado, 21 de novembro de 2020

Maria da Conceição Falcão Ferreira: Professora Catedrática bracarense escreveu duas teses magistrais sobre Guimarães


 " Nestes centros urbanos de Guimarães, além das construções e espaços mencionados, havia também construções correntes, mais modestas, mas absolutamente indispensáveis, como poços, fornos, adegas, cavalariças e até prédios em ruínas que a Autora não esqueceu".

José Marques, " Maria da Conceição Falcão Ferreira: Professora Catedrática bracarense escreveu duas teses magistrais sobre Guimarães", in 9 séculos, revista da lusofonia, , nº 1, Agosto,  Guimarães, 2020, p. 108.

3 comentários:

  1. A PESTE NEGRA EM GUIMARÃES - 9 SÉCULOS REVISTA DA LUSOFONIA

    A doença fica datada em Guimarães, logo no Outubro de 1348, pouco depois do S. Miguel de Setembro, marco que vem assinalando, comumente, a sua presença em Portugal 1*. Atendendo aos traços de urbanização das duas vilas, e ao número elevado de construções, à precaridade de infra-estruturas e de medidas de saúde pública, de estranhar, seria, que a infecção não alastrasse. Depois, como teremos oportunidade de ver, a mobilidade entre Guimarães e Porto, por exemplo era bastante grande. Quer nos contactos de mercadores, quer em outros negócios.O mesmo acontecia com o reino vizinho, pela fronteira de Chaves, para além das conhecidas viagens e paragens mais longínquas.
    Sem que se possa medir a real amplitude do contágio, os exemplos que reunimos são suficientes para imaginar um cenário de grande devastação. E, no propósito que ora nos ocupa, as consequências demográficas devem ter sido muito negativas, como se vai conhecendo um pouco, por todo o lado.
    A primeira omissão esclarecedora chega-nos no corte de documentação da colegiada: de 27 de Outubro de 1348 passa para 11 de Fevereiro do ano seguinte. O que terão sido esses cinco meses, ficará, para sempre, do lado dos silêncios. ... (...)

    MARIA DA CONCEIÇÃO FALCÃO FERREIRA

    REVISTA DA LUSOFONIA - DIRECTOR BARROSO DA FONTE

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  2. A "ARTE CONDAL" ESPELHADA NO ROMÂNICO RURAL - ARMANDO MANUEL GOMES PALAVRAS

    CONTEXTUALIZAÇÃO

    Portucal foi a designação antiga dada aos domínios situados no norte do país, correspondendo ao actual território entre Douro e Minho, em constante mudança devido ao expansionismo senhorial.
    Foi uma área territorial sujeita a intensas disputas entre muçulmanos que a dominaram durante cerca de um século, e os "senhores do Norte". Os presores tiveram aqui uma grande importância ( Pedro G.Barbosa). Mas é certo que, como condado, Portucale estabiliza-se com Vimara Peres, conde de Portucale de 869 a 873. O condado estava administrativa e judicialmente dividido em terras. Vimara Peres terá refundado com intenção povoadora, as cidades do Porto (Portucale) e Guimarães.
    Hermenegildo Guterres, seguiu-lhe as pegadas e estendeu o condado até território de Coimbra entre 869-911.
    Entre 926-978 surge uma figura singular - Mumadona Dias. Casada com Hermenegildo Gonçalves, torna-se na verdadeira governante do condado. Em 949 decide fundar, em Guimarães, o Mosteiro de Santa Maria, que viria a ser equipado com uma biblioteca notável. E providencia a construção do Castelo de Guimarães (Barroso da Fonte). O actual poucos vestígios incorpora do original do tempo de Mumadona, pois foi sujeito a muitas remodelações desde o século XII até ao século XIV, e mesmo posteriormente (Mário Barroca).
    Portucale designava então, o espaço político Além-Douro, que constituía a raiz para a afirmação do Condado Portucalense no tempo de Dom Henrique. Espaço que sustentou o título de rex portugalensium (rei dos portucalenses), assumido por D.Afonso Henriques. ...
    (,,,)

    In REVISTA DA LUSOFONIA

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  3. O nosso amigo José Matos, além de andar a ler muito (raro neste país), está atento às novidades...

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